segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Breves reflexões sobre a derrota da Revolução Verde na Líbia

Há 42 anos o coronel Muamar Kadafi, então com 27 anos, liderou um movimento militar que derrubou o rei Idris e proclamou a República. Era o início da chamada Revolução Verde. Kadafi tomou medidas nacionalistas e daí teve recursos para tomar também medidas de progresso social que levaram a Líbia a ter, segundo a ONU, até antes da guerra civil, o melhor índice de desenvolvimento humano da África. O detalhe a acrescentar é o mesmo de diversas outras revoluções derrotadas, com destaque para as que caíram no final do século XX, ou seja, o regime político líbio era considerado pelos próprios líbios como autoritário, e eis ai o que basta!

Estudar as revoluções derrotadas é um dos principais trabalhos científicos necessários aos comunistas, e um padrão já se estabeleceu. As revoluções sobrevivem à miséria, aos ataques estrangeiros mais poderosos, à sabotagens, aos ataques terroristas, às calúnias, às conspirações. Já houve casos, é certo, de revoluções que sucumbiram a massacres militares, mas são poucos e somente quando o poder agressor é muito exageradamente maior que o poder de fogo revolucionário.

O que derrota qualquer revolução, mesmo que ela esteja vivendo uma fase boa na economia e esteja militarmente bem defendida, é a falta de democracia e liberdade. Não há que se desconversar discutindo os conceitos de democracia e de liberdade, porque não nos interessam nem comparações, nem o que significam essas duas coisas paras as diversas classes. O que nos interessa nesse caso é compreender que não é possível uma hegemonia sem que a população esteja satisfeita não somente com o que tem de comida, moradia, saúde, educação etc., mas também com o que tem de poder e liberdade.

Contam para nós que a URSS da época de Stálin era uma ditadura terrível, mas os documentos mostram outra coisa, mostram o povo mandando e debatendo livremente, e mesmo Stálin participando dos debates. Quando morreu Stálin, não havia nem mesmo a sombra da idéia de que fosse possível uma contra-revolução. Nos anos seguintes, com a "desestalinização", reduziu-se o poder popular e cresceu a repressão, que atingiu sobretudo intelectuais. O resultado da "desestalinização" foi o fim da URSS.

Assim também foram todas as revoluções derrotadas no leste da Europa. Algumas conseguiram significativos avanços sociais, mas seus povos não estavam no poder, então a derrota foi rápida.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Estudantes, professores e técnicos fazem ato unificado



Nessa Quinta-Feira, 25 de Agosto, São João del-Rei foi palco de uma manifestação unindo estudantes, professores e técnicos em defesa das Universidades públicas, ameaçadas pelo governo, quem diria, do PT.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Reitor confessa que Universidades não têm autonomia


Eu sempre quis saber onde os escritores políticos dos séculos XIX e XX retiraram tantas confissões de adversários políticos, tantas falas ou escritos desastrados. Eis que agora podemos assistir a um desses. E notem que o reitor tinha o que falava anotado, ou seja, dadas as circunstancias políticas e seus planos, que limitam a autonomia da UFSJ, ele se viu forçado a admitir que as universidades brasileiras não têm verdadeira autonomia, e a dar exemplos! Vindos de um reitor, são ouro.

Acontece, sr. reitor, que sua verdade não lhe serve de argumento. Não se pode jogar no lixo os poderes que a Universidade tem só porque o governo quase não lhe deixou poder nenhum. E sim, óbvio, "autonomia", "soberania", significam, nesse caso, poder. É elementar que as Universidades funcionam tão melhor quanto mais mandam no próprio nariz, e óbvio que os governos, inclusive o do PT, querem mandar eles próprios nas Universidades.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

A crise da Física

Há alguns anos tenho notado que a Física, que por compreender a astronomia tem sido historicamente a ponta de lança das ciências, está entrando em uma crise tremenda de todas as suas bases atuais, obviamente limitadas e ainda atreladas à religião. Destaco três pontos:

- O acelerador de partículas provou que as expectativas dos físicos subatômicos, que nas últimas décadas devanearam para um mecanicismo confesso até no nome "mecânica quântica", não se realizaram. Seria cientificamente correto que já estivessem chegando às conclusões necessárias, e informando-as a todos, mas alguns estão tentando é "salvar o fenômeno", como se dizia na Idade Média das retoques que se dava à teoria das esferas cósmicas que acreditavam sustentar os planetas toda vez que a observação real dos planetas não correspondia à teoria.

- Os aparelhos de observação do espaço, com destaque para os telescópios gigantes em órbita, têm fotografado galáxias se aproximando umas das outras, ao invés de se afastarem. Para salvar a teoria do Big Bang, alguns físicos dão explicações para isso, mas de toda forma, então, não é certo que TODAS as galáxias afastam-se uma das outras, conforme o PREssuposto da teoria do Big Bang. Ironicamente, o telescópio que nos legou a maioria dessas fotos tem o nome do criador da teoria. Já não era uma teoria bem aceita por todos, porque já exigia que acreditássemos que o tempo e o espaço não existiam antes da tal grande explosão, ou seja, em Papai Noel.

- Há alguns anos chegaram notícias de experiências em que a velocidade da luz variava. Aguardei com cuidado novas notícias a respeito, e agora chegam novas de que a luz pode viajar até ao dobro da velocidade até então tida como máxima e invariável em quaisquer circunstâncias. Os realizadores mesmo da experiência afirmam que isso não derruba Einstein, mas a verdade é que de fato não é Einstein que cai se se comprovar que a luz tem velocidade variável e inclusive maior que 300 mil quilômetros por segundo, mas sim AS BASES sobre as quais ele criou a teoria da relatividade ! As bases ! Porém, nesse caso, ainda é preciso cautela e análise das experiências.  

Devo acrescentar que o que está caindo são limitações.

A teoria do Big Bang é uma limitação, pois limita a existência do Universo no tempo e no espaço. O Universo teria surgido, ou seja, não teria existido sempre, e estaria em expansão, ou seja, teria sido pequeno e estaria crescendo, ao invés de ser infinito.

A mecânica das partículas é em si resultado da limitação de nosso poder de observação do micro universo, que levou os físicos a imaginarem e reimaginarem partículas para adequar alguma coisa pensável à sua matemática e às suas experiências, que é o que têm de correto. A imaginação humana nunca é tão complexa quanto a realidade, e aliás tende a ser mecanicista e "quântica", mas a realidade nunca é nem uma coisa nem outra. Se a mecânica imaginada pelos físicos estivesse correta, o acelerador de partículas gigantesco que acabou de ser construído e está sendo usado há meses o teria provado. Ao dar resultados inesperados, o acelerador de partículas abriu o campo para interpretações mais complexas e o melhor para a ciência, confissões de ignorância.

Desde quando Einstein era um guri, o mundo da física foi desafiado por uma limitação, cujos estudos de Einstein estenderam da luz ao resto do Universo. A luz teria uma velocidade fixa, e fixa mesmo a despeito da velocidade do observador, o que parece absurdo. Foi esse problema que Einstein se propôs a resolver e a solução desse problema se entrelaça com a teoria da relatividade. Tentemos simplificar: A solução é que o espaço e o tempo não são duas coisas separadas, mas uma só, e quem viaja no espaço viaja no tempo, e quanto mais rápido se viaja mais lentamente passa o tempo. A velocidade máxima seria a da luz, na qual o tempo praticamente não passaria, e por isso para a velocidade da luz a velocidade do observador seria inexistente. Parece mágica, mas foi a explicação mais genial para as experiências que atormentavam os físicos. Note-se que assim foi concebida uma velocidade máxima, além do qual o tempo recuaria. Para qualquer outra matéria que não a luz, a velocidade limite seria a destruição, uma vez que a massa atingiria um patamar imenso insustentável e se desfaria em energia.

Estão portanto caindo os limites de tempo, espaço máximo do Universo, espaço mínimo do Universo e velocidade.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

sábado, 13 de agosto de 2011

A decadência da monarquia inglesa

Estamos observando a senilidade de uma regime político. O sintoma principal da decadência da monarquia inglesa não são os distúrbios sociais, mas a forma de lidar com eles. Um regime político forte, que tem a seu favor amplo apoio político e social, nunca precisa tomar medidas desesperadas e anti-democráticas. No século XIX, a Inglaterra era o refúgio de revolucionários que já tinham sido expulsos de todos os outros países europeus, tanto que o próprio Marx viveu boa parte de sua vida em Londres onde Engels também esteve refugiado. Lênin e diversos outros bolcheviques fizeram na Inglaterra seus Congressos quando na Rússia eram proibidos. Hoje, os próprios ingleses têm ameaçada sua liberdade e a Internet está na mira do governo. Como não é raro acontecer, a repressão está espalhando os distúrbios ao invés de contê-los.

Os capitalistas ingleses, assim como os espanhóis, têm nas mangas uma carta, uma reserva que usarão quando seu desespero chegar ao limite, pois podem jogar toda a culpa de tudo sobre os ombros de seus monarcas, proclamarem a república e continuarem mandando. Porém, assim como as revoluções engendram suas próprias contra-revoluções, por vezes as estratégias contra-revolucionárias causam a própria revolução.

domingo, 7 de agosto de 2011

Tucanos querem restringir Internet. De que lado ficará o governo?

Está para ser votada em Brasília o projeto de lei de um tucano mineiro envolvido no chamado "mensalão mineiro" que restringe bruscamente a liberdade de expressão na Internet, de forma que até o site anti-pedofilia SaferNet é contra o projeto tucano.

A questão é - De que lado ficarão os deputados e senadores da base governista? Ficarão com a liberdade na Internet ou votarão junto com a direita?