quinta-feira, 26 de abril de 2012

Soluções para a economia de São João del-Rei - uma primeira leitura


Todos sabemos que é necessário gerar emprego e renda, bons empregos, deve-se acrescentar. Enquanto vivemos em uma economia de mercado, e isso infelizmente terá que durar bem mais do que o inicialmente imaginado, a única maneira de fazer crescer o nível de empregos e de renda, que nesse caso andam lado a lado, é fazendo funcionar melhor a economia.

A situação econômica de São João del-Rei tem aspectos locais, que podem ser resolvidos por nós mesmos, e problemas gerais, que fazem parte da realidade nacional e mundial de nossa época. Vamos começar pelas más notícias, ou seja, pelo que não podemos mudar.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

CIRCULAR DO SECRETARIADO NACIONAL SOBRE DISCUSSÕES POLÍTICAS NAS CHAMADAS REDES SOCIAIS DA INTERNET


Aos membros do CC e ao conjunto da militância do PCB


O Comitê Central, através de seu Secretariado Nacional, comunica aos membros do Comitê Central e dos Comitês Regionais que orientem todos os militantes do PCB  a preservarem a organização partidária em redes sociais e outras formas de relacionamento virtual.

Compreendemos que, ainda que movidos por debilidades organizativas, muitos militantes se lançam em debates fora dos fóruns legítimos na ânsia de contribuir com o aprofundamento dos debates e formulações do Partido. Isso reforça a necessidade de todo coletivo partidário estabelecer fóruns regulares e ter suas bases organizadas e com agenda de reuniões.

A esses militantes e dirigentes, solicitamos que usem a disposição de debate e construção teórica alocada em debates fora dos fóruns legítimos para o fortalecimento de nossa estrutura orgânica, construindo as bases onde essas não existem e fazendo de fato uma contribuição à formulação e desenvolvimento do Partido Comunista Brasileiro.

Desta forma, para melhorar e potencializar o uso de ferramentas da “grande rede” em favor da reconstrução revolucionária do PCB, informamos que já disponibilizamos uma (1) página oficial do Partido na rede social Facebook, e na qual as “intervenções” serão moderadas pelo Partido.

Nos debates que ocorrem nessa rede,  temos sido vítimas de sabotadores e provocadores, que se aproveitam de situações as mais variadas para semear a discórdia e a cizânia em nossas fileiras. Lembramos ainda que, dentro do elementar e fundamental princípio do Centralismo Democrático, que rege nossa atuação como militantes comunistas, somos – em espaço público – porta-vozes da política do PCB, e não de nossas convicções individuais.

18 de abril de 2012

Secretariado Nacional 

terça-feira, 17 de abril de 2012

Efeitos positivos da reestatização da YPF

A presidenta da Argentina reestatizou a empresa de petróleo do país, a YPF, derrubando o valor das suas ações nas bolsas de valores. A imprensa "brasileira", cumprindo seu papel de linha auxiliar das tropas e embaixadas imperiais, faz coro ao governo espanhol contra o governo argentino e tenta jogar a opinião pública brasileira contra o país irmão.

Em que a decisão argentina prejudica ao povo brasileiro? A queda do valor das ações? De que nos interessa? Não temos nenhuma dessas ações! O prejuízo dos investidores estrangeiros? Esse é o melhor dos efeitos!!!

Os "investidores" são na verdade parasitas, roubam e querem roubar mais ainda o patrimônio dos povos latino-americanos. Na década de 90, aproveitando-se de governos fracos, resultantes de regimes políticos propícios à vitória de bandidos, esses parasitas compraram executivos, legislativos e judiciários desses países e tomaram suas empresas estatais por meio de privatizações. Esperavam que nossos povos nunca conseguissem se levantar e resistir...

A reestatização, uma vitória da soberania argentina, pune os parasitas, desestimula futuras privatizações, afugentando possíveis "investidores estrangeiros". É pouco, só pune uma parte dos criminosos. Também os governantes envolvidos nesses atos de traição deviam ser punidos, segundo a lei. 

Entrevista com João Bosco (PSOL) na TV Del Rei


João Bosco foi nosso candidato a prefeito em 2008, e é pré-candidato a prefeito pelo PSOL. 

sábado, 7 de abril de 2012

Uso eleitoreiro da UFSJ pode atrapalhar relações entre a Universidade e o município


A atuação do reitor misturando a política interna da UFSJ com a política eleitoral de São João del-Rei é assustadoramente irresponsável. Tendo se ligado a uma ala petista que tem se destacado pela falta de limites na busca pelo poder, o reitor utilizou os últimos quatro anos para fazer sua auto-promoção, transformou os shows do Inverno Cultural em showmícios, reduziu a assessoria de comunicação da UFSJ a sua assessoria de comunicação pessoal, já é pré-candidato a prefeito. Longe de abrir mão dos recursos da UFSJ para sua campanha, o reitor está movendo mundos e fundos, públicos, para tentar reeleger sua vice-reitora como reitora. No caso de duas vitórias da situação, ou seja, do reitor na UFSJ e do Nivaldo na prefeitura as relações não poderão estar nada boas. Afinal, o prefeito não vai ajudar a reitoria que disputou seu posto. A redução da Universidade a um partido político é um erro, é corrupção e deve ser evitada.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Como esvaziar os poderes dos prefeitos e caminhar para uma verdadeira democracia ?

Há dias o São João del-Pueblo publicou artigo defendendo que precisamos eleger um prefeito disposto a esvaziar os próprios poderes, modificando a Lei Orgânica do município e outras leis. Precisamos começar a debater alguns detalhes dessa proposta. São caros à população os exemplos da saúde e da educação, de forma que podemos começar por eles.

A democracia do Sistema Único de Saúde é uma farsa. Os conselheiros existem "para inglês ver", porque não têm nenhum poder de fato. Os recursos da saúde ficam em mãos dos secretários de saúde, indicados pelos prefeitos. São esses secretários de saúde que "organizam" os congressos que elegem os membros do Conselho de Saúde. Em quase toda cidade esses Conselhos não têm poder nenhum, nem mesmo quando os secretários de saúde não conseguem controlá-los. Um órgão que não controla as contratações e demissões, nem o dinheiro, só em circunstâncias muito especiais tem algum poder.

É porque a democracia do SUS é uma farsa que a saúde tem muito mais problemas do que precisava ter. Pois se os membros todos do Conselho de Saúde realmente participassem das decisões, os desvios seriam mais difíceis... Só um prefeito comunista terá coragem e vontade para criar leis municipais que tornem o Conselho de Saúde realmente democrático, e sobretudo para modificar a Lei Orgânica de forma que o Conselho de Saúde indique o secretário de saúde, e possa depô-lo.

A educação é uma vítima ainda mais suculenta para os prefeitos do país todo, pois é ainda menos controlada, não existem nem as regras burláveis da saúde. É possível gastar muito pouco com a educação, pois os salários dos professores são ridículos e esse é o maior custo, pois a grana da merenda vem do governo federal. Então o "trabalho" dos prefeitos é maquiar um monte de gastos como se fosse na educação, e desviar essa grana com a cumplicidade de um laranja bem pago, com o título honorífico de secretário de educação.

Os professores, porém, não precisam de secretários de educação, nem de um monte de burocratas, para fazerem suas escolas funcionarem. Podem eles mesmos, os professores, junto com representantes dos pais, dirigirem não somente suas escolas (como aliás em qualquer país civilizado), mas a própria secretaria de educação, com completa transparência. O resultado seria que sobraria dinheiro para aumentar os salários, distribuir mais merenda e oferecer dois turnos de atividades para os alunos. O que talvez não seja possível somente com o dinheiro da educação é a construção de escolas de tamanho decente, que praticamente não existem em São João del-Rei. Ao prefeito ainda poderiam sobrar funções inconstantes como essa, de resolver pepinos muito grandes.

Com os poderes que a Constituição de 88 lhes reservam, assim como o prestígio do cargo e a posição de chefe de estado municipal, os prefeitos manterão um poder nada desprezível, de forma que poderão ser os melhores fiscais do dinheiro público, enquanto hoje são seus maiores ladrões. Um secretário de saúde não indicado pelo prefeito, nem por isso poderá prescindir da assinatura do prefeito em diversos documentos, nem poderá fugir nem por um minuto se o prefeito quiser entrar na secretaria, fuçar em seus computadores e arquivos. Em outras palavras, começaremos a ter uma verdadeira República.

domingo, 1 de abril de 2012

DCE-UFSJ : O plebiscito que está demorando

Em 2005, quando foi aprovado o estatuto que eu, Alex Lombello Amaral, escrevi para o DCE-UFSJ, eu esperava um plebiscito. O plebiscito era na verdade o que eu mais queria! O debate aberto e duradouro entre duas propostas diferentes de democracia, a dominante e uma proposta nova, espalhando-se por toda uma Universidade. Quando a Assembléia que aprovou o estatuto não julgou necessário convocar um plebiscito, eu me confortei com a crença de que no mesmo ano o partido político que tinha perdido o comitê eleitoral forçaria um plebiscito. Que ilusão ! Só agora, passados quase oito anos, eles se lembraram dessa exigência óbvia, um plebiscito, e como não estão conseguindo arrancá-lo, resolvi dar-lhes uma força e, eu mesmo, autor e defensor convicto do estatuto atual, defender o plebiscito.