Vereadores aumentam o próprio número de 10 para 13 e tentam aumentar os próprios salários - manifestantes ocupam plenário


O número de vereadores cresceu de 10 para 13, mas os manifestantes conseguiram adiar o aumento de salários. Haverá outra seção especial na qual os vereadores tentarão aumentar seus salários, mas os manifestantes prometem fazer uma demonstração ainda maior.

Para variar, o presidente da Câmara mostrou seu despreparo, chamou a polícia, o conselho tutelar e queria a força expulsar os manifestantes.

Nenhum dos dois vídeos tem imagens da ocupação do plenário, que foi posterior a essa manifestação das galerias.

Dos DCEs à UNE a degeneração do PCdoB / UJS

Os grandes jornais capitalistas estão comemorando a desmoralização da União Nacional dos Estudantes e da UMES de São Paulo. Diversas denúncias de corrupção, de notas frias, de uso para lá de irregular do dinheiro público têm surgido na calda das denúncias que há meses atingiram o agora ex-ministro dos esportes, capa mor da UJS. Para quem foi dirigente estadual da UJS por 5 anos e membro do PCdoB por 10 anos não há surpresa nenhuma em nada disso. O que o PCdoB faz no movimento estudantil é o mesmo que o PT faz no movimento sindical, um domínio parasitário, que deixa arrebentados esses dois movimentos.   O método deles é a "democracia burguesa", ou seja, dominam e parasitam Sindicatos e DCEs (daí centrais sindicais e a UNE) por meio de eleições diretas.

40 mil visitantes

Bem às vésperas das eleições municipais o São João del-Pueblo atingiu, em um dos seus contadores, 40 mil visitas. Ressaltamos para que os camaradas comunistas prestem atenção ao crescimento das visitas durante o período eleitoral e percebam a importância das eleições para o Partido Comunista.

Vereadora faz revelações sobre o funcionamento da Câmara de Vereadores


É sabido que a vereadora Silvia Fernanda não é comunista, e que ainda jura ser anti-comunista, e que se ela se candidatar será em coligação adversária da nossa. Porém, ela revela, nessa entrevista, uma série de coisas que sabemos ser verdade. Ditas por uma vereadora do partido do prefeito, essas revelações ganham peso. O início da entrevista não surpreende, mas no decorrer, a partir sobretudo do sétimo minuto, a língua solta da vereadora presta importante serviço público.

Seminário da frente socialista sobre questões urbanas


Greve da UFSJ no caminho certo - governo petista se recusa a dar 10% de aumento aos professores!

Ontem, na minha casa, ouvi os grevistas da UFSJ que passavam na avenida Leire de Castro com um carro de som, denunciando o governo petista. Como sempre criticamos as greves mal feitas, quando alguma coisa é bem feita, devemos elogiar. Para o governo federal não faz diferença nenhuma se os estudantes estão tendo aulas ou não, o que interessa ao governo federal é se o seu partido está ganhando ou perdendo votos. Dezenas de greves ano após ano têm demonstrado que a greve pura e simples, ou seja, quando professores e técnicos se contentam em cruzar os braços, não tira do partido que estiver no governo votos suficientes para levar à vitória do movimento grevista.

Quando o patrão é o governo, a única maneira de fazê-lo ceder é é fazer contra ele todas as denúncias possíveis, dos mais variados assuntos, incessantemente. As manifestações públicas com carro de som estão no caminho certo. Devem ser mais constantes. Um carro de som devia andar na cidade o dia inteiro. E o assunto não pode ser somente a educação, o movimento não pode ficar falando só para o próprio umbigo. Tudo o que o governo faz que é prejudicial à maioria das pessoas deve ser denunciado. E além de um carro de som permanentemente na rua é necessário que se utilize panfletos, jornais, voltados para a população, não para os grevistas.

Um exemplo que seria sentido pelos petistas é o curso de medicina. Está sendo usado, como se sabe, pelo governo para propaganda do partido governista. É uma boa introdução para se falar da realidade dos cursos que existem, sem professores, sem laboratórios, e mostrar a hipocrisia do governo, que quer posar de defensor da educação mas continua destruindo a educação pública com o mesmo método usado por FHC. 

Mercadante (PT) solta a polícia contra estudantes

Em que tempos vivemos? Não foi um neopetista, não foi um desses montes de tucanos que estão se filiando ao PT e empurrando os últimos socialistas para fora, não, foi um petista da gema, antigo, Aloísio Mercadante! Não vem ao caso se a ação protagonizada por uma parcela minoritária dos estudantes em marcha em Brasília era correta ou não. Simplesmente, o ministro petista devia ter recebido os estudantes, permanecido no Ministério, nunca poderia ter se comportado como os trogloditas da direita. Mais uma vez, está exposto ao mundo o que é o petismo.

Só para comparar, a Revolução cubana chegou ao poder em 1959, e desde então, mais de 50 anos, não tão tropa de choque, nunca a usou. Enfrenta os EUA, enfrenta os antigos exploradores expropriados, ou seja, bandidos de grosso calibre, e nem por isso tem uma tropa de polícia para bater no povo com porretes.

O PT usa nossas cores, usa um símbolo da antiga URSS, a estrela, angaria os votos socialistas, tem até que fazer uma política externa que agrade esse eleitorado, mas já está há 10 anos no governo federal e ainda mantém o país na era das tropas de choque. Eu conheci pessoalmente a polícia de Brasília, e por centímetros não conheci seus cacetetes e escudos. Na época estávamos lado a lado com os petistas, mas as coisas mudam rápido.

Prefeitura e Damae têm 2 mil e 200 funcionários


Já sabíamos que a Prefeitura era o maior empregador da cidade, mas não podíamos imaginar tanto, em uma cidade de 90 mil habitantes. Entre os 1525 cargos e salários divulgados pela Prefeitura, 147 são comissionados, e no Damae os comissionados são 19 entre 215. Na Saúde são cerca de 500 funcionários, dos quais ainda não temos os vencimentos. O total injetado na economia pelos salários desse povo todo soma R$ 2.295.738,78 por mês. Note-se que isso é sem a Saúde, que não está na lista divulgada. A média salarial tanto na Prefeitura quanto no Damae é de R$ 1.300,00, mas existem muitos salários de R$ 622,00, enquanto o salário do Secretário Municipal de Governo foi de R$ 12.914,16, maior que o do prefeito.

Sobre os benefícios da Faculdade de Medicina em São João del-Rei

Embora com nítidos fins eleitoreiros, o surgimento de um curso de medicina na UFSJ deve ser saudado por todos. Resolverá para São João del-Rei e região um problema enfrentado por todos os municípios do país, a falta de médicos e os correspondentes salários proibitivos exigidos pelos médicos para trabalharem, assim como sua recusa em cumprir horários.

Somente nos anos eleitorais alguma coisa é feita pelos políticos, já sabemos, e por isso eles desejam tanto aumentar os mandatos para 5 ou 6 anos, diminuindo as eleições, de forma a só trabalharem um ano em cada cinco ou seis, ao invés de um em cada quatro como são obrigados hoje.  Também por isso devemos defender mandatos menores e ainda interrompidos por plebiscitos revogatórios, de forma a manter os políticos constantemente em alerta e ativos.

Eleições diretas para presidentes e deputados fracassam também no mundo árabe

Um regime político que sempre foi um fracasso no "Ocidente" não poderia dar certo em outro lugar. Os árabes estão elegendo ou fanáticos religiosos, ou figuras fortemente ligadas às ditaduras derrubadas, tanto para os parlamentos quanto para as presidências de diversos países. As massas de jovens e trabalhadores que derrubaram regimes ditatoriais não estão satisfeitas, não reconhecem nas eleições os seus objetivos. Não devia ser surpresa para nós, mas os desejos dos povos árabes não puderam se expressar nas urnas. O que as urnas expressaram, como sempre, foi o poder já existente. As ditaduras em queda ainda têm infinitos recursos para apoiar seus próprios candidatos, no jogo que elas mesmas escolheram, diga-se de passagem. E os religiosos também têm um poder milenar entre os árabes. Toda eleição com esse desenho escolhido pelos ditadores funciona assim! Que eles a tenham escolhido, que tenham convocado grandes eleições diretas para presidentes e deputados, não parece nada demais para um bando de idiotas que conheço. Acham que as ditaduras não tinham escolha, ou que foram forçadas a fazer essa escolha. A inocência pode ser tolerada nos muito jovens, mas em cavalões é burrice. Tanto a ditadura brasileira quando manteve sindicatos e municípios com eleições diretas durante quase todo o seu período (1964-1985), forçou os DCEs a se submeterem às eleições diretas, manteve eleições diretas de deputados e senadores, e na saída ainda tutelou a constituição de 1988 para ser assim como é, quanto os ditadores árabes quando, ao optarem pelo que serão seus países daqui em diante, decidem por esse tipo de democracia (cleptocracia) muito cientes de seus resultados.

Infelizmente o cenário resultante das eleições lembra o panorama que gerou a guerra civil suja que há décadas faz sofrer a Argélia. Os partidos religiosos venceram as eleições e as forças não-religiosas apoiaram um golpe militar. Entre os religiosos surgiram grupos mais aguerridos, quanto às idéias, fundamentando-se mais n'Al Corão, e quanto aos métodos, passando à violência. O pior que pode acontecer é a "argelinização" do mundo árabe. A guerra civil na Líbia seguiu esse esquema, fanáticos religiosos contra forças laicas, e a guerra civil na Síria também. Se as vitórias de partidos religiosos gerarem golpes militares anti-partidos religiosos então infelizmente acontecerá o mesmo. Parece uma armadilha, da qual os povos árabes só podem sair inventando uma outra democracia, na qual sua forte religiosidade não se transforme em um problema político. Ou se não terão que se contentar com fórmulas de divisão dos poderes entre religiosos e laicos, como acontece no Irã (que não é árabe mas é muçulmano), embora com uma mal tolerada supremacia religiosa.

As potências "ocidentais", como era de se esperar, lutam pelo pior, entregam armas a grupos religiosos irresponsáveis, apoiam ditadores, estimulam a guerra civil com todo tipo de apoio, com todo tipo de sujeira, inclusive com mentiras de seus meios de difamação em todo o mundo. O que mais podiam fazer países que, por meio de eleições diretas, são sempre governados por ladrões?

Maio de 2012 já é o segundo mês com mais visitas ao São João del-Pueblo

O mês de Maio de 2012 já deixou para trás Agosto e Setembro de 2010, meses das eleições gerais, e atingiu o segundo lugar em visitas ao São João del-Pueblo. O primeiro lugar ainda é de Julho de 2011, reflexo das revoluções que começaram a sacudir o mundo árabe. O que lançou Maio de 2012 nessa posição foi sobretudo a notícia da greve da UFSJ. A dicotomia entre lutas e eleições não parece real observando-se os leitores de nosso blog. Esse ano, por termos eleições, todos os blogs e sites do Partido serão mais visitados nesses próximos meses. Eis porque os comunistas precisam participar de eleições.

Brigadas Populares não fazem mais parte do grupo São João para o Povo Trabalhador

Surpreendidos com a decisão das Brigadas Populares de apoiar uma coligação eleitoral adversária composta majoritariamente por um agrupamento que tem sido o adversário das organizações e interesses dos trabalhadores e dos estudantes do município de São João Del Rei, percebemos, decepcionados, que as Brigadas Populares não fazem mais parte do Frente São João para o Povo Trabalhador.

Há meses as Brigadas já não participam das nossas reuniões, e não nos informaram dessa decisão que vai contra os interesses desta coligação; assim como contrárias às nossas decisões coletivas. A condição para participar de qualquer organização democrática é cumprir as decisões da maioria.

A Frente São João para o Povo Trabalhador terá candidatos próprios, para prefeito e vice, e para vereadores. Por não sermos um agrupamento meramente eleitoral, após as eleições continuaremos vivos, participando de todas as lutas populares do município. Será o momento para avaliarmos e superarmos esse desconforto, para seguirmos juntos nas lutas do dia a dia.

Continuamos como sempre abertos ao diálogo com os companheiros.

PSTU, PCB, PSOL e Consulta Popular

A aproximação de um tsunami econômico e a grande encruzilhada do governo Dilma - um ensaio

Exatamente quando o governo Dilma está com elevadíssima popularidade é que é a hora de lembrar que o Partido Comunista Brasileiro (PCB) não faz parte desse governo, para depois não dizerem que pulamos do barco afundando. Também é necessário lembrar disso quando temos que fazer alguns julgamentos positivos sobre Dilma e algumas medidas. Acontece que o momento é especial, o preço do aço, como há algumas semanas já publicamos a respeito da Vale, está mesmo em queda, a China está reduzindo sua produção e a Usiminas informou que está cancelando o planejado crescimento da extração de ferro. Em economês que funciona (não a bobajada da TV) isso significa agravamento da crise de super-produção, e agora (Vale e Usiminas) atingindo o Brasil. Não é, de forma alguma, motivo para comemorações, nem desânimo, nem pânico. É motivo para apontarmos soluções socialistas.

Dados estatísticos e econômicos de São João del-Rei

Em 2010, tínhamos 84.404 habitantes, em 27.327 residências. A renda per capita dessa população era de R$ 9.617,00 ao ano (menos que um salário e meio), perdendo para três pequenas cidades vizinhas, Piedade do Rio Grande, Nazareno e Madre Deus de Minas, porém o dobro de Santa Cruz de Minas, onde portanto a renda per capita está abaixo do salário mínimo. Como em termos econômicos Santa Cruz de Minas é um bairro de trabalhadores de São João del-Rei e Tiradentes, podemos imaginar que tem a mesma realidade dos bairros de trabalhadores dessas cidades. Os extremos são poucos, ou difíceis de contabilizar. O IBGE encontrou, em 2010, 800 miseráveis, pessoas vivendo com menos de um quarto de salário mínimo, e 64 pessoas cuja renda excedia 30 salários mínimos. Não é necessário muito discernimento para entender que existem mais miseráveis e mais ricos, e que viver com um salário mínimo, que é a regra, é viver sem liberdade para nada. Contudo, como se nota pela renda per capita, São João del-Rei parece não ter muito o que distribuir.

UFSJ deve entrar em greve dia 17 de Maio

Segundo as Assembleias que estão sendo realizadas os professores da UFSJ devem entrar em greve dia 17 de Maio de 2012, ou seja, daqui há uma semana. Os técnicos já estão em estado de greve mas não têm data para parar. As Federais no país todo estão entrando em greve e a menos importante das reivindicações é a salarial. Os funcionários públicos estão contrariados com os planos do governo para seus planos de carreira e para suas aposentadorias. Em Junho, os funcionários públicos federais todos, de todo o país, devem fazer uma paralisação. No dia 14 de Maio acontecerá uma nova Assembléia dos professores da UFSJ, que deve ser decisiva.

Para São João del-Rei, se a greve for forte e prolongada, é uma má notícia do ponto de vista econômico imediato, pois os estudantes voltam para suas cidades. Porém, se a greve for vitoriosa a cidade toda ganha prolongadamente, pois os professores e técnicos da UFSJ gastam seus salários aqui. 

Vão se definindo as candidaturas em São João del-Rei - sobre a possível retirada de Nivaldo da disputa e outras novidades

Não que faça diferença para a tática que adotaremos. Aconteça o que acontecer com as demais candidaturas nós teremos um candidato próprio escolhido entre os pré-candidatos que lançamos, um do PSOL, um do PSTU e um do PCB. Nenhuma das demais pré-candidaturas apresenta um programa nem sequer parecido com o nosso, portanto, embora reconheçamos que existem diferenças entre elas, nenhuma nos agrada. Mas é importante refletir sobre o panorama político eleitoral.

As eleições mais sujas da história da UFSJ

Sujeira é a essência das grandes eleições diretas, isso não é novidade. Qualquer cidadão atento e que não tenha interesses pessoais em esconder a verdade se lembra das diversas eleições para prefeito e vereadores, presidente, governador, deputados, senadores, sindicatos e da própria reitoria da UFSJ e o raro é quando uma dessas eleições não é marcada por sujeira da grossa, e praticamente nunca, mesmo quando não rola podridão, os eleitores mandam em nada. Porém, as eleições para reitoria da UFSJ que terminam nessa Terça, dia 8 de Maio, são as mais baixas que já aconteceram na UFSJ. O golpe das eleições de 2008, em que o reitor conseguiu impossibilitar a existência de uma chapa de oposição, ficou ofuscado pela atual lambança. Só vai piorar!

Fui defensor das eleições diretas desde as Diretas Já (1985), quando eu tinha dez anos, até 1998, já veterano no curso de História da UFMG, tendo então participado diretamente de no mínimo três eleições diretas por ano (todo ano tínhamos eleições para o CA de História, o DA da Fafich e o DCE da UFMG, todas sujas). Quanto maior era a eleição, maior a sujeira. As eleições para o CA podiam não ser nenhum exemplo de democracia, já aconteciam fofocas e mentiras, o debate já era pessoal e não político, mas ao menos nem o poder financeiro, nem a publicidade, tinham força alguma nelas. As eleições para o DA, uma vez que a Fafich tinha uns 5 mil alunos, já eram bem mais sujas, miniaturas das sujíssimas eleições de DCE. Não havia nada que fizesse tão mal ao movimento estudantil da UFMG que essas eleições. Elas destruíam a imagem do DCE uma vez por ano, além de dividirem os alunos de forma difícil de reunir (se hoje um sujeito te chama de ladrão, golpista, sujo, fica difícil estar lado a lado com ele amanhã), e de serem o motor da corrupção, pois eram eleições caras, e os estudantes só tinham uma fonte de financiamento possível... Eu poderia ter me iludido acreditando que isso era só na UFMG ou só na minha época, mas minha participação na direção estadual da UJS, juventude do PCdoB, entre 1995 e 1998, me permitiu perceber que os 200 DCEs do país viviam a mesma autodestruição. Eu também comecei a participar, em BH e em São João del-Rei, de eleições municipais e gerais, para descobrir que a baixaria não se resumia ao movimento estudantil, e passei a ser informado das eleições sindicais, igualmente nada democráticas.

Mesmo assim, as eleições da UFSJ desse ano ainda estão além do aceitável. O próprio reitor entrou diretamente na baixaria, cedendo fragmentos editados de uma conversa particular sua com uma das candidatas à reitoria! As mentiras, as historinhas, as fofocas novelescas, estão rolando há mais de um ano. De cobranças de favores a ameaças, as eleições deflagraram uma guerra pessoal dividindo a comunidade da UFSJ de forma traumática. O desespero da reitoria é paradoxal, deveria ser desnecessário, uma vez que tem em mãos a máquina e oito anos de distribuição de favores, mas o medo é maior, porque caso perca a reitoria, o reitor não poderá ser candidato a prefeito. A reitoria da UFSJ tem sido um trampolim do qual os reitores pulam para outras carreiras, conforme aconteceu com todos os reitores, mas eles foram discretos ou ao menos o tentaram. Já o atual quer dar seu salto em público, usando a imagem da UFSJ assim como usou seus recursos, confiante na impunidade e no descaso com a coisa pública reinantes em nossa sociedade. O primeiro obstáculo que ele está enfrentando é a oposição interna da própria UFSJ, contra a qual ele usa de repressão há 4 anos.

Não devia existir um cargo com tanto poder dentro de um Universidade como o de reitor. Ou os reitores têm que ser extintos ou seus poderes super reduzidos. Mas mesmo com redução de poderes, um cargo importante como o de reitor não deveria ser preenchido em processos sujos como têm sido no Brasil todo. Nossa sociedade precisa recuperar o poder sobre sua própria existência. Hoje o mundo ocidental quase inteiro é governado de forma autoritária por bandidos que se legitimam em processos sujos chamados "eleições diretas". 

Soluções para a economia de São João del-Rei - uma primeira leitura


Todos sabemos que é necessário gerar emprego e renda, bons empregos, deve-se acrescentar. Enquanto vivemos em uma economia de mercado, e isso infelizmente terá que durar bem mais do que o inicialmente imaginado, a única maneira de fazer crescer o nível de empregos e de renda, que nesse caso andam lado a lado, é fazendo funcionar melhor a economia.

A situação econômica de São João del-Rei tem aspectos locais, que podem ser resolvidos por nós mesmos, e problemas gerais, que fazem parte da realidade nacional e mundial de nossa época. Vamos começar pelas más notícias, ou seja, pelo que não podemos mudar.

CIRCULAR DO SECRETARIADO NACIONAL SOBRE DISCUSSÕES POLÍTICAS NAS CHAMADAS REDES SOCIAIS DA INTERNET


Aos membros do CC e ao conjunto da militância do PCB


O Comitê Central, através de seu Secretariado Nacional, comunica aos membros do Comitê Central e dos Comitês Regionais que orientem todos os militantes do PCB  a preservarem a organização partidária em redes sociais e outras formas de relacionamento virtual.

Compreendemos que, ainda que movidos por debilidades organizativas, muitos militantes se lançam em debates fora dos fóruns legítimos na ânsia de contribuir com o aprofundamento dos debates e formulações do Partido. Isso reforça a necessidade de todo coletivo partidário estabelecer fóruns regulares e ter suas bases organizadas e com agenda de reuniões.

A esses militantes e dirigentes, solicitamos que usem a disposição de debate e construção teórica alocada em debates fora dos fóruns legítimos para o fortalecimento de nossa estrutura orgânica, construindo as bases onde essas não existem e fazendo de fato uma contribuição à formulação e desenvolvimento do Partido Comunista Brasileiro.

Desta forma, para melhorar e potencializar o uso de ferramentas da “grande rede” em favor da reconstrução revolucionária do PCB, informamos que já disponibilizamos uma (1) página oficial do Partido na rede social Facebook, e na qual as “intervenções” serão moderadas pelo Partido.

Nos debates que ocorrem nessa rede,  temos sido vítimas de sabotadores e provocadores, que se aproveitam de situações as mais variadas para semear a discórdia e a cizânia em nossas fileiras. Lembramos ainda que, dentro do elementar e fundamental princípio do Centralismo Democrático, que rege nossa atuação como militantes comunistas, somos – em espaço público – porta-vozes da política do PCB, e não de nossas convicções individuais.

18 de abril de 2012

Secretariado Nacional 

Efeitos positivos da reestatização da YPF

A presidenta da Argentina reestatizou a empresa de petróleo do país, a YPF, derrubando o valor das suas ações nas bolsas de valores. A imprensa "brasileira", cumprindo seu papel de linha auxiliar das tropas e embaixadas imperiais, faz coro ao governo espanhol contra o governo argentino e tenta jogar a opinião pública brasileira contra o país irmão.

Em que a decisão argentina prejudica ao povo brasileiro? A queda do valor das ações? De que nos interessa? Não temos nenhuma dessas ações! O prejuízo dos investidores estrangeiros? Esse é o melhor dos efeitos!!!

Os "investidores" são na verdade parasitas, roubam e querem roubar mais ainda o patrimônio dos povos latino-americanos. Na década de 90, aproveitando-se de governos fracos, resultantes de regimes políticos propícios à vitória de bandidos, esses parasitas compraram executivos, legislativos e judiciários desses países e tomaram suas empresas estatais por meio de privatizações. Esperavam que nossos povos nunca conseguissem se levantar e resistir...

A reestatização, uma vitória da soberania argentina, pune os parasitas, desestimula futuras privatizações, afugentando possíveis "investidores estrangeiros". É pouco, só pune uma parte dos criminosos. Também os governantes envolvidos nesses atos de traição deviam ser punidos, segundo a lei. 

Entrevista com João Bosco (PSOL) na TV Del Rei


João Bosco foi nosso candidato a prefeito em 2008, e é pré-candidato a prefeito pelo PSOL. 

Uso eleitoreiro da UFSJ pode atrapalhar relações entre a Universidade e o município


A atuação do reitor misturando a política interna da UFSJ com a política eleitoral de São João del-Rei é assustadoramente irresponsável. Tendo se ligado a uma ala petista que tem se destacado pela falta de limites na busca pelo poder, o reitor utilizou os últimos quatro anos para fazer sua auto-promoção, transformou os shows do Inverno Cultural em showmícios, reduziu a assessoria de comunicação da UFSJ a sua assessoria de comunicação pessoal, já é pré-candidato a prefeito. Longe de abrir mão dos recursos da UFSJ para sua campanha, o reitor está movendo mundos e fundos, públicos, para tentar reeleger sua vice-reitora como reitora. No caso de duas vitórias da situação, ou seja, do reitor na UFSJ e do Nivaldo na prefeitura as relações não poderão estar nada boas. Afinal, o prefeito não vai ajudar a reitoria que disputou seu posto. A redução da Universidade a um partido político é um erro, é corrupção e deve ser evitada.

Como esvaziar os poderes dos prefeitos e caminhar para uma verdadeira democracia ?

Há dias o São João del-Pueblo publicou artigo defendendo que precisamos eleger um prefeito disposto a esvaziar os próprios poderes, modificando a Lei Orgânica do município e outras leis. Precisamos começar a debater alguns detalhes dessa proposta. São caros à população os exemplos da saúde e da educação, de forma que podemos começar por eles.

A democracia do Sistema Único de Saúde é uma farsa. Os conselheiros existem "para inglês ver", porque não têm nenhum poder de fato. Os recursos da saúde ficam em mãos dos secretários de saúde, indicados pelos prefeitos. São esses secretários de saúde que "organizam" os congressos que elegem os membros do Conselho de Saúde. Em quase toda cidade esses Conselhos não têm poder nenhum, nem mesmo quando os secretários de saúde não conseguem controlá-los. Um órgão que não controla as contratações e demissões, nem o dinheiro, só em circunstâncias muito especiais tem algum poder.

É porque a democracia do SUS é uma farsa que a saúde tem muito mais problemas do que precisava ter. Pois se os membros todos do Conselho de Saúde realmente participassem das decisões, os desvios seriam mais difíceis... Só um prefeito comunista terá coragem e vontade para criar leis municipais que tornem o Conselho de Saúde realmente democrático, e sobretudo para modificar a Lei Orgânica de forma que o Conselho de Saúde indique o secretário de saúde, e possa depô-lo.

A educação é uma vítima ainda mais suculenta para os prefeitos do país todo, pois é ainda menos controlada, não existem nem as regras burláveis da saúde. É possível gastar muito pouco com a educação, pois os salários dos professores são ridículos e esse é o maior custo, pois a grana da merenda vem do governo federal. Então o "trabalho" dos prefeitos é maquiar um monte de gastos como se fosse na educação, e desviar essa grana com a cumplicidade de um laranja bem pago, com o título honorífico de secretário de educação.

Os professores, porém, não precisam de secretários de educação, nem de um monte de burocratas, para fazerem suas escolas funcionarem. Podem eles mesmos, os professores, junto com representantes dos pais, dirigirem não somente suas escolas (como aliás em qualquer país civilizado), mas a própria secretaria de educação, com completa transparência. O resultado seria que sobraria dinheiro para aumentar os salários, distribuir mais merenda e oferecer dois turnos de atividades para os alunos. O que talvez não seja possível somente com o dinheiro da educação é a construção de escolas de tamanho decente, que praticamente não existem em São João del-Rei. Ao prefeito ainda poderiam sobrar funções inconstantes como essa, de resolver pepinos muito grandes.

Com os poderes que a Constituição de 88 lhes reservam, assim como o prestígio do cargo e a posição de chefe de estado municipal, os prefeitos manterão um poder nada desprezível, de forma que poderão ser os melhores fiscais do dinheiro público, enquanto hoje são seus maiores ladrões. Um secretário de saúde não indicado pelo prefeito, nem por isso poderá prescindir da assinatura do prefeito em diversos documentos, nem poderá fugir nem por um minuto se o prefeito quiser entrar na secretaria, fuçar em seus computadores e arquivos. Em outras palavras, começaremos a ter uma verdadeira República.

DCE-UFSJ : O plebiscito que está demorando

Em 2005, quando foi aprovado o estatuto que eu, Alex Lombello Amaral, escrevi para o DCE-UFSJ, eu esperava um plebiscito. O plebiscito era na verdade o que eu mais queria! O debate aberto e duradouro entre duas propostas diferentes de democracia, a dominante e uma proposta nova, espalhando-se por toda uma Universidade. Quando a Assembléia que aprovou o estatuto não julgou necessário convocar um plebiscito, eu me confortei com a crença de que no mesmo ano o partido político que tinha perdido o comitê eleitoral forçaria um plebiscito. Que ilusão ! Só agora, passados quase oito anos, eles se lembraram dessa exigência óbvia, um plebiscito, e como não estão conseguindo arrancá-lo, resolvi dar-lhes uma força e, eu mesmo, autor e defensor convicto do estatuto atual, defender o plebiscito.

Precisamos de um prefeito que renuncie aos seus poderes

Um estudo da Constituição Brasileira e da Constituição de Minas Gerais permite observar que o exagerado poder dos prefeitos não está previsto em nenhuma dessas duas cartas. Nenhuma das duas nem sequer obriga os municípios a imitarem guardadas as proporções as funções dos executivos nacionais ou estaduais. Aliás, em comparação com os poderes que as Leis Orgânicas da maioria dos municípios dão aos prefeitos a Constituição de 88 limita os poderes dos presidentes da República, e isso sabendo-se que o Brasil é uma monarquia em que o rei é mudado de 4 em 4 ou 8 em 8 anos.

O que então garante que em quase todos os 5 mil e tantos municípios brasileiros, incluindo certamente os quase 900 mineiros, os prefeitos sejam donos das prefeituras? São principalmente as Leis Orgânicas aprovadas e sustentadas por prefeitos. Ou seja, é o fato de que os prefeitos têm o poder de comprar as câmaras de vereadores e quase sempre o consigam, e de que nenhum prefeito, de nenhum partido, tenha pensado sequer e reduzir os próprios poderes, mas só em aumentá-los.

O problema é que os poderes exagerados dos prefeitos são os mais graves corruptores do país, além de impedirem o bom funcionamento dos municípios. Os problemas de todos os setores, com destaque para educação e saúde, são gerados pelos prefeitos. Os recursos que as leis já garantem para a educação, por exemplo, seriam muito mais bem aproveitados se os prefeitos não indicassem secretários de educação e mais um bando de cabos eleitorais para desviarem o dinheiro, mesmo porque políticos não entendem nada de educação, assunto do qual somente os professores e estudantes entendem. E isso é o fato em todos os casos, em todos os municípios.

Nosso sistema político, contudo, funciona a base de dinheiro, de forma que os prefeitos eleitos precisam pagar dívidas de campanha, com dinheiro ou com favores, e portanto precisam concentrar poderes. Um prefeito que abra mão de poderes que não devia ter, estará abrindo mão dos recursos que não devia tocar, e portanto estará sem munição para campanha. É somente por isso que nenhum município brasileiro ainda aproveitou a liberdade prevista nas Constituições do Brasil e de Minas Gerais para criar uma Lei Orgânica com um tipo mais avançado de democracia.

O que os comunistas precisam então é lançar, em todos os municípios onde puderem, candidatos que se proponham a aprovar uma nova Lei Orgânica municipal, em que exista verdadeiro poder popular.

O Brasil precisa se armar e fechar acordos de defesa mútua com os parceiros da UNASUL

A situação mundial está se tornando tensa com enorme velocidade. Devido às pretensões dos EUA na Ásia, China e Rússia responderam com a volta à corrida armamentista. As duas potências asiáticas não estão permitindo a agressão dos EUA e seus rabos contra da Síria, não estão permitindo a efetivação do bloqueio de compra de petróleo do Irã, nem permitindo manobras contra a Índia. Em seu desespero os EUA podem iniciar uma grande guerra na Ásia, que acabaria sendo uma guerra mundial, mas pode também dar uma guinada estratégica, que seria um recuo, e tentar aplacar sua fome de mercados e matérias primas na América Latina.

Partido Comunista lança pré-candidato: Construir o poder popular a partir das eleições municipais

Se não pudermos mudar sequer os municípios, não conseguiremos mudar nada. As pessoas vivem todas em municípios, e se não mandarem em seus municípios, não mandarão nem nos estados, nem na União. Em todo o país, vemos desanimo da esquerda frente a eleições que parecem despolitizadas, pouco importantes, localizadas, limitadas. Mas de fato esse é o discurso capitalista, é a realidade inventada pelos meios de comunicação, a política municipal não precisa ser limitada.

Em São João del-Rei estamos cada dia mais animados. Conseguimos, em contraste com as eleições presidenciais em que estivemos divididos, construir uma aliança de cinco organizações socialistas. Além de ser óbvio o papel do respeito mutuo na manutenção dessa aliança, o critério de decisões tem sido a unanimidade por um lado, e nas publicações a liberdade e responsabilidade do assinante. Essa frente foi montada ainda no início de 2011, sem fins eleitorais, e tentaremos mantê-la apesar do que possa acontecer nas eleições de 2014. Reivindica com orgulho ser herdeira da frente que em 2008 candidatou João Bosco e Chico à prefeitura, e espera deixar um bom cabedal para as eleições de 2016. Está em criação um sistema de contribuições, cuja contribuição mínima são cinco reais. Existem projetos para uma sede permanente.

Nessa Sexta-feira, dia 23 de Março, dois dias antes do Partido Comunista completar 90 anos, a aliança realizará um Seminário, O Poder Popular em São João del-Rei, em que se debaterá as formas de se construir a "verdadeira democracia", o poder popular, apesar das leis atuais. Não que alguém tenha a ilusão da possibilidade de se estabelecer um outro sistema político em um município. Nem que exista por aqui a ilusão de que o poder popular possa ser construído gradualmente e dentro das leis. Não estamos sonhando, não decaímos para a social-democracia. Contudo, também não é possível propor a substituição do capitalismo por nada, não se pode derrubar o sistema político atual sem que seja para substituí-lo por um melhor. Sendo assim, o único motivo para não defendermos o poder popular nas eleições, sejam municipais ou gerais, seria uma indesculpável covardia, que poderíamos disfarçar com um palavreado marxista, como se Marx fosse um inventor de regras e impossibilidades, quando a ciência é a constante quebra das regras e das impossibilidades.

Esse seminário sobre o poder popular acontecerá no Sindicato dos Metalúrgicos, que em São João del-Rei abriga diversos eventos políticos, às 18 horas e contará com a contribuição dos professores Eder, Claret e Oraldo. Provavelmente até lá também o PSOL e o PSTU terão escolhido seus pré-candidatos para disputarem a prefeitura pela frente que também conta com PCB, Brigadas e Consulta. O Partido Comunista escolheu Alex Lombello Amaral como seu pré-candidato. A maioria dos textos dessa página são de autoria desse comunista. Ele pode ser melhor conhecido por sua página no facebook, http://www.facebook.com/profile.php?id=100000121687808 . É historiador e está lançando atualmente o livro Origens das Minas Gerais, que não tem nada sobre capitalismo e socialismo. Criou recentemente uma editora que já publicou livros de Karl Marx, Friedrich Engels, Rosa Luxemburg e Victor Serge.

Obs: Na foto, de cinco anos atrás, Jordano (PSTU), Sammer (Brigadas) e Alex (PCB) em uma atividade em defesa dos trabalhadores doentes de silicose.

Parem as escolas públicas brasileiras dias 14, 15 e 16 !

Professores, estudantes e demais cidadãos devem colaborar com a paralisação nacional dos professores, dias 14, 15 e 16 de Março. Os professores formam a categoria mais humilhada do Brasil. O Piso Nacional, que já é baixo, não é obedecido pelos estados. A decisão de pagar pouco é política, pois se a miséria paga fosse triplicada ainda assim não arranharia os orçamentos públicos. Um dos objetivos é desestimular os jovens mais capacitados das carreiras de professores - o intelectual que insiste em ser professor é punido com a miséria ! Outro objetivo é manter elevados os lucros das escolas particulares, que cairiam caso os salários das escolas públicas fossem decentemente elevados, o que obrigaria as escolas privadas a também elevarem seus salários. É o que vai continuar acontecendo enquanto o poder estiver nas mãos dos donos do capital, ou de seus testas-de-ferro, pois o objetivo deles é lucro e concentração de capital, de forma que não querem nem pensar em salários altos, nem em serviços públicos de qualidade.

Em ano de eleições, vereadores da prefeitura brigam pela preferência no 'balcão de negócios' em São João del-Rei

Ocorreu, na reunião da Câmara de São João del-Rei desta terça-feira (06/03/2012), uma vexatória discussão entre os vereadores da prefeitura. Tal discussão teve lugar durante a tribuna livre, aonde os vereadores da prefeitura Rodrigo e Gilberto, reclamaram por não verem as suas obras pleiteadas pela prefeitura, enquanto as indicações do João costumam passar na frente das dos colegas. Decorreu disso, uma troca escancarada de acusações entre os vereadores Gilberto e João, mostrando que a base da prefeitura foi, temporariamente, rompida.

Carta ao Alex sobre o Esquerdismo

Camarada: Gostei muitíssimo de seu texto sobre o Esquerdismo e gostaria de fazer algumas observações a respeito dele. Nele você fala da dificuldade em organizar a militância e fundar as células nas cidades do interior, assunto que me interessa bastante. Em primeiro, gostaria de opinar sobre esse assunto que o motiva a escrever, o esquerdismo tal como definido por Lênin.

Liminar suspende "licitação" que deu o transporte público de São João por 30 anos para a Presidente

Pode-se ler no site do Tribunal de Justiça de Minas Gerais que foi concedida liminar, a pedido da empresa Vale do Ouro, anulando a "licitação" em que a Presidente, empresa que elegeu um dos vereadores, do PSDB mas aliado ao prefeito do PMDB, ganhava o monopólio sobre o transporte público de São João del-Rei por 15 anos revogáveis por mais 15. De fato, era escandaloso que a empresa da qual um dos vereadores é gerente sequer participasse da licitação.

Agora o ideal seria que a licitação fosse adiada, para depois das eleições, de forma que o assunto pudesse ser debatido nas mesmas, ou seja, pelo povo interessado. Contudo, é certo que o atual prefeito tentará fazer uma nova licitação às pressas, impondo ao povo sua vontade, guiada pelos interesses que se vê.

Que a liminar tenha sido conquista pela empresa concorrente e não pela oposição da própria cidade é uma vergonha, uma prova de desorganização e a explicação de porque temos a prefeitura que temos.

Ditadura colombiana sofrerá forte impacto da libertação dos prisioneiros de guerra das FARC

Há alguns anos, em resposta à infeliz sugestão de Hugo Chavéz para que as FARC largassem as armas, o São João del-Pueblo defendeu que as FARC permanecessem em armas, mas libertassem todos os prisioneiros de guerra.

Largas as armas, para os guerrilheiros colombianos, seria suicídio. Só seria possível se também saíssem do país, pois caso contrário seriam assassinados um a um. Não é preciso explicar isso aos colombianos.

Os prisioneiros, contudo, estavam atrapalhando a guerrilha e fortalecendo o ditadura. Uma guerrilha precisa de mobilidade, para atacar e fugir rapidamente, e arrastar prisioneiros só pode reduzir a velocidade da marcha, tornar mais lenta a montagem e levantar acampamento. Na verdade, com prisioneiros, as FARC precisam manter acampamentos quase permanentes, o que é absolutamente o contrário do que uma guerrilha precisa fazer.

Os prisioneiros não serviam como escudo humano, pois a ditadura não hesitava em bombardear os acampamentos nem mesmo tendo certeza de que tinham prisioneiros. Pelo contrário, matar os prisioneiros é um dos objetivos da ditadura. Os prisioneiros só eram úteis para a propaganda de guerra da ditadura contra a guerrilha, dentro e fora da Colômbia.

A ideia de trocar prisioneiros com a ditadura é uma ilusão. Os guerrilheiros presos só serão libertados quando a ditadura cair.

Sendo assim, consideramos muito positiva a decisão das FARC de libertarem todos os prisioneiros, e acreditamos que ela elevará o potencial de combate da guerrilha, e enfraquecerá a ditadura. A ditadura colombiana é hoje o maior aliado dos EUA na América Latina, e o maior perigo para as revoluções que acontecem na Venezuela, no Equador e na Bolívia. É um perigo mesmo para o Brasil...

Com os melhores armamentos que os EUA podem oferecer, e 500 mil soldados, a ditadura não conseguiu destruir as FARC, com cerca de 10 mil guerrilheiros que têm que vigiar prisioneiros. Com a guerrilha livre dos prisioneiros, poderá deixar a postura defensiva que tem adotado e lançar uma grande ofensiva, que se gerar levantes nas grandes cidades pode vir a derrubar a ditadura.

Um adorável comunicado da polícia

Infelizmente é somente da polícia grega, e você não o verá na TV. Em um parágrafo ele diz ao governo, a quem se dirige:

"Se continuarem com sua política destrutiva, os avisamos que não nos permitiremos lutar contra nossos pais, filhos, e todos os cidadãos que protestam e creem em uma mudança política."

Como é grego, vamos traduzir. A polícia grega deu um exemplo de decência a todas as polícias do mundo, e se cumprir sua palavra, vai livrar a Grécia do domínio alemão, ou seja, das políticas econômicas liberais. As últimas restrições impostas aos gregos já indicavam o fracasso dessas políticas neocolonialistas, que baseiam sua propaganda no liberalismo.

Era visível que os gregos, mesmo contra a polícia, não aceitariam tais absurdos e acabariam derrubando o governo e o parlamento, reinstaurando a crise nos mercados financeiros, derrubando a cotação do euro. A declaração da polícia reforça essa tendencia. A única maneira de obrigar os gregos a aceitarem as últimas medidas econômicas seria uma extrema repressão policial.

Se os gregos escaparem das garras bancárias, servirão de exemplo para os italianos, espanhóis e portugueses, todos endividados. Configuraria uma verdadeira rebelião mediterrânica contra o poder do norte na União Européia e contra a doutrina econômica que encobre esse poder, o liberalismo.

Todas as circunstâncias pedem que a Alemanha ceda e que os próprios governos em risco de queda mudem de política, mas isso quase nunca acontece. Os atores políticos quase nunca têm autonomia nem flexibilidade para fazerem grandes recuos estratégicos. 

Projeto para aumento do número de vereadores reaparece na câmara de São João del-Rei

Mais uma vez, voltou à pauta de votações na sessão da câmara de São João del-Rei (14/02/2012), o projeto que aumenta o número de vereadores. Desta vez, a tentativa era de aumentar para treze vereadores e o projeto foi assinado por seis vereadores do partido da prefeitura.
O interessante é que apenas o líder do partido ousou pegar o microfone e defender publicamente o projeto. Sabemos que tal projeto, que de tempos em tempos volta a assombrar a câmara, foi colocado às pressas na pauta de votações da sessão e a tentativa era de pegar os opositores desprevenidos, mas o pequeno público presente na reunião se manifestou contrariamente ao projeto que foi retirado da pauta de votações.
Mas como pode um projeto aonde seis vereadores assinaram sua autoria ser defendido apenas por um vereador? Imaginamos que, como é ano eleitoral, os vereadores da prefeitura estejam preocupados em aparecer junto desse projeto que é impopular e pode lhes retirar alguns votinhos... Por outro lado, se ninguém ficar sabendo, esses vereadores aprovariam tal projeto que aumenta as chances de continuar no cargo da vereança.
Olho vivo, cidadãos de São João! Se vocês não querem nenhum aumento de vereadores, então tratem de vigiarem a câmara municipal, pois não seria surpresa descobrirmos que essa também passou às escondidas...

PSOL, PSTU, PCB, Consulta e Brigadas publicam mais um jornal em São João del-Rei

Em desacato aberto à lei inconstitucional e autoritária que proíbe a distribuição de publicações nas ruas de São João del-Rei, cinco partidos socialistas lançaram e estão distribuindo um novo jornal.


Biblioteca nova da UFSJ já está rachada

A biblioteca do Campus Dom Bosco, que tem no máximo 4 ou 5 anos, já está com enormes rachaduras. Não sabemos a gravidade que essas rachaduras apresentam para o prédio, nem se algum engenheiro já avaliou a situação, mas a biblioteca está em funcionamento. Ironicamente, será lá, nesse Sábado, 11 de Fevereiro (amanhã), que acontecerá a conferência sobre.... transparência ! Quanto se disse mesmo que se gastou nessa obra? O interessante é que na época da construção políticos e o reitor que hoje é pré-candidato a prefeito utilizaram a obra para auto-promoção. E agora, vão querer desvincular seu nomes das rachaduras?

O ouvidor da Câmara municipal



Após a cidade de São João Del Rei ter ficado debaixo d'água nas últimas chuvas, voltamos a nossa atenção para a Câmara municipal acreditando que, de lá, poderiam sair os projetos e as ideias com as soluções desse problema que assola a cidade a tantos anos. Imaginávamos, humildemente, que os nossos vereadores se empenhariam em demonstrar um fio de esperança aos que padecem das enchentes, presenciar uma reflexão profunda e mais, que alguma medida fosse colocada em discussão para salvar a população afetada.

2012 terá mais uma greve dos professores de Minas Gerais

Não há outra possibilidade. Os professores mineiros não podem aceitar receber menos que todos os outros professores do Brasil. O governo tucano, cheio de sócios das escolas particulares, insiste em manter os professores humilhados, recebendo uns trocados, porque assim torna as escolas particulares competitivas  e mantém baixos também os salários dos professores da rede privada.

Qualquer professor que já trabalhou em escolas públicas e particulares sabe dessas duas coisas:

1 - As escolas particulares só conseguem existir porque as escolas públicas são sabotadas pelos governantes, com leis estúpidas e salários de fome. Sem essa sabotagem, as escolas públicas seriam imbatíveis.

2 - Quando aumenta o salário dos professores do estado as escolas particulares têm que aumentar seus salários também.

Sendo assim, enquanto tivermos governos de pessoas ligadas aos empresários, aos ricos, necessariamente serão governos de sócios das escolas particulares e os professores estão lascados...

Portanto, é fácil prever, teremos mais uma greve esse ano. Como os professores são politicamente muito atrasados e medrosos, não golpearão o governo conforme é necessário, de forma que a greve vai se estender por semanas ou meses. A única forma eficiente que os professores têm para conquistar um aumento decente é atacar publicamente o governo, não somente por seus erros na educação, mas por todos os erros. Os professores nem precisariam de greve, somente de um jornal mensal explosivo, distribuído entre os pais de alunos. Mas não conseguem fazer isso, então farão greve. 

Imprensa "brasileira" fica ao lado dos EUA e suas colônias contra o Brasil na Organização Mundial do Comércio

A medida nacionalista adotada pelo Brasil de reduzir as taxas sobre os carros nos quais 65% das peças sejam produzidas no Brasil desagradou os concorrentes. A imprensa "brasileira" faz eco às críticas de seus patrões estrangeiros, e caricaturiza a presidenta. Todo país que se preza defende sua economia das demais, pois não vivemos no paraíso das fábulas made in Washington/Hollyhood. O mundo todo, aliás, está entrando em um ciclo protecionista. As medidas brasileiras ainda são brandas, pois somente reduzem impostos sobre mercadorias nacionais, não elevam os impostos sobre os importados. Tratando-se de automóveis, em um mundo onde não cabem mais automóveis, uma elevação das taxas sobre produtos estrangeiros seria também ecologicamente correta.

O governo Dilma certamente não é socialista, nem é tão nacionalista quanto desejariamos, mas certamente sustentará ao menos essa pequena medida de proteção a parte importante do parque industrial brasileiro.

6 mil presos políticos nos EUA desde Setembro

Desde que se iniciaram nos EUA os protestos contra o poder do capital financeiro, já foram presas seis mil pessoas envolvidas nessas ações políticas. Os EUA já são campeões mundiais de prisões, tanto em porcentagem da população quando em números, mas de uma quantidade tão grande de presos políticos em tão pouco tempo não se teve exemplo nem nas perseguições anti-comunistas conhecidas como marcartismo, nem na repressão ao Partido dos Panteras Negras, nem nas perseguições contra o movimento pacifista.

Duas conclusões se pode tirar do exagero repressivo dos EUA. Em primeiro, que dessa vez os manifestantes acertaram no alvo, e por isso estão sendo presos em massa. Em segundo, que o centro do império está com sua hegemonia interna em risco para as próximas décadas.

Sobre a hipocrisia dos governos e da imprensa dos países capitalistas, que não dizem uma palavra a respeito, mas fazem a propaganda incessante das guerras imperiais, acusando as vítimas escolhidas de desrespeito aos direitos humanos, já não nos surpreende.

PSOL, PSTU, PCB, Consulta e Brigadas anunciam que terão candidatura em comum nas eleições municipais de São João del-Rei em 2012

O nome ainda não está definido, mas os partidos socialistas que têm se reunido com independentes no grupo São João del-Rei para o Povo Trabalhador terão candidato próprio, e de forma alguma apoiarão os candidatos dos partidos do sistema (PT, PMDB, PtdoB, PSDB etc.).

Possíveis pré-candidatos são João Bosco (PSOL), Chico Chaves Resende (Bin Laden) (PSOL), Alex Lombello Amaral (PCB), Jordano Carvalho dos Santos (PSTU), Petterson Ávila (PSTU), Rafael Sedov (PSTU), Rodrigo Neves (PSOL), Alexandre Marciano (PCB), Ever Alessandro da Silva (PCB), Dirley de Castro Vale (PCB), Carlos Roberto da Silva (Cascalho) (PSTU), Antônio Rômulo de Aguiar Santos (Rominho) (PSTU), Trindade Maria (PSTU), Mário Silva (PSOL).

O programa também será definido democraticamente em seminários em 2012, mas já se pode adiantar que essas forças defendem a revogabilidade de todos os mandatos, o poder do povo por meio de conselhos e não aceitam o financiamento de empresas.

A imprensa "brasileira" está escondendo as mortes de Pinheirinhos

A chamada "grande imprensa", as TVs e grandes jornais diários, ou seja, os instrumentos estrangeiros de dominação do país, estão mentindo mais uma vez, afirmando que em Pinheirinhos a desocupação ordenada pelo governo Alkmin (PSDB) só resultou em feridos. Os hospitais da região, no entando, falam em 3 mortes, e as lideranças falam de 7, incluindo uma grávida.

Para que serve uma imprensa que esconde os crimes dos poderosos? Essa é a "imprensa livre" do capitalismo? Dispensamos! Lembramos com saudade da declaração de Leonel Brizola, em 1989, sobre sua primeira medida se vencesse as eleições presidenciais - Fechar a Rede Globo !

30 mil visitas em dois anos

O contador do google, que conta desde Maio de 2010, afirma que o São João del-Pueblo foi visitado 30 mil vezes nesse período. O mês de mais visitas foi Junho de 2010, com mais de 2.800 acessos. Imaginamos que esse número foi fruto da campanha eleitoral.

Reitor transforma UFSJ em palanque eleitoral


Dessa vez o PT está se aproveitando das enchentes para se aproximar dos locais alagados com um carro de som e afirmar que o reitor, que já está em campanha para prefeito, é que está ajudando as pessoas desabrigadas. Esse mesmo reitor já transformou os shows do Inverno Cultural em showmícios por 3 anos seguidos. Em suas mãos a UFSJ tem sido joguete nas mãos do governo federal. Quando os tucanos tinham a presidência da República, ele tinha fama de tucano, agora se filiou ao PT. Para ajudar uma carreira politiqueira nada melhor que estar com o governo. Os estudantes têm sofrido 3 anos de perseguição, porque não dizem amém às decisões irresponsáveis que vêm sendo tomadas, como se pode constatar no blog do DCE na coluna ao lado esquerdo do leitor.

Essa última atitude petista, que tem sido vaiada pela população, é um desrespeito com as vítimas, com os bombeiros, com a polícia, com as centenas de voluntários etc. É também uma demonstração de falta de discernimento entre o que é um bem público e o que é um bem particular. O PT é mestre em usar sindicatos e entidades estudantis como trampolins para seus candidatos, e agora está usando uma Universidade Federal.

É chocante que o eleitorado petista depois ainda se diga surpreso com os escândalos petistas. Se por vinte anos o PT parasitou os Sindicatos ligados à CUT, por que seria honesto no governo federal ? Se um cara como reitor usa a Universidade para fins eleitorais, o que fará com a Prefeitura ?


PS: Esses comentários são baseados no comentário de Vera Vale, no Facebook, que também tenta ganhos políticos para os seus candidatos:

O deputado Reginaldo Lopes, como se viu na noite de terça-feira, não perdeu tempo para exibir sua falta de seriedade e seu apego à demagogia e à mentira. Diante de centenas de moradores que se aglomeravam diante da ponte do “bezerrão” sem atravessá-la face ao perigo de desabamento, passou, com o uso de altofalantes, a fazer propaganda política para seu candidato a prefeito pelo PT, atribuindo a este candidato o socorro aos moradores, o que era pura mentira. A verdade tinha outra opinião. O socorro aos moradores começou com a boa vontade da Viação Presidente, que a pedido da polícia Militar, colocou à disposição o transporte dos moradores impedidos de irem para suas casas. Mas os moradores, mesmos podendo serem transportados para abrigos da UFSJ, recusaram este socorro, que foi obtido pela Polícia Militar, e não pelo PT muito menos pelo deputado mentiroso, tendo o mesmo sido vaiado pelos moradores. Deputado, como você viu o povo não é idiota como você pensa.

Existem recursos para pagar bem os educadores, mas são desviados pelos governos estaduais

Somente as verbas do FUNDEB para 2012 chegam a 114 BILHÕES de reais, suficientes para distribuir R$ 3.000,00 por professor brasileiro, todo mês. Contudo, repassados pelo governo federal para os governos estaduais, ficam nossos professores recebendo R$ 600,00, que já está abaixo do salário mínimo de 2012.

Não poderia ser diferente, é a lógica. Os governos que temos, graças à constituição de 1988, são representantes somente do dinheiro, ou seja, em todos os governos estão bem representados os donos de escolas, muitas vezes nos cargos de secretários de educação !?!?! Ora, os interesses dos donos de escolas são contrários à educação pública e a que os professores tenham bons salários. Se os professores da rede pública passam a ganhar melhor, a rede particular também tem que pagar mais para manter seus professores, e a melhora da qualidade da educação pública tira alunos da rede particular.

Como não podemos contar, a médio prazo, com uma revolução que crie um sistema político em que as pessoas sejam mais importantes que o dinheiro, precisamos levantar duas bandeiras que apontam nesses sentido - o controle unificado de todos os recursos da educação nacional, tirando-os das mãos dos governadores e prefeitos, e o controle completo do sistema educacional pelos professores e estudantes, sem as patas dos políticos. 

Continua a guerra civil na Líbia. O assassinato de Kadafi pode ter sido um grande erro dos imperialistas

Notícias da Líbia, que podem ser lidas em sites que estão na lista "Notícias Internacionais", na coluna ao lado, indicam que as forças republicanas e revolucionárias, autodenominadas "verdes", continuam a guerra contra a coligação imperialista e fundamentalista, à qual causam pesadas baixas.

Sabe-se que Kadafi, desde a invasão do Iraque, cedeu aos interesses imperialistas. Assassinado o líder da Revolução Verde, logo quando se moderava e negociava, o que se pode esperar em caso de vitória do Exército Verde?

PS: De fato, foi confirmado pelo autodenominado NTC, ou seja, as forças combinadas dos radicais religiosos com os mercenários da OTAN, que o sul da Líbia está sob controle da resistência Verde. Repete-se o que aconteceu das últimas vezes em que a Líbia foi invadida. As forças da resistência abrigam-se no deserto para a partir daí reconquistar o litoral.

As verdadeiras perspectivas para 2012

O lado bom é que quando as perspectivas são muito ruins pode acontecer de alguma novidade melhorar o panorama. Porém, para sermos sinceros, temos que informar que 2012 pode nos trazer uma grande guerra na Ásia, envolvendo tantos países poderosos (EUA, China e Rússia mais os aliados devem chegar a uns 20 países) que se poderá talvez falar de uma terceira guerra mundial. Embora a tensão esteja crescendo e tropas e armamentos sendo movimentados conforme o necessário nas vésperas de um conflito, é de se esperar que o poder de dissuasão de ambos os lados cumpra sua função de desanimar os oponentes. O que não tem solução, a não ser uma grande guerra (que mesmo assim só daria resultados anos depois), é a crise econômica. Podem ser aplacadas as crises financeiras, ou seja, de endividamento dos governos, mas não a crise econômica, que é uma crise de super-produção crônica com ondas de agravamento.

A solução dos dois problemas seria a revolução socialista, mas temos que confessar que as forças revolucionárias não estão preparadas para isso em quase lugar nenhum do mundo.

Coréia: Resposta de Silvio Pedro Rodrigues e Alex Lombello Amaral para o camarada Mazzeo


O artigo do Mazzeo aliada à opção do PCB em não enviar uma nota em referencia ao falecimento do líder coreano Kim Jong Il e a grande discussão veiculada nas redes sociais de relacionamento a respeito do tema traz à baila a questão dos pontos de vista diferentes, que acabam se consolidando e virando correntes dentro do Partido.
Apesar de negarmos a existência das correntes internas no Partido, sabemos da existência de inúmeras tendências. Muitas delas conflitantes entre si. Marx afirma que o capitalismo, pelas suas características, traz em seu seio a semente de sua destruição. Acredito que isso também se deu com o marxismo expressado pelas tendências cristalizadas. O socialismo marxista, logo após a morte dos dois maiores expoentes dessa ideologia/filosofia, começou a cavar a sua "sepultura". Esse fato se deu em virtude de cada liderança que esposava o marxismo ter adaptado esta ideologia para o momento em que vivia, tornando-a mais eficaz de acordo com as especificidades táticas do momento, de acordo com as peculiaridades de cada sociedade onde se desenvolvia a luta. Isso aconteceu na URSS, com o leninismo; na China com o Maoismo; em Cuba, com o foquismo, etc. Além dessas interpretações peculiares do marxismo que acabaram sendo vitoriosas em seus países, existem outras que nunca conseguiram chegar ao Poder, tais como o trotskismo, luxemburguismo, etc.
Levando-se em conta que cada adaptação utilizada foi fruto da crítica às outras correntes já existentes, de que foi uma tentativa de aperfeiçoamento do marxismo, muitas das correntes criadas, desgarradas, acabaram, se tornando uma antítese do marxismo. Principalmente porque as correntes sempre disputam entre sí o epíteto de descendente direta de Marx, ou de Lenin (a interpretação que melhor se adaptou ao seu tempo), e principalmente a hegemonia na classe operária, ou do “pensamento” de esquerda. Isso faz com que elas sejam concorrentes entre si. E mais que isso. Essas correntes se comportam como inimigas. Essas disputas são tão absurdas que chegaram a ir a campos de batalha em lados opostos, como aconteceu em Angola, com Jonas Savimbi (Unita) apoiado por China e o MPLA pelos soviéticos, ou mesmo na URSS, onde “trotskystas” e “stalinistas” fizeram praticamente uma guerra civil entre si.
Mesmo na atualidade encontramos dezenas, talvez centenas de correntes pretensamente marxistas concorrendo entre si, e facilitando e perpetuando o capitalismo. Mesmo dentro de um mesmo partido encontramos diversas correntes "marxistas" (luxemburguistas, stalinistas, trotsquistas, gramcinianos, lukacsistas, titistas, etc). Esse movimento correntista já estava presente entre os revolucionários ao tempo de Lenin. Entretanto aquele Camarada tratava os divisionistas-diversionistas com a dureza necessária. Por isso o Partido tinha uma atuação mais coesa. Após a morte de Lenin várias lideranças se assanharam para assumir seu posto. E cada uma dessas lideranças tinha formulas distintas para a aplicação do marxismo à sociedade. Como não aconteceu uma hegemonia avassaladora de uma corrente sobre as outras, se perpetuou o divisionismo, este mal acabou se perpetuando até a presente data. Isso trouxe indisfarçável prejuízo à classe trabalhadora que tem atuado dividida, ou mesmo perdido a confiança de que os marxistas são seus legítimos representantes, e adotado ideologias estranhas como guias de suas lutas.
Os representantes dessas correntes, como se fossem portadores de ideologias distintas, aprofundando as divisões e diferenças, acabam repassando aos seus liderados um marxismo interpretado à luz do que pensava os seus gurus ou tentando isolar seus inimigos, como no presente caso. E essas interpretações são as mais díspares possíveis. Encontramos teóricos marxistas como Megnad Desai que entende que o socialismo só será possível depois do capitalismo esgotar suas potencialidades em todos os quadrantes do mundo, quer dizer, remete a revolução para as calendas gregas. E temos intérpretes trotsquistas e filo-trotiskistas que entendem que a revolução está na ordem do dia. Entre essas duas tendências existem outras que, por suas matrizes, valorizam mais o campesinato, o proletariado, os intelectuais, etc. Os “marxistas” se dividiram, se “especializaram”, e hoje atuam de formas diferentes e muitas vezes contraditórias. Esse diversionismo se deu porque seguidores de líderes, que interpretaram o marxismo adaptando à realidade objetiva, tentaram transplantar in totum as experiências – propostas formuladas – para a realidade brasileira, praticamente sem adequação.
Entre nós, PCB, existe ainda problemas históricos mal resolvidos, que ainda pesam fortemente sobre o Partido. O principal deles é necessário balanço histórico das experiências do socialismo real vivido no leste europeu. O Partido assumiu como verdadeiro o “relatório secreto” de Kruchev quando do XX Congresso do PCUS, e, conseqüentemente classificou o período entre o governo de Lenin e Kruchev comprometido com crimes, desmandos e ditadura. Logo após esse alinhamento ao “relatório secreto” já aconteceu entre nós os primeiros “rachas”. Apesar do PCB, nas Resoluções do XIV Congresso, assumir toda a história do movimento comunista, conforme Declaração Política do XIV Congresso: “Nascemos em 1922 e trazemos marcadas as cicatrizes da experiência histórica de nossa classe, com erros e acertos, vitórias e derrotas, tragédias e alegrias. É com esta legitimidade e com a responsabilidade daqueles que lutam pelo futuro que apresentamos nossas opiniões e propostas aos trabalhadores brasileiros” (Resoluções do XIV Congresso Nacional, pag 18). Mesmo assim ainda existem entre os militantes as resistências “naturais” a essa herança “maldita”, e ainda aqueles que admiram o período “proscrito” e o seu principal líder. Quem visitou a comunidade do Partido no Orkut sabe as batalhas “campais” que existiram ali entre “stalinistas” e “trotskystas”.
Esse esgarçamento ideológico, por óbvio, também se refletiu nas bases sociais de sustentação dos partidos comunistas. Com as constantes divisões, defecções, alienações, perseguições da direita e conseqüentes derrotas, as fileiras dos comunistas foram reduzidas drasticamente. Em proporção direta também foi reduzida a influencia dos comunistas na sociedade.
Por causa da crise por que passa a esquerda de uma forma geral, e a esquerda brasileira em especial, existe um grande descontentamento entre os militantes de esquerda, com uma grande procura de alternativas realmente revolucionárias. A esquerda institucional (PCdoB e PT, principalmente) ao se afundarem no institucionalismo, perderam o caráter reformista de esquerda e se afundam no oportunismo, na corrupção, no arrivismo. As organizações de extrema esquerda, dado o seu descompasso com a realidade, também não conseguem oferecer uma alternativa viável ao processo revolucionário brasileiro, não sendo compreendidas pelo povo. Em um quadro desses, o PCB, por sua história ímpar, e por estar se reconstruindo revolucionariamente deveria ser um desaguadouro “natural” dos egressos das outras várias organizações de esquerda que realmente anseiam por transformação radical da sociedade. E é inegável que existe uma corrente que traz ao PCB os militantes descontentes originários de outras organizações. Na maioria das vezes esses militantes nos procuram atraídos pela nossa fantástica história, pelos nossos heróis e também pela proposta racional apresentada nas resoluções do XIV Congresso.
Entretanto, o militante, ao conhecer mais o PCB, acaba se decepcionando e se afastando. Isso acontece principalmente porque o Partido, dadas as suas atuais limitações, o seu descompasso com a história, a sua falta de inserção nas massas, já não consegue se apresentar como alternativa viável de Poder Revolucionário. Como grande parte dos militantes buscam nas organizações políticas de esquerda uma espaço de luta pela conquista do Poder, da revolução, não conseguem ficar muito tempo na inatividade e decidem buscar outros rumos.
Essa paralisia existente no Partido, que o fez e faz perder espaços e militantes acontece principalmente pela falta de uma identidade precisa, uma feição característica, que possa marcar a Organização que emergiu daquela oriunda do Relatório “secreto” de Kruchev, que culminou com a diarréia de 1992 (criação do PPS).
O presente caso, Mazzeo, dirigente comunista, tratando do caso da morte do líder da Coréia do Norte, formulou crítica pejorativa ao stalinismo da mesma forma que fazem os capitalistas e trotskistas. Disse Mazzeo: “A cultura de saudar seus governantes como "seres celestiais" vem dessa tradição, não totalmente desarticulada. A própria revolução socialista não somente deixou de combater esse tradicionalismo subserviente aos poderosos, como corroborou em transformar a liderança do país, particularmente o dirigente Kim Il-Sug como o "pai celestial", a estrela gia (sic) ,etc.
O Stalinismo, a pressão imperialista acabaram corroborando para que essas distorções continuassem e fortalecessem os segmentos burocráticos mais empedernidos do partido. A dinastização do poder é uma deformação claramente burocrática. É um tipo de stalinismo de corte feudalizado ou asiatizado útil para fortalecer os setores da burocracia que hegemoniza o partido.
Essa opinião semi institucionalizada no PCB, muito parecida com as críticas formuladas pelas organizações ligadas principalmente à LIT-QI mostra uma clara divisão entre aqueles que ainda têm em Stalin uma referencia e aqueles que acham que o líder soviético, assim como seus admiradores, são figuras perniciosas ao movimento revolucionário e democrático mundial. As críticas do Mazzeo, um destacado membro do Comitê Central do PCB, aliada à falta de uma nota sobre o passamento do líder da Coréia do Norte, mostram uma posição mais sectária do que alguns trotskistas confessos. Por exemplo, as críticas produzidas pela Liga Bolchevique Internacionalista (LBI-QI) que além de publicar a opinião pública da organização, com críticas, afirmando: “A morte do dirigente stalinista foi saudada tanto pelo imperialismo como pelo amplo arco revisionista do trotskismo que comemoraram juntos o desaparecimento do "burocrata que esmagava o povo da Coreia do Norte". Pequenos grupos revisionistas que até pouco tempo fingiam serem defensistas agora se somaram descaradamente a LIT em sua cruzada "democrática" contra o Estado operário norte-coreano”. Se diferenciando dos quinta colunas a LBI se coloca na defensiva da Coréia do Norte, apesar das críticas: “ Os genuínos trotskistas da LBI e o povo norte-coreano que está de luto pelo morte de seu dirigente não tem nada a comemorar com o falecimento de Kim Jong Il, cujo regime, mesmo deformadamente, representa a ditadura do proletariado contra as investidas imperialistas lançadas desde a Coreia do Sul, responsável por defender ainda que de forma torpe as conquistas da revolução! Se a morte de Kin Jong il foi produto de um assassinato tramado pela ala restauracionista do PTC ainda mais se intensificará a pressão do imperialismo por uma "transição democrática" contrarrevolucionária, como almejam os revisionista do trotskismo não só na Coreia do Norte mas também em Cuba!”
Mazzeo, em vez de reconhecer o cerco militar, econômico e político vivido pela Coréia do Norte,  em proposta parecida com aquelas feitas aos líbios pela esquerda pós-sionista, prefere “renovar e radicalizar” o socialismo: “No entanto, é bom que se diga, existe um núcleo socialista no Estado da República Popular Democrática, e é o que a mantém em pé, mesmo depois da crise econômica que se abateu sobre aquele país. É nessa força que apostamos, é em seu povo que tem consciência que sem o socialismo seria o aprofundamento da pobreza e a perda da autonomia e das conquistas realizadas pelo socialismo.
Há que se avançar, há que se renovar e radicalizar a democracia socialista na Coréia do Norte, temos esperança naquele povo heroico ... tenho certeza que o socialismo vencerá!”
O artigo do líder comunista em referencia, além de não acrescentar nada de positivo em relação à Coréia do Norte, representa a opinião de um grupo antistalinista, que de uma forma sub-liminar vem influenciando o Partido, e que deve ser debatida pelos militantes do PCB, e combatida por aqueles que defendem que o período em que Stalin esteve à frente da URSS e ainda os admiradores daquele líder merecem respeito. Se nos mantivermos calados estaremos concordando não só com o isolamento do Partido, nos termos acima expostos, mas também estaremos dando azo à continuidade desse macartismo antistalista. Se nossos problemas já não nos deixa militar a contento, como prova temos a nossa pouca influencia, vamos nos debruçar sobre eles e dar a solução mais viável.

IBGE revela que em 9 anos de governo o PT não fez nenhuma reforma agrária

É o próprio Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas, um órgão público federal, que revela que a situação no campo brasileiro continua a mesma que na trágica década dos Fernandos, Collor e HC, com 1% dos proprietários concentrando 40% das propriedades. O governo Dilma ainda cortou verbas, já ridículas, destinadas à reforma agrária. O governo petista também não aprovou leis que permitam ou facilitem a reforma agrária, e nem mesmo tomou medidas administrativas que dependem da vontade do presidente. Ver mais em: http://www.pcb.org.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=3361:governo-abandona-de-vez-a-reforma-agraria&catid=65:lulismo .

O Sind-UTE acertou no alvo

Como estamos sempre prontos para bater no Sind-UTE (sindicato dos professores estaduais de Minas) pelas suas táticas infrutíferas, temos que elogiar quando ele acerta. Foi com prazer que descobri hoje que conseguiu publicar um encarte, nO Tempo, de grande circulação no estado, denunciando o governo do PSDB e os deputados que estão sufocando a educação pública propositalmente (quantos mesmo são sócios de escolas particulares?). O Sind-UTE publicou a foto de cada um dos deputados inimigos da educação, inclusive um de São João del-Rei, tucano, só podia ser.

O quanto isso dói nos tucanos ficou claro pela censura que fizeram dentro das escolas, proibindo que se afixasse cartazes com o mesmo conteúdo que saiu nesse encarte, como tratamos em artigo de alguns dias atrás. Logo os professores vão notar, essa publicação vai fazer mais efeito que os 3 meses de greve! Publicar, sobretudo quando o adversário é um político, que teme perder votos, é obviamente muito eficiente. Esperamos que o Sind-UTE tenha aprendido isso de vez, para não precisarmos voltar tratar do assunto... 

Governo Federal dá presente de Natal amargo para base aliada

A partir do dia 16 de janeiro de 2012, os dados sobre a liberação de recursos, acompanhamento e fiscalização, execução e prestação de contas de todos os convênios, contratos de repasse ou termos de parceria, firmados pelo Governo Federal com estados, Distrito Federal, municípios e organizações não-governamentais (ONGs) deverão ser registrados no Sistema de Gestão de Convênios e Contratos de Repasse (Siconv) e disponibilizados ao público no Portal de Convênios (www.convenios.gov.br). O prazo foi estabelecido no Decreto 7.641, assinado pela presidenta Dilma Rousseff e publicado no Diário Oficial da União desta terça-feira (13).

Além de ser uma boa notícia, é teoricamente e historicamente interessante. O governo federal tem que adotar essa medida para controlar seus próprios ministros e os partidos da base aliada. Não se trata de controlar politicamente, porque isso se garante com dinheiro, mas de controlar a voracidade por dinheiro público, que já derrubou oito ministros esse ano. Ou seja, a crise moral é tão grande entre as elites políticas e econômicas que já perturba o governo. Para a teoria marxista o interessante é notar os capitalistas sendo obrigados a recuar, limitando sua própria capitação de recursos. Antes desse decreto, diversos órgãos que têm sistemas próprios de controladoria (piada) não precisavam registrar no Siconv, dificultando propositalmente a fiscalização.

Crise de superprodução empurra mundo para a guerra

Por que os líderes mundiais estão marchando para a guerra ao invés de costurarem a paz ? São crescentes e incessantes os alarmes de guerra. O Irã está sob ameaça dos EUA e seus paus mandados há muitos anos, e agora a Primavera Árabe deu oportunidade para a guerra na Líbia e na Síria. A Líbia foi destruída por 4 meses de guerra civil e bombardeios estrangeiros, mas a voracidade pela guerra não foi satisfeita. Outros países, como Coréia, Cuba e até a Venezuela vivem sob ameaça imperial, mas seu poder de causar estragos e de resistir é maior que o apresentado pelos países árabes, muito divididos e despreparados militarmente. Melhor para os EUA é fazer a guerra no centro da Ásia, bem longe de casa, no terreno que se quer conquistar. Seria a conquista do mundo! Em óbvia reação, os boatos crescem de que o presidente Hu, da China, já deu ordens ao Exército Vermelho de que se prepare para a guerra, e de que iniciou tramites para uma aliança com a Rússia. A Rússia já deu declarações públicas de que está se preparando para destruir o cerco de mísseis que os EUA estão montando contra ela, já moveu navios de guerra e mísseis para a Síria.

Por que se caminha para outra catástrofe mundial ? Há menos de uma semana, no início de Dezembro de 2011, a bolsa de valores de São Paulo teve grande baixa devido a informações sobre a maior mineradora do mundo, a Vale do Rio Doce. A Vale precisou renegociar preços, reduzindo-os !!! A queda da demanda de aço é o mais importante indicador das crises de superprodução! Marx já explicou há uns 150 anos, e desde então vem se confirmando que a economia capitalista tem ciclos de superprodução, quando o excesso de produção de mercadorias, que não podem ser absorvidas pelo mercado, leva empresas a terem prejuízos e quebrarem, aumentando o desemprego e daí diminuindo ainda mais o poder de consumo, agravando a superprodução e daí por diante. A crise só acaba quando grande quantidade de forças produtivas e destruída, ou por falência ou, mais rapidamente, pela guerra ! É verdade que há alguns anos o mundo vive uma crise crônica de superprodução, mas mesmo assim continuam havendo períodos de agravamento.

A TV só divulga uma faceta distorcida e amena da crise econômica, praticamente reduzindo-a a crises financeiras desse ou daquele governo, até outro dia dos EUA, agora da Europa. Bobagem, as crises financeiras - o endividamento dos EUA e da Europa - não são nem sequer a pontinha do iceberg. Todo país capitalista tem dívidas, e alguns defendem que a dívida é a verdadeira riqueza de um país. Se até os particulares conseguem negociar dívidas, quanto mais os países. É claro que os países europeus da zona do euro perderam um grande poder de negociação com os credores quando abriram mão de emitir as próprias moedas. Uma coisa é um credor que emite o próprio dinheiro, outro um credor normal, que tem que ganhar seu dinheiro. O mercado sentiu essa fraqueza dos governos europeus e cobrou juros mais altos. Mas mesmo assim, se se tratasse somente de uma crise financeira, necessariamente se resolveria em pouco tempo, na pior das hipóteses com fortes desvalorizações do dólar e do euro.

Contudo, o problema é outro. O que leva os EUA e a Europa a se endividarem e daí suas moedas a se enfraquecerem é que estão perdendo o controle do planeta. Apesar da queda da URSS, nas últimas décadas os EUA e seus aliados não conquistaram mais espaço e ainda se dividiram, por exemplo com a criação do euro, que foi uma facada no dólar. A superprodução é outro aspecto dessa perda de poder, pois também significa que mercados antes dos EUA e da Europa agora estão em disputa.

A saída protecionista está fechada pela própria estratégia de domínio dos EUA, que criaram e defenderam com unhas e dentes a Organização Mundial do Comércio, e em sua própria área de influencia condena o protecionismo. A estratégia de construir o capitalismo na China também não pode ser combinada com uma virada protecionista nas relações mundiais. Ou seja, para os capitalistas vai ficando difícil ao mesmo tempo defender o capitalismo contra o socialismo e continuar no topo da economia capitalista. Uma saída óbvia para os EUA e a Europa, se não houvesse o perigo da China rumar para o socialismo, seria isolar a China economicamente, tomando seus mercados. Mas então os comunistas retomariam o controle do Partido Comunista Chinês.

Guerras pequenas não estão resolvendo nada. As guerras do Iraque e do Afeganistão, de vários anos, não foram suficientes para aquecer a economia nem dos EUA, e nesses países já não havia muita capacidade produtiva para ser destruída. A guerra civil na Líbia destruiu o país que até então tinha o maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da África, mas também não satisfez a voracidade da economia capitalista. Outras pequenas guerras portanto também não vão resolver, e é mais arriscado para os EUA uma guerra com países como Coréia, Cuba e Venezuela, que podem resultar em fortes baixas no próprio território estadunidense e, como já foi dito, não resolveriam a crise. A guerra com a Coréia seria nuclear, possivelmente extinguindo a Coréia, a Coréia do Sul ocupada e o Japão, além de atingir a costa oeste dos EUA. A guerra com Cuba e a Venezuela poderia resultar em uma revolução latino americana, deixaria os EUA sem seu petróleo mais barato e atingiria o sudeste dos EUA, e talvez toda a costa leste.

A guerra na Ásia, mesmo nuclear, poderia poupar o território estadunidense, mas certamente prejudicaria diretamente Rússia e China. Em caso de vitória, os EUA se estabeleceriam firmemente no maior continente do planeta, cujas riquezas são imensas. Seria, de fato, o domínio do mundo pelos EUA. Os atos terroristas da Al Quaida, provocados pela própria CIA, que sempre esteve por trás desse grupo terrorista, foram a desculpa para ocupar o Afeganistão e o Iraque. Agora a crise política na Síria e o suposto perigo nuclear iraniano são novas desculpas. A retirada de tropas estadunidenses do Iraque, longe de ser um bom sinal, parece uma preparação de ataque contra o Irã. É de praxe retirar as tropas que podem ser alvos fáceis para o país que se pretende agredir.

Diante dessas evidências, não se pode descartar que China e Rússia não esperem pela agressão dos EUA, e tomem a ofensiva na Ásia. Em ambos os casos, além de ser uma questão de sobrevivência, poderia ser uma saída para evitar ou adiar a volta dos comunistas ao poder. Na Rússia, o Partido Comunista e seus aliados venceram as eleições parlamentares e foram golpeados pelo governo. Grandes manifestações se espalham pelo país. Na China, volta a crescer a ala maoista do Partido Comunista no poder. Em todos os dois casos os capitalistas estão certos em prever que os comunistas adiarão seus planos para colaborarem em uma guerra contra o Império.

Na América Latina duas prioridades devem ser assumidas. 1 - Acelerar a revolução. 2 - Incentivar os governos latino-americanos a fortalecerem a UNASUL, com destaque para os projetos de defesa do continente.