domingo, 31 de maio de 2009

Novas informações sobre a Guerra do Paraguai

Diante dos debates entre PCB e PC do B sobre a Guerra do Paraguai, nós que somos historiadores comunistas não podemos deixar de apresentar novas informações e esclarecer alguns assuntos. Não somente o dever de historiador, mas também o de comunista, exige inclusive que não aceitemos uma história oficial de acontecimento nenhum, mas isso não significa relativismo algum, mas somente que os problemas novos com que a humanidade se depara sempre exigem dos comunistas e dos historiadores novas pesquisas históricas, que resultam em novas interpretações. Por isso, uma força política qualquer que adota uma história oficial está se desarmando teoricamente, pois a existência de uma versão final sobre qualquer assunto indica a inutilidade de novas pesquisas.

Em pesquisa recente (2006-2008), financiada pela Capes, aprovada por uma banca de mestrado, estudamos centenas de jornais publicados entre 1876 e 1889, e neles a Guerra do Paraguai sempre era lembrada como um grande divisor de águas da história brasileira. Tendo morrido cem mil brasileiros, nem os monarquistas mais convictos a apoiavam.

Alguns pontos de vista foram unânimes entre os mais renhidos adversários políticos, o que não significa que fossem verdade, mas mostra certezas compartilhadas por toda a sociedade que viveu a guerra - em nossas fontes todas não existiam dúvidas sobre ter sido Lopes um ditador, nem sobre ter sido a guerra necessária ou sobre o heroísmo de seus veteranos. Porém, mesmo os “cascudos” por vezes deixavam escapar que a continuidade da guerra até o fim foi capricho do Imperador, e não tinham dúvida nenhuma de que os paraguaios foram massacrados. Note-se esse fragmento do Arauto de Minas de 19 de Maio de 1877 (somente sete anos após a guerra):

desmoralizados restos de pequenas forças sem armas nem munições não podiam ameaçar-nos mais: com trabalhos e fadigas, mas sem perigos chegaríamos, como chegamos, não mais a vitória, porém a aniquilação completa e ao extermínio dos Paraguaios.”

Tanto que, em 1880, o Paraguai criou impostos sobre solteiros, para estimular casamentos e “compensar a perda da população causada pela longa e terrível guerra com o Brasil, e aliados”, como afirmou o Arauto de Minas de 12 de Fevereiro de 1880. Não se trata de nenhuma acusação com objetivos políticos, pois nenhum dos dois partidos se livrava do massacre, pois se o início da guerra podia ser lançado às contas dos "liberais", o massacre não. O comandante do final da guerra foi o Conde d”Eu, conhecido como “liberal”, mas o governo, desde 1868, estava nas mãos dos “conservadores”. Ou seja, o Arauto de Minas não inventou o massacre para desmoralizar seus adversários.

Também devemos salientar que ninguém reclamou de nenhuma das vezes em que se falou de massacre dos paraguaios! Os veteranos eram homenageados e certamente sentiam orgulho de terem participado da guerra, e não deram mostras de se sentirem vexados pelas referências ao extermínio dos adversários.

Sim, nos parece que a sensibilidade era diferente. Mas devemos lembrar que se tratava de uma sociedade escravocrata, que não podia mesmo ser muito sensível a massacres pois massacrava toda uma população dentro do próprio Brasil. Não era um massacre rápido, a bala, mas de fome, frio e trabalhos forçados. Pode-se perceber como os senhores tratavam os escravos pela forma como depois se livrava deles, conforme reclamação exatamente do jornal escravocrata:

Hoje atravessou pelas ruas mais públicas desta cidade um carro, desses que conduzem viveres para aqui, conduzindo um cadáver de um escravo que, pelo modo com que vinha acondicionado, chamou a atenção pública...
(...)
“Vinha o defunto atirado a toa nas taboas do carro, nem um travesseiro, à descoberto e aos encontrões e reviravoltas
!” (Arauto de Minas. 30 de Setembro de 1881.)

Por fim, é necessário que se saiba que se as recentes versões ufanistas engolidas pelo ex-presidente da Câmara dos Deputados do PC do B são até irresponsáveis por desconsiderarem uma enormidade de documentos, por outro lado a versão de Chiavenatto não é a verdade absoluta. As pesquisas sobre as relações entre a Inglaterra e a Guerra só revelam fortes simpatias pela causa da livre navegação do rio da Prata, então compartilhada pelo Brasil e a Inglaterra. A Inglaterra emprestou dinheiro, mas cobrou juros altos, ou seja, não colaborou financeiramente com a Tríplice Aliança, mas aproveitou para sangrá-la enquanto ela sangrava o Paraguai.

Nota: A foto, do século XIX, é de um senhor com seus escravos. Observem a magreza e as roupas deles! E eram certamente as melhores roupas que puderam arranjar para eles, uma vez que para tirar uma foto. O senhor fez questão de registrar com coisa digna de orgulho o que hoje para nós é uma barbaridade.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Uma política socialista para as estatais

São João del Rei está mergulhada na polêmica sobre o Damae ser ou não ser comprado pela Copasa, ou seja, sobre duas estatais, uma municipal, outra estadual. A nível nacional, lutamos pela reestatização de tudo o que nos foi roubado pelos governos Collor, Itamar, FHC e Lula, com destaque para a Petrobrás, que está em um fogo cruzado entre manifestações que pedem a reestatização e a “CPI da direita”, organizada pelos que sempre defenderam a privatização.

Em um assunto que só pode ser central, sobretudo para comunistas, de fato mantemos uma posição defensiva! Os capitalistas pedem a privatização dessas empresas, ou seja, sua completa doação aos próprios capitalistas, e nós só defendemos que não sejam privatizadas, ou seja, que continuem oficialmente públicas. É uma bandeira insuficiente, pois não responde a todos os problemas.

A opinião pública, no final da década de 1980 e início dos 90, tendeu claramente para as privatizações, pois conhecia a corrupção das estatais e foi convencida de que era gasto com essas empresas dinheiro que poderia ser gasto com educação, saúde e segurança. As privatização dos anos 90 provaram que não, que de fato o avanço do capitalismo piorou a educação, a saúde e acabou com qualquer segurança. Essa decepção enfraqueceu as hostes privatistas, mas não fortaleceu significativamente a defesa do patrimônio público.

Há um problema, e sem resolvê-lo não teremos apoio público para o “patrimônio público”, e esse problema é que esse patrimônio não é público! A população não se entusiasma em defender as empresas estatais tais como são, pois assim faz muito pouco sentido. O que podemos sentir é a necessidade de se adotar a estratégia socialista imediatamente – Temos que pedir não somente a reestatização de tudo o que foi privatizado, mas também a SOCIALIZAÇÃO de todas as estatais e autarquias, incluindo os bancos!

É hora de explicar o conceito “socializar”, tornar social, propriedade da sociedade de fato, sob controle social. Em outras palavras, a unificação de todas as empresas públicas em um grande conglomerado absolutamente transparente, o que a Internet permite hoje como nunca antes foi possível, e sua gestão por um Conselho representativo dos trabalhadores empregados dentro ou fora dessas empresas (note-se bem, não dos burocratas), com todos os mandatos revogáveis. Isso é socializar. Devemos explicar isso em todos os detalhes, criar mesmo a estrutura política para gestão desse conglomerado de empresas socialistas.

Defender a socialização das estatais não significa a crença na possibilidade dessa transformação acontecer pacificamente, mas a necessidade de se expor imediatamente nosso programa nesse aspecto. Chegou o momento em que não temos mais aliados a ganhar com adiarmos nosso programa. Não existem mais de fato defensores da estatização que não sejam também defensores da socialização. Hoje, quem é contra socializar é a favor de privatizar! Mas por outro lado, existe um campo crescente que já não aceita lutar somente por estatizar, que só se entusiasma com a socialização.

domingo, 17 de maio de 2009

CICLO DE LEITURAS: ANTONIO GRAMSCI


A União da Juventude Comunista, em parceria com o PCB de São João del-Rei, está promovendo espaços de formação política para aqueles que se interessam por marxismo e querem discutir as questões teóricas que envolvem a ciência do proletariado. Convidamos a todos aqueles a participarem, no dia 29/05,sexta-feira às 10h na sala do Mestrado em História (1.49)- Campus Dom Bosco do nosso próximo encontro, que debaterá o Caderno 13 do pensador Antonio Gramsci.
Interessados, entrem em contato com André Luan para o fornecimento do texto:
andreluand2@hotmail.com
www.saojoaodelpueblo-pcb.blogspot.com
3291175882
3233714240

terça-feira, 12 de maio de 2009

A saga do restaurante popular e os governos burgueses

Muitos comunistas sem experiência e sem estudos defendem que os governos burgueses são todos iguais. Que tanto faz uns como outros. Cada item de cada administração indica que as coisas não são tão simples, mas o exemplo do Restaurante Popular é significativo, pois trata-se de um tipo de instrumento de bem estar social avançado, adota até mesmo por países socialistas.

No final de seu mandato passado, o prefeito Nivaldo (PMDB) tinha criado três Restaurantes Populares. Em 2004, formou-se uma ampla aliança, com apoio dos governos federal e estadual, pois centrada na aliança PSDB-PT, contra os nivaldistas que apoiram Jorge Hannas (PMDB). Na época, os comunistas, que vinham negociando uma aliança com o PT, não aceitaram a aliança com o PSDB na cabeça de chapa, e tiveram por isso que romper com o PC do B, cuja direção estadual preferiu ficar ao lado do PT. Alguns comunistas, com destaque para Alex Lombello Amaral, subiram nos palanques nivaldistas. A aliança tucana, com abuso do poder político e financeiro, venceu. Uma de suas primeiras medidas foi fechar os Restaurantes Populares, mas essa foi só uma das dezenas de provas de que os comunistas estavam certos.

De volta à prefeitura, Nivaldo abriu outro Restaurante Popular. Ora, trata-se somente de um aspecto da administração de Nivaldo, a partir do qual não podemos concluir tratar-se de um governo progressista. Na verdade, mais uma vez temos prova da inteligência de quem se finge de burro - Nivaldo escolheu inugurar o Restaurante do Povão uma semana depois de fazer o impopular anúncio de que defende a entrega do Damae para a Copasa. Pode-se notar em outros artigos do São João del Pueblo que os comunistas têm diversas críticas a essa administração. Porém, um comunista não deve ser cego na política, nem deve mentir, enfeiando seus adversários e embelezando seus aliados. Deve reconhecer as diferenças que existem.

Nivaldo e seus seguidores, hoje no PMDB, são um grupo que qualquer historiador, sociólogo etc. classifica de populista. Já o PSDB é em São João del Rei hoje o principal partido das elites, e sua administração teve essa marca e por isso foi detestada pelo povo. O PT de São João del Rei sempre esteve mais próximo do PSDB que do PMDB, e de fato adota há dezessete anos um discurso anti-nivaldista.

Hoje, tanto em São João, como em Minas, como no Brasil, sabemos que nenhum desses partidos é socialista, ou seja, que os três são portanto capitalistas (pois não existe uma terceira opção), mas são diferentes. A nível nacional, por exemplo, embora Lula mereça nossa oposição, reconhecemos que seu governo é melhor que os do PSDB. Devemos conhecer as diferenças entre os capitalistas, para explorá-las e joga-los uns contra os outros.

Nota: A fotografia é do Blog do JP, que pode ser encontrado na barra lateral com mais fotos da inauguração.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Eleitorado foi traído por apoio de Nivaldo a Copasa

O site de notícias mais lido de São João del Rei, o Blog do JP, publicou que o “Prefeito Nivaldo quer Copasa em São João del Rei”. Trata-se de mais uma prova de que o povo não manda em nada no Brasil! Nivaldo foi eleito defendendo o Departamento Autônomo de Água e Esgotos, Damae, contra a instalação da Copasa. Ora, nenhum governante devia poder abandonar seu programa, e se algo muda as condições de forma a exigir o descumprimento do programa de governo, devia ao menos convocar um plebiscito, sobretudo tratando-se de assunto tão importante. Mas sabemos que essa não é a realidade. A realidade é que o povo não manda em nada, pois só tem o poder de eleger os governantes, mas esses podem fazer o que quiserem depois de eleitos, e todos de fato traem sempre os eleitores. Plebiscito então, nunca foi realizado nenhum pelos poderes municipais de São João del Rei, nem de Minas Gerais, e no Brasil, desde a Constituição de 1988, o código da corrupção, só foram realizados dois!

A alegação dos defensores da Copasa, que após as eleições aumentaram muito entre os políticos eleitos, é a falência do Damae, outra prova de que democracia é ainda uma coisa fictícia em nossa sociedade. Como todos sabemos, o Damae está quebrado por que é “administrado” sempre por políticos indicados pelos prefeitos. Trata-se, assim como no caso da Copasa, de uma empresa pública só no papel, pois na prática sempre foi privatizada. Se o Damae tivesse suas contas completamente transparentes, e sua gestão fosse feita pelo povo (e não, nenhum prefeito nunca representou o povo), não estaria quebrado.

O mesmo podemos dizer da Copasa, que a população não quer por que cobra taxas elevadas por um serviço igual ou pior que o do Damae, e na verdade para usar a mesma água. A Copasa cobra taxas pesadas por que Aécio Neves (PSDB) a utiliza para arrecadar, e não para servir ao povo mineiro. Se fosse uma empresa democrática de verdade, ou seja completamente transparente e administrada pelo povo, sua taxas não seriam tão altas, pois é elementar que uma empresa pública não precisa nem deve ter lucros.

Toda empresa pública deveria ter TODAS as suas contas e movimentações financeiras completamente abertas na Internet, o que realizaria de fato a transparência que está em todos os discursos. Administração pelo povo significa que o conselho diretor dessas empresas, e poderia ser um só grande conselho para todas as empresas públicas funcionarem como um potente conglomerado, deve ter seus membros eleitos pelos trabalhadores e pela população em geral, sem nem um representantes dos políticos, que já têm poder demais. É isso que nós comunistas chamamos de socializar uma empresa! Ou seja, uma empresa não é socialista por que é estatal. Estatizar não é socializar. As estatais precisam ser socializadas!

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Palestra sobre os zapatistas e o México

Dia 8 de Maio, Sexta feira, às 21 horas, no Campus Dom Bosco, acontecerá uma palestra do Cássio, doutorando que estuda o levante dos zapatistas, em Chiapas, México.

terça-feira, 5 de maio de 2009

História recente do PCB em São João del Rei

No Brasil, o PCB tem 87 anos, uma história com diferentes fases, que não cabe aqui. Mas em São João del Rei, a célula atual do PCB tem menos de dois anos, tendo sido fundada em Setembro de 2007.

Já escutamos uma vez a história de que o PCB chegou a existir em São João del Rei em meados do século XX, tendo sido dissolvido pelo golpe de 1º de Abril de 1964. Esse golpe resultou em uma ditadura fascista de vinte anos, que liquidou a nata da direção do PCB, além de infiltrar esse partido com seus policiais.

Quando terminou a ditadura, ainda foi necessário aos comunistas reconquistar o PCB, que estava sob direção de capitalistas, escolhidos a dedo pela ditadura para destruir o PCB por dentro (o termo técnico para esses criminosos é “provocadores”). Esse PCB degenerado, se existiu em São João del Rei, não deixou nenhum sinal.

Em 1991, os dirigentes capitalistas que aprisionavam o PCB resolveram terminar seu trabalho sujo, mudando o nome e o símbolo do partido. Contudo, para isso tiveram que tentar um golpe, permitir a não-filiados, e até a filiados a outros partidos terem voz e voto em um Congresso. Os comunistas então aproveitaram a chance de romper com essa direção, deixando-a ir para seu novo partido, o PPS, e recuperar o PCB para os comunistas. O PPS existe em São João del Rei há anos, quase sempre aliado ao PSDB, mas o PCB, como já dissemos, surgiu somente em 2007.

Isso não significa que os comunistas não se organizaram em São João del Rei antes de 2007. Existiu, desde 1999, uma minúscula célula do PC do B, reunindo os comunistas. Porém, o mesmo que aconteceu com o PCB entre as décadas de 1950 e 1980, ou seja, a queda nas mãos de capitalistas, está acontecendo com o PC do B desde os anos 1980 e acentuou-se durante o governo Lula. Em São João del Rei, essa degeneração descambou no escândalo de 2004, quando a direção estadual do PC do B decidiu que os comunistas de São João del Rei deveriam apoiar a aliança PSDB-PT, que resultou na pior administração que a cidade teve nas últimas décadas. Os comunistas são-joanenses se recusaram a tal submissão ao petismo, e romperam coletivamente com o PC do B. Depois, a presidente estadual do PC do B apareceu nos programas eleitorais do PSDB, e acabou entregando a sigla em São João para petistas.

Entre 2004 e 2007 houveram tentativas diversas dos comunistas de São João se reorganizarem, e por outro lado um movimento centrifugo, espalhando-se os antigos membros do PC do B e seus simpatizantes por siglas tão diversas quanto MR 8, PSOL, Refundação Comunista e PDT.

O que permitiu aos comunistas manterem alguma ligação, ampliarem-se e em 2007 reorganizarem seu núcleo no PCB foi uma inovação tática que inauguraram quando ainda estavam no PC do B, mas que já causava atritos internos que acabariam resultando no rompimento, se esse não tivesse sido apressado pela submissão do PC do B ao PT nas eleições de 2004. Os comunistas de São João del Rei fizeram autocrítica pela prática da esquerda brasileira de usar os movimentos sociais como trampolim eleitoral, fonte de recursos, sede, gráfica etc., ou para usar a gíria dos movimentos sociais, fizeram autocrítica do “aparelhismo”. Mesmo sem partido, continuaram unidos em torno da defesa de uma nova relação entre os comunistas e os movimentos sociais, ou seja, continuaram tendo uma política justa.

Não se trata de uma política de boas intenções, não se trata de uma questão de direção, nem de caráter ou de qualquer questão moral. O combate ao aparelhismo é o combate por substituir a democracia liberal pela democracia socialista nas organizações dos movimentos sociais. O que permite o “aparelhamento” de uma entidade é a existência de um tipo capitalista de democracia, que permite o controle dessa entidade por uns poucos. Ou seja, trata-se de arrancar o aparelhismo pela sua raiz.

Em 2007, ao criarem o PCB na cidade, o primeiro ponto que os comunista de São João esclareceram com a direção estadual foi que essa nova tática seria mantida e defendida obstinadamente nos fóruns estaduais e nacionais do Partido. Hoje, embora não exista ainda uma unidade dentro do PCB nacional em torno da nova tática para os movimentos sociais, há uma boa aceitação da mesma.

Em 2008, o PCB participou das eleições municipais elaborando o programa de João Bosco, do PSOL, e como não foi possível, por questões burocráticas, lançar um candidato a vereador (estava escolhido Abiatar David Machado), apoiaram Rafael Sedov, do PSTU.

O PCB está crescendo, e já é hoje muito maior do que chegou a ser o PC do B. A nova tática para os movimentos sociais afastou do PCB os carreiristas, tornou o Partido respeitado pelos militantes e por todos que o observam atentamente.

Com essa nova tática, o PCB não pode usar o dinheiro dos DCEs e Sindicatos, nem seus telefones, nem “liberar” seus militantes, nem usar a imagem e os jornais dessas entidades para promoverem sua sigla e seus candidatos. Mas pela primeira vez, nada disso está nos fazendo falta! Pela primeira vez temos uma célula ativa e crescente, dois blogs na Internet (um do PCB e outro da UJC), membros compondo as direções estaduais do PCB e da UJC, estamos editando livros e panfletos.