segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

UM ESPÉCIME BLACK BLOC? UM FORREST GUMP À ESQUERDA?

Wlamir Silva
Professor e historiador

O perfil é bem significativo e esclarecedor. Alguns dirão: "classe média". Pois o Méier, bairro mais chique dos subúrbios da central - que conheço muito bem - dá margem para isso... Mas isso explica pouco... Os dois lados (da linha do trem) do bairro já apresentam perfis diversos. Há muitos estratos sociais no bairro... 



Deixou a faculdade para se tornar tatuador, o que diz o quê? Muito pouco. Talvez se soubéssemos qual a faculdade ou a rua em que mora, ou o apoio familiar às novas atividades profissionais... Não é, certamente, um jovem sem nenhuma alternativa da "periferia" (uso aspas porque a expressão não é típica do Rio, ou não era...). Nem a aparência branquinha e franzina confirma o estereótipo...

É pacato e gentil com os vizinhos, o que diz muito e também nada... Passou à frente (atirou?) meio sem saber um artefato perigoso... Não mirava caveirões ou tropas de choque em escalada agressiva.... Mais perigoso ainda, e para quaisquer gentes, como descobriu o cinegrafista, tratado com tal inconsciência...

Nenhuma referência a ideologias ou posições políticas, o que denota que o convencimento das pessoas não era uma preocupação importante... Ou será que seus próximos, de "classe média" suburbana, não eram dignos de sua rica pedagogia, que só podia ser mostrada em ataques violentos a ícones do capital e do Estado?



http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2014/02/1409857-tatuador-preso-no-rio-corre-rapido-durante-briga-diz-amiga.shtml

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