Em 2005, quando foi aprovado o estatuto que eu, Alex Lombello Amaral, escrevi para o DCE-UFSJ, eu esperava um plebiscito. O plebiscito era na verdade o que eu mais queria! O debate aberto e duradouro entre duas propostas diferentes de democracia, a dominante e uma proposta nova, espalhando-se por toda uma Universidade. Quando a Assembléia que aprovou o estatuto não julgou necessário convocar um plebiscito, eu me confortei com a crença de que no mesmo ano o partido político que tinha perdido o comitê eleitoral forçaria um plebiscito. Que ilusão ! Só agora, passados quase oito anos, eles se lembraram dessa exigência óbvia, um plebiscito, e como não estão conseguindo arrancá-lo, resolvi dar-lhes uma força e, eu mesmo, autor e defensor convicto do estatuto atual, defender o plebiscito.
Precisamos de um prefeito que renuncie aos seus poderes
Um estudo da Constituição Brasileira e da Constituição de Minas Gerais permite observar que o exagerado poder dos prefeitos não está previsto em nenhuma dessas duas cartas. Nenhuma das duas nem sequer obriga os municípios a imitarem guardadas as proporções as funções dos executivos nacionais ou estaduais. Aliás, em comparação com os poderes que as Leis Orgânicas da maioria dos municípios dão aos prefeitos a Constituição de 88 limita os poderes dos presidentes da República, e isso sabendo-se que o Brasil é uma monarquia em que o rei é mudado de 4 em 4 ou 8 em 8 anos.
O que então garante que em quase todos os 5 mil e tantos municípios brasileiros, incluindo certamente os quase 900 mineiros, os prefeitos sejam donos das prefeituras? São principalmente as Leis Orgânicas aprovadas e sustentadas por prefeitos. Ou seja, é o fato de que os prefeitos têm o poder de comprar as câmaras de vereadores e quase sempre o consigam, e de que nenhum prefeito, de nenhum partido, tenha pensado sequer e reduzir os próprios poderes, mas só em aumentá-los.
O problema é que os poderes exagerados dos prefeitos são os mais graves corruptores do país, além de impedirem o bom funcionamento dos municípios. Os problemas de todos os setores, com destaque para educação e saúde, são gerados pelos prefeitos. Os recursos que as leis já garantem para a educação, por exemplo, seriam muito mais bem aproveitados se os prefeitos não indicassem secretários de educação e mais um bando de cabos eleitorais para desviarem o dinheiro, mesmo porque políticos não entendem nada de educação, assunto do qual somente os professores e estudantes entendem. E isso é o fato em todos os casos, em todos os municípios.
Nosso sistema político, contudo, funciona a base de dinheiro, de forma que os prefeitos eleitos precisam pagar dívidas de campanha, com dinheiro ou com favores, e portanto precisam concentrar poderes. Um prefeito que abra mão de poderes que não devia ter, estará abrindo mão dos recursos que não devia tocar, e portanto estará sem munição para campanha. É somente por isso que nenhum município brasileiro ainda aproveitou a liberdade prevista nas Constituições do Brasil e de Minas Gerais para criar uma Lei Orgânica com um tipo mais avançado de democracia.
O que os comunistas precisam então é lançar, em todos os municípios onde puderem, candidatos que se proponham a aprovar uma nova Lei Orgânica municipal, em que exista verdadeiro poder popular.
O Brasil precisa se armar e fechar acordos de defesa mútua com os parceiros da UNASUL
A situação mundial está se tornando tensa com enorme velocidade. Devido às pretensões dos EUA na Ásia, China e Rússia responderam com a volta à corrida armamentista. As duas potências asiáticas não estão permitindo a agressão dos EUA e seus rabos contra da Síria, não estão permitindo a efetivação do bloqueio de compra de petróleo do Irã, nem permitindo manobras contra a Índia. Em seu desespero os EUA podem iniciar uma grande guerra na Ásia, que acabaria sendo uma guerra mundial, mas pode também dar uma guinada estratégica, que seria um recuo, e tentar aplacar sua fome de mercados e matérias primas na América Latina.
Partido Comunista lança pré-candidato: Construir o poder popular a partir das eleições municipais
Se não pudermos mudar sequer os municípios, não conseguiremos mudar nada. As pessoas vivem todas em municípios, e se não mandarem em seus municípios, não mandarão nem nos estados, nem na União. Em todo o país, vemos desanimo da esquerda frente a eleições que parecem despolitizadas, pouco importantes, localizadas, limitadas. Mas de fato esse é o discurso capitalista, é a realidade inventada pelos meios de comunicação, a política municipal não precisa ser limitada.
Em São João del-Rei estamos cada dia mais animados. Conseguimos, em contraste com as eleições presidenciais em que estivemos divididos, construir uma aliança de cinco organizações socialistas. Além de ser óbvio o papel do respeito mutuo na manutenção dessa aliança, o critério de decisões tem sido a unanimidade por um lado, e nas publicações a liberdade e responsabilidade do assinante. Essa frente foi montada ainda no início de 2011, sem fins eleitorais, e tentaremos mantê-la apesar do que possa acontecer nas eleições de 2014. Reivindica com orgulho ser herdeira da frente que em 2008 candidatou João Bosco e Chico à prefeitura, e espera deixar um bom cabedal para as eleições de 2016. Está em criação um sistema de contribuições, cuja contribuição mínima são cinco reais. Existem projetos para uma sede permanente.
Nessa Sexta-feira, dia 23 de Março, dois dias antes do Partido Comunista completar 90 anos, a aliança realizará um Seminário, O Poder Popular em São João del-Rei, em que se debaterá as formas de se construir a "verdadeira democracia", o poder popular, apesar das leis atuais. Não que alguém tenha a ilusão da possibilidade de se estabelecer um outro sistema político em um município. Nem que exista por aqui a ilusão de que o poder popular possa ser construído gradualmente e dentro das leis. Não estamos sonhando, não decaímos para a social-democracia. Contudo, também não é possível propor a substituição do capitalismo por nada, não se pode derrubar o sistema político atual sem que seja para substituí-lo por um melhor. Sendo assim, o único motivo para não defendermos o poder popular nas eleições, sejam municipais ou gerais, seria uma indesculpável covardia, que poderíamos disfarçar com um palavreado marxista, como se Marx fosse um inventor de regras e impossibilidades, quando a ciência é a constante quebra das regras e das impossibilidades.
Esse seminário sobre o poder popular acontecerá no Sindicato dos Metalúrgicos, que em São João del-Rei abriga diversos eventos políticos, às 18 horas e contará com a contribuição dos professores Eder, Claret e Oraldo. Provavelmente até lá também o PSOL e o PSTU terão escolhido seus pré-candidatos para disputarem a prefeitura pela frente que também conta com PCB, Brigadas e Consulta. O Partido Comunista escolheu Alex Lombello Amaral como seu pré-candidato. A maioria dos textos dessa página são de autoria desse comunista. Ele pode ser melhor conhecido por sua página no facebook, http://www.facebook.com/profile.php?id=100000121687808 . É historiador e está lançando atualmente o livro Origens das Minas Gerais, que não tem nada sobre capitalismo e socialismo. Criou recentemente uma editora que já publicou livros de Karl Marx, Friedrich Engels, Rosa Luxemburg e Victor Serge.
Obs: Na foto, de cinco anos atrás, Jordano (PSTU), Sammer (Brigadas) e Alex (PCB) em uma atividade em defesa dos trabalhadores doentes de silicose.
Em São João del-Rei estamos cada dia mais animados. Conseguimos, em contraste com as eleições presidenciais em que estivemos divididos, construir uma aliança de cinco organizações socialistas. Além de ser óbvio o papel do respeito mutuo na manutenção dessa aliança, o critério de decisões tem sido a unanimidade por um lado, e nas publicações a liberdade e responsabilidade do assinante. Essa frente foi montada ainda no início de 2011, sem fins eleitorais, e tentaremos mantê-la apesar do que possa acontecer nas eleições de 2014. Reivindica com orgulho ser herdeira da frente que em 2008 candidatou João Bosco e Chico à prefeitura, e espera deixar um bom cabedal para as eleições de 2016. Está em criação um sistema de contribuições, cuja contribuição mínima são cinco reais. Existem projetos para uma sede permanente.
Nessa Sexta-feira, dia 23 de Março, dois dias antes do Partido Comunista completar 90 anos, a aliança realizará um Seminário, O Poder Popular em São João del-Rei, em que se debaterá as formas de se construir a "verdadeira democracia", o poder popular, apesar das leis atuais. Não que alguém tenha a ilusão da possibilidade de se estabelecer um outro sistema político em um município. Nem que exista por aqui a ilusão de que o poder popular possa ser construído gradualmente e dentro das leis. Não estamos sonhando, não decaímos para a social-democracia. Contudo, também não é possível propor a substituição do capitalismo por nada, não se pode derrubar o sistema político atual sem que seja para substituí-lo por um melhor. Sendo assim, o único motivo para não defendermos o poder popular nas eleições, sejam municipais ou gerais, seria uma indesculpável covardia, que poderíamos disfarçar com um palavreado marxista, como se Marx fosse um inventor de regras e impossibilidades, quando a ciência é a constante quebra das regras e das impossibilidades.
Esse seminário sobre o poder popular acontecerá no Sindicato dos Metalúrgicos, que em São João del-Rei abriga diversos eventos políticos, às 18 horas e contará com a contribuição dos professores Eder, Claret e Oraldo. Provavelmente até lá também o PSOL e o PSTU terão escolhido seus pré-candidatos para disputarem a prefeitura pela frente que também conta com PCB, Brigadas e Consulta. O Partido Comunista escolheu Alex Lombello Amaral como seu pré-candidato. A maioria dos textos dessa página são de autoria desse comunista. Ele pode ser melhor conhecido por sua página no facebook, http://www.facebook.com/profile.php?id=100000121687808 . É historiador e está lançando atualmente o livro Origens das Minas Gerais, que não tem nada sobre capitalismo e socialismo. Criou recentemente uma editora que já publicou livros de Karl Marx, Friedrich Engels, Rosa Luxemburg e Victor Serge.
Obs: Na foto, de cinco anos atrás, Jordano (PSTU), Sammer (Brigadas) e Alex (PCB) em uma atividade em defesa dos trabalhadores doentes de silicose.
Parem as escolas públicas brasileiras dias 14, 15 e 16 !
Professores, estudantes e demais cidadãos devem colaborar com a paralisação nacional dos professores, dias 14, 15 e 16 de Março. Os professores formam a categoria mais humilhada do Brasil. O Piso Nacional, que já é baixo, não é obedecido pelos estados. A decisão de pagar pouco é política, pois se a miséria paga fosse triplicada ainda assim não arranharia os orçamentos públicos. Um dos objetivos é desestimular os jovens mais capacitados das carreiras de professores - o intelectual que insiste em ser professor é punido com a miséria ! Outro objetivo é manter elevados os lucros das escolas particulares, que cairiam caso os salários das escolas públicas fossem decentemente elevados, o que obrigaria as escolas privadas a também elevarem seus salários. É o que vai continuar acontecendo enquanto o poder estiver nas mãos dos donos do capital, ou de seus testas-de-ferro, pois o objetivo deles é lucro e concentração de capital, de forma que não querem nem pensar em salários altos, nem em serviços públicos de qualidade.
Em ano de eleições, vereadores da prefeitura brigam pela preferência no 'balcão de negócios' em São João del-Rei
Ocorreu, na reunião da Câmara de São João del-Rei desta terça-feira (06/03/2012), uma vexatória discussão entre os vereadores da prefeitura. Tal discussão teve lugar durante a tribuna livre, aonde os vereadores da prefeitura Rodrigo e Gilberto, reclamaram por não verem as suas obras pleiteadas pela prefeitura, enquanto as indicações do João costumam passar na frente das dos colegas. Decorreu disso, uma troca escancarada de acusações entre os vereadores Gilberto e João, mostrando que a base da prefeitura foi, temporariamente, rompida.
Carta ao Alex sobre o Esquerdismo
Camarada:
Gostei muitíssimo de seu texto sobre o Esquerdismo e gostaria de fazer
algumas observações a respeito dele. Nele você fala da dificuldade em
organizar a militância e fundar as células nas cidades do interior, assunto
que me interessa bastante. Em primeiro, gostaria de opinar sobre esse
assunto que o motiva a escrever, o esquerdismo tal como definido por Lênin.
Liminar suspende "licitação" que deu o transporte público de São João por 30 anos para a Presidente
Pode-se ler no site do Tribunal de Justiça de Minas Gerais que foi concedida liminar, a pedido da empresa Vale do Ouro, anulando a "licitação" em que a Presidente, empresa que elegeu um dos vereadores, do PSDB mas aliado ao prefeito do PMDB, ganhava o monopólio sobre o transporte público de São João del-Rei por 15 anos revogáveis por mais 15. De fato, era escandaloso que a empresa da qual um dos vereadores é gerente sequer participasse da licitação.
Agora o ideal seria que a licitação fosse adiada, para depois das eleições, de forma que o assunto pudesse ser debatido nas mesmas, ou seja, pelo povo interessado. Contudo, é certo que o atual prefeito tentará fazer uma nova licitação às pressas, impondo ao povo sua vontade, guiada pelos interesses que se vê.
Que a liminar tenha sido conquista pela empresa concorrente e não pela oposição da própria cidade é uma vergonha, uma prova de desorganização e a explicação de porque temos a prefeitura que temos.
Agora o ideal seria que a licitação fosse adiada, para depois das eleições, de forma que o assunto pudesse ser debatido nas mesmas, ou seja, pelo povo interessado. Contudo, é certo que o atual prefeito tentará fazer uma nova licitação às pressas, impondo ao povo sua vontade, guiada pelos interesses que se vê.
Que a liminar tenha sido conquista pela empresa concorrente e não pela oposição da própria cidade é uma vergonha, uma prova de desorganização e a explicação de porque temos a prefeitura que temos.
Ditadura colombiana sofrerá forte impacto da libertação dos prisioneiros de guerra das FARC
Há alguns anos, em resposta à infeliz sugestão de Hugo Chavéz para que as FARC largassem as armas, o São João del-Pueblo defendeu que as FARC permanecessem em armas, mas libertassem todos os prisioneiros de guerra.
Largas as armas, para os guerrilheiros colombianos, seria suicídio. Só seria possível se também saíssem do país, pois caso contrário seriam assassinados um a um. Não é preciso explicar isso aos colombianos.
Os prisioneiros, contudo, estavam atrapalhando a guerrilha e fortalecendo o ditadura. Uma guerrilha precisa de mobilidade, para atacar e fugir rapidamente, e arrastar prisioneiros só pode reduzir a velocidade da marcha, tornar mais lenta a montagem e levantar acampamento. Na verdade, com prisioneiros, as FARC precisam manter acampamentos quase permanentes, o que é absolutamente o contrário do que uma guerrilha precisa fazer.
Os prisioneiros não serviam como escudo humano, pois a ditadura não hesitava em bombardear os acampamentos nem mesmo tendo certeza de que tinham prisioneiros. Pelo contrário, matar os prisioneiros é um dos objetivos da ditadura. Os prisioneiros só eram úteis para a propaganda de guerra da ditadura contra a guerrilha, dentro e fora da Colômbia.
A ideia de trocar prisioneiros com a ditadura é uma ilusão. Os guerrilheiros presos só serão libertados quando a ditadura cair.
Sendo assim, consideramos muito positiva a decisão das FARC de libertarem todos os prisioneiros, e acreditamos que ela elevará o potencial de combate da guerrilha, e enfraquecerá a ditadura. A ditadura colombiana é hoje o maior aliado dos EUA na América Latina, e o maior perigo para as revoluções que acontecem na Venezuela, no Equador e na Bolívia. É um perigo mesmo para o Brasil...
Com os melhores armamentos que os EUA podem oferecer, e 500 mil soldados, a ditadura não conseguiu destruir as FARC, com cerca de 10 mil guerrilheiros que têm que vigiar prisioneiros. Com a guerrilha livre dos prisioneiros, poderá deixar a postura defensiva que tem adotado e lançar uma grande ofensiva, que se gerar levantes nas grandes cidades pode vir a derrubar a ditadura.
Largas as armas, para os guerrilheiros colombianos, seria suicídio. Só seria possível se também saíssem do país, pois caso contrário seriam assassinados um a um. Não é preciso explicar isso aos colombianos.
Os prisioneiros, contudo, estavam atrapalhando a guerrilha e fortalecendo o ditadura. Uma guerrilha precisa de mobilidade, para atacar e fugir rapidamente, e arrastar prisioneiros só pode reduzir a velocidade da marcha, tornar mais lenta a montagem e levantar acampamento. Na verdade, com prisioneiros, as FARC precisam manter acampamentos quase permanentes, o que é absolutamente o contrário do que uma guerrilha precisa fazer.
Os prisioneiros não serviam como escudo humano, pois a ditadura não hesitava em bombardear os acampamentos nem mesmo tendo certeza de que tinham prisioneiros. Pelo contrário, matar os prisioneiros é um dos objetivos da ditadura. Os prisioneiros só eram úteis para a propaganda de guerra da ditadura contra a guerrilha, dentro e fora da Colômbia.
A ideia de trocar prisioneiros com a ditadura é uma ilusão. Os guerrilheiros presos só serão libertados quando a ditadura cair.
Sendo assim, consideramos muito positiva a decisão das FARC de libertarem todos os prisioneiros, e acreditamos que ela elevará o potencial de combate da guerrilha, e enfraquecerá a ditadura. A ditadura colombiana é hoje o maior aliado dos EUA na América Latina, e o maior perigo para as revoluções que acontecem na Venezuela, no Equador e na Bolívia. É um perigo mesmo para o Brasil...
Com os melhores armamentos que os EUA podem oferecer, e 500 mil soldados, a ditadura não conseguiu destruir as FARC, com cerca de 10 mil guerrilheiros que têm que vigiar prisioneiros. Com a guerrilha livre dos prisioneiros, poderá deixar a postura defensiva que tem adotado e lançar uma grande ofensiva, que se gerar levantes nas grandes cidades pode vir a derrubar a ditadura.
Um adorável comunicado da polícia
Infelizmente é somente da polícia grega, e você não o verá na TV. Em um parágrafo ele diz ao governo, a quem se dirige:
"Se continuarem com sua política destrutiva, os avisamos que não nos permitiremos lutar contra nossos pais, filhos, e todos os cidadãos que protestam e creem em uma mudança política."
Como é grego, vamos traduzir. A polícia grega deu um exemplo de decência a todas as polícias do mundo, e se cumprir sua palavra, vai livrar a Grécia do domínio alemão, ou seja, das políticas econômicas liberais. As últimas restrições impostas aos gregos já indicavam o fracasso dessas políticas neocolonialistas, que baseiam sua propaganda no liberalismo.
Era visível que os gregos, mesmo contra a polícia, não aceitariam tais absurdos e acabariam derrubando o governo e o parlamento, reinstaurando a crise nos mercados financeiros, derrubando a cotação do euro. A declaração da polícia reforça essa tendencia. A única maneira de obrigar os gregos a aceitarem as últimas medidas econômicas seria uma extrema repressão policial.
Se os gregos escaparem das garras bancárias, servirão de exemplo para os italianos, espanhóis e portugueses, todos endividados. Configuraria uma verdadeira rebelião mediterrânica contra o poder do norte na União Européia e contra a doutrina econômica que encobre esse poder, o liberalismo.
Todas as circunstâncias pedem que a Alemanha ceda e que os próprios governos em risco de queda mudem de política, mas isso quase nunca acontece. Os atores políticos quase nunca têm autonomia nem flexibilidade para fazerem grandes recuos estratégicos.
"Se continuarem com sua política destrutiva, os avisamos que não nos permitiremos lutar contra nossos pais, filhos, e todos os cidadãos que protestam e creem em uma mudança política."
Como é grego, vamos traduzir. A polícia grega deu um exemplo de decência a todas as polícias do mundo, e se cumprir sua palavra, vai livrar a Grécia do domínio alemão, ou seja, das políticas econômicas liberais. As últimas restrições impostas aos gregos já indicavam o fracasso dessas políticas neocolonialistas, que baseiam sua propaganda no liberalismo.
Era visível que os gregos, mesmo contra a polícia, não aceitariam tais absurdos e acabariam derrubando o governo e o parlamento, reinstaurando a crise nos mercados financeiros, derrubando a cotação do euro. A declaração da polícia reforça essa tendencia. A única maneira de obrigar os gregos a aceitarem as últimas medidas econômicas seria uma extrema repressão policial.
Se os gregos escaparem das garras bancárias, servirão de exemplo para os italianos, espanhóis e portugueses, todos endividados. Configuraria uma verdadeira rebelião mediterrânica contra o poder do norte na União Européia e contra a doutrina econômica que encobre esse poder, o liberalismo.
Todas as circunstâncias pedem que a Alemanha ceda e que os próprios governos em risco de queda mudem de política, mas isso quase nunca acontece. Os atores políticos quase nunca têm autonomia nem flexibilidade para fazerem grandes recuos estratégicos.
Projeto para aumento do número de vereadores reaparece na câmara de São João del-Rei
Mais
uma vez, voltou à pauta de votações na sessão da câmara de São
João del-Rei (14/02/2012), o projeto que aumenta o número de
vereadores. Desta vez, a tentativa era de aumentar para treze
vereadores e o projeto foi assinado por seis vereadores do partido da
prefeitura.
O
interessante é que apenas o líder do partido ousou pegar o
microfone e defender publicamente o projeto. Sabemos que tal projeto,
que de tempos em tempos volta a assombrar a câmara, foi colocado às
pressas na pauta de votações da sessão e a tentativa era de pegar
os opositores desprevenidos, mas o pequeno público presente na
reunião se manifestou contrariamente ao projeto que foi retirado da
pauta de votações.
Mas
como pode um projeto aonde seis vereadores assinaram sua autoria ser
defendido apenas por um vereador? Imaginamos que, como é ano
eleitoral, os vereadores da prefeitura estejam preocupados em
aparecer junto desse projeto que é impopular e pode lhes retirar
alguns votinhos... Por outro lado, se ninguém ficar sabendo, esses
vereadores aprovariam tal projeto que aumenta as chances de continuar
no cargo da vereança.
Olho
vivo, cidadãos de São João! Se vocês não querem nenhum aumento
de vereadores, então tratem de vigiarem a câmara municipal, pois
não seria surpresa descobrirmos que essa também passou às
escondidas...
Biblioteca nova da UFSJ já está rachada
A biblioteca do Campus Dom Bosco, que tem no máximo 4 ou 5 anos, já está com enormes rachaduras. Não sabemos a gravidade que essas rachaduras apresentam para o prédio, nem se algum engenheiro já avaliou a situação, mas a biblioteca está em funcionamento. Ironicamente, será lá, nesse Sábado, 11 de Fevereiro (amanhã), que acontecerá a conferência sobre.... transparência ! Quanto se disse mesmo que se gastou nessa obra? O interessante é que na época da construção políticos e o reitor que hoje é pré-candidato a prefeito utilizaram a obra para auto-promoção. E agora, vão querer desvincular seu nomes das rachaduras?
O ouvidor da Câmara municipal
Após a cidade de São João Del
Rei ter ficado debaixo d'água nas últimas chuvas, voltamos a nossa
atenção para a Câmara municipal acreditando que, de lá, poderiam
sair os projetos e as ideias com as soluções desse problema que
assola a cidade a tantos anos. Imaginávamos, humildemente, que os
nossos vereadores se empenhariam em demonstrar um fio de esperança
aos que padecem das enchentes, presenciar uma reflexão profunda e
mais, que alguma medida fosse colocada em discussão para salvar
a população afetada.
2012 terá mais uma greve dos professores de Minas Gerais
Não há outra possibilidade. Os professores mineiros não podem aceitar receber menos que todos os outros professores do Brasil. O governo tucano, cheio de sócios das escolas particulares, insiste em manter os professores humilhados, recebendo uns trocados, porque assim torna as escolas particulares competitivas e mantém baixos também os salários dos professores da rede privada.
Qualquer professor que já trabalhou em escolas públicas e particulares sabe dessas duas coisas:
1 - As escolas particulares só conseguem existir porque as escolas públicas são sabotadas pelos governantes, com leis estúpidas e salários de fome. Sem essa sabotagem, as escolas públicas seriam imbatíveis.
2 - Quando aumenta o salário dos professores do estado as escolas particulares têm que aumentar seus salários também.
Sendo assim, enquanto tivermos governos de pessoas ligadas aos empresários, aos ricos, necessariamente serão governos de sócios das escolas particulares e os professores estão lascados...
Portanto, é fácil prever, teremos mais uma greve esse ano. Como os professores são politicamente muito atrasados e medrosos, não golpearão o governo conforme é necessário, de forma que a greve vai se estender por semanas ou meses. A única forma eficiente que os professores têm para conquistar um aumento decente é atacar publicamente o governo, não somente por seus erros na educação, mas por todos os erros. Os professores nem precisariam de greve, somente de um jornal mensal explosivo, distribuído entre os pais de alunos. Mas não conseguem fazer isso, então farão greve.
Qualquer professor que já trabalhou em escolas públicas e particulares sabe dessas duas coisas:
1 - As escolas particulares só conseguem existir porque as escolas públicas são sabotadas pelos governantes, com leis estúpidas e salários de fome. Sem essa sabotagem, as escolas públicas seriam imbatíveis.
2 - Quando aumenta o salário dos professores do estado as escolas particulares têm que aumentar seus salários também.
Sendo assim, enquanto tivermos governos de pessoas ligadas aos empresários, aos ricos, necessariamente serão governos de sócios das escolas particulares e os professores estão lascados...
Portanto, é fácil prever, teremos mais uma greve esse ano. Como os professores são politicamente muito atrasados e medrosos, não golpearão o governo conforme é necessário, de forma que a greve vai se estender por semanas ou meses. A única forma eficiente que os professores têm para conquistar um aumento decente é atacar publicamente o governo, não somente por seus erros na educação, mas por todos os erros. Os professores nem precisariam de greve, somente de um jornal mensal explosivo, distribuído entre os pais de alunos. Mas não conseguem fazer isso, então farão greve.
Imprensa "brasileira" fica ao lado dos EUA e suas colônias contra o Brasil na Organização Mundial do Comércio
A medida nacionalista adotada pelo Brasil de reduzir as taxas sobre os carros nos quais 65% das peças sejam produzidas no Brasil desagradou os concorrentes. A imprensa "brasileira" faz eco às críticas de seus patrões estrangeiros, e caricaturiza a presidenta. Todo país que se preza defende sua economia das demais, pois não vivemos no paraíso das fábulas made in Washington/Hollyhood. O mundo todo, aliás, está entrando em um ciclo protecionista. As medidas brasileiras ainda são brandas, pois somente reduzem impostos sobre mercadorias nacionais, não elevam os impostos sobre os importados. Tratando-se de automóveis, em um mundo onde não cabem mais automóveis, uma elevação das taxas sobre produtos estrangeiros seria também ecologicamente correta.
O governo Dilma certamente não é socialista, nem é tão nacionalista quanto desejariamos, mas certamente sustentará ao menos essa pequena medida de proteção a parte importante do parque industrial brasileiro.
O governo Dilma certamente não é socialista, nem é tão nacionalista quanto desejariamos, mas certamente sustentará ao menos essa pequena medida de proteção a parte importante do parque industrial brasileiro.
6 mil presos políticos nos EUA desde Setembro
Desde que se iniciaram nos EUA os protestos contra o poder do capital financeiro, já foram presas seis mil pessoas envolvidas nessas ações políticas. Os EUA já são campeões mundiais de prisões, tanto em porcentagem da população quando em números, mas de uma quantidade tão grande de presos políticos em tão pouco tempo não se teve exemplo nem nas perseguições anti-comunistas conhecidas como marcartismo, nem na repressão ao Partido dos Panteras Negras, nem nas perseguições contra o movimento pacifista.
Duas conclusões se pode tirar do exagero repressivo dos EUA. Em primeiro, que dessa vez os manifestantes acertaram no alvo, e por isso estão sendo presos em massa. Em segundo, que o centro do império está com sua hegemonia interna em risco para as próximas décadas.
Sobre a hipocrisia dos governos e da imprensa dos países capitalistas, que não dizem uma palavra a respeito, mas fazem a propaganda incessante das guerras imperiais, acusando as vítimas escolhidas de desrespeito aos direitos humanos, já não nos surpreende.
Duas conclusões se pode tirar do exagero repressivo dos EUA. Em primeiro, que dessa vez os manifestantes acertaram no alvo, e por isso estão sendo presos em massa. Em segundo, que o centro do império está com sua hegemonia interna em risco para as próximas décadas.
Sobre a hipocrisia dos governos e da imprensa dos países capitalistas, que não dizem uma palavra a respeito, mas fazem a propaganda incessante das guerras imperiais, acusando as vítimas escolhidas de desrespeito aos direitos humanos, já não nos surpreende.
PSOL, PSTU, PCB, Consulta e Brigadas anunciam que terão candidatura em comum nas eleições municipais de São João del-Rei em 2012
Possíveis pré-candidatos são João Bosco (PSOL), Chico Chaves Resende (Bin Laden) (PSOL), Alex Lombello Amaral (PCB), Jordano Carvalho dos Santos (PSTU), Petterson Ávila (PSTU), Rafael Sedov (PSTU), Rodrigo Neves (PSOL), Alexandre Marciano (PCB), Ever Alessandro da Silva (PCB), Dirley de Castro Vale (PCB), Carlos Roberto da Silva (Cascalho) (PSTU), Antônio Rômulo de Aguiar Santos (Rominho) (PSTU), Trindade Maria (PSTU), Mário Silva (PSOL).
O programa também será definido democraticamente em seminários em 2012, mas já se pode adiantar que essas forças defendem a revogabilidade de todos os mandatos, o poder do povo por meio de conselhos e não aceitam o financiamento de empresas.
A imprensa "brasileira" está escondendo as mortes de Pinheirinhos
A chamada "grande imprensa", as TVs e grandes jornais diários, ou seja, os instrumentos estrangeiros de dominação do país, estão mentindo mais uma vez, afirmando que em Pinheirinhos a desocupação ordenada pelo governo Alkmin (PSDB) só resultou em feridos. Os hospitais da região, no entando, falam em 3 mortes, e as lideranças falam de 7, incluindo uma grávida.
Para que serve uma imprensa que esconde os crimes dos poderosos? Essa é a "imprensa livre" do capitalismo? Dispensamos! Lembramos com saudade da declaração de Leonel Brizola, em 1989, sobre sua primeira medida se vencesse as eleições presidenciais - Fechar a Rede Globo !
Para que serve uma imprensa que esconde os crimes dos poderosos? Essa é a "imprensa livre" do capitalismo? Dispensamos! Lembramos com saudade da declaração de Leonel Brizola, em 1989, sobre sua primeira medida se vencesse as eleições presidenciais - Fechar a Rede Globo !
30 mil visitas em dois anos
O contador do google, que conta desde Maio de 2010, afirma que o São João del-Pueblo foi visitado 30 mil vezes nesse período. O mês de mais visitas foi Junho de 2010, com mais de 2.800 acessos. Imaginamos que esse número foi fruto da campanha eleitoral.
Reitor transforma UFSJ em palanque eleitoral

Dessa vez o PT está se aproveitando das enchentes para se aproximar dos locais alagados com um carro de som e afirmar que o reitor, que já está em campanha para prefeito, é que está ajudando as pessoas desabrigadas. Esse mesmo reitor já transformou os shows do Inverno Cultural em showmícios por 3 anos seguidos. Em suas mãos a UFSJ tem sido joguete nas mãos do governo federal. Quando os tucanos tinham a presidência da República, ele tinha fama de tucano, agora se filiou ao PT. Para ajudar uma carreira politiqueira nada melhor que estar com o governo. Os estudantes têm sofrido 3 anos de perseguição, porque não dizem amém às decisões irresponsáveis que vêm sendo tomadas, como se pode constatar no blog do DCE na coluna ao lado esquerdo do leitor.
Essa última atitude petista, que tem sido vaiada pela população, é um desrespeito com as vítimas, com os bombeiros, com a polícia, com as centenas de voluntários etc. É também uma demonstração de falta de discernimento entre o que é um bem público e o que é um bem particular. O PT é mestre em usar sindicatos e entidades estudantis como trampolins para seus candidatos, e agora está usando uma Universidade Federal.
É chocante que o eleitorado petista depois ainda se diga surpreso com os escândalos petistas. Se por vinte anos o PT parasitou os Sindicatos ligados à CUT, por que seria honesto no governo federal ? Se um cara como reitor usa a Universidade para fins eleitorais, o que fará com a Prefeitura ?
PS: Esses comentários são baseados no comentário de Vera Vale, no Facebook, que também tenta ganhos políticos para os seus candidatos:
O deputado Reginaldo Lopes, como se viu na noite de terça-feira, não perdeu tempo para exibir sua falta de seriedade e seu apego à demagogia e à mentira. Diante de centenas de moradores que se aglomeravam diante da ponte do “bezerrão” sem atravessá-la face ao perigo de desabamento, passou, com o uso de altofalantes, a fazer propaganda política para seu candidato a prefeito pelo PT, atribuindo a este candidato o socorro aos moradores, o que era pura mentira. A verdade tinha outra opinião. O socorro aos moradores começou com a boa vontade da Viação Presidente, que a pedido da polícia Militar, colocou à disposição o transporte dos moradores impedidos de irem para suas casas. Mas os moradores, mesmos podendo serem transportados para abrigos da UFSJ, recusaram este socorro, que foi obtido pela Polícia Militar, e não pelo PT muito menos pelo deputado mentiroso, tendo o mesmo sido vaiado pelos moradores. Deputado, como você viu o povo não é idiota como você pensa.
Existem recursos para pagar bem os educadores, mas são desviados pelos governos estaduais
Somente as verbas do FUNDEB para 2012 chegam a 114 BILHÕES de reais, suficientes para distribuir R$ 3.000,00 por professor brasileiro, todo mês. Contudo, repassados pelo governo federal para os governos estaduais, ficam nossos professores recebendo R$ 600,00, que já está abaixo do salário mínimo de 2012.
Não poderia ser diferente, é a lógica. Os governos que temos, graças à constituição de 1988, são representantes somente do dinheiro, ou seja, em todos os governos estão bem representados os donos de escolas, muitas vezes nos cargos de secretários de educação !?!?! Ora, os interesses dos donos de escolas são contrários à educação pública e a que os professores tenham bons salários. Se os professores da rede pública passam a ganhar melhor, a rede particular também tem que pagar mais para manter seus professores, e a melhora da qualidade da educação pública tira alunos da rede particular.
Como não podemos contar, a médio prazo, com uma revolução que crie um sistema político em que as pessoas sejam mais importantes que o dinheiro, precisamos levantar duas bandeiras que apontam nesses sentido - o controle unificado de todos os recursos da educação nacional, tirando-os das mãos dos governadores e prefeitos, e o controle completo do sistema educacional pelos professores e estudantes, sem as patas dos políticos.
Não poderia ser diferente, é a lógica. Os governos que temos, graças à constituição de 1988, são representantes somente do dinheiro, ou seja, em todos os governos estão bem representados os donos de escolas, muitas vezes nos cargos de secretários de educação !?!?! Ora, os interesses dos donos de escolas são contrários à educação pública e a que os professores tenham bons salários. Se os professores da rede pública passam a ganhar melhor, a rede particular também tem que pagar mais para manter seus professores, e a melhora da qualidade da educação pública tira alunos da rede particular.
Como não podemos contar, a médio prazo, com uma revolução que crie um sistema político em que as pessoas sejam mais importantes que o dinheiro, precisamos levantar duas bandeiras que apontam nesses sentido - o controle unificado de todos os recursos da educação nacional, tirando-os das mãos dos governadores e prefeitos, e o controle completo do sistema educacional pelos professores e estudantes, sem as patas dos políticos.
Continua a guerra civil na Líbia. O assassinato de Kadafi pode ter sido um grande erro dos imperialistas
Notícias da Líbia, que podem ser lidas em sites que estão na lista "Notícias Internacionais", na coluna ao lado, indicam que as forças republicanas e revolucionárias, autodenominadas "verdes", continuam a guerra contra a coligação imperialista e fundamentalista, à qual causam pesadas baixas.
Sabe-se que Kadafi, desde a invasão do Iraque, cedeu aos interesses imperialistas. Assassinado o líder da Revolução Verde, logo quando se moderava e negociava, o que se pode esperar em caso de vitória do Exército Verde?
PS: De fato, foi confirmado pelo autodenominado NTC, ou seja, as forças combinadas dos radicais religiosos com os mercenários da OTAN, que o sul da Líbia está sob controle da resistência Verde. Repete-se o que aconteceu das últimas vezes em que a Líbia foi invadida. As forças da resistência abrigam-se no deserto para a partir daí reconquistar o litoral.
Sabe-se que Kadafi, desde a invasão do Iraque, cedeu aos interesses imperialistas. Assassinado o líder da Revolução Verde, logo quando se moderava e negociava, o que se pode esperar em caso de vitória do Exército Verde?
PS: De fato, foi confirmado pelo autodenominado NTC, ou seja, as forças combinadas dos radicais religiosos com os mercenários da OTAN, que o sul da Líbia está sob controle da resistência Verde. Repete-se o que aconteceu das últimas vezes em que a Líbia foi invadida. As forças da resistência abrigam-se no deserto para a partir daí reconquistar o litoral.
As verdadeiras perspectivas para 2012
O lado bom é que quando as perspectivas são muito ruins pode acontecer de alguma novidade melhorar o panorama. Porém, para sermos sinceros, temos que informar que 2012 pode nos trazer uma grande guerra na Ásia, envolvendo tantos países poderosos (EUA, China e Rússia mais os aliados devem chegar a uns 20 países) que se poderá talvez falar de uma terceira guerra mundial. Embora a tensão esteja crescendo e tropas e armamentos sendo movimentados conforme o necessário nas vésperas de um conflito, é de se esperar que o poder de dissuasão de ambos os lados cumpra sua função de desanimar os oponentes. O que não tem solução, a não ser uma grande guerra (que mesmo assim só daria resultados anos depois), é a crise econômica. Podem ser aplacadas as crises financeiras, ou seja, de endividamento dos governos, mas não a crise econômica, que é uma crise de super-produção crônica com ondas de agravamento.
A solução dos dois problemas seria a revolução socialista, mas temos que confessar que as forças revolucionárias não estão preparadas para isso em quase lugar nenhum do mundo.
A solução dos dois problemas seria a revolução socialista, mas temos que confessar que as forças revolucionárias não estão preparadas para isso em quase lugar nenhum do mundo.
Coréia: Resposta de Silvio Pedro Rodrigues e Alex Lombello Amaral para o camarada Mazzeo
O artigo do Mazzeo aliada à opção do PCB em não enviar uma nota em referencia ao falecimento do líder coreano Kim Jong Il e a grande discussão veiculada nas redes sociais de relacionamento a respeito do tema traz à baila a questão dos pontos de vista diferentes, que acabam se consolidando e virando correntes dentro do Partido.
Apesar de negarmos a existência das correntes internas no Partido, sabemos da existência de inúmeras tendências. Muitas delas conflitantes entre si. Marx afirma que o capitalismo, pelas suas características, traz em seu seio a semente de sua destruição. Acredito que isso também se deu com o marxismo expressado pelas tendências cristalizadas. O socialismo marxista, logo após a morte dos dois maiores expoentes dessa ideologia/filosofia, começou a cavar a sua "sepultura". Esse fato se deu em virtude de cada liderança que esposava o marxismo ter adaptado esta ideologia para o momento em que vivia, tornando-a mais eficaz de acordo com as especificidades táticas do momento, de acordo com as peculiaridades de cada sociedade onde se desenvolvia a luta. Isso aconteceu na URSS, com o leninismo; na China com o Maoismo; em Cuba, com o foquismo, etc. Além dessas interpretações peculiares do marxismo que acabaram sendo vitoriosas em seus países, existem outras que nunca conseguiram chegar ao Poder, tais como o trotskismo, luxemburguismo, etc.
Levando-se em conta que cada adaptação utilizada foi fruto da crítica às outras correntes já existentes, de que foi uma tentativa de aperfeiçoamento do marxismo, muitas das correntes criadas, desgarradas, acabaram, se tornando uma antítese do marxismo. Principalmente porque as correntes sempre disputam entre sí o epíteto de descendente direta de Marx, ou de Lenin (a interpretação que melhor se adaptou ao seu tempo), e principalmente a hegemonia na classe operária, ou do “pensamento” de esquerda. Isso faz com que elas sejam concorrentes entre si. E mais que isso. Essas correntes se comportam como inimigas. Essas disputas são tão absurdas que chegaram a ir a campos de batalha em lados opostos, como aconteceu em Angola, com Jonas Savimbi (Unita) apoiado por China e o MPLA pelos soviéticos, ou mesmo na URSS, onde “trotskystas” e “stalinistas” fizeram praticamente uma guerra civil entre si.
Mesmo na atualidade encontramos dezenas, talvez centenas de correntes pretensamente marxistas concorrendo entre si, e facilitando e perpetuando o capitalismo. Mesmo dentro de um mesmo partido encontramos diversas correntes "marxistas" (luxemburguistas, stalinistas, trotsquistas, gramcinianos, lukacsistas, titistas, etc). Esse movimento correntista já estava presente entre os revolucionários ao tempo de Lenin. Entretanto aquele Camarada tratava os divisionistas-diversionistas com a dureza necessária. Por isso o Partido tinha uma atuação mais coesa. Após a morte de Lenin várias lideranças se assanharam para assumir seu posto. E cada uma dessas lideranças tinha formulas distintas para a aplicação do marxismo à sociedade. Como não aconteceu uma hegemonia avassaladora de uma corrente sobre as outras, se perpetuou o divisionismo, este mal acabou se perpetuando até a presente data. Isso trouxe indisfarçável prejuízo à classe trabalhadora que tem atuado dividida, ou mesmo perdido a confiança de que os marxistas são seus legítimos representantes, e adotado ideologias estranhas como guias de suas lutas.
Os representantes dessas correntes, como se fossem portadores de ideologias distintas, aprofundando as divisões e diferenças, acabam repassando aos seus liderados um marxismo interpretado à luz do que pensava os seus gurus ou tentando isolar seus inimigos, como no presente caso. E essas interpretações são as mais díspares possíveis. Encontramos teóricos marxistas como Megnad Desai que entende que o socialismo só será possível depois do capitalismo esgotar suas potencialidades em todos os quadrantes do mundo, quer dizer, remete a revolução para as calendas gregas. E temos intérpretes trotsquistas e filo-trotiskistas que entendem que a revolução está na ordem do dia. Entre essas duas tendências existem outras que, por suas matrizes, valorizam mais o campesinato, o proletariado, os intelectuais, etc. Os “marxistas” se dividiram, se “especializaram”, e hoje atuam de formas diferentes e muitas vezes contraditórias. Esse diversionismo se deu porque seguidores de líderes, que interpretaram o marxismo adaptando à realidade objetiva, tentaram transplantar in totum as experiências – propostas formuladas – para a realidade brasileira, praticamente sem adequação.
Entre nós, PCB, existe ainda problemas históricos mal resolvidos, que ainda pesam fortemente sobre o Partido. O principal deles é necessário balanço histórico das experiências do socialismo real vivido no leste europeu. O Partido assumiu como verdadeiro o “relatório secreto” de Kruchev quando do XX Congresso do PCUS, e, conseqüentemente classificou o período entre o governo de Lenin e Kruchev comprometido com crimes, desmandos e ditadura. Logo após esse alinhamento ao “relatório secreto” já aconteceu entre nós os primeiros “rachas”. Apesar do PCB, nas Resoluções do XIV Congresso, assumir toda a história do movimento comunista, conforme Declaração Política do XIV Congresso: “Nascemos em 1922 e trazemos marcadas as cicatrizes da experiência histórica de nossa classe, com erros e acertos, vitórias e derrotas, tragédias e alegrias. É com esta legitimidade e com a responsabilidade daqueles que lutam pelo futuro que apresentamos nossas opiniões e propostas aos trabalhadores brasileiros” (Resoluções do XIV Congresso Nacional, pag 18). Mesmo assim ainda existem entre os militantes as resistências “naturais” a essa herança “maldita”, e ainda aqueles que admiram o período “proscrito” e o seu principal líder. Quem visitou a comunidade do Partido no Orkut sabe as batalhas “campais” que existiram ali entre “stalinistas” e “trotskystas”.
Esse esgarçamento ideológico, por óbvio, também se refletiu nas bases sociais de sustentação dos partidos comunistas. Com as constantes divisões, defecções, alienações, perseguições da direita e conseqüentes derrotas, as fileiras dos comunistas foram reduzidas drasticamente. Em proporção direta também foi reduzida a influencia dos comunistas na sociedade.
Por causa da crise por que passa a esquerda de uma forma geral, e a esquerda brasileira em especial, existe um grande descontentamento entre os militantes de esquerda, com uma grande procura de alternativas realmente revolucionárias. A esquerda institucional (PCdoB e PT, principalmente) ao se afundarem no institucionalismo, perderam o caráter reformista de esquerda e se afundam no oportunismo, na corrupção, no arrivismo. As organizações de extrema esquerda, dado o seu descompasso com a realidade, também não conseguem oferecer uma alternativa viável ao processo revolucionário brasileiro, não sendo compreendidas pelo povo. Em um quadro desses, o PCB, por sua história ímpar, e por estar se reconstruindo revolucionariamente deveria ser um desaguadouro “natural” dos egressos das outras várias organizações de esquerda que realmente anseiam por transformação radical da sociedade. E é inegável que existe uma corrente que traz ao PCB os militantes descontentes originários de outras organizações. Na maioria das vezes esses militantes nos procuram atraídos pela nossa fantástica história, pelos nossos heróis e também pela proposta racional apresentada nas resoluções do XIV Congresso.
Entretanto, o militante, ao conhecer mais o PCB, acaba se decepcionando e se afastando. Isso acontece principalmente porque o Partido, dadas as suas atuais limitações, o seu descompasso com a história, a sua falta de inserção nas massas, já não consegue se apresentar como alternativa viável de Poder Revolucionário. Como grande parte dos militantes buscam nas organizações políticas de esquerda uma espaço de luta pela conquista do Poder, da revolução, não conseguem ficar muito tempo na inatividade e decidem buscar outros rumos.
Essa paralisia existente no Partido, que o fez e faz perder espaços e militantes acontece principalmente pela falta de uma identidade precisa, uma feição característica, que possa marcar a Organização que emergiu daquela oriunda do Relatório “secreto” de Kruchev, que culminou com a diarréia de 1992 (criação do PPS).
O presente caso, Mazzeo, dirigente comunista, tratando do caso da morte do líder da Coréia do Norte, formulou crítica pejorativa ao stalinismo da mesma forma que fazem os capitalistas e trotskistas. Disse Mazzeo: “A cultura de saudar seus governantes como "seres celestiais" vem dessa tradição, não totalmente desarticulada. A própria revolução socialista não somente deixou de combater esse tradicionalismo subserviente aos poderosos, como corroborou em transformar a liderança do país, particularmente o dirigente Kim Il-Sug como o "pai celestial", a estrela gia (sic) ,etc.
O Stalinismo, a pressão imperialista acabaram corroborando para que essas distorções continuassem e fortalecessem os segmentos burocráticos mais empedernidos do partido. A dinastização do poder é uma deformação claramente burocrática. É um tipo de stalinismo de corte feudalizado ou asiatizado útil para fortalecer os setores da burocracia que hegemoniza o partido.
Essa opinião semi institucionalizada no PCB, muito parecida com as críticas formuladas pelas organizações ligadas principalmente à LIT-QI mostra uma clara divisão entre aqueles que ainda têm em Stalin uma referencia e aqueles que acham que o líder soviético, assim como seus admiradores, são figuras perniciosas ao movimento revolucionário e democrático mundial. As críticas do Mazzeo, um destacado membro do Comitê Central do PCB, aliada à falta de uma nota sobre o passamento do líder da Coréia do Norte, mostram uma posição mais sectária do que alguns trotskistas confessos. Por exemplo, as críticas produzidas pela Liga Bolchevique Internacionalista (LBI-QI) que além de publicar a opinião pública da organização, com críticas, afirmando: “A morte do dirigente stalinista foi saudada tanto pelo imperialismo como pelo amplo arco revisionista do trotskismo que comemoraram juntos o desaparecimento do "burocrata que esmagava o povo da Coreia do Norte". Pequenos grupos revisionistas que até pouco tempo fingiam serem defensistas agora se somaram descaradamente a LIT em sua cruzada "democrática" contra o Estado operário norte-coreano”. Se diferenciando dos quinta colunas a LBI se coloca na defensiva da Coréia do Norte, apesar das críticas: “ Os genuínos trotskistas da LBI e o povo norte-coreano que está de luto pelo morte de seu dirigente não tem nada a comemorar com o falecimento de Kim Jong Il, cujo regime, mesmo deformadamente, representa a ditadura do proletariado contra as investidas imperialistas lançadas desde a Coreia do Sul, responsável por defender ainda que de forma torpe as conquistas da revolução! Se a morte de Kin Jong il foi produto de um assassinato tramado pela ala restauracionista do PTC ainda mais se intensificará a pressão do imperialismo por uma "transição democrática" contrarrevolucionária, como almejam os revisionista do trotskismo não só na Coreia do Norte mas também em Cuba!”
Mazzeo, em vez de reconhecer o cerco militar, econômico e político vivido pela Coréia do Norte, em proposta parecida com aquelas feitas aos líbios pela esquerda pós-sionista, prefere “renovar e radicalizar” o socialismo: “No entanto, é bom que se diga, existe um núcleo socialista no Estado da República Popular Democrática, e é o que a mantém em pé, mesmo depois da crise econômica que se abateu sobre aquele país. É nessa força que apostamos, é em seu povo que tem consciência que sem o socialismo seria o aprofundamento da pobreza e a perda da autonomia e das conquistas realizadas pelo socialismo.
Há que se avançar, há que se renovar e radicalizar a democracia socialista na Coréia do Norte, temos esperança naquele povo heroico ... tenho certeza que o socialismo vencerá!”
O artigo do líder comunista em referencia, além de não acrescentar nada de positivo em relação à Coréia do Norte, representa a opinião de um grupo antistalinista, que de uma forma sub-liminar vem influenciando o Partido, e que deve ser debatida pelos militantes do PCB, e combatida por aqueles que defendem que o período em que Stalin esteve à frente da URSS e ainda os admiradores daquele líder merecem respeito. Se nos mantivermos calados estaremos concordando não só com o isolamento do Partido, nos termos acima expostos, mas também estaremos dando azo à continuidade desse macartismo antistalista. Se nossos problemas já não nos deixa militar a contento, como prova temos a nossa pouca influencia, vamos nos debruçar sobre eles e dar a solução mais viável.
IBGE revela que em 9 anos de governo o PT não fez nenhuma reforma agrária
É o próprio Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas, um órgão público federal, que revela que a situação no campo brasileiro continua a mesma que na trágica década dos Fernandos, Collor e HC, com 1% dos proprietários concentrando 40% das propriedades. O governo Dilma ainda cortou verbas, já ridículas, destinadas à reforma agrária. O governo petista também não aprovou leis que permitam ou facilitem a reforma agrária, e nem mesmo tomou medidas administrativas que dependem da vontade do presidente. Ver mais em: http://www.pcb.org.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=3361:governo-abandona-de-vez-a-reforma-agraria&catid=65:lulismo .
O Sind-UTE acertou no alvo
Como estamos sempre prontos para bater no Sind-UTE (sindicato dos professores estaduais de Minas) pelas suas táticas infrutíferas, temos que elogiar quando ele acerta. Foi com prazer que descobri hoje que conseguiu publicar um encarte, nO Tempo, de grande circulação no estado, denunciando o governo do PSDB e os deputados que estão sufocando a educação pública propositalmente (quantos mesmo são sócios de escolas particulares?). O Sind-UTE publicou a foto de cada um dos deputados inimigos da educação, inclusive um de São João del-Rei, tucano, só podia ser.
O quanto isso dói nos tucanos ficou claro pela censura que fizeram dentro das escolas, proibindo que se afixasse cartazes com o mesmo conteúdo que saiu nesse encarte, como tratamos em artigo de alguns dias atrás. Logo os professores vão notar, essa publicação vai fazer mais efeito que os 3 meses de greve! Publicar, sobretudo quando o adversário é um político, que teme perder votos, é obviamente muito eficiente. Esperamos que o Sind-UTE tenha aprendido isso de vez, para não precisarmos voltar tratar do assunto...
O quanto isso dói nos tucanos ficou claro pela censura que fizeram dentro das escolas, proibindo que se afixasse cartazes com o mesmo conteúdo que saiu nesse encarte, como tratamos em artigo de alguns dias atrás. Logo os professores vão notar, essa publicação vai fazer mais efeito que os 3 meses de greve! Publicar, sobretudo quando o adversário é um político, que teme perder votos, é obviamente muito eficiente. Esperamos que o Sind-UTE tenha aprendido isso de vez, para não precisarmos voltar tratar do assunto...
Governo Federal dá presente de Natal amargo para base aliada
A partir do dia 16 de janeiro de 2012, os dados sobre a liberação de recursos, acompanhamento e fiscalização, execução e prestação de contas de todos os convênios, contratos de repasse ou termos de parceria, firmados pelo Governo Federal com estados, Distrito Federal, municípios e organizações não-governamentais (ONGs) deverão ser registrados no Sistema de Gestão de Convênios e Contratos de Repasse (Siconv) e disponibilizados ao público no Portal de Convênios (www.convenios.gov.br). O prazo foi estabelecido no Decreto 7.641, assinado pela presidenta Dilma Rousseff e publicado no Diário Oficial da União desta terça-feira (13).
Além de ser uma boa notícia, é teoricamente e historicamente interessante. O governo federal tem que adotar essa medida para controlar seus próprios ministros e os partidos da base aliada. Não se trata de controlar politicamente, porque isso se garante com dinheiro, mas de controlar a voracidade por dinheiro público, que já derrubou oito ministros esse ano. Ou seja, a crise moral é tão grande entre as elites políticas e econômicas que já perturba o governo. Para a teoria marxista o interessante é notar os capitalistas sendo obrigados a recuar, limitando sua própria capitação de recursos. Antes desse decreto, diversos órgãos que têm sistemas próprios de controladoria (piada) não precisavam registrar no Siconv, dificultando propositalmente a fiscalização.
Crise de superprodução empurra mundo para a guerra
Por que os líderes mundiais estão marchando para a guerra ao invés de costurarem a paz ? São crescentes e incessantes os alarmes de guerra. O Irã está sob ameaça dos EUA e seus paus mandados há muitos anos, e agora a Primavera Árabe deu oportunidade para a guerra na Líbia e na Síria. A Líbia foi destruída por 4 meses de guerra civil e bombardeios estrangeiros, mas a voracidade pela guerra não foi satisfeita. Outros países, como Coréia, Cuba e até a Venezuela vivem sob ameaça imperial, mas seu poder de causar estragos e de resistir é maior que o apresentado pelos países árabes, muito divididos e despreparados militarmente. Melhor para os EUA é fazer a guerra no centro da Ásia, bem longe de casa, no terreno que se quer conquistar. Seria a conquista do mundo! Em óbvia reação, os boatos crescem de que o presidente Hu, da China, já deu ordens ao Exército Vermelho de que se prepare para a guerra, e de que iniciou tramites para uma aliança com a Rússia. A Rússia já deu declarações públicas de que está se preparando para destruir o cerco de mísseis que os EUA estão montando contra ela, já moveu navios de guerra e mísseis para a Síria.
Por que se caminha para outra catástrofe mundial ? Há menos de uma semana, no início de Dezembro de 2011, a bolsa de valores de São Paulo teve grande baixa devido a informações sobre a maior mineradora do mundo, a Vale do Rio Doce. A Vale precisou renegociar preços, reduzindo-os !!! A queda da demanda de aço é o mais importante indicador das crises de superprodução! Marx já explicou há uns 150 anos, e desde então vem se confirmando que a economia capitalista tem ciclos de superprodução, quando o excesso de produção de mercadorias, que não podem ser absorvidas pelo mercado, leva empresas a terem prejuízos e quebrarem, aumentando o desemprego e daí diminuindo ainda mais o poder de consumo, agravando a superprodução e daí por diante. A crise só acaba quando grande quantidade de forças produtivas e destruída, ou por falência ou, mais rapidamente, pela guerra ! É verdade que há alguns anos o mundo vive uma crise crônica de superprodução, mas mesmo assim continuam havendo períodos de agravamento.
A TV só divulga uma faceta distorcida e amena da crise econômica, praticamente reduzindo-a a crises financeiras desse ou daquele governo, até outro dia dos EUA, agora da Europa. Bobagem, as crises financeiras - o endividamento dos EUA e da Europa - não são nem sequer a pontinha do iceberg. Todo país capitalista tem dívidas, e alguns defendem que a dívida é a verdadeira riqueza de um país. Se até os particulares conseguem negociar dívidas, quanto mais os países. É claro que os países europeus da zona do euro perderam um grande poder de negociação com os credores quando abriram mão de emitir as próprias moedas. Uma coisa é um credor que emite o próprio dinheiro, outro um credor normal, que tem que ganhar seu dinheiro. O mercado sentiu essa fraqueza dos governos europeus e cobrou juros mais altos. Mas mesmo assim, se se tratasse somente de uma crise financeira, necessariamente se resolveria em pouco tempo, na pior das hipóteses com fortes desvalorizações do dólar e do euro.
Contudo, o problema é outro. O que leva os EUA e a Europa a se endividarem e daí suas moedas a se enfraquecerem é que estão perdendo o controle do planeta. Apesar da queda da URSS, nas últimas décadas os EUA e seus aliados não conquistaram mais espaço e ainda se dividiram, por exemplo com a criação do euro, que foi uma facada no dólar. A superprodução é outro aspecto dessa perda de poder, pois também significa que mercados antes dos EUA e da Europa agora estão em disputa.
A saída protecionista está fechada pela própria estratégia de domínio dos EUA, que criaram e defenderam com unhas e dentes a Organização Mundial do Comércio, e em sua própria área de influencia condena o protecionismo. A estratégia de construir o capitalismo na China também não pode ser combinada com uma virada protecionista nas relações mundiais. Ou seja, para os capitalistas vai ficando difícil ao mesmo tempo defender o capitalismo contra o socialismo e continuar no topo da economia capitalista. Uma saída óbvia para os EUA e a Europa, se não houvesse o perigo da China rumar para o socialismo, seria isolar a China economicamente, tomando seus mercados. Mas então os comunistas retomariam o controle do Partido Comunista Chinês.
Guerras pequenas não estão resolvendo nada. As guerras do Iraque e do Afeganistão, de vários anos, não foram suficientes para aquecer a economia nem dos EUA, e nesses países já não havia muita capacidade produtiva para ser destruída. A guerra civil na Líbia destruiu o país que até então tinha o maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da África, mas também não satisfez a voracidade da economia capitalista. Outras pequenas guerras portanto também não vão resolver, e é mais arriscado para os EUA uma guerra com países como Coréia, Cuba e Venezuela, que podem resultar em fortes baixas no próprio território estadunidense e, como já foi dito, não resolveriam a crise. A guerra com a Coréia seria nuclear, possivelmente extinguindo a Coréia, a Coréia do Sul ocupada e o Japão, além de atingir a costa oeste dos EUA. A guerra com Cuba e a Venezuela poderia resultar em uma revolução latino americana, deixaria os EUA sem seu petróleo mais barato e atingiria o sudeste dos EUA, e talvez toda a costa leste.
A guerra na Ásia, mesmo nuclear, poderia poupar o território estadunidense, mas certamente prejudicaria diretamente Rússia e China. Em caso de vitória, os EUA se estabeleceriam firmemente no maior continente do planeta, cujas riquezas são imensas. Seria, de fato, o domínio do mundo pelos EUA. Os atos terroristas da Al Quaida, provocados pela própria CIA, que sempre esteve por trás desse grupo terrorista, foram a desculpa para ocupar o Afeganistão e o Iraque. Agora a crise política na Síria e o suposto perigo nuclear iraniano são novas desculpas. A retirada de tropas estadunidenses do Iraque, longe de ser um bom sinal, parece uma preparação de ataque contra o Irã. É de praxe retirar as tropas que podem ser alvos fáceis para o país que se pretende agredir.
Diante dessas evidências, não se pode descartar que China e Rússia não esperem pela agressão dos EUA, e tomem a ofensiva na Ásia. Em ambos os casos, além de ser uma questão de sobrevivência, poderia ser uma saída para evitar ou adiar a volta dos comunistas ao poder. Na Rússia, o Partido Comunista e seus aliados venceram as eleições parlamentares e foram golpeados pelo governo. Grandes manifestações se espalham pelo país. Na China, volta a crescer a ala maoista do Partido Comunista no poder. Em todos os dois casos os capitalistas estão certos em prever que os comunistas adiarão seus planos para colaborarem em uma guerra contra o Império.
Na América Latina duas prioridades devem ser assumidas. 1 - Acelerar a revolução. 2 - Incentivar os governos latino-americanos a fortalecerem a UNASUL, com destaque para os projetos de defesa do continente.
Por que se caminha para outra catástrofe mundial ? Há menos de uma semana, no início de Dezembro de 2011, a bolsa de valores de São Paulo teve grande baixa devido a informações sobre a maior mineradora do mundo, a Vale do Rio Doce. A Vale precisou renegociar preços, reduzindo-os !!! A queda da demanda de aço é o mais importante indicador das crises de superprodução! Marx já explicou há uns 150 anos, e desde então vem se confirmando que a economia capitalista tem ciclos de superprodução, quando o excesso de produção de mercadorias, que não podem ser absorvidas pelo mercado, leva empresas a terem prejuízos e quebrarem, aumentando o desemprego e daí diminuindo ainda mais o poder de consumo, agravando a superprodução e daí por diante. A crise só acaba quando grande quantidade de forças produtivas e destruída, ou por falência ou, mais rapidamente, pela guerra ! É verdade que há alguns anos o mundo vive uma crise crônica de superprodução, mas mesmo assim continuam havendo períodos de agravamento.
A TV só divulga uma faceta distorcida e amena da crise econômica, praticamente reduzindo-a a crises financeiras desse ou daquele governo, até outro dia dos EUA, agora da Europa. Bobagem, as crises financeiras - o endividamento dos EUA e da Europa - não são nem sequer a pontinha do iceberg. Todo país capitalista tem dívidas, e alguns defendem que a dívida é a verdadeira riqueza de um país. Se até os particulares conseguem negociar dívidas, quanto mais os países. É claro que os países europeus da zona do euro perderam um grande poder de negociação com os credores quando abriram mão de emitir as próprias moedas. Uma coisa é um credor que emite o próprio dinheiro, outro um credor normal, que tem que ganhar seu dinheiro. O mercado sentiu essa fraqueza dos governos europeus e cobrou juros mais altos. Mas mesmo assim, se se tratasse somente de uma crise financeira, necessariamente se resolveria em pouco tempo, na pior das hipóteses com fortes desvalorizações do dólar e do euro.
Contudo, o problema é outro. O que leva os EUA e a Europa a se endividarem e daí suas moedas a se enfraquecerem é que estão perdendo o controle do planeta. Apesar da queda da URSS, nas últimas décadas os EUA e seus aliados não conquistaram mais espaço e ainda se dividiram, por exemplo com a criação do euro, que foi uma facada no dólar. A superprodução é outro aspecto dessa perda de poder, pois também significa que mercados antes dos EUA e da Europa agora estão em disputa.
A saída protecionista está fechada pela própria estratégia de domínio dos EUA, que criaram e defenderam com unhas e dentes a Organização Mundial do Comércio, e em sua própria área de influencia condena o protecionismo. A estratégia de construir o capitalismo na China também não pode ser combinada com uma virada protecionista nas relações mundiais. Ou seja, para os capitalistas vai ficando difícil ao mesmo tempo defender o capitalismo contra o socialismo e continuar no topo da economia capitalista. Uma saída óbvia para os EUA e a Europa, se não houvesse o perigo da China rumar para o socialismo, seria isolar a China economicamente, tomando seus mercados. Mas então os comunistas retomariam o controle do Partido Comunista Chinês.
Guerras pequenas não estão resolvendo nada. As guerras do Iraque e do Afeganistão, de vários anos, não foram suficientes para aquecer a economia nem dos EUA, e nesses países já não havia muita capacidade produtiva para ser destruída. A guerra civil na Líbia destruiu o país que até então tinha o maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da África, mas também não satisfez a voracidade da economia capitalista. Outras pequenas guerras portanto também não vão resolver, e é mais arriscado para os EUA uma guerra com países como Coréia, Cuba e Venezuela, que podem resultar em fortes baixas no próprio território estadunidense e, como já foi dito, não resolveriam a crise. A guerra com a Coréia seria nuclear, possivelmente extinguindo a Coréia, a Coréia do Sul ocupada e o Japão, além de atingir a costa oeste dos EUA. A guerra com Cuba e a Venezuela poderia resultar em uma revolução latino americana, deixaria os EUA sem seu petróleo mais barato e atingiria o sudeste dos EUA, e talvez toda a costa leste.
A guerra na Ásia, mesmo nuclear, poderia poupar o território estadunidense, mas certamente prejudicaria diretamente Rússia e China. Em caso de vitória, os EUA se estabeleceriam firmemente no maior continente do planeta, cujas riquezas são imensas. Seria, de fato, o domínio do mundo pelos EUA. Os atos terroristas da Al Quaida, provocados pela própria CIA, que sempre esteve por trás desse grupo terrorista, foram a desculpa para ocupar o Afeganistão e o Iraque. Agora a crise política na Síria e o suposto perigo nuclear iraniano são novas desculpas. A retirada de tropas estadunidenses do Iraque, longe de ser um bom sinal, parece uma preparação de ataque contra o Irã. É de praxe retirar as tropas que podem ser alvos fáceis para o país que se pretende agredir.
Diante dessas evidências, não se pode descartar que China e Rússia não esperem pela agressão dos EUA, e tomem a ofensiva na Ásia. Em ambos os casos, além de ser uma questão de sobrevivência, poderia ser uma saída para evitar ou adiar a volta dos comunistas ao poder. Na Rússia, o Partido Comunista e seus aliados venceram as eleições parlamentares e foram golpeados pelo governo. Grandes manifestações se espalham pelo país. Na China, volta a crescer a ala maoista do Partido Comunista no poder. Em todos os dois casos os capitalistas estão certos em prever que os comunistas adiarão seus planos para colaborarem em uma guerra contra o Império.
Na América Latina duas prioridades devem ser assumidas. 1 - Acelerar a revolução. 2 - Incentivar os governos latino-americanos a fortalecerem a UNASUL, com destaque para os projetos de defesa do continente.
Nota da União da Juventude Comunista e do Movimento Universidade Popular sobre a eleição do DCE-UFMG de 2011
Superar o paradigma das eleições diretas e construir o poder pelas entidades de base
A União da Juventude Comunista (UJC) e o Movimento Universidade Popular (MUP) vem a público trazer sua contribuição à análise da eleição do DCE da UFMG que aconteceu no mês de novembro de 2011. Antes de prosseguirmos, é importante trazer ao leitor dessa nota uma importante informação: No ano de 2010 a UJC compôs a chapa 03, Todo Poder ao C.A.´s e D.A.´s, que apresentou um avançado programa, questionando a falsa democracia por trás das eleições diretas e debatendo a crise dos métodos pelos quais parte da esquerda vem atuando no movimento estudantil nas últimas décadas. Chamamos os estudantes a discutir modelos mais avançados de organizar um DCE, muito além das capitalistas eleições diretas e das crises de direção. Enfim, em 2010 propomos a discussão uma nova concepção de movimento estudantil (M.E). Politicamente saímos vitoriosos do processo, porém as barreiras impostas pelas eleições diretas (recursos humanos e financeiros) impossibilitaram um debate maior em todos os espaços da universidade.
Com um propósito claro de defesa de uma educação pública, gratuita e de qualidade, por maiores investimentos para a educação pública, por mais democracia na entidade central dos estudantes da UFMG e pela total independência em relação à Reitoria e ao Governo Federal, compomos junto com outras forças politicas e estudantes independentes a Chapa 1*, Há Quem Sambe Diferente. Novamente chamamos a atenção para uma das principais pautas do programa da chapa 03 em 2011: O Conselho de D.A.´s e C.A.´s seria a instância máxima de deliberação do DCE-UFMG.
A chapa 01* foi a única a levar aos estudantes o plebiscito por 10% do PIB para a educação, que se desenvolve nacionalmente. Elevamos o debate na universidade e, de fato, houve uma grande discussão sobre a educação e universidade que temos e a que queremos. Por 149 votos de diferença, perdermos nas urnas, mas vencemos ao trazer um debate qualificado que, acreditamos, tenha grandes chances de conquistar mentes e corações para uma universidade de novo tipo e uma sociedade mais justa e igualitária.
Não poderíamos deixar de citar a forma como foi conduzida a gestão “Voz Ativa”, que teve fez aquilo que o movimento estudantil mais abomina: não oferecer espaços democráticos para a pluralidade de ideias. Pelo contrário, vimos reuniões fechadas, informações imprecisas ou inverdades sobre vários fatos. Soma-se ainda a falta de prestação de contas, e o total desrespeito ao Conselho de DA´s e CA´s, ferindo a soberania e ignorando as deliberações do mesmo.
Aquilo que discutimos em 2010 se concretizou em 2011. O problema do DCE UFMG não se resume a uma simples crise de direção (vide as quatro últimas gestões da entidade, ambas de grupos diferentes), as eleições diretas, o aparelhamento da entidade, ou a autoritária gestão da “Voz Ativa” que semeou o campo para o florescimento de uma chapa como a “ONDA”.
A ascensão do discurso de direita sob o mito do apartidarismo
A chapa Onda, formada por membros de diferentes matizes ideológicas, mas com um discurso de direita e práticas que fomentam a despolitização dos estudantes, soube explorar muito bem as redes sociais e a alienação de muitos estudantes, conseguiu um vácuo para desmoralizar a já desmoralizada eleição direta. E fez isso da pior forma possível: ao invés de discutir propostas, distribuiu algodão-doce, fez um showmício no bandejão, propôs “sexo grátis” e tudo isso sob um discurso machista e de perseguição às organizações politicas, colocando essas como únicas responsáveis pelos erros no movimento estudantil da UFMG. Que ironia! Na mesma UFMG que nos anos 70 e 80 lutou pela livre organização politica, se viu em 2011 uma caça as organizações politicas e sublevação do apartidarismo.
De fato, muitos dos votos que foram para a chapa Onda, foram votos de protesto (Tiririca?) ao fato de como parte da esquerda está se portando na universidade. Foram também votos de amigos, que não pararam para refletir nem um minuto sobre o que estavam fazendo e a quem estavam servindo. Não acharam nem um pouco estranho que nesse pleito, chamou a atenção o fato de que, diferentemente de outras chapas que nos anos anteriores propagaram o antipartidarismo, o programa da chapa “Onda” ganhou considerável espaço em grandes veículos de comunicação, tais como Veja, Estadão e Estado de Minas. Veículos, digam-se de passagem, notadamente conhecidos por seu enviesamento ideológico.
Nas entrelinhas, o grupo Onda tomou alguns posicionamentos políticos. Primeiro, e talvez o mais grave, foi tentar desvincular os problemas externos da universidade com os problemas daqui. Nesse prisma, a luta pelos 10% do PIB para a educação é uma “utopia”, a greve dos professores é somente dos professores. Como se a UFMG fosse uma cúpula à margem do restante da sociedade, onde somente os estudantes estão aptos a debater os assuntos referentes à UFMG. Nós da União da Juventude Comunista entendemos que o debate sobre educação é central e aberto às contribuições dos movimentos sociais e do restante da sociedade.
A União da Juventude Comunista e sua concepção de Universidade
Na ótica da União da Juventude Comunista e do Movimento Universidade Popular, a universidade tem um papel central na formação e na produção de conhecimento. Deve, portanto, cumprir um relevante papel social, sendo a essência da universidade um espaço de ampla fluidez de ideias. A formação acadêmica e profissional não deve ser simplesmente para a produção ideológica do regime econômico e político dominante, oferecendo nada além de subsídios ao mercado, mas sim com formação e fomento de agentes transformadores da atual realidade social, contribuindo assim para a emancipação do pensamento humano.
Para tanto, propomos o debate sobre os rumos da universidade, com a perspectiva que ela se torne uma Universidade Popular. Entendemos que é errado que os trabalhadores brasileiros são os que sustentam uma estrutura como essa e que a mesma não consiga, ao menos, dar minimamente os resultados da produção de seu conhecimento de volta. Propomos que a universidade através da pesquisa e extensão consiga trabalhar para o benefício da população em várias áreas: da tecnologia, da educação, da saúde, da agricultura, dentre outras, quebrando a virtual distância entre universidade e sociedade.
Defendemos uma educação pública, gratuita, de qualidade e socialmente referenciada. Se para isso, tivemos que apoiar os professores por melhores salários ou fazer plebiscitos sobre o aumento de verbas para a educação, assim vamos fazer. Notem a semelhança para que consigamos alcançar tais objetivos: primeiro a discussão entre a comunidade acadêmica e setores da sociedade que incluem até os movimentos sociais e por último, lutar incessantemente.
A contribuição da União da Juventude Comunista sobre o debate de democracia para a UFMG e a polêmica sobre a participação dos Partidos Políticos
Nós da União da Juventude Comunista entendemos como fundamental uma reflexão por parte dos estudantes sobre as muitas concepções em torno do termo democracia. E qual democracia nós, comunistas, defendemos para o DCE UFMG?
As entidades de base são eleitas em processos eleitorais bem mais simples, baratos economicamente e com um debate muito rico sobre a realidade dos estudantes. São os verdadeiros representantes dos mesmos, pois estão mais próximos do seu dia a dia e de suas principais reinvindicações.
É evidente que quaisquer reivindicações precisam de espaços abertos a participação. Existem várias propostas, mas a nosso ver, um espaço consagrado do movimento estudantil, onde vários pensamentos, ideologias se encontram é no Conselho de DA´s e CA´s. Portanto defendemos a realização de muitos Conselhos de DA´s e CA´s em 2012 e que suas decisões sejam soberanas e imediatamente acatadas pela nova gestão. Entendemos que a chapa ONDA, não representa perfeitamente quase quarenta mil estudantes e os D.As podem contribuir para uma representação mais ampla, enriquecendo o debate sobre os rumos da universidade que queremos.
Durante a campanha a chapa ONDA se reivindicou apartidária e disseminou na comunidade acadêmica o mito de que a raiz dos problemas aqui enfrentados perpassa pelos partidos políticos. Mas para entender melhor este contexto existem duas questões que devem ser discutidas com clareza: a participação de partidos políticos no movimento estudantil e aparelhamento das entidades estudantis.
A União da Juventude Comunista não vê nos partidos políticos, nem os estudantes a eles ligados, a fonte das principais contradições do Movimento Estudantil. Muito pelo contrário, é na pluraridade da expressão de pensamentos e na unidades de setores da esquerda partidária e independentes que várias conquistas foram feitas! Propor a exclusão total dos partidos políticos tentando resolver a crise do movimento estudantil é o mesmo que defende os “apartidários” da revista Veja e do Estado de Minas. Aliás, para defender a ideologia dos partidos políticos não é necessários filiar a eles, é só aceitar o que eles defendem e propagar suas ideologias.
Voltando a gestão Onda, nos dirigimos a mesma contestando a sua tentativa de não se posicionar como, nem de direita, nem de esquerda, mas sim, que será uma gestão que defende os estudantes, como se os “estudantes” fossem um grupo homogêneo de pensamento e de interesses. Defender os estudantes é uma obrigação do DCE, mas neutralidade política só existe na possibilidade de não existir relações políticas. Talvez isso seja possível caso algum ser humano consiga viver sozinho em outro planeta. Como isso não é possível até o momento, respeitaremos o fato de não querer ser rotulados, falando de qual lado vocês estão, logo, ficamos com a célebre frase de Karl Marx que diz: “o critério da verdade é a prática”.
Faremos Oposição Independente e Consciente
A União da Juventude Comunista e o Movimento Universidade Popular fará uma oposição independente em relação a gestão “Onda”, ou seja, temos a liberdade para criticá – los ou elogiá – los quando necessário, admitindo até trabalhos conjuntos para o benefício dos estudantes. Mas nos comprometemos perante toda a comunidade acadêmica a fazer a oposição mais responsável e inteligente possível. Não esperem de nós palavras de ordens vazias, intrigas sem sentidos, manifestações intolerantes, mas atitudes concretas que se manifestarão nas nossas idéias e nas nossas práticas diárias exemplares.
Mas daremos um conselho importante para a próxima gestão. Uma grande virtude da esquerda é trabalhar para descentralizar o poder. Em relação ao DCE, reiteramos e pedimos que a gestão Onda respeite os DA´s e CA´s no Conselho, procure fazer plebiscitos estudantis na universidade e tentar dar voz a pluraridade de pensamentos entre os estudantes. Também pedimos que debates sejam feitos sobre vários temas da atualidade com pessoas de várias óticas de pensamento, com a perspectiva de estimular a politização dos estudantes. Finalizando, solicitamos a realização do Congresso dos Estudantes, vide estatuto do DCE UFMG.
Por fim, ao invés de tentar esfriar os ânimos com um algodão doce, deixamos a mais doce reflexão de um grande poeta e revolucionário alemão:
“Mas quem é
o partido?
Ele fica sentado
em uma casa com
telefones?
Seus pensamentos
São secretos,
Suas decisões
Desconhecidas?
Quem é ele?
Nós somos ele.
Você, eu, vocês –
Nós todos.
Ele veste sua roupa,
Camarada, e pensa
Com sua cabeça.
Onde moro é a casa
Dele, e quando você é
Atacado ele luta.”
o partido?
Ele fica sentado
em uma casa com
telefones?
Seus pensamentos
São secretos,
Suas decisões
Desconhecidas?
Quem é ele?
Nós somos ele.
Você, eu, vocês –
Nós todos.
Ele veste sua roupa,
Camarada, e pensa
Com sua cabeça.
Onde moro é a casa
Dele, e quando você é
Atacado ele luta.”
Bertolt Brecht
União da Juventude Comunista
Movimento Universidade Popular – UFMG
PCB, PSOL, PSTU, Brigadas e Consulta lançam publicação unificada em São João del-Rei
Clique nas páginas para poder ler cada uma delas em página cheia.
Textos:
Essa é a São João que queremos?
Que problemas nos dificultam o acesso ao bem viver e à felicidade em São João del-Rei?
Por que faltam médicos nos hospitais e postos de saúde? Se existe dinheiro para investir no aumento do número de vereadores, por que falta dinheiro para mais médicos e outros profissionais da saúde?
Você aprovaria o monopólio do transporte público que o prefeito concedeu «sozinho» por mais 15 anos? Você concorda que o gerente que monopoliza o transporte público na cidade seja também o presidente da Câmara de Vereadores de São João Del Rei? Porque você acha que o preço da passagem anda tão cara?
Frente ao desemprego, subemprego, baixos salários, e ao consumo abaixo de nossas reais necessidades, por que os governos municipais (Nivaldistas e Ptucanos) mostraram-se incapazes de propor políticas públicas de desenvolvimento geradoras de trabalho e renda dignas?
Quantos campos de futebol, quadras e piscinas públicas existem em São João Del Rei? Quantas praças foram invadidas e destruídas com o aval das últimas administrações? Quem manda mesmo no espaço público?
Será porque as administrações pemedebistas, petistas e tucanas, anteriores e atuais adoram fazer obras desnecessárias nas áreas centrais da cidade enquanto as periferias agonizam no esgoto a céu aberto?
Porque foram investidos cerca de dez vezes mais na reforma do aeroporto do município que em casas populares? O que é prioridade para os políticos profissionais?
Por que o serviço de água potável e esgoto, fundamentais para a saúde, higiene pessoal e pública, não serve todas as casas e em muitos locais há falta sistemática de água? Por que um setor vital como o Damae é sucateado nas últimas administrações (PMDB e PSDB-PT) e não vitalizado? Onde estão as estações de tratamento de esgoto da capital brasileira da cultura?
As últimas administrações lembraram que existe o Rio das Mortes, São Sebastião da Vitória, São Miguel do Cajuru, Emboabas, São Gonçalo do Amarante? Se lembraram, porque esses distritos estão tão abandonados aonde falta tudo? Eles não fazem parte de São João Del Rei?
Como uma cidade que tem dezenas de mendigos vivendo em condições sub-humanas nas ruas; transporte público caro e precário; esgotos a céu aberto aonde crianças brincam; uma saúde pública e privada precária aonde pessoas morrem na fila de espera; as ruas sujas habitadas por cavalos, vacas e porcos; bairros que não raramente sofrem enchentes, ser considerada uma cidade com alto índice de desenvolvimento humano?
Se não é essa São João Del Rei que queremos, então que tipo de democracia é essa em que vivemos aonde os políticos decidem tudo contra a nossa vontade?
Qual é a São João Del Rei que queremos e como nos organizarmos para construí-la de forma mais justa?
A frente São João del-Rei para o Povo Trabalhador (PSOL, PSTU, PCB, BP, CP e autônomos) iniciará 2012 com seminários e grupos de estudos, disposta a construír políticas públicas capazes de responder efetivamente aos problemas populares sãojoanenses, isto é, que busquem a raíz dos problemas para solucioná-los e não maquiá-los, aliviar brevemente ou falsamente os sintomas.
Eleitores Irados
A respeito do projeto de lei que aumenta o número de vereadores em SJDR, contrariando a vontade do povo, perguntamos aos vereadores por que não deixar o próprio povo decidir, em um plebiscito? Sabem que o povo é contra, então porque insistem? Estão ai para representar o povo ou seus próprios interesses e os interesses daqueles que financiaram suas campanhas?
Os dias que vivemos
Dizem que o povo é sábio! É sábio ao saber que neste mundo existem mentirosos, oportunistas, astutos, falsos profetas, mercenários de todo tipo; Além de muita farsa e conchavos! Assim sendo é fundamental que surjam e sejam ditas as grandes verdades!
Existe você, trabalhador em todos os setores, que observa e verifica o crescimento vertiginoso da riqueza, das desigualdades, injustiças, descriminações, da luxúria e da opulência. Em volta disso tudo a exploração do seu trabalho por uma minoria abastada e elitista!
Você constata no seu dia a dia a profunda dificuldade em pagar as contas; bancárias e empréstimos consignados, energia elétrica (Cemig), aluguel, água, transportes, remédios e todos os impostos embutidos.
E você ainda tem que suportar os noticiários das mesmas corporações de sempre das mídias escrita, falada e televisiva que anunciam as mazelas da corrupção local e nacional. Puro Engodo! Na sua maioria são meias verdades, muito marqueting e propaganda pagos por nós a preço de ouro!
O que teria que ser dito é que o sistema está podre em suas crises permanentes e cíclicas que arrastam a maioria esmagadora dos humanos à miséria e barbárie! Nunca a minoria capitalista especulativa ganhou tanto, por isso sustentam e financiam de todas as formas quase todos os políticos e mandatários atuais do aparelho do Estado, através de suas empresas, trustes e transnacionais imperialistas!
Entendam, está tudo armado, viciado, vilipendiado, conspirado contra os reais interesses do povo trabalhador, simples e alienado, de uma realidade mascarada e acobertada por vários agentes e formas!
Ah, já sabemos da trama do que dizem ser democracia, muita grana, promessas e mais promessas elaboradas por especialistas após muita pesquisa!
Chega de delegar aos mesmos e seus comparsas as nossas vidas e demandas! Chega de entregar os nossos destinos a um jogo de regras e cartas marcadas, de 2 em 2 anos ou coisa do tipo.
Assim sendo só nos resta uma saída: Reivindicar, lutar, brigar, denunciar, xingar, desmascarar, manifestar, ocupar como tem ocorrido no plano municipal, estadual, nacional e internacional.
Convenhamos, o sistema vigente está ruindo e continua matando, expoliando e degradando o planeta de forma irreversível!
Cabe-nos detonar esse sistema até seus escombros; organizar a resistência e planejar a real mudança e transformação! Esta é uma exigência atual e tarefa coletiva e de cada um de nós! Ocupemos todos os espaços, ruas e praças, mentes e corações!
São João del-Rei a favor do aumento para 10% do PIB para a educação pública
Do dia 28 de novembro ao dia 6 de dezembro ocorreu na cidade o plebiscito pelos “10% do PIB para a educação pública, já!”, uma mobilização nacional na defesa da educação. Organizado por diversas entidades (setores universitários, partidos, movimentos sociais, etc.) que tomaram a iniciativa de chamar a atenção do povo brasileiro, o plebiscito pretende pressionar o governo a investir mais na educação PÚBLICA.
De acordo com estudos, a educação pública básica passa por um processo de sucateamento sendo atrofiada pelo aumento exponencial da rede privada na nossa cidade. Infelizmente, essa é a realidade de todo país, escassez de creches públicas, baixos salários, pouca infraestrutura, pouco comprometimento com a qualidade do ensino por parte dos governos e outros problemas que ocorrem por falta de investimentos.
Hoje o Brasil investe menos de 5% do PIB em Educação, enquanto que só este ano quase metade do Orçamento da União foi destinado ao pagamento de juros e amortizações da divida pública. Ou seja, paga-se uma dívida aos grandes banqueiros e agiotas internacionais que na verdade não existe e que supera 16 vezes o valor destinado a educação. Além disso, está tramitando no Congresso Nacional o novo Plano Nacional da Educação (PNE) que provavelmente vai consolidar em lei no inicio de 2012 os planos de privatização e transferência de dinheiro publico para o ensino privado, mantendo a proposta do PNE anterior de 7% do PIB para educação somente para daqui 20 anos !? Nós queremos 10% do PIB para a educação PÚBLICA e JÁ para garantir:
- Escolas publicas, gratuitas e de qualidade
- Mais vagas e assistência estudantil nas universidades publicas
- Alimentação e Moradia condizente com o número de alunos
- Melhores condições de ensino
- Garantir o piso nacional salarial dos professores da educação básica
-1/3 da carga horária dos professores para o planejamento das aulas
A frente de esquerda "SÃO JOÃO PARA O POVO TRABALHADOR" apoiou esse importante plebiscito que aconteceu em vários pontos da cidade, universidade, escolas, porta de fábricas e ruas.
Para saber mais sobre a campanha e o plebiscito nacional, visite o blog www.dezporcento.blogspot.com.
Assinam esse texto: Rafael Sedov (PSTU) e Petterson Ávila (PSTU)
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