quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

A complementariedade entre a polícia, a mídia e os Black Bloc



 
Desde Junho os Black Bloc tornaram-se uma polêmica recorrente, e a morte do cinegrafista da Band veio a polarizar ainda mais esse debate, que no entanto, em meu entender, acontece quase sempre truncado, quase sempre é maniqueísta para um lado ou para o outro, e eivado de sentimentos e medos infantis. Também não é imune a teorias da conspiração e manipulação tentando envolver terceiros. Não me (sim, escreverei em primeira pessoa para reforçar que é minha opinião) agradava a atenção dada ao assunto, que era modista, mas o desenvolvimento da situação política depois da morte do cinegrafista me obriga a esclarecer minhas posições.
O grande protagonista do momento é a grande imprensa, e o governo está tentando pegar carona, ambos em defesa da Copa e sobretudo tentando afastar o fantasma de Junho, que temem como se fosse a Revolução. O Black Bloc está ficando nu, revelando seu despreparo, sua imprudência e sua falta de conteúdo, ou seja, fez o que era previsto, continuou tocando a mesma música. A polícia idem, fez o de sempre, incluindo os provocadores.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

UM ESPÉCIME BLACK BLOC? UM FORREST GUMP À ESQUERDA?

Wlamir Silva
Professor e historiador

O perfil é bem significativo e esclarecedor. Alguns dirão: "classe média". Pois o Méier, bairro mais chique dos subúrbios da central - que conheço muito bem - dá margem para isso... Mas isso explica pouco... Os dois lados (da linha do trem) do bairro já apresentam perfis diversos. Há muitos estratos sociais no bairro... 


sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

POLÍCIA PARA QUEM PRECISA OU MAIS MARX E MENOS SIMBOLISMOS PÓS-MODERNOS

Wlamir Silva
Professor e historiador

Uma barbaridade cometida por três imbecis prendendo um jovem marginal num poste com uma corrente de bicicleta é mote para mais uma torrente de tolices acerca do país.

Na nossa impagável Câmara de deputados "debatem" a senhora Benedita da Silva, que vê senzala em tudo e divide a sociedade em pobres e classe média, e o imbecil de plantão Bolsonaro, que faz a apologia da violência privada e trata tudo na base do "ou lincha ou leva pra casa".

Nas redes sociais - reflexo das ruas, quando saberemos? - a barbárie do "bandido bom é bandido morto" é contraposta pelo idílico mantra em defesa do "preto pobre", com direito a ameaças de exclusão para quem não concordar...

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

“UNIVERSIDADE POPULAR”: REVOLUÇÃO OU ILUSÃO?




Wlamir Silva
Doutor em História
Professor da Universidade Federal de São João del-Rei
Wlamir-silva@uol.com.br
Texto escrito em 2010.

A União da juventude comunista apresentou no 58° Conselho Nacional de Entidades Gerais da União Nacional dos Estudantes, em abril de 2010, um manifesto em que defende a chamada Universidade popular. Esta sinalizaria, segundo os jovens e aguerridos companheiros, para um “projeto estratégico de universidade que rompa com a lógica mercadológica da educação, a divisão excessiva do saber, e realmente aprofunde a participação e diálogo da produção de conhecimento com a sociedade”. Projeto que se contraporia ao modelo de universidade burguês existente.