quarta-feira, 29 de junho de 2011

Vamos receber Anastasia em São João del-Rei como ele merece

O governador Anastasia, que paga o pior salário de professores do país, estará em São João del-Rei nessa Sexta-feira. Acontecerá, naturalmente, uma manifestação para denunciar as tucanagens desse cidadão. A concentração será em frente ao Sind-UTE, às 15 horas.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Reitor da UFSJ vaiado no Congresso da UEE e novos boatos de golpe contra o Diretório Central dos Estudantes

No Congresso da União Estadual dos Estudantes, acorrido nesse  feriadão em Divinópolis, dentro da UFSJ, o Reitor foi vaiado por toda a bancada da oposição, e não conseguiu falar. Seguir os conselhos golpistas do PT está custando caro ao Reitor. Ele agora terá que responder qual o grau de envolvimento da Reitoria com a corrupção relacionada ao Congresso da UEE - basta dizer que foram compradas 4 mil e quinhentas refeições mas a maior bancada teve somente 120 delegados, e a oposição 80.

Como o lado adversário não é nem unido nem composto por gente de confiança, alguns deles já nos informaram das próximas agressões armadas pelo reitor e alguns petistas contra o poder das entidades de base no Diretório Central dos Estudantes. Eles pretendem registrar outro DCE, com eleições diretas nas quais poderão aplicar um golpe semelhante ao aplicado na eleição de delegados da UEE/UNE ou outro qualquer, porque o que não falta são modelos de golpes em eleições diretas. Como são... inteligentes !!! Ainda não se perguntaram porque ninguém mais faz isso? Porque cada força política não cria seus sindicatos e DCEs usando esse mesmo método? Acontece, gênios petistas, que falsidade ideológica é crime! Existe um DCE, o mais reconhecido e apoiado pela própria base do Brasil, e fingir ser ele é, obviamente, falsidade ideológica. Vocês podem criar outra organização, que tenha o nome que tiver, não passará da juventude petista, mas não podem querer recriar uma que está viva, tão viva que os derrota.

Ah... vocês têm apoio do reitor, de um deputado federal e da UNE. Sabemos. Vocês acabam de descobrir o quanto isso vale em Divinópolis. Com os dez delegados que a UJS lhes deu, foram denunciados, vaiados, ao lado do seu reitor, e o DCE, sem nenhum delegado graças a fraude de vocês, foi o destaque do Congresso e ainda voltou para casa com uma Diretora da UEE. Detalhe, o DCE da UFSJ é o único do estado que tem diretor na UEE, todos os outros diretores são desse ou daquele partido.

domingo, 26 de junho de 2011

Mais uma greve dos professores das escolas estaduais de Minas Gerais

Já perdi a conta das greves de professores "do estado" que acompanho desde 1993, quando pela primeira vez apoiei ativamente uma greve, ainda estudante e de uma escola particular, que felizmente não estava em greve. Quem ler meus artigos sobre as greves passadas perceberá que tenho severas críticas à tática de meus companheiros professores, que não lhes tem dado vitórias de verdade. Porém, esse artigo não é sobre esse assunto, é sobre a essência da questão!

A educação brasileira, os salários ridículos pagos aos professores, é prova suficiente da incompetência de prefeitos, governadores, presidentes da República e parlamentares para cuidarem do assunto. Não é mais possível que a educação das crianças fique nas mãos dos corruptos. Eles não somente roubam o dinheiro da educação como são sócios dos donos das escolas particulares, que teriam que pagar mais aos seus professores na medida em que o estado pagasse mais aos seus.

A educação pública precisa ser separada dos governos, federal, estaduais e municipais, estruturada democraticamente como as Universidades Federais, mas sem figuras de autoridade como reitores e ministros. Os professores, aliados aos estudantes, devem controlar a educação em cada escola, cada cidade, cada estado, assim como o Ministério da Educação, separado do governo federal. As verbas da educação devem ser de impostos próprios, que não passem nem perto dos (des)governantes.

Professores e estudantes têm todo o direito e todo o dever de reivindicar esse poder, pois em caso contrário nosso país está condenado ao fracasso por ignorância. Se os professores não forem capazes disso, e é bem provável, sei porque sou professor e convivi com muitos, que não sejam, os estudantes precisam ser. 

terça-feira, 21 de junho de 2011

UNE aceitou os delegados eleitos em fraude e negou os eleitos corretamente

Uma eleição aconteceu um dia antes da data marcada, a outra no dia correto, na cédula da primeira eleição faltava o nome de uma das chapas, a outra tinha as três chapas, mas a primeira, uma vergonha para quem a fez - certo candidato a vereador do PT que usa o movimento GBLT e agora quer usar o movimento estudantil para angariar votos em 2012 - foi feita por um militante do partido que manda no partido que manda na UNE, então... conforme já era esperado, para a UNE os representantes dos estudantes de São João del-Rei são os da eleição antecipada e sem uma chapa.

Na eleição com as três chapas presentes na cédula, e acontecida no dia marcado, a chapa retirada da cédula pelos petistas teve 396 votos, contra 41 deles. Essa chapa, golpeada, como é comum em eleições diretas de DCE e agora se vê também para eleição de delegados da UNE, é a escolhida pelos Centros e Diretórios Acadêmicos da UFSJ, ou seja, a UNE está rompendo com sua base para ficar com seus aliados/chefes.

Os estudantes daqui estão indignados, mas aprendendo. Alguns entre eles já não viam direito o que são as eleições diretas, e esse exemplo vem lembrar. Os petistas, com suas acusações mal contadas, estão colaborando para transformar o episódio em uma baixaria, o que só confirma nossas idéias.

O poder das entidades de base enfim foi colocado pelos petistas e seus rabos diante da necessidade de libertar os demais DCEs e fortalecer as demais entidades de base espalhadas pelo país. São muito... inteligentes, nossos adversários! E são assim no país todo, com essa mesma destreza para acertar o próprio pé. A pseudo-democracia capitalista praticamente não tem defensores nas Universidades, então o que um comunista deve fazer não é se tornar defensor desse lixo abandonado, mas defender uma democracia de verdade, que nos DCEs brasileiros são os Conselhos de Entidades de Base, mesmo onde ainda não existem entidades de base, pois ai elas nascem...

sábado, 18 de junho de 2011

Fraude nas eleições diretas para o Congresso da UNE em Ouro Branco

Dessa vez as eleições foram inventadas. Certas forças políticas, provavelmente as mesmas que defendem as eleições diretas, já estão com atas prontas de delegados eleitos no campus de Ouro Branco da UFSJ. Só existe um pequeno problema - as eleições não aconteceram! Trata-se de outra antiga forma de fraude. Dessa forma, o Congresso da UNE não vai representar os estudantes do Brasil, mas sim a marginalidade que existe em meio a eles.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Movimento Mudança (petistas) tenta golpe eleitoral na UFSJ


O “Movimento Mudança”, um segmento da juventude do PT, tentou um golpe na UFSJ. Naquela universidade, como em outras de Minas, está acontecendo uma eleição de delegados para o congresso UEE, organização mineira de estudantes universitários. É uma eleição entre chapas, triste imitação do carnaval eleitoral que acontece no Brasil de quatro em quatro anos, (triste dizer carnaval, pois o carnaval brasileiro é muito mais sério que a democracia brasileira).
Com apoio da associação de repúblicas daquela universidade, atualmente aparelhada pelo PSDB, o movimento Mudança fez o seguinte: (...) retirou da cédula a chapa eleita pelo CEB (Conselho de C. As). Os defensores das “Diretas Já” são tão fortes em sua democracia, que para não sofrerem derrota no próprio terreno, preferiram sabotar o processo eleitoral que defendem.
 A peculiaridade do movimento estudantil da UFSJ é a existência de um forte, organizado e representativo conselho de entidades de base (C.AS), que dirige e administra o DCE. Mas o que quer o movimento Mudança? Sabotar essa representativa organização dos estudantes. Para isso recebem todo tipo de apoio da reitoria, que depois de levar muitas pauladas do DCE, resolveu “criar” seu próprio movimento estudantil, as “Diretas Já”. Mas eles acabam de mostrar quem são e isso vai fortalecer o CEB. Os estudantes não são bobos e vão saber diferenciar oportunismo de movimento estudantil.
 Sobre o golpe que eles deram é preciso insistir:
 1)  Não é um acontecimento de exceção, golpes do mesmo tipo devem estar acontecendo em vários lugares de Minas, pois sempre que há uma eleição desse tipo algum podre acontece. Por exemplo, no Brasil só se ganha eleição com dinheiro, quantos podres acontecem por causa desse "dinheiro" antes e depois das eleições? Há casos como Tiririca, que representam até que ponto as eleições são realmente o bacanal da democracia.
 2) A questão essencial não é que o movimento Mudança é formado por oportunistas, mas são oportunistas formados por uma pedagogia ordinariamente presente em quase todas as organizações estudantis brasileiras, pedagogia que se efetiva a partir dessa prática obsoleta que são as grandes eleições diretas, que consiste em reduzir a política estudantil a  fraude e a eleição ganha na base do dinheiro.  
 Nesse sentido, se torna claro, as questões essenciais do movimento estudantil passam pela sua forma de organização, que não é uma questão de caráter burocrático, como querem alguns esquerdistas e direitistas, mas é questão essencialmente política, pois as formas de organização efetivam espaços de vivência da política, que por sua vez, são produtores de certas formas de subjetividade política. Cabe lembrar, em sete anos de experiência do poder das entidades de base na UFSJ nunca houve nada similar a esse tipo de golpe que foi promovido pelos petistas e pelo PSDB.
 Um estudante pode ser inteligente, gente boa, correto, mas se ele entra para o movimento estudantil e aprende com seus companheiros mais velhos que para ganhar é preciso fraudar, ou vai embora ou se torna um oportunista e não enxerga mais problema nenhum em imitar todos os tipos de baixaria da democracia brasileira.
 O golpe na UFSJ não é isolado, não está no nível dos bons sentimentos e da moral, mas da política e coloca aos estudantes o seguinte problema: vamos admitir no movimento estudantil práticas obsoletas e oportunistas ou vamos lutar para criar formas mais avançadas de organização, levando em conta que o caminho para isso é “todo poder as entidades de base”?
 O problema do movimento estudantil não é de direção, mas de organização, pois só uma organização capaz de fomentar práticas realmente democráticas, que incluem o debate, a discordância, o embate e que combata sem piedade a fraude política em suas variadas manifestações,  pode gerar a direção, que tem que ser dada pelos estudantes, através de sua vivência profunda da política. O poder das entidades de base, uma democracia de conselhos no movimento estudantil, possibilita isso.
 Os estudantes que militam no conselho de C.As da UFSJ entendem isso com clareza, mas infelizmente a esquerda brasileira é nessa questão igualzinha a direita, gosta mesmo é de fraudar e justifica suas fraudes falando de democracia, de crise de direção, de bandeiras de todas as cores e da revolução, enquanto assume práticas anti-democráticas que o golpe na UFSJ exemplifica bem.  Essas práticas podem até ser classificadas como um covarde fascismo, escondendo-se atrás da palavra de democracia, pois não são os fascistas, os mais especializados, em calar seus oponentes e roubar seus direitos políticos?

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Fraude nas eleições de delegados para o Congresso da UNE na Federal de São João del-Rei

As chapas ligadas aos militantes do PT e do PSDB (a RUA é dirigida por um tucano) estão aplicando um golpe eleitoral velho nas eleições diretas para delegados ao Congresso da União Nacional dos Estudantes - Eles retiraram da cédula a chapa criada pelos Centros e Diretórios Acadêmicos no Conselho de Entidades de Base! Não nos surpreende, sujeira em eleições diretas, nem vinda de quem vem.

Se algum militante estudantil da UFSJ ainda tinha dúvidas sobre as grandes eleições diretas não serem uma forma decente de democracia, agora as dúvidas se foram. Se sete anos sem essas baixarias tinham feito as denúncias sobre o que são as grandes eleições diretas parecerem exageradas, só foi necessário uma eleição direta de delegados para provar que esse tipo de democracia é mesmo ineficiente, para não dizer falso.

Detalhe, os golpistas são os mesmos que têm sido elogiados sem cessar pela assessoria de imprensa do reitor, e afirmam que têm o apoio do mesmo para sua fraude.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

UJC e o congresso da UEE/Um questionamento II

Camaradas,

Apenas uma auto-correção, na postagem abaixo disse que não havia nenhuma menção, mas realmente  há uma pequena menção a proposta das entidades de base no texto que está publicado no Expresso vermelho. A seguinte:

"A União da Juventude Comunista impulsionará a formação de uma Chapa de Oposição Independente com coletivos e estudantes que buscam no dia a dia do movimento estudantil construir uma nova perspectiva para as entidades gerais dos estudantes pautada entre outras coisas na autonomia do movimento estudantil em relação aos governos e reitorias, no debate sobre Universidade Popular e na defesa do poder das entidades de base."

Como comentei lá no blog regional, está bom, o que demonstra não haver um recuo em defender a proposta , mas talvez uma pequena e covarde timidez. Realmente é preciso articular e fazer política no congresso, o texto está claro nisso, falando as coisas certas. Mas ainda deixo em aberto que seria importante, tentarmos fechar uma chapa que colocasse como sua propaganda a mudança de estatuto e a construção da  UEE pelas entidades de base, certamente ainda não temos forças para ganhar, mas somaríamos força nesse sentido. A mudança de estatuto como carro chefe de uma possível chapa, não veda ou exclui outras propostas, aliás, é importante que falemos sempre de mais  coisas e frisemos também o caráter político da defesa do poder das entidades de base, principalmente para responder aqueles que acham que isso tem a ver somente com organização. Nisso gostei do texto que está no Expresso vermelho, mas  ele  é muito tímido quando fala das entidades de base, mas isso a gente vai construindo...




UJC e o Congresso da UEE/Um questionamento

Camaradas,


Primeiramente gostaria de fazer autocrítica. Por motivos diversos, quase todas relacionados a vida, (...), não digo pessoal, pois não sei bem onde termina o pessoal e começa o social, não estou acompanhando diretamente as atividades da atividade da UJC em Minas, claro que nada justifica isso, mas gosto de frisar esses injustificáveis motivos pois eles me incomodam. Mas isso não quer dizer que estou totalmente inativo, estive em alguns espaços, como a reunião  em São João del rei  justamente para convencer alguns simpatizantes, potenciais militantes, de que era muito necessário construir o PCB e a UJC. Chega de comportamentos lunáticos, não é?

Bom, mesmo assim não vou me furtar de fazer alguns questionamentos, já que considero acertada a posição de que é sempre bom um debate franco e aberto no partido. Meu questionamento é o seguinte: 

Acabei de ler no Expresso Vermelho que a UJC vai participar do congressso da UEE, como deve ser ,é claro .  Vi algumas bandeiras interessantes e importantes que vão ser trabalhadas no congresso como: A universidade Popular e essa campanha o "Minério é nosso", mas não vi menção nenhuma a política das entidades de base  ou tentativa de dar continuidade a política que se começou fazer naquele congresso estatuinte da UEE , que segundo muitos camaradas, foi extremamente produtivo para UJC. 

Sei que o processo de eleição na UFMG ano passado foi pesado e que o peso pode ter causado um certo recuo dos camaradas diante dessa política. Não se trata aqui de julgar, mas de discutir: existe esse recuo? Como o conjunto da nossa militância da UJC esta vendo a proposta de construir o movimento estudantil através do poder das entidades de base?  Será que ainda não aprendemos direito o que significa essa política? Não seria produtiva para UJC lançar como proposta da chapa mudança de estatuto da UEE e retomar a discussão que aconteceu na estatuinte? (Sem excluir nenhuma das bandeiras já acertadas, é claro). Talvez ainda haja pouca segurança  do conjunto da militância da UJC em Minas em relação a proposta, se assim for, precisamos avançar com esse debate.


quarta-feira, 8 de junho de 2011

Reitor exonerou responsável por Inverno Cultural porque ele assinou um manifesto !

O pró-reitor de extensão, que cuida do Inverno Cultural, que acontecerá daqui há um mês, foi exonerado porque assinou o manifesto "UFSJ Autônoma e Democrática" !?!?! Ou seja, por um motivo político, para não dizer politiqueiro, um evento da importância do Inverno Cultural para a UFSJ e a cidade é comprometido? Onde está a responsabilidade do reitor? Por que um manifesto o desagrada a universidade e a cidade têm que sofrer? Não aguenta serenamente opiniões divergentes?

É esse mesmo aquele que caluniou o Partido Comunista !!! Afirmou, em uma reunião do Conselho Superior, que os comunistas "aparelham" o DCE. Quando em nossa resposta "Ao Sr. Reitor" (publicado nesse blog), lhe ensinamos o que é aparelhamento e o desafiamos a nos desmentir e a mostrar onde nós aparelhamos qualquer coisa, ele fingiu que não leu, não respondeu. Tivemos, até hoje, a bondade de quase só divulgar essa resposta na Internet, mas tenho que certeza de que nos arrependeremos, como sempre na história, de nossa clemência. 

Não é aparelhamento, senhor reitor, quando seus interesses políticos dentro e fora da UFSJ se sobrepõem ao Inverno Cultural?

domingo, 5 de junho de 2011

O uso eleitoreiro da Reitoria da UFSJ e a fraqueza dos estudantes

O reitor da UFSJ, o mesmo que acusou o Partido Comunista de controlar o Diretório Central dos Estudantes, por um lado perdeu completamente o pejo de usar a reitoria para sua própria pré-campanha e para a pré-campanha de políticos aliados para as eleições de 2012, e por outro descobriu que a fraqueza do Diretório Central dos Estudantes é a comunicação, de forma que pode até apresentar ao público as conquistas de suas lutas como se fossem dádivas suas e resultado de diálogo com seus próprios militantes, alguns comprados e outros pré-candidatos em 2012. Seguindo o exemplo do reitor, outros pré-candidatos estão usando as notas da Assessoria de Comunicação da UFSJ, que pelo visto virou assessoria de comunicação da pré-campanha do reitor a prefeito ou de São João ou de Barroso, terra dele.

Sabendo que os estudantes já preparavam uma ocupação de reitoria, ele cedeu a diversas reivindicações do movimento, mas não às reivindicações democráticas, somente às econômicas, que ele já podia ter cedido, sem esforço, há anos. Mas como os estudantes organizados no Conselho de Entidades de Base não souberam comunicar aos estudantes que não participam do que estavam fazendo, e o reitor, o PT, e agora pelo visto na Gazeta, também o PSDB, têm sob seu controle descomunal poder de comunicação, está parecendo a todos que um grupinho de estudantes disciplinadinhos se reuniu com o reitor e ele imediatamente cedeu a todas as suas reivindicações. Lembra os métodos de toda ditadura.

Contudo, os pré-candidatos reitoristas são uns inocentes, porque acham que as pessoas são burras. Reitor e seus capachos, vamos contar para vocês outra vez - As pessoas não são burras, elas são desinformadas! É diferente. Quando informadas, as pessoas entendem tudo, pelo visto antes de vocês. Vocês acham mesmo que as pessoas não estão percebendo que vocês estão usando o patrimônio público para auto-promoção? Vocês acham que as pessoas gostam disso?  Tratando-se essas pessoas de estudantes, professores e outros trabalhadores concursados, o que acham que resultará de suas propagandas de auto-promoção? Acham que bandos de estudantes se juntarão a vocês para serem incorporados em suas campanhas no ano que vem?

Fiquei sabendo que o reitor gosta de repetir uma frase de Tancredo Neves que pelo visto ele ainda não entendeu e não conseguiu explicar para os outros pré-candidatos com os quais se juntou - "Universidade não ganha eleição, mas perde!"

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Os efeitos de diferentes itens da reforma política para as organizações comunistas brasileiras

Ainda não sabemos quais serão os resultados da reforma política em debate no Congresso, mas existem algumas tendências, propostas pelas quais a esquerda e a direita pressionam há muitos anos. Existe também um nível tal de desmoralização das eleições, sobretudo depois do fenômeno Tiririca, que está quase obrigando à realização de uma reforma novidadeira, que dê fôlego ao sistema político.

O voto deixar de ser obrigatório está em pauta. Seria maravilhoso para todos os comunistas, que obviamente não deixarão de ir votar. É elementar que o voto obrigatório não é politizador, mas sim reforço para o voto despolitizado de várias matizes - clientelismo, deboche, bairrismo, simpatia etc. Porém, dificilmente será derrubado o voto obrigatório.

Os grandes partidos querem criar a chamada cláusula de barreira, ou seja, um limite de votos que qualquer partido teria que ultrapassar para poder de fato participar das eleições. É como pedir experiência para quem vai procurar o primeiro emprego. É na verdade uma tentativa de limitar o jogo político a uns poucos partidos. Seria uma medida que desmoralizaria o sistema político de 1988 ainda mais rápido, pois os grandes partidos, únicos que sobrariam, são exatamente os que já são mais sujos que qualquer chiqueiro, completamente desmoralizados.

Para os comunistas a extinção, mesmo que assim disfarçada, de seus partidos da participação eleitoral seria horrível por esse ponto de vista, mas benéfico na medida em que lhes daria uma bandeira pela qual sabem lutar mesmo no atual estado de infantilidade, e ainda correria do meio deles um monte de parasitas.

Outra forma, mais branda que a cláusula de barreira, para prejudicar os pequenos partidos é o fim das coligações para deputados e vereadores. Nenhum dos diversos partidos comunistas que hoje existem no Brasil fazem sequer um deputado federal sem coligações. O fim das coligações, portanto, coloca todos em crise, os que já participam do jogo eleitoral e os que têm construído seus partidos na perspectiva de participar. As organizações ditas comunistas mas que não vislumbram a participação eleitoral não merecem nem nossa atenção!

Entre os que participam das eleições, o PC do B se especializou em eleger deputados com os votos de legenda do PT, tanto que se tornou dependente, uma corrente externa, desse partido. Agora, se aprovar o fim das coligações, o PT estará, coisa corriqueira, traindo de novo o PC do B. Assisti isso pelos 10 anos que fui do PC do B, e ouvi falar de traições bem anteriores, e fazendo sete anos que deixei esse partido continuo assistindo as seguidas traições. Essa, porém, pode ser a final, posto que o fim das coligações é o PT dizer ao PC do B - ou entra no PT ou se vira !

A realidade do PCR não é diferente. O PCR pretendia seguir o mesmo caminho do PC do B, de participar das eleições coligando-se com outros partidos. Agora está diante do PCR, se for aprovado o fim das coligações, o mesmo dilema - tornar-se corrente de um PT, ou PDT ou seja lá o que for, ou se virar...

Os comunistas todos terão que decidir, se as coligações acabarem, entre abrir mão de existirem eleitoralmente com cara própria, ou aprenderem a se virarem resolvendo seus problemas como adultos. A atitude hoje é infantil, autoritária, ao invés de tentar o acordo se cria uma nova seita, com um novo dono da verdade. O tempo não é para brincar de conspiração, é para resolver todos os assuntos com debates exaustivos, para existirmos.

O voto em lista fechada, para os comunistas, é um sonho, é uma reivindicação antiga da esquerda brasileira, e foi aprovado na comissão que debateu o assunto na Câmara dos Deputados. Simplesmente as eleições seriam como já fazemos, pedindo votos para o Partido, debatendo política, e os demais não poderiam fugir desse debate.

Já a reivindicação do Vice-Presidente Michel Temer, de voto distrital, dificultaria muito a eleição de comunistas para deputados, mas facilitaria para vereadores. É a proposta ideal para a direita, pois beneficia diretamente o poder financeiro, sem precisar criar dificuldades especiais para partidos pequenos, ou seja, com mais legitimidade.

Diante da tendência perceptível pelo voto em lista, o senador Aécio Neves, chefe habilidoso da direita, está propondo um modelo misto, parte dos parlamentares eleitos em lista, parte em distritos. Não vou ficar nem um pouco admirado se for esse o resultado. Teríamos, nesse caso, que examinar os detalhes da lei.