terça-feira, 31 de agosto de 2010

Orçamento da União em 2009 - Retrato do governo Lula

Eis ai o que é o governo do PT - 35,57% do orçamento para encher os cofres dos banqueiros, financistas, agiotas, em uma palavra, dos capitalistas. A previdência social na verdade arrecada até mais do que gasta. Os estados e municípios juntos ficam com menos de um terço do que fica com os banqueiros. Procure a Saúde, a Educação, a Defesa Nacional...

Clique para ver em tamanho grande.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Segundo programa na TV dos candidatos do PCB a deputados federais por Minas



Na TV PCB você pode encontrar esse e os programas de nossos candidatos a Presidente da República, Governador, Senador, Deputados, programas antigos, clips, desenhos animados, entrevistas etc.

Programa de Fábio Bezerra ao governo de Minas Gerais, de interesse especial para os servidores públicos:

domingo, 29 de agosto de 2010

Luta pelo poder das entidades de base sobre o DCE se fortalece na UFMG

É com muito prazer que deixo por baixo os informes eleitorais para tratar de um assunto muito mais importante e no qual já somos vitoriosos. Estudei na UFMG entre 1994 e 1999, porém, foi somente no final de minha estadia naquela universidade que entendi que a única salvação para o movimento universitário é o poder das entidades de base, ou seja, dos Centros e Diretórios Acadêmicos, sobre os Diretórios Centrais de Estudantes. O contrário é o "aparelhismo", ou seja, a escola de corrupção, que se vê. Os estudantes do século XXI felizmente estão entendendo isso enquanto ainda militam, como se pode notar pelo cartaz (clique se precisar ampliar) que espalharam pelas paredes daquela Univesidade.

Já são vitoriosos, porque já criaram todo um campo de defesa dessa proposta, que por ser óbvia, está ganhando os estudantes honestos, já transformou o http://movimentoahoraeessaufmg.wordpress.com/ em referência e será a grande novidade da eleição. Se perder, mesmo assim ganhou, e vai continuar ganhando, pois queremos pessoas, mais que votos. Se ganhar também as eleições, ao implantar o poder das entidades de base, fará renascer o movimento estudantil na UFMG, que logo terá dias animados!!!

sábado, 28 de agosto de 2010

Movimento a Hora é Essa! defende o poder das entidades de base!

É com muito orgulho e prazer que publicamos o primeiro texto produzido sobre o DCE UFSJ fora de São João del-Rei defendendo o poder das entidades de base! Toda a força para nossos camaradas de Belo Horizonte! Ótimo texto!



AUTOCRÍTICA

Em primeiro lugar, temos que fazer autocrítica: Não é correta a relação entre os partidos de esquerda e as organizações estudantis praticada nas últimas duas décadas! É uma relação parasitária, predatória, ou para usar a gíria do movimento estudantil, aparelhista, pois os partidos transformam entidades estudantis (também sindicais, etc.) em “aparelhos” seus. Aparelho era como se chamavam as sedes das organizações de esquerda durante a ditadura, portanto dizer que um partido aparelhou um DCE é dizer que o transformou em sua sede.

Em que um partido dito socialista que controla um DCE como se fosse seu se diferencia dos partidos quadrilhas que controlam a República brasileira como se ela fosse só deles? Em que se diferencia um partido de bandeira vermelha que saqueia um DCE de um partido de bandeira azul que saqueia a República? Nas promessas de que luta pelo socialismo? São somente promessas de boas intenções! No nome? Nas gírias? Na promessa de que quando controlarem a República e não DCE´s e Sindicatos serão melhores que os atuais governantes? Mas se agora mesmo usurpam estudantes e trabalhadores de suas organizações, porque lhes entregariam a República?

Equívoco da tese “crise de direção”

Existem realidades em que o movimento vive uma crise de direção, ou seja, em que o problema é que a direção oficial não consegue dirigir, estando atrasada em relação às supostas bases, logo consegue impedir o surgimento de uma direção real. Porém, o caso em debate é mais difícil de resolver. Sabemos, por acompanhar a história do movimento universitário, que diversas forças já tomaram o aparelho DCE, sempre prometendo que não renovariam o aparelhamento, e ao longo de duas décadas é possível dizer com certeza que algumas gestões o tentaram de fato. Acontece que boas intenções não bastam. O problema central do movimento estudantil não passa por uma falta de caráter, de sem-vergonhice dos diretores. Trata-se de uma crise de organização, portanto não pode ser resolvido com mera troca de pessoas.

Solução na história

Se o objetivo é colocar fim às práticas aparelhistas, é necessário garantir que o poder seja dos estudantes, e não somente dos estudantes desse ou daquele partido. Se faz necessário que existam constantemente fóruns abertos, de fácil participação, e com poder de fato. Ao invés de inventar a roda, observemos a história. A ditadura, obviamente inimiga da democracia não somente no governo da República, mas em todo canto, fez questão de colocar fim às entidades de base. Para garantir que não voltariam a existir, criaram entidades com um universo maior de estudantes, com dinheiro e grandes eleições diretas, os D.A´s e DCE´s. Claro que alguns DCE´s já existiam, como o da UFMG desde 1932, mas era um Conselho de C.A.s, e a ditadura o transformou nesse aparelho que desde então não é mais dos estudantes. Fez isso como? Substituindo o poder das entidades de base por grandes eleições diretas. Aliás, hoje a rede Globo, que apoiou a ditadura até o fim, faz questão de esquecer que essa ditadura gostava bastante de eleições diretas, tendo mantido as eleições municipais, com exceção das capitais, estaduais por quase todo o período, e parlamentares nacionais.

Eleições diretas X eleições diretas

O que propomos não acaba com as eleições diretas. Pelo contrário, pois todos os C.A´s e D.A´s têm tais eleições, que somadas possuem muito mais eleitores que as grandes eleições diretas para DCE, e têm ainda vantagens qualitativas: Nelas o dinheiro é mais fraco, a propaganda pode ser feita até artesanalmente; os partidos podem participar, mas com suas idéias, pois o dinheiro e a máquina partidária, assim como a prática eleitoreira têm seu poder limitado em pequenas eleições; nelas os eleitores conhecem os candidatos de perto, e não pela propaganda.

A máquina de formar carreiristas

O poder das entidades de base é quebrar a máquina que há décadas deforma jovens militantes. A lógica das grandes eleições diretas, como de DCE na UFMG, é de mercado. Não há debate de idéias quase nunca, e as chapas distribuem seus programas, que são quase todos iguais há muitos anos, como se estivessem vendendo alguma coisa. Enaltecem um produto dizendo dele maravilhas que não são possíveis. Camisas, adesivos, programas, panfletos, cartazes, gastam vários milhares de reais. De onde sai esse dinheiro? Se os partidos o fornecem, não o pedirão de volta? E tiram de onde, se não de uma entidade para cobrir os gastos eleitorais de outra? Ou seja, a única crise de direção que existe é dentro dos partidos de esquerda, que têm enviado há décadas os seus militantes para uma prática atrasada – os jovens militantes aprendem a “levantar” dinheiro de fontes inconfessáveis, entram no jogo eleitoral dentro de suas regras marqueteiras, incluindo golpes e fraudes, aprendem a desviar grana de uma entidade para eleições de outra, portanto têm que aprender a esconder essa corrupção com notas falsas. Pretendem nossos grandes dirigentes ditos socialistas ou até comunistas consertar toda essa prática capitalista, que por vezes dura anos, com cursos de formação teórica de alguns dias por ano!!??? Claro que cursos teóricos são fundamentais, mas será que ensinam mais que a prática?? Tais dirigentes acabam perdendo o controle de seus partidos para os carreiristas que eles mesmos criaram. Eis o retrato da degeneração da esquerda brasileira.

A posição do Movimento A Hora é Essa

A ÚNICA coisa a perder é tempo! Não é inteligente vacilar, mantendo por mais e mais tempo a corrupção, a inatividade, o aparelhamento, a incompetência, a inexistência. Já existe a história nos provando que o poder das entidades de base é superior ao poder oriundo de grandes eleições diretas. E existe também o DCE da UFSJ, que há vários anos é dirigido pelo Conselho de Entidades de Base (desde 2005), e não confirmou nenhum dos temores dos inimigos do poder das entidades de base, e sim, muito ao contrário, protagonizou muitas conquistas reais do estudantado desta Universidade.

A partir de agora, nossa política tem o objetivo de conquistar o poder das entidades de base, sobre o DCE em primeiro lugar. Ampliaremos este debate pela UFMG, e discutiremos com os defensores deste poder as melhores formas de tal conquista, seja formando uma chapa de DCE, seja propondo um congresso estatuínte. Proporemos um estatuto nesses moldes em todos os fóruns onde exista espaço para isso. Pois estamos convencidos de que o poder das entidades de base é o poder dos estudantes, e que a atual forma de controlar o DCE é o poder do dinheiro e dos profissionais da politicagem.

Movimento A Hora é Essa! UFMG

terça-feira, 24 de agosto de 2010

21 propostas que um deputado federal precisa defender

1 - Todo ano os eleitores devem ter o direito de demitir os políticos, em plebiscito.
2 - Verdadeira Transparência. É possível e indispensável a movimentação de cada centavo público na internet, para todos, com fotos das notas, dos extratos, das folhas de pagamento, etc.
3 - As escolas, secretarias e o Ministério da Educação devem ser controlados por conselhos de estudantes e professores.
4 - Regulamentação do imposto sobre grandes fortunas, único dos criados em 1988 que ainda não é cobrado. Mais impostos sobre os ricos e menos sobre os pobres. Para se criar ou elevar qualquer tributo, taxa, contribuição, imposto deve ser necessário obter a aprovação do povo em um plebiscito.
5 - O Senado deve ser extinto e os deputados e senadores unificados em um Congresso Nacional reformado.
6 - Os Conselhos do SUS têm que ser realmente representativos dos usuários e dos funcionários da saúde, que também devem controlar cada hospital. Uma porcentagem do dinheiro da Saúde deve ser reservada para saneamento básico.
7 - Que as programações das TVs públicas sejam controladas por conselhos locais, regionais e nacionais, para cuidar das programações respectivas, compostos pelos seus funcionários, representantes das organizações de classe, estudantis etc. Em conjunto deve ser criada uma distribuidora nacional e pública de cinema.
8 - As empresas públicas devem ser agrupadas em uma só grande coorporação nacional, dirigida pelos seus trabalhadores e não pelos cabos eleitorais do governo. A transparência delas deve ser completa e não se reduzir a balancetes.
9 - Os bancos públicos não devem se comportar como bancos privados. Devem contratar mais, pagar mais, isentar de taxas e cobrar juros menores, pois como empresas públicas, não precisam de lucros.
10 - São necessárias grandes empresas agrícolas públicas, para solucionar as lutas no campo e auxiliar a agricultura familiar a produzir alimentos para alimentar as crianças do café da manhã ao jantar. A pequena agricultura precisa ser subsidiada.
11- Os salários dos políticos precisam ser aprovados pelo povo em plebiscito.
12 - A Seleção Brasileira representa a nação, não pode ser propriedade de meia dúzia de cartolas, portanto a CBF deve ser democratizada ou substituída por uma organização democrática.
13 - Fim da reeleição de parlamentares, pois no Brasil, alguns, usando o poder enorme dos gabinentes, tomaram o controle dos partidos, fechando o canal de participação popular nas eleições. Vetando-lhes a reeleição dificulta-se essa apropriação indébita.
14 - Homens públicos não devem ter sigilo bancário. Se a pessoa resolver ocupar um cargo público, suas contas também devem ser públicas. Se quer privacidade fique na vida privada.
15 - A redução da jornada aumenta os turnos, daí os empregos, portanto as vendas de todo mundo, e então aumenta também a produção.
16 - As Câmaras precisam ser reformadas. Os vereadores, por exemplo, devem ser substituídos por conselheiros municipais demissíveis pelos eleitores, recebendo somente ajuda de custo. Mas sobretudo, tenham o nome que tiverem, precisam ser compostas por critérios representativos.
17 - Um aumento das aposentadorias é um aumento de vendas em todas as cidades, daí aumento dos empregos. Os casos de violências em asilos exigem supervisão pública, poder que deve ser atribuído às associações de aposentados.
18 - Juízes precisam ser eleitos e demitidos pela Ordem dos Advogados do Brasil. As leis que geram a impunidade atual devem ser extintas. A punição para os corruptos deve ser o confisco de todos os seus bens pelo Estado.
19 - Autonomia dos Sindicatos perante o Ministério do Trabalho e as Centrais Sindicais. Desde 1937 os Sindicatos estão sob tutela governamental e isso não os ajudou em nada.
20 - É necessário debater a questão do tráfico de drogas por uma nova perspectiva, visto que a suposta solução repressiva fracassou.
21 - Assuntos importantes, a exemplo dos relacionados à preservação ambiental, devem ser decididos pelos eleitores em plebiscito, uma vez que os políticos tendem a privilegiar os interesses econômicos.

sábado, 21 de agosto de 2010

A Revolução não é uma insurreição armada

Por que o Partido Comunista lança candidatos? As eleições são completamente controladas pelos capitalistas, que são donos da grande imprensa e financiadores de gigantescas campanhas. Pode-se constatar, apesar da existência de exceções, a estreita conexão entre gasto em campanha e número de votos. Além de tudo, as urnas são eletrônicas, e o próprio PCB afirma, em todo programa, que a solução para o Brasil é a revolução. Então por que participa de eleições?

Por que a revolução não é uma quartelada, não é um golpe de Estado, não é uma insurreição, nem o resultado de uma guerrilha, a revolução pode ter um curto período semelhante a um parto sangrento, mas ela é sempre um processo histórico muito mais amplo que isso.

Quando o partido brasileiro se formou e lutou pela independência (1820-1831), seus objetivos já estavam traçados, em um trabalho que se estendeu por boa parte do século precedente, o XVIII, ou das luzes. Quando a República foi proclamada, em 1889, já se sabia como seriam suas instituições mil vezes traçadas nos jornais republicanos desde 1871 e mesmo antes. Os debates da Constituinte de 1891 não trouxeram grandes novidades, foram conclusivos, e rápidos. Quando os "tenentes" se levantaram em 1922, 1924 e finalmente vitoriosos com o apoio de parte das oligarquias em 1930, suas bandeiras, entre as quais despontava o voto secreto, eram já disseminadas entre as classes médias das grandes cidades, tanto que sem um organização nacional de cunho ideológico, eles levantaram praticamente as mesmas bandeiras em levantes separados no espaço e no tempo.

Um revolução é gestada, é construída, não é uma quartelada, não é um golpe de Estado. Quem quer trabalhar a sério para fazer a revolução socialista no Brasil junte-se ao seguinte trabalho:

Precisamos construir outro Estado, em projeto, propondo suas formas, e na prática, tomando trincheiras inimigas e instituindo nossas leis, dentro, por que não, da lei deles, que no entanto é contra nós. O mais que vamos ganhar com essas escaramuças é dar o exemplo, é mostrar como é na prática o Estado que criaremos, antes que retomem por um método ou outro o terreno perdido. Mas o exemplo é a melhor pedagogia.

Alguns camaradas, carentes de autonomia intelectual, não conseguem se adaptar à realidade, ficam presos à revoluções dos outros, esperando que um dia nossa realidade se torne semelhante à deles para que possamos imitá-los. Isso nunca acontecerá. Temos que atuar dentro de nossa realidade, que é essa democracia capitalista com as regras de 1988.

A partir dela, para infelicidade dos capitalistas, podemos propor não as regras necessárias aos bolcheviques, ou aos cubanos, ou aos chineses, em difíceis realidades, mas as regras ideais de uma democracia do povo trabalhador no Brasil. Se quisermos, podemos escrever uma Constituição e publicar. Não digo que devemos, mas podemos.

Também as eleições podem ser usadas nesse trabalho revolucionário. Aliás, o partido brasileiro se formou nas eleições de 1820, convocadas pela Revolução do Porto, e depois aproveitou bem cada eleição para chegar à independência política em 1831 com a deposição de Pedro I. Também o Partido Republicano soube usar as eleições para se divulgar e desmoralizar a monarquia. E para não deixar de fora os "tenentes", a eleição presidencial de 1930 foi essencial para a revolução do mesmo ano, mas não se pode esquecer que uma campanha presidencial de 1910 já armou, de certa forma por caminhos opostos, os ânimos e as mentes dos futuros insurgentes.

Portanto, o que um Partido Comunista deve fazer em uma eleição é o mesmo que ele sempre deve fazer - a revolução!

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Apagão em São Petersburgo

Depois de 20 anos de capitalismo a Rússia, enfim, chegou, ao apagão! É isso mesmo, a antiga potência hoje tem uma economia inferior à brasileira e agora sofre de apagões, uma coisa inimaginável no tempo soviético. E dizem que a economia capitalista é mais eficiente, só se for em deixar os russos no escuro!

Aliás, no escuro, na pobreza, na miséria, no frio, na doença, nas mãos da máfia... A população russa até diminuiu!

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Programas na TV dos candidatos do PCB


O camarada Kaizim está colocando os vídeos de nossos programas na TV PCB, cujo link podem encontrar na coluna lateral, e o endereço é http://tvpcb.blogspot.com . Acima o vídeo de nossa candidatura a deputado federal. Acabo de aprender a mexer no youtube! Vou agora mesmo fazer upload do camarada Túlio.

domingo, 15 de agosto de 2010

21 idéias que um deputado federal precisa defender

Não defendemos essas propostas como quem as promete. Não são ofertas em troca de votos. Não acreditamos que seja fácil fazer qualquer delas sair do papel. As defendemos porque as achamos justas.

1 - Todo ano os eleitores devem ter o direito de demitir os políticos, em plebiscito.

2 - Verdadeira transparência. É possível e indispensável a movimentação de cada centavo público na internet, para todos, com fotos das notas, dos extratos, das folhas de pagamento, etc.

3 - As escolas, secretarias e o Ministério da Educação devem ser controlados por conselhos de estudantes e professores.

4 - Regulamentação do imposto sobre grandes fortunas, único dos criados em 1988 que ainda não é cobrado. Mais impostos sobre os ricos e menos sobre os pobres. Para se criar ou elevar qualquer tributo, taxa, contribuição, imposto deve ser necessário obter a aprovação do povo em um plebiscito. 

5 - O Senado deve ser extinto e os deputados e senadores unificados em um Congresso Nacional reformado.

6 - Os Conselhos do SUS têm que ser realmente representativos dos usuários e dos funcionários da saúde, que também devem controlar cada hospital. Uma porcentagem do dinheiro da Saúde deve ser reservada para saneamento básico.

7 - Que as programações das TVs públicas sejam controladas por conselhos locais, regionais e nacionais, para cuidar da programações respectivas, compostos pelos seus funcionários, representantes das organizações de classe, estudantis etc. Em conjunto deve ser criada uma distribuidora nacional e pública de cinema.

8 - As empresas públicas devem ser agrupadas em uma só grande coorporação nacional, dirigida pelos seus trabalhadores e não pelos cabos eleitorais do governo. A transparência delas deve ser completa e não se reduzir a balancetes.

9 - Os bancos públicos não devem se comportar como bancos privados. Devem contratar mais, pagar mais, isentar de taxas e cobrar juros menores, pois como empresas públicas, não precisam de lucros.

10 - São necessárias grandes empresas agrícolas públicas, para solucionar as lutas no campo e auxiliar a agricultura familiar a produzir alimentos para alimentar as crianças do café da manhã ao jantar. A pequena agricultura precisa ser subsidiada.

11- Os salários dos políticos precisam ser aprovados pelo povo em plebiscito.

12 - A Seleção Brasileira representa a nação, não pode ser propriedade de meia dúzia de cartolas, portanto a CBF deve ser democratizada ou substituída por uma organização democrática.

13 - Fim da reeleição de parlamentares, pois no Brasil, alguns, usando o poder enorme dos gabinentes, tomaram o controle dos partidos, fechando o canal de participação popular nas eleições. Vetando-lhes a reeleição dificulta-se essa apropriação indébita.

14 - Homens públicos não devem ter sigilo bancário. Se a pessoa resolver ocupar um cargo público, suas contas também devem ser públicas. Se quer privacidade fique na vida privada.

15 - A redução da jornada aumenta os turnos, daí os empregos, portanto as vendas de todo mundo, e então aumenta também a produção.

16 - As Câmaras precisam ser reformadas. Os vereadores, por exemplo, devem ser substituídos por conselheiros municipais demissíveis pelos eleitores, recebendo somente ajuda de custo. Mas sobretudo, tenham o nome que tiverem, precisam ser compostas por critérios representativos.

17 - Um aumento das aposentadorias é um aumento de vendas em todas as cidades, daí aumento dos empregos. Os casos de violências em asilos exigem supervisão pública, poder que deve ser atribuído às associações de aposentados.

18 - Juízes precisam ser eleitos e demitidos pela Ordem dos Advogados do Brasil. As leis que geram a impunidade atual devem ser extintas. A punição para os corruptos deve ser o confisco de todos os seus bens pelo Estado.

19 - Autonomia dos Sindicatos perante o Ministério do Trabalho e as Centrais Sindicais. Desde 1937 os Sindicatos estão sob tutela governamental e isso não os ajudou em nada.

20 - O uso da maconha já está praticamente descriminalizado, e agora é necessário descriminalizar a plantação pelo usuário de alguns pés de maconha, para que não alimentem o tráfico, que deve continuar proibido, e para combater o crack, segundo pesquisa da Unifesp.

21 - Assuntos importantes, a exemplo dos relacionados à preservação ambiental, devem ser decididos pelos eleitores em plebiscito, uma vez que os políticos tendem a privilegiar os interesses econômicos.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Sábado, dia 14, debateremos os 21 pontos

Nesse Sábado, a partir das 14 horas, na casa do camarada André Luan, Rua Dora Bittar Brighenti, 86, bairro Solar da Serra, eu responderei às perguntas de todos os presentes, e os escutarei, no sentido de melhorar as 21 propostas antes ainda de serem impressas.

O evento será aberto a todos.

No momento, já existem propostas de inclusão e de exclusão, o que pode melhorar nosso debate.

As duas propostas de inclusão são:

a ) Calcula-se que um real gasto em saneamento básico economiza quatro reais na saúde. Lutar portanto para um programa nacional de saneamento básico, talvez vinculando uma porcentagem dos gastos da saúde.

b ) Um Fundo nacional financiando creches nas periferias condicionando que deveriam ser contratadas mulheres pobres da região.

A mortandade no trânsito também precisa respostas, algumas podem ser incluídas no item sobre a Justiça, mas outras são mais locais que nacionais.

Observem nos comentários que o camarada Lúcio fez mais propostas.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Resumo de minhas 21 propostas

1 - Eleitor, para você ser mesmo patrão dos políticos, precisa ter o poder de demiti-los. Quando tivermos um plebiscito anual para confirmarmos ou encerrarmos os mandatos, até o pior político adivinhara nossos desejos.

2 - Já é possível a movimentação de cada centavo público na internet, para todos, com fotos das notas, dos extratos, das folhas de pagamento etc. Lutemos pela completa transparência digital.

3 - A educação brasileira continuará um lixo enquanto estiver nas mãos de cabos eleitorais. As escolas, secretarias e o ministério devem ser controlados por conselhos de estudantes e professores.

4 - Imagine se para criar um imposto fosse necessário obter a aprovação do povo em um plebiscito. Seria então necessário explicar com muitos detalhes os gastos públicos.

5 - O Senado só existe para barrar qualquer proposta avançada que porventura passe pela Câmara. Com eleições extremamente caras, só os capitalistas financeiros têm grana para vencê-las. Devemos pedir o fim do Senado.

6 - Os Conselhos do SUS têm que ser realmente representativos dos usuários e dos funcionários da saúde, que também devem controlar cada hospital.

7 - As TVs públicas têm programação insipda, abrem pouco espaço para clips e curtas amadores, são reprodutoras de agências estrangeiras, porque estão nas mãos de cabos eleitorais do governo. Democracia nas TVs públicas, com a programação controlada por conselhos populares locais, regionais, estaduais e nacional.

8 - Todas as empresas públicas deviam ser agrupadas em uma só grande coorporação nacional, dirigida pelos seus trabalhadores e não pelos cabos eleitorais do governo. Como são empresas do povo, suas contas não deviam ter sigilo.

9 –Não basta que os bancos sejam oficialmente do povo, eles precisam servir ao povo, e não se comportarem como bancos privados. Devem contratar mais, pagar mais, isentar de taxas e cobrar juros menores e buscarem sempre o lucro zero.

10 -É necessário que exista controle público sobre as terras públicas. E são necessárias grandes empresas agrícolas públicas, para solucionar as lutas no campo e produzir alimentos para alimentar as crianças do café da manhã à janta.

11 - Precisamos de uma tabela fixa de salários dos políticos baseada no mínimo para conter os aumentos constantes que eles se dão com nosso dinheiro.

12 – Democracia na CBF e nos esportes. A seleção brasileira representa a nação, não pode ser propriedade de meia dúzia de cartolas.

13 – Fim da reeleição de parlamentares, que tomaram o controle dos partidos, fechando o canal de participação popular nas eleições. Vetando-lhes a reeleição dificulta-se essa apropriação indébita.

14 – Homens públicos não devem ter sigilo bancário. Se a pessoa resolver ocupar um cargo público, suas contas também devem ser públicas, não deve ter sigilo bancário. Se quer privacidade fique na vida privada.

15 - A redução da jornada aumenta os turnos, daí os empregos, portanto as vendas de todo mundo, e então a produção.

16 - As Câmaras precisam todas ser reformadas. Os vereadores, por exemplo, devem ser substituídos por conselheiros municipais sem remuneração. Os deputados têm que ganhar menos e ter menos assessores,

17 - Um aumento das aposentadorias é um aumento de vendas em todas as cidades, daí aumento dos empregos. Um mandato pode também auxiliar a organização dos aposentados e idosos, e lutar para que essas organizações tenham controle ao menos de supervisão sobre os asilos.

18 – Os juízes precisam ser eleitos e demitidos pelo povo ou pela Ordem dos Advogados do Brasil. As leis que geram a impunidade atual devem ser extintas. A punição para os corruptos deve ser o confisco de todos os bens.

19 – Autonomia dos Sindicatos perante o Ministério do Trabalho e as Centrais Sindicais. Desde 1937 os Sindicatos estão sob tutela governamental e isso não os ajudou em nada.

20 - A única maneira de extinguir o tráfico de maconha é permitir que os maconheiros a plantem em casa. Será um dinheiro a menos para a compra de armas e munições e os traficantes ainda perderão o contato dos maconheiros, dificultando espalhar o crack. A grana hoje gasta importando maconha sem impostos ficará no país.

21 - A Internet permite ao deputado que tiver essa vontade manter-se ligado constantemente aos seus eleitores, informar-lhes diariamente o que acontece e ouvir suas opiniões até minutos antes da votação. Propomos um mandato on line e a prova é nossa campanha na internet, completamente aberta ao debate e a receber opiniões, na página http://saojoaodelpueblo-pcb.blogspot.com .

Escolha a melhor e a pior nas pesquisas da coluna lateral.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Item 21 - Democracia Digital

A Internet permite que um parlamentar saiba, em Brasília, o que pensam seus eleitores. Os 53 deputados mineiros, pessoalmente, não podem estar em contato permanente com os 853 municípios do estado, mas pela Internet um só deputado é capaz de se comunicar ao mesmo tempo com seus eleitores em cada uma dessas cidades.

Implementar um mandato democrático, com constantes consultas e acompanhamento na Internet é escolha do parlamentar. Já estamos mostrando nessa página como isso pode funcionar por exemplo com o polêmico assunto da maconha. Outro exemplo é mantermos os comentários livres e um para cada tema. Agora que terminamos as 21 propostas, vamos criar outra enquete para saber qual nossa melhor e qual nossa pior proposta.

Como é óbvio, podem ser desenvolvidos softwares e páginas especiais para essa finalidade da democracia digital. Mas na verdade a questão não é técnica, mas política e até de concepção - De quem é o mandato? É dos financiadores ou dos eleitores? O parlamentar se compromete a respeitar seus eleitores ou prefere respeitar seus financiadores? Ninguém serve a dois senhores!

Vamos experimentando com esse blog e talvez uma página no orkut, não minha, mas dos eleitores 2121.

Item 20 - Combate ao tráfico de drogas e a maconha

Íamos incluir esse assunto no item sobre a Justiça, mas como os tucanos resolveram fazer do combate ao tráfico de drogas seu mote de campanha em Minas Gerais, nós nos vimos coagidos a abordar o assunto com mais detalhes. Achamos que o caminho seguido pela direita brasileira é ineficaz propositalmente, porque é assim que é eficaz para se ganhar mais dinheiro.

a ) Vamos começar pelo ponto mais polêmico e mais escandaloso, que é a existência do tráfico de maconha, que só existe para enriquecer um pouco mais os traficantes e lhes fornecer novos clientes.

Para combater o tráfico é importante retirar-lhes uma mercadoria estratégica, a maconha, que é a única que oferecem cujos efeitos para a saúde são brandos. As duas desculpas usadas para a proibição da maconha, que ela vicia e é alucinógena, podem ser atribuídas a diversas outras substâncias. Ademais, são argumentos paternalistas, segundo o qual se movimento um mundo de tropas, advogados, juízes, carcereiros, prisões, viaturas etc. para proteger marmanjos de se drogarem. A proibição, portanto, só existe para dar dinheiro. Se não fosse proibida, seria plantada nos quintais e o máximo que daria de lucro seria para um quitandeiro o mesmo que os alfaces e as batatas.

A maneira de retirar a maconha dos traficantes é permitindo que cada maconheiro plante até três pés dessa planta, fora as mudas. Quem finge não entender isso é porque está ao lado do tráfico. Existem diversos aliados internacionais inconfessos do tráfico, como a indústria armamentista, as indústrias químicas e os investidores. Sem a maconha, os traficantes vão comprar menos armas e munições, pois terão menos dinheiro, e não vão comprar a amônia que usam para conservar a maconha, e todo o sistema financeiro vai ter menos dinheiro circulando..

O país perderá menos dinheiro, pois a maconha é hoje importada isenta de impostos, e passará a ser produzida no Brasil, que se a experiência der certo, logo poderá ser exportador. Todos os municípios do Brasil sentirão a diferença, pois todos hoje perdem dinheiro importando maconha.

Alegam os defensores do tráfico, ou seja, da proibição, que uma droga leva a outra. É a proibição de todas como se fossem uma coisa só, “drogas”, que leva a isso, pois a fonte então se torna a mesma, o traficante, de forma que os milhões de maconheiros do país são colocados em contato com drogas mais pesadas. Se pudessem plantar seus pés de maconha, nem conheceriam os traficantes e teriam dificuldades maiores de contato com outras drogas.

b ) As propagandas anti-drogas tem sido feitas de forma errada. O papel dos governos e organizações de finalidades sociais é informar, não doutrinar. Devem se basear em pesquisas científicas e informar sobre todos os aspectos do uso de drogas – produção das drogas, efeitos, funcionamento no organismo, problemas de saúde relacionados, lucros do tráfico, punições e processos aos envolvidos etc. Deve-se averiguar se os financiadores dessas campanhas não são na verdade empresas que lucram com o tráfico, porque são mais propagandas da proibição que de inibição do consumo.

c ) As estatísticas são muito otimistas, o uso de drogas de todos os tipos é muito maior que o estimado. A idéia de que nas escolas as crianças estão protegidas dos traficantes é lunática, pois o normal é que em todas as escolas de ensino médio acontece um pequeno tráfico entre os estudantes mesmo.

Consulta:

Trata-se de um tema duplamente polêmico, pois além de polêmico em si, ainda não está resolvido dentro do Partido. No Congresso estadual da União da Juventude Comunista, que aconteceu em São João del-Rei, por exemplo, o aprovado foi um Seminário Nacional sobre o tema. Então, o que responder agora às perguntas sobre o assunto?

Sendo assim, resolvi criar duas enquetes, na coluna lateral destinada às eleições, cujos resultados tendem a ser idênticos mas podem não ser. Uma sobre se deve-se permitir que os maconheiros plantes maconha ou não, e outra se um deputado do Partido Comunista deve defender isso ou não. Como é óbvio, essa pesquisa não é um fórum do Partido, e além disso é aberta a não-membros do PCB e até a não-comunistas, mas vamos deixar os internautas brincarem de serem comunistas de vez em quando!

Item 19 - Autonomia dos Sindicatos perante Ministério do Trabalho e as Centrais Sindicais

Desde a década de 1930 os Sindicatos estão sob a tutela do Ministério do Trabalho. Lula cresceu no movimento sindical criticando esse atrelamento, mas o manteve e ainda tentou criar novas amarras institucionalizando as centrais sindicais.

O Ministério do Trabalho não move uma palha para limpar os Sindicatos que são controlados por parasitas, mas demora anos para dar a um novo Sindicato a autorização para existir. Proíbe estatutos com segmentos dos Sindicatos dentro das empresas, mas não proíbe estatutos que permitem a criminosos se apossarem de um Sindicato.

Os Sindicatos devem ficar livres do controle do Ministério do Trabalho, o que por si só já beneficiará os trabalhadores. Lhes facilitará, inclusive, livrarem-se dos ladrões, pois então só precisarão deixar falir o Sindicato parasitado e criarem outro.

O fim do poder do Estado sobre os sindicatos acabaria com o imposto sindical, com a unicidade sindical e com a garantia de emprego dos diretores sindicais. Mas o movimento sindical superaria tudo isso em poucos anos.

Item 18 - Democracia e eficiência na justiça

O escândalo das fraudes em concursos para juízes veio a provar que esse método de escolha de juízes não é adequado. Juízes são cargos públicos, devem ter mandatos e não carreiras, e devem ser escolhidos pelos parlamentos, ou diretamente pelo povo ou pela Ordem dos Advogados do Brasil. Um dos três poderes constitucionais não pode estar nas mãos de pessoas que não foram eleitas. Supunha-se, inocentemente, acrescentamos, que os concursos resultassem em juízes neutros em relação à política, mas nota-se que isso não é verdade. O único traço democrático do Judiciário é a indicação dos Ministros do Supremo Tribunal pelo presidente da República, ou seja, fortaleceu exatamente o poder que já é exagerado, que é o presidencial.

Além de um mínimo de democracia, a Justiça brasileira precisa ser libertada de uma série de leis feitas por advogados que só queriam livrar das grades os seus clientes criminosos e por corruptos que queriam garantir a própria liberdade. São as leis da impunidade, mantendo os criminosos nas ruas e estimulando o aumento da criminalidade.

A corrupção precisa ser punida com rigor e precisam ser abolidas as leis em que se baseiam os corruptos para escaparem à punição. A melhor punição possível para um corrupto, boa para desestimular a corrupção e para os cofres públicos, é o confisco de todos os seus bens. Tratando-se de gente amante do dinheiro, nada pode ser mais desestimulante.

Devem ser soltos os ladrões de galinha e devem ser abolidas as leis que permitem aos assassinos saírem da cadeia em poucos anos. Crimes econômicos podem ser punidos com confiscos e penas alternativas, mas crimes violentos devem ser punidos exemplarmente, pois a função da prisão não pode ser somente reeducar os prisioneiros, mas também desestimular o resto da sociedade de cometer o mesmo delito. Se o motivo de um crime for machista, isso deve ser um agravante a mais na pena.

Os familiares e amigos dos presos não devem ser punidos e humilhados a cada visita que fazem às cadeias. Essa é uma prática bárbara e ineficiente.

Na verdade, a Justiça é um campo que precisaremos reformar nos próximos anos antes que o país mergulhe no caos, e algumas reformas necessárias são de tal envergadura, como a democratização do poder judiciário, que necessitarão de uma nova Constituição, que para ser realmente boa terá que ser resultado de uma revolução, que não acontecerá nem há médio prazo, nos parece.

Existe entre os advogados o mito absurdo de que a Constituição de 1988 é muito boa, mas não é posta é prática!!? As leis comuns também seriam, acredita a maioria deles, muito boas, mas... Sempre o mas, necessário uma vez que essas leis são bonitas em sua escrita, mas não funcionam, ou melhor, funcionam para o que foram feitas, que não tem nada haver com o que dizem as suas palavras bonitas, mas com seu oposto. 

Item 17 - Poder também para os idosos

Um jovem inteligente que pense em votar em proveito próprio, deve votar a favor dos políticos que defendem os aposentados e idosos em geral. Afinal, na velocidade com que as coisas se resolvem no Brasil, qualquer política demora vários anos para ser aprovada e mais outros vários anos para entrar em funcionamento, de forma que são os eleitores jovens que receberão a maioria dos benefícios das lutas pela qualidade de vida dos idosos.

Mas somos uma espécie aparentemente incapaz de certas compreensões. Nenhum de nós deseja morrer jovem, ou seja, todos desejamos nos tornarmos velhos, mas tornamos a vida dos idosos um inferno na Terra.

Os governos tucanos reduziram as aposentadorias e ainda fizeram aposentados pagarem imposto de renda. O presidente FHC (PSDB) ainda chamou os aposentados de vagabundos. O governo Lula nem sequer pensou em reverter essas perversidades. Os deputados de sua base votaram contra os aposentados. Ora, em qualquer cidade de Minas Gerais, com destaque para as do interior, quanto menos os aposentados recebem, menos dinheiro circula, menos empregos existem.

A grande imprensa, a máquina de mentir aperfeiçoada pelo ministro Goebels, destruiu os valores sociais positivos em relação aos idosos, pois atrelada à lógica mercadológica, acabou por reduzir todos os humanos às tabelas de preços de escravos, em que idosos eram por vezes até jogados fora, enquanto jovens fêmeas saldáveis e trabalhadores especializados valiam fortunas. Deixamos para trás a escravidão e seus traços culturais para que o capitalismo, em pleno século XXI, volte a empurrar os idosos para a miséria e a morte.

A vida frenética, o trânsito cada dia mais rápido e perigoso, a poluição, o barulho, tudo é contra os idosos no mundo que estamos destruindo.

Os asilos, muitas vezes são prisões e campos de concentração e até, em casos raros mas já denunciados, extermínio.

Toda a nossa luta comunista, no fim das contas, é a favor dos idosos em seus resultados, mas existem questões específicas, como essa última dos asilos, cuja solução passa pelo fortalecimento político dos idosos, que devem ser tratados não como vítimas, carentes de assistência, mas sim como cidadãos que são. Os idosos devem ser chamados a resolver seus próprios assuntos, em conselhos ou assembléias restritas aos maiores de 60 anos, com recursos para gastar e poder sobre asilos e outras instalações voltadas para os idosos.

Um mandato de deputado não é capaz de reverter controle político ao ponto de entregar aos próprios idosos todo o poder a que fazem jus, mas pode estimular as organizações de idosos e aposentados.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Item 16 - Parlamentos baratos e enraizados no povo

Nossos parlamentos, as Câmaras de Vereadores e Deputados e o Senado, são caros e não são representativos a não ser dos financiadores das campanhas. A falta de representatividade é tanta que a maioria dos eleitores se esquece de quem votou e tem desprezo pelos políticos e pelos parlamentos. Tanto as eleições como o próprio funcionamento desses parlamentos são responsáveis por esse quadro.

As eleições são vergonhosas. São a confirmação do poder financeiro sobre a sociedade e o Estado, e a revelação das características dessa dominação. As pessoas votam em candidatos por motivos absurdos como ser da mesma região, beleza, promessas vis, gratidão, negócio, e por último lugar para decidir os rumos do país. Então, o candidato “da região” vota contra todos os interesses dos aposentados, dos trabalhadores etc., ou seja, da maioria dos eleitores de qualquer região. Quando od deputados votam, não votam no que os eleitores gostariam que eles votassem, então não representam os eleitores, são como advogados que traem os clientes.

Parlamentos eleitos de forma anti-democrática, capitalista, só podiam mesmo funcionar internamente também de forma anti-democrática. Criaram a figura do Presidente da casa, e lhe encheram de poder, de colocar ou não matéria em votação, de atrazar votações por meses, de indicar diretores etc., e também passaram a decidir diversos assuntos em comissões de líderes, acabando por dividir os parlamentos em um alto e um baixo clero.

Precisamos de uma reforma geral das eleições e dos parlamentos, tão grande que alguns pontos não cabem na absurda Constituição de 1988.

Comecemos pelas questões que podem ser resolvidas sem uma nova Constituição:

a ) Tempo igual de rádio e TV. A questão é escolher os melhores para ocupar certos cargos. Seria ridículo pensar em entrevistas de emprego com tempos diferentes, um candidato ao emprego falando 20 minutos e o outro 1. Só a empresa que não quisesse um bom empregado seria tão injusta. Então, a lei atual de divisão proporcional à representação na Câmara dos Deputados é um golpe. Ao invés de um horário compacto, toda a propaganda devia ser distribuída em inserções pela programação.

b ) Eleição de deputados em lista. O eleitor não vota em uma pessoa, mas em toda uma lista, toda a chapa de um partido ou coligação. Assim, o voto se torna ideológico, as pessoas votam ou não de acordo com as idéias defendidas pela coligação, e não por motivos idiotas como beleza, carisma, bairrismo ou qualquer outro desperdício de voto. Esse discurso mentiroso de “candidato da região” perderia muito terreno.

c ) Limitação de gastos eleitorais progressivamente, até chegar ao ponto de eliminar os gastos eleitorais, ficando a justiça eleitoral encarregada de fornecer os estúdios de gravação dos programas, assim como organizar sua distribuição pelas emissoras. Impresso, a justiça eleitoral poderia distribuir para todas as casas um caderno de propostas e currículos de todos os candidatos. Nesse sentido, também a favor do conforto público, acho que os carros de som tinham que ser proibidos nas eleições.

d ) Limitação brusca dos salários e dos assessores dos parlamentares. Os altos salários atraem pessoas interessadas demais em dinheiro, uma das piores caracteristicas que um político pode ter. Dão também aos parlamentares um poder desproporcional com a pobreza do povo, o que fere a democracia, como o prova o controle que estabelecem sobre os partidos, que deixam assim de ser canais de representação.

e ) A limitação brusca dos salários permitiria uma representação mais próxima, mais verdadeira. Em Cuba, por exemplo, cada 20 mil eleitores elegem um deputado. Então, São João del-Rei teria 3 deputados, JF teria mais de 20. Mas isso só é possível porque os deputados de lá não ganham salários nem têm acessores., então eles têm 703 deputados sendo doze milhões de almas. Minas Gerais, com 20 milhões de pessoas, só elege 53 deputados federais e uns 80 estaduais, que gastam, no entanto, dez mil vezes mais, para darem ao público o espetáculo que conhecemos.

f ) Liberdade partidária completa e liberdade até de candidaturas sem partidos é uma coisa que os autoproclamados campeões da liberdade não gostam. Impossibilitam um cidadão de se candidatar sem partido, mesmo sabendo que suas chances seriam mínimas, e dificultam a existência dos partidos pequenos, aos quais falam sempre em extinguir. Só não levaram em consideração que são os grandes partidos, e não os pequenos, os campeões em corrupção, escandalos, erros, governos ruins, leis impopulares, os responsáveis por toda a barbárie que toma conta do Brasil. Se fossemos extinguir partidos, coisa que acho desnecessária, é óbvio que deveriamos começar pelos grandes!

g ) Os eleitores devem ter o poder de demitir seus deputados, assim como devolvem uma mercadoria estragada. Em países tidos como ditaduras, como Cuba, os eleitores podem fazer isso, então porque não na “democracia” brasileira? Se o voto for em lista, isso pode ser feito com os eleitores sendo chamados anualmente a confirmar ou trocar seu voto, fazendo diminuir e crescer as bancadas. Se as eleições se tornarem distritais, o plebiscito pode ser para revogar ou não o mandato de um por um dos deputados. Da maneira que é hoje, com voto proporcional, os eleitores devem ter o poder de dissolver todo o parlamento, convocando novas eleições.

h ) Como já defendemos, a reeleição de parlamentares, no Brasil, devia ser proibida.

i ) Os vereadores deviam ser substituídos por conselheiros municipais sem remuneração, e espalhados pela cidade, podendo ser depostos e substituídos pelos eleitores.

j) O calendário eleitoral deve ser unificado, pois as eleições estão sendo usadas uma tendo em vista a outra. Nas eleições gerais, as prefeituras apóiam candidatos tendo em vista as receberem apoio nas eleições municipais e vice-versa. Uma troca de dinheiro público entre os políticos. 

Sobre as reformas econômicas anunciadas em Cuba

A imprensa capitalista está festejando as reformas micro-econômicas realizadas em Cuba, e ironizando a afirmação do comandante Raul Castro, de que o socialismo continua inabalável na pequena ilha desconhecida. É necessário aproveitarmos esse momento para debatermos um assunto fundamental sobre nossa concepção sobre a sociedade que queremos construir no Brasil.

As reformas foram aprovadas pelo parlamento cubano, 703 deputados eleitos sem partido e sem dinheiro, em voto secreto. Eles não recebem salários, nem têm assessores. Se reúnem três semanas por semestre e decidem tudo sobre tudo na ilha, depois voltam para suas cidades para trabalhar igual todo mundo. Quer dizer, segundo eles nem todo mundo, e eis o motivo de uma das reformar - os cubanos falam muito que Cuba é o único lugar no mundo em que se pode viver sem trabalhar, deixando claro que eles não conhecem bem os brasileiros. Eles então resolveram cortar certas ajudas estatais a pessoas aptas a trabalhar e que não o fazem. Outra reforma é permitir ainda mais pequenos negócios, como bares, salões etc.

Pergunto aos camaradas, o que essas duas medidas têm de capitalista? Devemos tolerar e estimular a vagabundagem? Acho que a Revolução Cubana pulou de um extremo ao outro, e agora pode encontrar o caminho do meio. No princípio chegou a se difundir o lema "quem não trabalha não come", obviamente aplicado somente às pessoas aptas a trabalhar, mas que mesmo assim era um exagero. Depois se adotou um paternalismo extremo, igualitarista, garantindo tudo a todos, sem nenhuma exigência de trabalho, como se as forçar produtivas de qualquer país do mundo já permitissem tal luxo. Devemos observar com cuidado, pois em poucas décadas deveremos tratar dos mesmos assuntos, e evitar exageros - infelizmente não é possível nem obrigar todo mundo a trabalhar, nem dar tudo a todos sem cobrar trabalho em troca. Isso não tem nada haver com capitalismo e socialismo, São só obviedades, a primeira política a segunda matemática.

Sobre os pequenos negócios, devemos nos perguntar - eles são acaso perigosos para qualquer regime que seja? Então o perigo para o socialismo cubano virá dos donos de botequins, das cabeleireiras e das vendedoras de roupas? E eu que na minha inocência pensava que o socialismo só poderia ser derrotado pelos corruptos de dentro da máquina do Estado? Ora, que disparate! Acreditar que o socialismo está acabando porque as pessoas podem ter seus pequenos negócios, que é o mesmo que acreditar que para construir no Brasil uma sociedade melhor temos que fechar os pequenos negócios!!?? Só se for para preservar a saúde dos donos desses negócios, que são obviamente masoquistas. Não existe outro motivo plausível.

São na verdade trabalhadores sofridos, que normalmente trabalham muito mais horas que a massa dos empregados. Em suas horas de descanso, estão preocupados sempre, pois pequenos negócios são sempre inseguros. Eles colocam suas economias na pequena prisão que constroem para si mesmos e 80% acabam falindo. Devem ser reprimidos mais do que se reprimem sozinhos? Então um cubano tem um sonho de ter um bar. Minha vontade é dizer que sonha com isso porque é um idiota, mas vou dizer que é porque assistiu na TV. Deve ser impedido? Para que? Deve ser jogado no colo do inimigo estrangeiro porque tem o sonho inocente de abrir uma birosca qualquer?

E no Brasil? Devemos deixar que os pequenos comerciantes, prestadores de serviço etc. continuem grudados aos seus carrascos capitalistas com medo de nós? Os capitalistas espalham aos quatro ventos que somos inimigos desses coitados, enquanto Marx nos ensinou a ter dó deles. Os capitalistas espalham tanto essa mentira que convencem até mesmo pretensos comunistas carentes de estudos. Só um completo asno pode acreditar que essa massa de arraias miúdas desunidas até a extinção deve ser tratada como inimiga. Eles são o que são, e devem ser tratados como todos que não são o núcleo capitalista, como alvos de nossa política de aliança e neutralização. A história do PCB mostra, diga-se para encerrar, que dentre eles surgem bons comunistas, alguns dos quais deram suas vidas na luta pela liberdade e a democracia, e pela preservação do Partido.

Item 15 - Redução da Jornada de Trabalho e do Desemprego

A redução da jornada de trabalho obrigará milhares de empresas a criarem mais um turno. O aumento do número de vagas de emprego permitirá aumentos salariais. O crescimento do número de empregados e dos salários resultará em crescimento do consumo. Então as empresas vão ter maiores lucros e poderão investir mais. Em resumo, a redução da jornada de trabalho terá resultados positivos para todos.

Algumas pessoas pensam de forma mecânica. Pensam que a redução da jornada de trabalho será uma redução da produção, e os pequenos empresários acham que terão que funcionar por menos horas, e que isso lhes dará prejuízo. São duas inverdades. A produção crescerá, uma vez que crescerão os consumidores em potencial, e todos venderão mais pelo mesmo motivo.

Não se pode esquecer, a redução da jornada de trabalho, reduzindo o desemprego, reduzirá também a criminalidade. Também é importante pensar na qualidade de vida do trabalhador, com mais horas de folga.

A jornada de trabalho só não foi reduzida ainda porque o capitalismo precisa de desemprego. É o desemprego que mantém baixos os salários, dificultando a enfraquecendo as greves. É o desemprego que coloca os empregados nas mãos dos patrões, pois possibilita demissões dada a fácil contratação de substitutos. Assim como o povo só terá poder sobre os políticos quando puder depô-los, os patrões perdem seu poder sobre os empregados quando não podem demiti-los.

No Brasil, o desemprego foi propositalmente multiplicado pelas políticas governamentais dos tucanos, e só timidamente reduzido pelos petistas. Não faltam meios de reduzir o desemprego.

A ) A proibição de horas extras. Horas extras são uma crueldade, uma agressão contra a saúde do trabalhador, uma exploração e uma forma de contratar menos. Se uma empresa está precisando de trabalhadores ao ponto de querer aumentar o tempo em que funciona, é porque está vendendo bem. Pode e deve contratar mais.

B ) Pagar aposentadorias dignas de forma a retirar os aposentados do mercado de trabalho.

C ) Fazer os bancos voltarem aos níveis de emprego de 20 anos atrás, pois eles multiplicaram seus lucros desde então e reduziram abruptamente o número de empregados. As lotéricas, como agora são extensões dos bancos, deveriam também contratar mais, por lei, e pagar aos seus funcionários ao menos o piso dos bancários.

D ) Fazer as empresas estatais contratarem mais. Uma das melhores coisas que qualquer empresa, mesmo privada, pode fazer para a sociedade é contratar mais. Então é uma idiotice a idéia de reduzir o número de empregos nessas empresas, que predominou nos últimos anos por força e mais força dos meios de comunicação de massas. 

domingo, 1 de agosto de 2010

Item 14 - Publicidade econômica dos homens públicos

Existe na Suécia, um país ainda capitalista, então também pode existir em qualquer outro lugar - a vida econômica dos homens públicos tem que ser completamente pública! Se uma pessoa resolveu se candidatar a um cargo público, não pode pretender permanecer privada. Deve ser uma opção, se a pessoa quiser privacidade, então fique longe da política.

Em detalhes, defendemos que políticos não tenham direito a sigilo bancário nem nenhum tipo de sigilo quanto a suas propriedades e movimentações financeiras. Um deputado poderia propor isso como projeto de lei e teria para isso que dar o exemplo, tornando públicas suas próprias contas.