quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

A complementariedade entre a polícia, a mídia e os Black Bloc



 
Desde Junho os Black Bloc tornaram-se uma polêmica recorrente, e a morte do cinegrafista da Band veio a polarizar ainda mais esse debate, que no entanto, em meu entender, acontece quase sempre truncado, quase sempre é maniqueísta para um lado ou para o outro, e eivado de sentimentos e medos infantis. Também não é imune a teorias da conspiração e manipulação tentando envolver terceiros. Não me (sim, escreverei em primeira pessoa para reforçar que é minha opinião) agradava a atenção dada ao assunto, que era modista, mas o desenvolvimento da situação política depois da morte do cinegrafista me obriga a esclarecer minhas posições.
O grande protagonista do momento é a grande imprensa, e o governo está tentando pegar carona, ambos em defesa da Copa e sobretudo tentando afastar o fantasma de Junho, que temem como se fosse a Revolução. O Black Bloc está ficando nu, revelando seu despreparo, sua imprudência e sua falta de conteúdo, ou seja, fez o que era previsto, continuou tocando a mesma música. A polícia idem, fez o de sempre, incluindo os provocadores.

Fato esquecido por nossa esquerda lunática é que a grande imprensa foi uma das maiores perdedoras de Junho (sim, todo mundo perdeu, mas alguns perderam mais) e não está histérica para vingar a morte do jornalista, pois se fosse isso a imprensa seria inimiga feroz de todos os governos e sobretudo da polícia, e não o é, mas sim para vingar Junho! Se lembram muito bem os dirigentes da Globo das massas berrando palavras ordem contra ela, de seus repórteres sendo corridos das ruas e precisando esconder seu símbolo, e lembram-se também dos Black Bloc atacando sua sede! Criminalizar os movimentos sociais é uma tática antiga, mas punir exemplarmente os Black Bloc tornou-se agora, na esperança da mídia repudiada, uma forma de exorcizar o fantasma, de evitar que Junho se repita.
A comparação entre o uso da morte desse cinegrafista e a cobertura dada às dezenas de outras mortes de jornalistas, quase sempre por mando de políticos e algumas feitas por policiais, é já óbvia para todos. Outra prova da motivação política e não meramente corporativa é que a Globo News está dando muito mais cobertura ao caso que a Band News, onde trabalham os colegas mais próximos da vítima, agora vítima também do uso político de sua morte.
O governo petista, por meio dos senadores de seu partido, que também teme Junho, quer salvar a Copa e acha que disso pode depender suas reeleições, está tentando se aproveitar para aprovar leis ditatoriais com as quais pretende impedir que Junho se repita durante a Copa.
Como sei que não tirarei o medo dos petistas, pois sem medo eles deixariam de ser petistas, posso esclarecer, também para não alimentar ilusões em nossas fileiras, que Junho não se repetirá, como nenhum junho, nenhum ano, nenhum dia nunca se repetiram. Que infantilidade! Sem dúvidas muitas coisas devem acontecer em um ano como 2014, mas não será igual a 2013, e não se pode reprimir o que não se sabe o que será. O protesto político sempre driblou as formas inventadas para o conter, e a indecente lei anti terrorista dos petistas restará na história como a farsa do AI-5, como mais uma vergonha do tipo do conselho censor que tentaram criar com um nome bonitinho. Para demonstrar que Junho não pode se repetir como foi, lembremo-nos de que não se pode apagar a memória do que aconteceu com as manifestações, ou seja, as diversas forças políticas entraram em Junho de cabeça, desordenadas,  misturadas, mas nas últimas manifestações as forças já tinham se definido e separado muito bem em pelo menos três grupos, que em 2014 já iniciam separados, e ainda com fissuras internas devidas às eleições que ocorrerão esse anos. O primeiro grupo é o das forças que se retiraram. Os fundadores desse grupo foram os petistas, praticamente enxotados das ruas. É verdade que os portadores de bandeiras partidárias foram todos provocados nas primeiras manifestações, mas só os petistas foram enxotados e tiveram suas bandeiras queimadas. Esse grupo foi logo engrossado pelos tucanos e pela direita em geral, que no princípio usaram o sentimento anti-partido contra os comunistas e seus aliados, mas depois desistiram das manifestações e se juntaram, resmungando, aos petistas. Assim como os petistas até hoje insistem em ver em Junho um movimento armado contra eles, os tucanos, a exemplo de uma nota da juventude do PSDB de São Paulo, pediram aos seus militantes para se afastarem, porque as manifestações seriam uma armação para tentar derrubar os governadores tucanos. Até nisso não conseguem mais se diferenciar os petistas do resto da direita. Esse pessoal não vai voltar às ruas em 2014, Junho para eles virou um pesadelo. Na época surgiu uma histeria entre a esquerda, de que se fortalecia a direita, e recentemente descobrimos que parte dessa suposta direita eram na verdade membros de torcidas organizadas contratados por políticos para bater em militantes de esquerda. O segundo grupo, que foi de massas, mas minguou desde Junho e estava a ponto de se institucionalizar até ser agora atropelado pela tragédia com o cinegrafista, foi o dos Black Bloc e outros dispostos ao choque e ao quebra-quebra. Eles tiveram o seu papel no auge das manifestações, quando muitas vezes agiram em defesa das multidões, mas agora foram alvos fáceis para o Estado brasileiro. Eles começaram nas últimas manifestações a se separarem dos manifestantes pacíficos e se dirigirem para o choque com a polícia. Não sabemos o que resultará da criminalização dos Black Bloc, esperamos que eles parem para refletir e estudar, aceitaríamos que eles se juntassem a nós, sob nossas regras, sob nossa disciplina, estudando o que estudamos. O terceiro bloco, vermelho, formou-se em resposta aos ataques de direita em Junho, unificando, nas manifestações, as bandeiras vermelhas. Ele não deve se desfazer em manifestações em 2014, e foi o que empurrou a direita para junto dos petistas, no “resmungatório”. Claro que os petistas e a mídia tentarão criminalizar ou no mínimo desmoralizar as forças socialistas junto com os Black Bloc, mesmo porque estamos em ano eleitoral. Mas o fantasma que eles temem não pode ser afastado!
Junho não foi por vinte centavos, nem especificamente por nenhuma das milhões de reivindicações dos cartazes made in facebook (outra derrota presa na goela da grande imprensa, não ter pautado Junho), e nem mesmo somente pelo motivo imediato que levou as massas às ruas das capitais e gerou a moda no interior – a violência policial. Junho foi como 1922, como 1884, como 1978-9, foi o sinal de que as massas já não acreditam no regime político e que portanto os dias, na verdade os anos, do regime quase certamente estão contados, podendo se esticar se o regime conseguir se reformar de forma a reconquistar as massas, e se encurtar se forem cometidas burrices. Essa realidade não se pode afastar, não são manifestações, é o sentimento popular em relação ao regime. Detalhe que petistas e antipetistas estão teimando em não entender é que Junho não foi anti Dilma. As tentativas de manifestações especificamente contra Dilma fracassaram, sendo que uma dessas fracassou no feudo dos Andrada, Barbacena! O PT foi mais duramente atingido, exatamente porque faz parte do regime, era seu lado tido como decente pelas massas, e seu fracasso é o fracasso do próprio regime. Como já escrevi em outros artigos, Junho seria impossível antes do governo petista, porque então havia esperança no regime, ou seja, esperança de saída eleitoral, a saída petista, que ao desiludir a população fez afundar junto a ilusão no regime. A Inteligência, não sei qual órgão, que computou as reivindicações (material que bem poderia vazar para felicidade dos historiadores, é baseado naquelas fotografias que eles tiram de tudo desde que as câmeras eram com filmes e fazer isso era caro), percebeu a desmoralização do regime, tanto que, apavorada com a manifestação de Brasília, a presidente prometeu até uma Constituinte, que depois colocou no bolso, dada a histeria ainda maior, e mais infantil, que isso gerou na direita e na mídia.
Mas como os dirigentes de um Estado não aceitam sua decadência, voltemos aos fatos que nos obrigam a escrever. As declarações de um dos rapazes presos, que agora já se discute se são Black Bloc ou não, e de um advogado, estão dando munição à imprensa e ao governo, revelando despolitização, medo e despreparo por parte dos Black Bloc. Parecem declarações encomendadas, ou sugeridas por meio de algum acordo, de tão propícias que são à criminalização dos movimentos sociais e ao advento de leis mais repressivas. Ao declarar que foi convocado para o ato, o rapaz que confessa ter acendido o rojão que matou o cinegrafista, talvez tentando dividir a culpa, ou mesmo se passar por vítima manipulada, permite à imprensa e à polícia envolverem o movimento Black Bloc como um todo, punindo portanto líderes de enfrentamentos com a polícia como assassinos. É o que a mídia e o governo mais desejam, ansiosos por evitarem um novo Junho de seus pesadelos. A declaração de um advogado de defesa, que só na cabeça dele ou talvez nem nela poderia aliviar a pena de seu cliente, é de uma irresponsabilidade criminosa. Ele afirma que os manifestantes recebem R$ 150,00 por manifestação! Ora, se for assim o seu cliente não estava na manifestação por ideologia, mas por uma quantia vil, ou seja, o crime fica ainda mais grave. Esse advogado está defendendo quem? Quem é o verdadeiro patrão desse advogado? Quem conhece essas manifestações sabe que isso é uma mentira absurda. Muito pelo contrário, as pessoas se manifestam dessas formas exaltadas por prazer, para alívio, por sentimentos, e são capazes de gastarem dinheiro para isso. Já vi muita pancadaria em que as pessoas que estão passando por perto, assim como os mendigos, crianças de rua etc., sem perguntarem o motivo da manifestação, juntam-se ao povo contra a tropa, e não raro se destacam entre os mais exaltados. Aposto que o rojão foi comprado não pelo dinheiro de nenhum movimento, mas por algum manifestante. Consegue-se algum dinheiro pedindo a políticos? Sim, trocados, os mesmos trocados que os políticos dão a qualquer eleitor eles dão a organizações que pedem, não são um financiamento do movimento, mas um gesto diplomático, do tipo, “não batam em mim, sou bonzinho”.
Aliás, o debate sobre se os dois presos são Black Bloc ou não é absurdo. Certamente esses movimentos se organizam na net, entre pessoas que nem se conhecem pessoalmente a princípio. Dificilmente existem fichas de filiação Black Bloc ou algo semelhante. Certamente são os interessados que produzem ou compram seus próprios badulaques pretos e voluntariamente se juntam aos grupos de preto. É claro que isso permite infiltrações, e é claro que elas acontecem o tempo todo, pois toda polícia do mundo têm “serviços” de fazer isso metodicamente. Aliás, a possibilidade do rojão ter sido fornecido por um infiltrado, seja ele policial ou provocador (uma sub categoria de bandidos de fora da polícia contratados por essa para fazer trabalhos sujos de infiltração) existe. Se for do interesse da polícia bater em manifestantes, é conveniente que ela seja provocada por algum meio, como um rojão, e se se constatar que por algum motivo os moleques mais dispostos a enfrentar a polícia estão sem o que possam jogar, certamente um bom provocador saberia arranjar alguns rojões para os malucos que ele saberia que os jogaria na polícia e não para comemorar algum jogo de futebol. Isso não é teoria da conspiração, não estou tentando explicar o mundo, nem tentando envolver a polícia no caso mais do que já está, só estou relatando um assunto de conhecimento do movimento comunista há um século.
Isso me faz lembrar de outra característica dos Black Bloc que está se revelando – o despreparo oriundo da ruptura com os partidos de esquerda. Supostamente independentes, livres, até anarquistas, eles abriram mão do cabedal de experiências de organizações que lutam há décadas contra as classes dominantes brasileiras, e que ainda carregam consigo em forma de teoria a experiência de lutas de outros povos, contra outras classes dominantes diversas. Abrir mão do conhecimento como forma de atingir a liberdade é como querer sair de um lugar fechado sem tentar descobrir onde estão as chaves ou mesmo onde está a porta!
A tática, se é que se pode chamar isso de tática, dos Black Bloc é absurda. Ela depende da mídia, se dirige à mídia, que por sua vez tem usado e abusado dos Black Bloc, agora como exemplos de punição. Sim, porque eles pretendem que seus atos despertarão consciência nas massas, portanto pretendem usar a mídia inimiga como canal. E como atraem a mídia? Dando o que ela quer! Detalhe bizarro, eles querem usar a mídia de canal, mas não falando nela, só com as imagens de seus atos, e agora que tiveram chance de falar, nenhuma frase politizada surgiu, só absurdos, só declarações lamentáveis, mentirosas, sem sentido, a não ser para a grande imprensa e a direita que precisavam de algum factóide para criar leis repressivas. Esses atos com os quais os Black Bloc acham que podem substituir palavras são, como disse o camarada Wlamir em artigo recente, a depredação de ícones do capitalismo. Ora, quando em Junho as massas atacaram os símbolos do capitalismo foi um sintoma de que reconheciam o sistema econômico capitalista como inimigo, mas quando um movimento específico adota essa prática como tática ou como sua característica fundamental, é um absurdo, mais um fruto do desconhecimento, e gente tão alienada é ainda mais facilmente manipulável pelos infiltrados da polícia. Aliás, não é só a polícia que utiliza os Black Bloc, pois os Black Bloc também precisam da polícia! Para justificarem suas ações sempre precisam da violência policial, de forma que o lançamento do rojão é uma necessidade dos dois lados, para iniciar a luta campal, sem a qual os Black Bloc não existem. Claro que em Junho eles surgiram reagindo à violência policial gratuita, mas depois que Junho passou e como tinha que ser as manifestações abrandaram (sempre acontece e já tratei do assunto em artigos passados) os Black Bloc ficaram desambientados, não aceitaram o fim do movimento (outro erro tático de quem não estudou a tradição de lutas que constituem o marxismo), e agora eles precisam da repressão policial da qual nasceram.
Óbvio que os Black Bloc não são terroristas, e tipificá-los como tal será mais uma atitude ridícula dos petistas, se o fizerem. Contudo, a idéia de que atos podem gerar consciência política na medida em que são noticiados em jornais alheios é idêntica à terrorista. Em 1902, no Que Fazer?, Lênin já demonstrava como é absurda essa pretensão, como ela praticamente não dá resultados, a não ser negativos, e o exemplo em 1902 já era a perseguição ao movimento. Cada jornal usa a notícia para dar a sua versão, ou seja, para tentar guiar a opinião pública no sentido que deseja, e não no sentido que desejam os que protagonizaram a notícia. Os jovens que foram presos achavam que estavam combatendo a repressão e o sistema, mas na verdade, além da tragédia para a família do cinegrafista e para eles e suas famílias, agora estão sendo usados, junto com o cinegrafista, pela imprensa, pelo governo e pela polícia, para aumentar a repressão! A consciência se disputa no terreno das idéias, com palavras, jornais, vídeos, e mesmo o exemplo, forte meio de convencimento, precisa ser divulgado pois só é exemplo se for conhecido pelas pessoas.
Outra coisa que não posso deixar de informar é que os Black Bloc são uma criação da grande impresa. Sim, eu sei, eles surgiram antes, nos EUA, mas não interessa. Fato é que eram pequenos, insignificantes, mas a mídia lhes deu ampla cobertura desde Junho. Atacando-os, falando mal deles, caluniando, também não interessa, na política vale a regra “falem bem ou falem mal, mas falem de mim”, tanto para pessoas quanto para organizações. Ser “pauta negativa” ainda é ser pauta! A imprensa inimiga escolhe até seus inimigos, como fez com o PT nos anos 80. O PT vivia na mídia, todo santo dia, eram os “baderneiros”, “arruaceiros”, “vagabundos”, ou seja, para os inocentes seriam pauta negativa, mas pareciam ser revolucionários aos olhos dos simpatizantes do socialismo, então de fato estavam sendo criados pela mídia. Se uma pessoa puder escolher no exército adversário um só soldado contra o qual lutar em um duelo final para resolver uma guerra, escolherá o mais fraco! Verdadeira pauta negativa na imprensa, a verdadeira lista negra, é a dos que nem aparecem, dos que não se pode citar o nome nem para xingar a mãe. Outra vez, não é conspiração, é inteligência na direção inimiga. Assim como, guiados sem o saber pela Globo que odiavam, muitos jovens bons dos anos 80 acabaram virando petistas, desde Junho muitos jovens aguerridos engrossaram as fileiras Black Bloc. Mais uma vez a imprensa estrangeira que descaradamente manipula a política nacional escolhe a organização mais despolitizada possível para adversário principal, faz de tudo para fingir que as demais não existem, e dessa vez escolheu o alvo dos alvos, o mais oco dos adversários, como se pode notar pelas declarações infelizes dos presos e do advogado que arranjaram, que está defendendo a direita brasileira e traindo seus clientes. Na ausência de conteúdo, a Globo está se encarregando de arranjar o conteúdo que mais deseja. É a caricatura do bicho papão que a direita sempre pintou das organizações inimigas. Na tentativa de dividir a culpa, não se descartando a hipótese de falar isso por orientação do advogado, um dos presos chegou a dizer que fugiu porque temia ser morto pelos organizadores da manifestação, a estorinha de terror que os pais burgueses contam a seus filhos para afastá-los da política. De relance, envolveram Marcelo Freixo, do PSOL. Agora, surgiram os já citados R$ 150,00 e quentinhas distribuídas pelos organizadores, sobre quem o preso deve estar sonhando, enganado por seu próprio advogado, em jogar toda a culpa. Em resumo, arrancaram o Black Bloc do gueto, o identificaram com Junho, e agora lincham publicamente o Black Bloc, como quem maia o boneco de Judas, que nesse caso é Junho.
Os Black Bloc são o exemplo mais midiático de algo que tem se multiplicado como rescaldo da crise da esquerda brasileira, os pequenos grupos de jovens que se afastam dos partidos tradicionais de esquerda e tentam reinventar a roda, mas no fim das contas só repetem erros do passado, que poderiam evitar estudando, se fossem menos arrogantes e menos influenciáveis pela propaganda anticomunista e respeitassem mais os velhos experientes, mas acabam precisando aprender apanhando da vida.
Se vai sobrar para nós, comunistas? Sempre sobra! Nesse momento um dilema de difícil resolução perturba os dirigentes da Globo e de outras grandes mentissoras – aproveitar o massacre midiático do Black Bloc para bater em nós, ou nos manter na lista negra dos que não podem ser citados? Se destroem os Black Bloc e nos deixam intactos deixam para nós um campo aberto para tomarmos, se tentam nos envolver provavelmente nos ajudam mais ainda, projetando nossa organização, que no final se safará, pois está preparada para esse tipo de agressão por uma história própria de mais de 90 anos e uma história mundial de mais de 150 anos.

Um comentário:

Revistacidadesol disse...

Oi. Alex. São boas suas críticas, mas a imagem dá a ideia da "minoria subversiva" que tanto a direita propagandeia.
Na verdade, o grande incômodo é que os comunistas estão associados a estruturas podres do estado. Não adianta querer que o movimento acabe e a coisa se resolva nas urnas: o sistema eleitoral sofre com o peemedebismo, que impede reformas. O PCB recebe dinheiro do fundo partidário, está associado a esse estado que mata na favela. Por isso a massa o repudiou. Os anarquistas e sua tática black block ( que é uma tática de colocar proteções entre a PM e os manifestantes, é autodefesa) nada mais foram do que a irrupção da esquerda não petista como protagonista, o que de agora em diante será cada vez mais comum.

Eu fui do PT nos anos 90! Mea culpa, mea maxima culpa! O que eu vejo é que as questões que o PT levantava não foram superadas pela esquerda marxista do Brasil como um todo. Quem melhor as supera é o MEPR, o maoísmo. Mas levanta outros problemas, tais como a caracgterização de Cuba e Venezuela como social-fascistas, assim como a valorização de 1935 como um levante positivo, algo em que devéssemos nos inspirar.

Abs do Lúcio Jr!

Abs do Lúcio Jr.

Postar um comentário