Atentados fascistas contra marxismo na Noruega

Se ao invés de odiar o marxismo, como o confessou o assassino fascista da Noruega, esses coitados desses fascistas (nazistas, skin heads) estudassem as obras de Lênin, saberiam que os atentados terroristas são bem pouco eficientes. Pelo contrário, logo o notarão os líderes das organizações fascistas européias, o terrorismo quase sempre é um tiro no pé. Lênin, já em 1903, ensinava isso aos seus camaradas e adversários no livro "Que Fazer ?" Observemos a "inteligência" dos terroristas fascistas. Disse o fascista que foi preso que o objetivo dos assassinatos era divulgar as idéias racistas e anti-marxistas, mas bombas e balas não falam, não convencem, não são jornais, não são TVs, não são jornalistas, nem donos de jornais. A ignorância do espécime fascista capturado é tão grande que ele acha que um partido Trabalhista é marxista, enquanto na verdade o trabalhismo é anti-marxista, mas agora, devido ao ataque, os jovens trabalhistas terão curiosidade de estudar o marxismo. A idéia dos fascistas, o assassino também confessou, é que os ataques afastarão os jovens da juventude do Partido Trabalhista da Noruega, mas é claro para qualquer ser pensante, que agora essa juventude está eternizada. Uma coisa até então sem graça, ser da juventude do governo, sem chances de uma boa manifestação com alguma ação, tornou-se agora heróica, como gostam os jovens. Aliás, toda a esquerda norueguesa crescerá devido ao erro fascista, e com uma garra que não tinham desde a ocupação dos mesmos fascistas, na versão alemã, o nazismo, pois o assassino fez o favor de afirmar que 4 mil noruegueses devem ser mortos por serem marxistas, ou seja, deu aos comunistas uma razão de existir em um país em que o trabalhismo conseguiu tornar o capitalismo suportável para as massas.

Em resumo, o terrorismo não funciona. Qualquer blog é mais forte na condução dos destinos humanos que uma bomba ou que um tiro.

Servidores municipais podem entrar em greve dia 20 de Julho

Recebemos por e-mail o manifesto publicado pelo Sind-UTE e pelo SindServ de São João del-Rei e o publicamos a seguir:


CARTA ABERTA A POPULAÇÃO


O SIND-UTE E O SINDSERV VÊM A PÚBLICO COMUNICAR A POPULAÇÃO DE SÃO JOÃO DEL-REI E REGIÃO QUE OS SERVIDORES MUNICIPAIS ESTÃO EM CAMPANHA SALARIAL 2011, DESDE O MÊS DE JUNHO.

A POPULAÇÃO PRECISA TOMAR CIÊNCIA DA AUSÊNCIA DE PROPOSTA POR PARTE DO PREFEITO QUANTO AS REIVINDICAÇÕES ADVINDAS DOS SERVIDORES, QUE NECESSITAM URGENTEMENTE DE:
* MELHORIAS SALARIAIS INCLUINDO A CORREÇÃO DA TABELA SALARIAL;
* CONDIÇÕES DIGNAS DE TRABALHO E SAÚDE PARA OS MESMOS E PARA A POPULAÇÃO;
* INSALUBRIDADE PARA AQUELES QUE TÊM DIREITO;
* ELEIÇÕES DEMOCRÁTICAS DE DIRETORES COM A PARTICIPAÇÃO DA COMUNIDADE ESCOLAR;
* MELHORIA NOS POSTOS DE TRABALHO E INSTITUIÇÕES ESCOLARES QUE ATENDEM DIRETAMENTE A POPULAÇÃO.
* CONCESSÃO DE FÉRIAS PRÊMIO A TODOS OS TRABALHADORES QUE FAZEM JUS A ESSE DIREITO;
* PROGRAMA DE SAÚDE PARA ATENDIMENTO DOS SERVIDORES E FAMILIARES E OUTRAS REIVINDICAÇÕES ESPECÍFICAS DA CATEGORIA;

EMBORA JÁ TENHAM SIDO FEITAS VÁRIAS TENTATIVAS DE NEGOCIAÇÃO, A POSTURA ADMINISTRATIVA DO EXECUTIVO MANTÉM-SE INDIFERENTE ÀS NECESSIDADES DOS SERVIDORES E INSENSÍVEL ÀS DEMANDAS DA POPULAÇÃO.

POR NÃO TER SIDO AINDA APRESENTADA NENHUMA PROPOSTA, OS SERVIDORES MUNICIPAIS DECIDIRAM NÃO MAIS SE CALAR E LUTAR POR SEUS DIREITOS.

ALERTAMOS AOS SANJOANENSES QUE CASO NÃO NOS SEJA APRESENTADA NENHUMA PROPOSTA CONCRETA, ATÉ O DIA 20 DESTE MÊS, OS SERVIDORES PODERÃO ESTAR INTERROMPENDO SUAS ATIVIDADES EM TODAS AS REPARTIÇÕES PÚBLICAS MUNICIPAIS.

CONTAMOS COM A UNIÃO DOS SERVIDORES E O APOIO DE TODA POPULAÇÃO, NA EXPECTATIVA DE ESTARMOS CONSTRUINDO UMA CIDADE MAIS DIGNA!

SIND-UTE E SINDSERV 

O documento secreto do PSTU e o Partido Comunista em São João del-Rei

Fomos surpreendidos pela publicação, na Internet, de documentos "secretos" do PSTU em que nossa pequena célula comunista de São João del-Rei é citada na lista "Nossos inimigos no terreno da construção". Consideramos completamente anacrônica a ilusão de segredo e também discordamos de muita coisa do material que lemos, mas especificamente na parte que trata do Partido Comunista e de São João del-Rei devemos fazer alguns comentários.

Em primeiro lugar, os trotskistas do PSTU acreditam que os comunistas defendem a dissolução dos DCEs, confundindo isso com o poder das entidades de base. Informamos aos nossos "companheiros" (que nos colocaram na lista de inimigos) que eles é que dissolvem os DCEs, quando os controlam por meio de eleições diretas, porque então os DCEs se reduzem a comitês partidários.

Em segundo lugar, eles nos atribuem a direção do DCE da UFSJ. Não podem compreender que estudantes de várias posições políticas diferentes dirijam seu próprio DCE. Para dirigir o DCE da UFSJ os comunistas precisariam vencer as eleições da maioria dos Centros Acadêmicos, que já são quase 30. Se existissem tantos comunistas assim na UFSJ, sinceramente, nosso secretário político proporia a tomada da Reitoria, o estabelecimento da democracia total e direta, a presença livre, a transparência absoluta, dezenas de moradias e um bandejão por campus, em resumo, faríamos dessa Universidade um modelo. Aliás, se os comunistas tivessem um quarto do Conselho de Entidades de Base a agressividade política do DCE já seria bem maior do que é atualmente.

Ademais, muito nos honra que o que mais incomoda o PSTU no PCB seja exatamente essa nossa política de poder das entidades de base.

Eis os documentos "secretos" na integra:



Atentado a bomba no velório do irmão do governante imperial do Afeganistão

Os EUA estão camuflando sua retirada do Afeganistão com a suposta morte de Osama Bin Laden, que pode ter acontecido muito antes, mas o número recorde de mortes de seus soldados e a fragilidade do regime por eles criado mostram a realidade. Há dias atrás foi morto o irmão do presidente do Afeganistão eleito em Washington, por seus próprios seguranças! Agora, segundo se pode observar na Internet, aconteceu um atentado a bomba no velório, que deveria ser o espaço mais seguro do Afeganistão, dada a suposta presença em algum momento do presidente.

Corridos mais uma vez!

Greve dos funcionários da UFSJ e boatos de greve dos professores

Faz muito tempo que a UFSJ não vive uma greve dos professores, talvez desde a grande greve de 2001, em nosso ponto de vista, fracassada. Da última vez que as Federais começaram a entrar em greve os estudantes se levantaram contra essa tática, que tem dado resultados muito pobres absolutamente todas as vezes em que é adotada, com exceção somente das greves feitas durante o final da Ditadura, que ganhavam amplo apoio popular porque adquiriam caráter político, uma vez que greves eram proibidas. As greves na educação são desmobilizadoras, destacadamente dos estudantes, que entram em férias fora de época.

Dessa vez, porém, entre os próprios estudantes deve haver apoio à greve, exatamente porque, queira-se ou não, essa greve tem um caráter político de reprovar a mudança de política do governo federal, que ao contrário de Lula está adotando uma política recessiva, atingindo a educação. Foram oito anos sem greve, e é só entrar um novo governo e acontece uma greve na Federal de São João del-Rei. Isso não pode ser escondido do povo nem mesmo pelo movimento despolitizado dos professores.

Os funcionários já estão em greve há algumas semanas, e a tradição nas Federais, ainda desconhecida em São João del-Rei, é que pouco depois dos funcionários, os professores entram em greve, até porque tudo começa a funcionar mal, ou não funcionar, atrapalhando as aulas, as pesquisas etc.

Para São João del-Rei mais férias da UFSJ, reduzindo o mercado em alguns milhares de consumidores, não é nada bom. Seria compensador se ao menos a greve fosse vitoriosa, o que aumentaria o consumo de algumas centenas professores e outros funcionários, mas não podemos iludir os leitores a esse respeito. As greves de professores das redes públicas têm sido, há vinte e poucos anos, completos fracassos.

Os professores têm dificuldades para aceitar que em seu caso somente abalar a popularidade do governo é eficiente. Preferem acreditar que suas paralisações são tão eficientes quanto as paralisações de operários. Acreditam que não oferecendo seu trabalho estão pressionando o governo. É por isso que não conseguem adotar uma tática realmente dolorosa para seus patrões, os governos federal, estaduais e municipais. Suas greves acabam transformadas em munição contra eles mesmos.

Se quiserem vencer um dia, os professores têm que aprender a ver o adversário (alguns parecem achar que são os alunos), que é agora o governo Dilma, e a bater nele, e a arregimentar aliados para contra ele, e bater pesado. Ninguém quer saber quanto os professores e funcionários ganham, nem de seus planos de carreira, nem de suas negociações com o governo, nem de nenhuma outra choradeira. O que interessa às pessoas é em que o governo está prejudicando a elas próprias!

Mas como os professores não têm unidade para chegar nem perto disso, eles farão uma imitação das greves operárias, e para o bem da economia de São João ao menos as férias de verão serão mais curtas...

Agora a Revolução Bolivariana precisa se aprofundar com uma nova democracia

Tanto Hugo Chavez quanto o povo venezuelano foram colocados pela doença do Coronel diante de uma verdade que já inquietava os revolucionários experientes de todo o mundo - ninguém é imortal. Uma revolução não pode depender de uma pessoa.

Ao mesmo tempo, é fácil notar, Chavez é insubstituível, e não há outro instrumento de unidade das forças que protagonizam a Revolução Bolivariana, pois o PCV ainda não tem toda essa força e o PSUV tem sua unidade em Chavez. O resultado é que sem Chavez a Revolução Bolivariana poderia ser derrotada em uma simples eleição presidencial.

É portanto evidente que se torna necessário mudar rapidamente a estratégia até aqui implementada. Tem que ser desfeito o fortalecimento do poder presidencial, certamente criado na ilusão da imortalidade. Tem que se estabelecer verdadeiro poder popular, e há que se pensar até mesmo na extinção de uma cargo perigoso como o de presidente da República.

Também é indispensável garantir que o exército não se voltará contra o povo caso se levante um general traidor da Revolução e da pátria. Deve-se combater a ilusão de que os exércitos precisam ser internamente autoritários para serem eficientes. A história prova o contrário, pois o exército que venceu não foi o nazista, mas o Vermelho, e sempre, desde Cronwell na Inglaterra do século XVII, passando pelo Exército Vermelho chinês, pelo Exército Rebelde cubano, pelo Exército do Povo vietnamita etc., a democracia sempre dá a vitória às tropas que a praticam.

Vamos receber Anastasia em São João del-Rei como ele merece

O governador Anastasia, que paga o pior salário de professores do país, estará em São João del-Rei nessa Sexta-feira. Acontecerá, naturalmente, uma manifestação para denunciar as tucanagens desse cidadão. A concentração será em frente ao Sind-UTE, às 15 horas.

Reitor da UFSJ vaiado no Congresso da UEE e novos boatos de golpe contra o Diretório Central dos Estudantes

No Congresso da União Estadual dos Estudantes, acorrido nesse  feriadão em Divinópolis, dentro da UFSJ, o Reitor foi vaiado por toda a bancada da oposição, e não conseguiu falar. Seguir os conselhos golpistas do PT está custando caro ao Reitor. Ele agora terá que responder qual o grau de envolvimento da Reitoria com a corrupção relacionada ao Congresso da UEE - basta dizer que foram compradas 4 mil e quinhentas refeições mas a maior bancada teve somente 120 delegados, e a oposição 80.

Como o lado adversário não é nem unido nem composto por gente de confiança, alguns deles já nos informaram das próximas agressões armadas pelo reitor e alguns petistas contra o poder das entidades de base no Diretório Central dos Estudantes. Eles pretendem registrar outro DCE, com eleições diretas nas quais poderão aplicar um golpe semelhante ao aplicado na eleição de delegados da UEE/UNE ou outro qualquer, porque o que não falta são modelos de golpes em eleições diretas. Como são... inteligentes !!! Ainda não se perguntaram porque ninguém mais faz isso? Porque cada força política não cria seus sindicatos e DCEs usando esse mesmo método? Acontece, gênios petistas, que falsidade ideológica é crime! Existe um DCE, o mais reconhecido e apoiado pela própria base do Brasil, e fingir ser ele é, obviamente, falsidade ideológica. Vocês podem criar outra organização, que tenha o nome que tiver, não passará da juventude petista, mas não podem querer recriar uma que está viva, tão viva que os derrota.

Ah... vocês têm apoio do reitor, de um deputado federal e da UNE. Sabemos. Vocês acabam de descobrir o quanto isso vale em Divinópolis. Com os dez delegados que a UJS lhes deu, foram denunciados, vaiados, ao lado do seu reitor, e o DCE, sem nenhum delegado graças a fraude de vocês, foi o destaque do Congresso e ainda voltou para casa com uma Diretora da UEE. Detalhe, o DCE da UFSJ é o único do estado que tem diretor na UEE, todos os outros diretores são desse ou daquele partido.

Mais uma greve dos professores das escolas estaduais de Minas Gerais

Já perdi a conta das greves de professores "do estado" que acompanho desde 1993, quando pela primeira vez apoiei ativamente uma greve, ainda estudante e de uma escola particular, que felizmente não estava em greve. Quem ler meus artigos sobre as greves passadas perceberá que tenho severas críticas à tática de meus companheiros professores, que não lhes tem dado vitórias de verdade. Porém, esse artigo não é sobre esse assunto, é sobre a essência da questão!

A educação brasileira, os salários ridículos pagos aos professores, é prova suficiente da incompetência de prefeitos, governadores, presidentes da República e parlamentares para cuidarem do assunto. Não é mais possível que a educação das crianças fique nas mãos dos corruptos. Eles não somente roubam o dinheiro da educação como são sócios dos donos das escolas particulares, que teriam que pagar mais aos seus professores na medida em que o estado pagasse mais aos seus.

A educação pública precisa ser separada dos governos, federal, estaduais e municipais, estruturada democraticamente como as Universidades Federais, mas sem figuras de autoridade como reitores e ministros. Os professores, aliados aos estudantes, devem controlar a educação em cada escola, cada cidade, cada estado, assim como o Ministério da Educação, separado do governo federal. As verbas da educação devem ser de impostos próprios, que não passem nem perto dos (des)governantes.

Professores e estudantes têm todo o direito e todo o dever de reivindicar esse poder, pois em caso contrário nosso país está condenado ao fracasso por ignorância. Se os professores não forem capazes disso, e é bem provável, sei porque sou professor e convivi com muitos, que não sejam, os estudantes precisam ser. 

UNE aceitou os delegados eleitos em fraude e negou os eleitos corretamente

Uma eleição aconteceu um dia antes da data marcada, a outra no dia correto, na cédula da primeira eleição faltava o nome de uma das chapas, a outra tinha as três chapas, mas a primeira, uma vergonha para quem a fez - certo candidato a vereador do PT que usa o movimento GBLT e agora quer usar o movimento estudantil para angariar votos em 2012 - foi feita por um militante do partido que manda no partido que manda na UNE, então... conforme já era esperado, para a UNE os representantes dos estudantes de São João del-Rei são os da eleição antecipada e sem uma chapa.

Na eleição com as três chapas presentes na cédula, e acontecida no dia marcado, a chapa retirada da cédula pelos petistas teve 396 votos, contra 41 deles. Essa chapa, golpeada, como é comum em eleições diretas de DCE e agora se vê também para eleição de delegados da UNE, é a escolhida pelos Centros e Diretórios Acadêmicos da UFSJ, ou seja, a UNE está rompendo com sua base para ficar com seus aliados/chefes.

Os estudantes daqui estão indignados, mas aprendendo. Alguns entre eles já não viam direito o que são as eleições diretas, e esse exemplo vem lembrar. Os petistas, com suas acusações mal contadas, estão colaborando para transformar o episódio em uma baixaria, o que só confirma nossas idéias.

O poder das entidades de base enfim foi colocado pelos petistas e seus rabos diante da necessidade de libertar os demais DCEs e fortalecer as demais entidades de base espalhadas pelo país. São muito... inteligentes, nossos adversários! E são assim no país todo, com essa mesma destreza para acertar o próprio pé. A pseudo-democracia capitalista praticamente não tem defensores nas Universidades, então o que um comunista deve fazer não é se tornar defensor desse lixo abandonado, mas defender uma democracia de verdade, que nos DCEs brasileiros são os Conselhos de Entidades de Base, mesmo onde ainda não existem entidades de base, pois ai elas nascem...

Fraude nas eleições diretas para o Congresso da UNE em Ouro Branco

Dessa vez as eleições foram inventadas. Certas forças políticas, provavelmente as mesmas que defendem as eleições diretas, já estão com atas prontas de delegados eleitos no campus de Ouro Branco da UFSJ. Só existe um pequeno problema - as eleições não aconteceram! Trata-se de outra antiga forma de fraude. Dessa forma, o Congresso da UNE não vai representar os estudantes do Brasil, mas sim a marginalidade que existe em meio a eles.

Movimento Mudança (petistas) tenta golpe eleitoral na UFSJ


O “Movimento Mudança”, um segmento da juventude do PT, tentou um golpe na UFSJ. Naquela universidade, como em outras de Minas, está acontecendo uma eleição de delegados para o congresso UEE, organização mineira de estudantes universitários. É uma eleição entre chapas, triste imitação do carnaval eleitoral que acontece no Brasil de quatro em quatro anos, (triste dizer carnaval, pois o carnaval brasileiro é muito mais sério que a democracia brasileira).
Com apoio da associação de repúblicas daquela universidade, atualmente aparelhada pelo PSDB, o movimento Mudança fez o seguinte: (...) retirou da cédula a chapa eleita pelo CEB (Conselho de C. As). Os defensores das “Diretas Já” são tão fortes em sua democracia, que para não sofrerem derrota no próprio terreno, preferiram sabotar o processo eleitoral que defendem.
 A peculiaridade do movimento estudantil da UFSJ é a existência de um forte, organizado e representativo conselho de entidades de base (C.AS), que dirige e administra o DCE. Mas o que quer o movimento Mudança? Sabotar essa representativa organização dos estudantes. Para isso recebem todo tipo de apoio da reitoria, que depois de levar muitas pauladas do DCE, resolveu “criar” seu próprio movimento estudantil, as “Diretas Já”. Mas eles acabam de mostrar quem são e isso vai fortalecer o CEB. Os estudantes não são bobos e vão saber diferenciar oportunismo de movimento estudantil.
 Sobre o golpe que eles deram é preciso insistir:
 1)  Não é um acontecimento de exceção, golpes do mesmo tipo devem estar acontecendo em vários lugares de Minas, pois sempre que há uma eleição desse tipo algum podre acontece. Por exemplo, no Brasil só se ganha eleição com dinheiro, quantos podres acontecem por causa desse "dinheiro" antes e depois das eleições? Há casos como Tiririca, que representam até que ponto as eleições são realmente o bacanal da democracia.
 2) A questão essencial não é que o movimento Mudança é formado por oportunistas, mas são oportunistas formados por uma pedagogia ordinariamente presente em quase todas as organizações estudantis brasileiras, pedagogia que se efetiva a partir dessa prática obsoleta que são as grandes eleições diretas, que consiste em reduzir a política estudantil a  fraude e a eleição ganha na base do dinheiro.  
 Nesse sentido, se torna claro, as questões essenciais do movimento estudantil passam pela sua forma de organização, que não é uma questão de caráter burocrático, como querem alguns esquerdistas e direitistas, mas é questão essencialmente política, pois as formas de organização efetivam espaços de vivência da política, que por sua vez, são produtores de certas formas de subjetividade política. Cabe lembrar, em sete anos de experiência do poder das entidades de base na UFSJ nunca houve nada similar a esse tipo de golpe que foi promovido pelos petistas e pelo PSDB.
 Um estudante pode ser inteligente, gente boa, correto, mas se ele entra para o movimento estudantil e aprende com seus companheiros mais velhos que para ganhar é preciso fraudar, ou vai embora ou se torna um oportunista e não enxerga mais problema nenhum em imitar todos os tipos de baixaria da democracia brasileira.
 O golpe na UFSJ não é isolado, não está no nível dos bons sentimentos e da moral, mas da política e coloca aos estudantes o seguinte problema: vamos admitir no movimento estudantil práticas obsoletas e oportunistas ou vamos lutar para criar formas mais avançadas de organização, levando em conta que o caminho para isso é “todo poder as entidades de base”?
 O problema do movimento estudantil não é de direção, mas de organização, pois só uma organização capaz de fomentar práticas realmente democráticas, que incluem o debate, a discordância, o embate e que combata sem piedade a fraude política em suas variadas manifestações,  pode gerar a direção, que tem que ser dada pelos estudantes, através de sua vivência profunda da política. O poder das entidades de base, uma democracia de conselhos no movimento estudantil, possibilita isso.
 Os estudantes que militam no conselho de C.As da UFSJ entendem isso com clareza, mas infelizmente a esquerda brasileira é nessa questão igualzinha a direita, gosta mesmo é de fraudar e justifica suas fraudes falando de democracia, de crise de direção, de bandeiras de todas as cores e da revolução, enquanto assume práticas anti-democráticas que o golpe na UFSJ exemplifica bem.  Essas práticas podem até ser classificadas como um covarde fascismo, escondendo-se atrás da palavra de democracia, pois não são os fascistas, os mais especializados, em calar seus oponentes e roubar seus direitos políticos?

Fraude nas eleições de delegados para o Congresso da UNE na Federal de São João del-Rei

As chapas ligadas aos militantes do PT e do PSDB (a RUA é dirigida por um tucano) estão aplicando um golpe eleitoral velho nas eleições diretas para delegados ao Congresso da União Nacional dos Estudantes - Eles retiraram da cédula a chapa criada pelos Centros e Diretórios Acadêmicos no Conselho de Entidades de Base! Não nos surpreende, sujeira em eleições diretas, nem vinda de quem vem.

Se algum militante estudantil da UFSJ ainda tinha dúvidas sobre as grandes eleições diretas não serem uma forma decente de democracia, agora as dúvidas se foram. Se sete anos sem essas baixarias tinham feito as denúncias sobre o que são as grandes eleições diretas parecerem exageradas, só foi necessário uma eleição direta de delegados para provar que esse tipo de democracia é mesmo ineficiente, para não dizer falso.

Detalhe, os golpistas são os mesmos que têm sido elogiados sem cessar pela assessoria de imprensa do reitor, e afirmam que têm o apoio do mesmo para sua fraude.

UJC e o congresso da UEE/Um questionamento II

Camaradas,

Apenas uma auto-correção, na postagem abaixo disse que não havia nenhuma menção, mas realmente  há uma pequena menção a proposta das entidades de base no texto que está publicado no Expresso vermelho. A seguinte:

"A União da Juventude Comunista impulsionará a formação de uma Chapa de Oposição Independente com coletivos e estudantes que buscam no dia a dia do movimento estudantil construir uma nova perspectiva para as entidades gerais dos estudantes pautada entre outras coisas na autonomia do movimento estudantil em relação aos governos e reitorias, no debate sobre Universidade Popular e na defesa do poder das entidades de base."

Como comentei lá no blog regional, está bom, o que demonstra não haver um recuo em defender a proposta , mas talvez uma pequena e covarde timidez. Realmente é preciso articular e fazer política no congresso, o texto está claro nisso, falando as coisas certas. Mas ainda deixo em aberto que seria importante, tentarmos fechar uma chapa que colocasse como sua propaganda a mudança de estatuto e a construção da  UEE pelas entidades de base, certamente ainda não temos forças para ganhar, mas somaríamos força nesse sentido. A mudança de estatuto como carro chefe de uma possível chapa, não veda ou exclui outras propostas, aliás, é importante que falemos sempre de mais  coisas e frisemos também o caráter político da defesa do poder das entidades de base, principalmente para responder aqueles que acham que isso tem a ver somente com organização. Nisso gostei do texto que está no Expresso vermelho, mas  ele  é muito tímido quando fala das entidades de base, mas isso a gente vai construindo...




UJC e o Congresso da UEE/Um questionamento

Camaradas,


Primeiramente gostaria de fazer autocrítica. Por motivos diversos, quase todas relacionados a vida, (...), não digo pessoal, pois não sei bem onde termina o pessoal e começa o social, não estou acompanhando diretamente as atividades da atividade da UJC em Minas, claro que nada justifica isso, mas gosto de frisar esses injustificáveis motivos pois eles me incomodam. Mas isso não quer dizer que estou totalmente inativo, estive em alguns espaços, como a reunião  em São João del rei  justamente para convencer alguns simpatizantes, potenciais militantes, de que era muito necessário construir o PCB e a UJC. Chega de comportamentos lunáticos, não é?

Bom, mesmo assim não vou me furtar de fazer alguns questionamentos, já que considero acertada a posição de que é sempre bom um debate franco e aberto no partido. Meu questionamento é o seguinte: 

Acabei de ler no Expresso Vermelho que a UJC vai participar do congressso da UEE, como deve ser ,é claro .  Vi algumas bandeiras interessantes e importantes que vão ser trabalhadas no congresso como: A universidade Popular e essa campanha o "Minério é nosso", mas não vi menção nenhuma a política das entidades de base  ou tentativa de dar continuidade a política que se começou fazer naquele congresso estatuinte da UEE , que segundo muitos camaradas, foi extremamente produtivo para UJC. 

Sei que o processo de eleição na UFMG ano passado foi pesado e que o peso pode ter causado um certo recuo dos camaradas diante dessa política. Não se trata aqui de julgar, mas de discutir: existe esse recuo? Como o conjunto da nossa militância da UJC esta vendo a proposta de construir o movimento estudantil através do poder das entidades de base?  Será que ainda não aprendemos direito o que significa essa política? Não seria produtiva para UJC lançar como proposta da chapa mudança de estatuto da UEE e retomar a discussão que aconteceu na estatuinte? (Sem excluir nenhuma das bandeiras já acertadas, é claro). Talvez ainda haja pouca segurança  do conjunto da militância da UJC em Minas em relação a proposta, se assim for, precisamos avançar com esse debate.


Reitor exonerou responsável por Inverno Cultural porque ele assinou um manifesto !

O pró-reitor de extensão, que cuida do Inverno Cultural, que acontecerá daqui há um mês, foi exonerado porque assinou o manifesto "UFSJ Autônoma e Democrática" !?!?! Ou seja, por um motivo político, para não dizer politiqueiro, um evento da importância do Inverno Cultural para a UFSJ e a cidade é comprometido? Onde está a responsabilidade do reitor? Por que um manifesto o desagrada a universidade e a cidade têm que sofrer? Não aguenta serenamente opiniões divergentes?

É esse mesmo aquele que caluniou o Partido Comunista !!! Afirmou, em uma reunião do Conselho Superior, que os comunistas "aparelham" o DCE. Quando em nossa resposta "Ao Sr. Reitor" (publicado nesse blog), lhe ensinamos o que é aparelhamento e o desafiamos a nos desmentir e a mostrar onde nós aparelhamos qualquer coisa, ele fingiu que não leu, não respondeu. Tivemos, até hoje, a bondade de quase só divulgar essa resposta na Internet, mas tenho que certeza de que nos arrependeremos, como sempre na história, de nossa clemência. 

Não é aparelhamento, senhor reitor, quando seus interesses políticos dentro e fora da UFSJ se sobrepõem ao Inverno Cultural?

O uso eleitoreiro da Reitoria da UFSJ e a fraqueza dos estudantes

O reitor da UFSJ, o mesmo que acusou o Partido Comunista de controlar o Diretório Central dos Estudantes, por um lado perdeu completamente o pejo de usar a reitoria para sua própria pré-campanha e para a pré-campanha de políticos aliados para as eleições de 2012, e por outro descobriu que a fraqueza do Diretório Central dos Estudantes é a comunicação, de forma que pode até apresentar ao público as conquistas de suas lutas como se fossem dádivas suas e resultado de diálogo com seus próprios militantes, alguns comprados e outros pré-candidatos em 2012. Seguindo o exemplo do reitor, outros pré-candidatos estão usando as notas da Assessoria de Comunicação da UFSJ, que pelo visto virou assessoria de comunicação da pré-campanha do reitor a prefeito ou de São João ou de Barroso, terra dele.

Sabendo que os estudantes já preparavam uma ocupação de reitoria, ele cedeu a diversas reivindicações do movimento, mas não às reivindicações democráticas, somente às econômicas, que ele já podia ter cedido, sem esforço, há anos. Mas como os estudantes organizados no Conselho de Entidades de Base não souberam comunicar aos estudantes que não participam do que estavam fazendo, e o reitor, o PT, e agora pelo visto na Gazeta, também o PSDB, têm sob seu controle descomunal poder de comunicação, está parecendo a todos que um grupinho de estudantes disciplinadinhos se reuniu com o reitor e ele imediatamente cedeu a todas as suas reivindicações. Lembra os métodos de toda ditadura.

Contudo, os pré-candidatos reitoristas são uns inocentes, porque acham que as pessoas são burras. Reitor e seus capachos, vamos contar para vocês outra vez - As pessoas não são burras, elas são desinformadas! É diferente. Quando informadas, as pessoas entendem tudo, pelo visto antes de vocês. Vocês acham mesmo que as pessoas não estão percebendo que vocês estão usando o patrimônio público para auto-promoção? Vocês acham que as pessoas gostam disso?  Tratando-se essas pessoas de estudantes, professores e outros trabalhadores concursados, o que acham que resultará de suas propagandas de auto-promoção? Acham que bandos de estudantes se juntarão a vocês para serem incorporados em suas campanhas no ano que vem?

Fiquei sabendo que o reitor gosta de repetir uma frase de Tancredo Neves que pelo visto ele ainda não entendeu e não conseguiu explicar para os outros pré-candidatos com os quais se juntou - "Universidade não ganha eleição, mas perde!"

Os efeitos de diferentes itens da reforma política para as organizações comunistas brasileiras

Ainda não sabemos quais serão os resultados da reforma política em debate no Congresso, mas existem algumas tendências, propostas pelas quais a esquerda e a direita pressionam há muitos anos. Existe também um nível tal de desmoralização das eleições, sobretudo depois do fenômeno Tiririca, que está quase obrigando à realização de uma reforma novidadeira, que dê fôlego ao sistema político.

O voto deixar de ser obrigatório está em pauta. Seria maravilhoso para todos os comunistas, que obviamente não deixarão de ir votar. É elementar que o voto obrigatório não é politizador, mas sim reforço para o voto despolitizado de várias matizes - clientelismo, deboche, bairrismo, simpatia etc. Porém, dificilmente será derrubado o voto obrigatório.

Os grandes partidos querem criar a chamada cláusula de barreira, ou seja, um limite de votos que qualquer partido teria que ultrapassar para poder de fato participar das eleições. É como pedir experiência para quem vai procurar o primeiro emprego. É na verdade uma tentativa de limitar o jogo político a uns poucos partidos. Seria uma medida que desmoralizaria o sistema político de 1988 ainda mais rápido, pois os grandes partidos, únicos que sobrariam, são exatamente os que já são mais sujos que qualquer chiqueiro, completamente desmoralizados.

Para os comunistas a extinção, mesmo que assim disfarçada, de seus partidos da participação eleitoral seria horrível por esse ponto de vista, mas benéfico na medida em que lhes daria uma bandeira pela qual sabem lutar mesmo no atual estado de infantilidade, e ainda correria do meio deles um monte de parasitas.

Outra forma, mais branda que a cláusula de barreira, para prejudicar os pequenos partidos é o fim das coligações para deputados e vereadores. Nenhum dos diversos partidos comunistas que hoje existem no Brasil fazem sequer um deputado federal sem coligações. O fim das coligações, portanto, coloca todos em crise, os que já participam do jogo eleitoral e os que têm construído seus partidos na perspectiva de participar. As organizações ditas comunistas mas que não vislumbram a participação eleitoral não merecem nem nossa atenção!

Entre os que participam das eleições, o PC do B se especializou em eleger deputados com os votos de legenda do PT, tanto que se tornou dependente, uma corrente externa, desse partido. Agora, se aprovar o fim das coligações, o PT estará, coisa corriqueira, traindo de novo o PC do B. Assisti isso pelos 10 anos que fui do PC do B, e ouvi falar de traições bem anteriores, e fazendo sete anos que deixei esse partido continuo assistindo as seguidas traições. Essa, porém, pode ser a final, posto que o fim das coligações é o PT dizer ao PC do B - ou entra no PT ou se vira !

A realidade do PCR não é diferente. O PCR pretendia seguir o mesmo caminho do PC do B, de participar das eleições coligando-se com outros partidos. Agora está diante do PCR, se for aprovado o fim das coligações, o mesmo dilema - tornar-se corrente de um PT, ou PDT ou seja lá o que for, ou se virar...

Os comunistas todos terão que decidir, se as coligações acabarem, entre abrir mão de existirem eleitoralmente com cara própria, ou aprenderem a se virarem resolvendo seus problemas como adultos. A atitude hoje é infantil, autoritária, ao invés de tentar o acordo se cria uma nova seita, com um novo dono da verdade. O tempo não é para brincar de conspiração, é para resolver todos os assuntos com debates exaustivos, para existirmos.

O voto em lista fechada, para os comunistas, é um sonho, é uma reivindicação antiga da esquerda brasileira, e foi aprovado na comissão que debateu o assunto na Câmara dos Deputados. Simplesmente as eleições seriam como já fazemos, pedindo votos para o Partido, debatendo política, e os demais não poderiam fugir desse debate.

Já a reivindicação do Vice-Presidente Michel Temer, de voto distrital, dificultaria muito a eleição de comunistas para deputados, mas facilitaria para vereadores. É a proposta ideal para a direita, pois beneficia diretamente o poder financeiro, sem precisar criar dificuldades especiais para partidos pequenos, ou seja, com mais legitimidade.

Diante da tendência perceptível pelo voto em lista, o senador Aécio Neves, chefe habilidoso da direita, está propondo um modelo misto, parte dos parlamentares eleitos em lista, parte em distritos. Não vou ficar nem um pouco admirado se for esse o resultado. Teríamos, nesse caso, que examinar os detalhes da lei.

Aprovação do Código do Desmatamento prova que deputados não representam ninguém

A Câmara dos Deputados acaba de dar mais uma prova de que não representa a nação ao aprovar a flexibilização do desmatamento e da devastação ambiental, pois é nítido que o desejo da maioria da nação, como quase sempre, é o oposto - o endurecimento das leis ambientais.

Esse caso nos permite mais uma vez demonstrar como funcionam as "democracias" capitalistas. A opinião ambientalista, hoje majoritária sem sombra de dúvidas, foi atropelada pela chamada "bancada ruralista", que na verdade é uma bancada madeireira. Por que? Porque a grana envolvida na devastação da floresta elege centenas de deputados!

Conclusão óbvia - a mesma dos espanhóis - até para salvar a pele da destruição ambiental precisamos de uma democracia de verdade, sem traço de influência do poder financeiro.

Na Espanha jovens estão pedindo "Democracia verdadeira JÁ"

Nos últimos anos, protestos de massas na Europa têm indicado a desmoralização da "democracia capitalista", mas pela primeira vez o desgosto popular é expresso tão claramente. Os jovens espanhois, e já em alguns outros países próximos, estão afirmando, em praça pública, que a democracia que eles têm, que é bem mais avançada que o que temos aqui, não é real, não é de verdade, é farsa !!! Demorou !

Procurem mais informações diretamente nas páginas deles, que são perfeitamente legíveis para nós, na coluna a sua direita, nas Notícias Internacionais. 

Liberdade de expressão é limitada no Brasil - Polícia reprime manifestação com violência em São Paulo

O argumento de sempre contra o socialismo é a suposta liberdade do capitalismo. Existiria nos países capitalistas por exemplo a liberdade de expressão, que não existiria em países socialistas. Mas pelo segundo ano consecutivo a justiça de vários estados brasileiros, e a tropa de choque, têm desmentido essa propaganda capitalista. Não é caso único, a justiça brasileira, que não é eleita, tem censurado manifestações e livros. As manifestações pela descriminalização da maconha são especialmente combatidas, o que é suspeito, pois os únicos beneficiários da proibição da maconha são os traficantes. Em São Paulo a tropa de choque partiu para cima dos manifestantes, disparando bombas, prendeu seis manifestantes, e teve o igualmente suspeito apoio de grupos de skin heads. 

Os rachas do PCB são tão lunáticos como toda a esquerda independente do país

Estamos vivendo um momento de crise da esquerda dita revolucionária, estando uma parcela atrelada ao partido governista ao ponto de já não ter independência, e outra parcela perdida em devaneios lunáticos, que são normalmente utopismos e infantilidades esquerdistas. Somados esses dois campos, ainda não passam de uma minoria ultra dividida. Primeiro fruto político avançado dos governos petistas, está sendo debatida no Congresso uma reforma eleitoral que pode obrigar os comunistas a criarem juízo e criarem um só forte e independente Partido Comunista, que será obviamente o primeiro que tiver a maturidade de perceber a dimensão da reforma eleitoral.

É verdade que nos partidos ditos revolucionários e independentes do petismo ainda nem se pensa no novo quadro que está prestes a ser criado, mas a série de rachas de que o Partido Comunista está sendo cenário são igualmente lunáticos. Qual o sentido de rachar quando a necessidade é agrupar? Acontece que os tais rachas, com suas cartas bombásticas, provam que estão tão pouco conectados com a realidade quanto criticam nos outros camaradas. Estão preocupados com estratégias sindicais de gueto, com alianças entre grupelhos, com disputas por cargos, com a cara feia de um ou outro "dirigente", com as eternas intrigas, com coisinhas, e não dizem uma palavra sobre a reforma eleitoral, que influencia a vida de todos.

Concordamos, já o dissemos, com diversas críticas expressas nessas diversas cartas de despedida de valorosos camaradas, mas essas verdades não nos convencem a fugir, nem me fazem perder a visão de médio e longo prazo. É hora, camaradas, de nos preocuparmos com coisa muito mais séria que essas picuinhas dos fujões, pois a própria existência de um Partido Comunista depende, a partir da reforma eleitoral em debate no Congresso, de nossa capacidade de lidar com as diferenças que inicialmente teremos que abarcar. Esse comportamento autoritário atual, dos que ficam e dos que saem, é o oposto do que necessitamos.

Hugo Chavez é acusado de financiar as FARC duas semanas depois de entregar um inocente aos fascistas colombianos

É o preço da covardia e da inabilidade política. O coronel Hugo Chavez só tem coragem militar, politicamente é um banana. Dessa vez, para agradar os vizinhos colombianos, lhes entregou um jornalista, inocente de qualquer crime, que essas horas está sofrendo horrores nos cárceres dessa ditadura fantoche dos EUA. Não se passaram duas semanas e, mais uma vez, o banana está tomando uma lição sobre o que se ganha fazendo carinhos no inimigo - voltaram a surgir as velhas e infelizmente falsas denúncias que a Venezuela financia as FARC. É bem feito, e dada a dificuldade desse coronel em aprender a ficar esperto, é pouco, insuficiente, ainda não fará Hugo Chavez deixar de ser um banana.

A prova da covardia política desse líder revolucionário está na sua história. Tentou uma revolução armada e foi preso. O povo venezuelano foi então para as ruas, e conseguiu soltá-lo, depois foi para as ruas e conseguiu fazê-lo voltar do exílio e ser candidato a presidente. Esse povo o elegeu e mais uma vez foi para as ruas para garantir que seu coronel tomasse posse. Empossado, Hugo Chavez logo sofreu um golpe militar, e quem o salvou desse golpe? O mesmo povo venezuelano que teve que apoiar esse seu líder mais nem sei quantas vezes em plebiscitos, nas ruas etc.

Tem sido assim o tempo todo, o povo fazendo a revolução e Hugo Chavez com medo, errando, vacilando, como se fosse abobalhado. E os trotskistas ainda têm coragem de fazer coro às acusações idiotas dos capitalistas, de que o coronel seria um ditador !?!? Seria o ditador mais lesado que a história humana já viu. Os golpistas que quase o fuzilaram ainda estão soltos e ricos, as TVs que apoiaram o golpe ainda funcionam, Hugo Chavez não tem a necessária firmeza para ser um ditador.

Carta de Exoneração de André Luan Nunes Macedo do PCB e da UJC

Mais um camarada deixa o Partido Comunista soltando uma carta bomba. Esse ano já é o terceiro em Minas Gerais. Nesse caso, não tenho retoques a fazer diretamente ao texto, mas lamento profundamente que ao caminho de fazer o debate junto aos camaradas de todo o estado, esses dissidentes prefiram se retirar. Para onde vão? Vão criar um grupelho? Mais um? Enquanto se deve pensar em uma forma de aglutinar ao redor de uma estratégia, táticas e métodos revolucionários essas dezenas de grupinhos comunistas e anarquistas espalhados por ai, o que se faz é se retirar de um coletivo que na verdade já aglutina dezenas de grupos?

Que outro nome se pode dar para a fuga? Está marcada uma reunião da célula do PCB de São João del-Rei com cinco camaradas da direção estadual do PCB, sendo que um desses também é do Comitê Central, para esse final de semana próximo, dias 14 e 15 de Maio, e o camarada publica sua exoneração dias antes! Ora, por que não disse ou leu suas críticas nessa reunião? Por que sair antes? Parece muito com uma fuga !!!

Eis a carta no blog Autocrítica http://autocritica-ujc.blogspot.com/2011/05/carta-de-exoneracao-do-partido.html .
  

Imprensa "brasileira" "denuncia' até brigas corporais em Cuba !

A cobertura completamente mentirosa que a imprensa "brasileira" faz das guerras de seus patrões gringos já mostra que não há diferenças entre uma TV e um batalhão, ambos são poderes públicos, que devem estar sob controle público. Quando o assunto é Cuba voltamos a assistir absurdos vergonhosos! Nas grandes cidades do Brasil, dos EUA, dos países capitalistas quase todos, a violência é a regra, tanto por parte dos bandidos quanto da polícia, que por aqui anda muito bem armada, mas a imprensa trata isso como normal, fazendo inclusive os apresentadores usarem vozes de normalidade, o que funciona mais do que o conteúdo que é dito. Mas em Cuba, tendo um dos poucos líderes capitalistas morrido em um hospital, a imprensa de Washington, incluindo a "brasileira", já acusa a polícia cubana, que vive desarmada, e faz disso um incidente internacional, e os apresentadores são mandados falar usar vozes de quando se está noticiando um massacre enorme.

É muita falta de argumentos contra Cuba !

Os cubanos são muito é bonzinhos. Mesmo para os poucos mentirosos e traidores eles dão tudo, comida, casa, roupas, educação, esporte, lazer, inclusive para os que não trabalham ! Mas não é de se estranhar que existam em qualquer país pessoas que querem entregar a pátria aos gringos, pois no Brasil essa gente até ganha eleições.... 

Um tempo de debates francos e ilimitados

A crise do campo socialista brasileiro é um fato indiscutível. Uso aqui socialista em oposição a liberal, pois esses são os dois campos em que se divide a esquerda em todo o mundo, um que deseja uma nova sociedade e outro que é capitalista, saibam disso seus integrantes ou não. No Brasil a esquerda que de fato é capitalista está no governo, e embora esteja pagando caro por isso, se considera vitoriosa. O preço dessa "vitória" é a perda de identidade, ou seja, é ter se passado para o lado oposto, não é nem uma vitória de Pirro, é uma rendição. Está, porém, cumprindo um papel histórico importante para nós, embora capitalista, levando esse modo de produção a um desenvolvimento que não supunhamos possível no Brasil.

Já a esquerda socialista, que resiste ao canto de sereia do capitalismo, nem tinha saído da crise em que foi precipitada pela queda da URSS, foi atingida por outra crise proveniente do governo Lula. Está esvaziada, sobretudo eleitoralmente, e ainda assim tão dividida como antes nem se pensou possível. Multiplicaram-se os Partidos Comunistas, Movimento Revolucionários etc., mas isso não é sinônimo de força, mas de total desorganização. Não há unidade de visão de mundo, nem de tática, nem de estratégia, nem de método, nem sobre o significado dos conceitos diversos, mas ainda assim, para os leigos, essas dezenas de grupelhos falam a mesma língua... lunática.

Essa pluralidade é realimentada permanentemente pelo ingresso de pessoas e células decepcionadas com o campo governista, que voltam ao campo socialista, e pelo permanente ingresso de novatos, quase sempre tendentes ao esquerdismo. Qual o único método de homogeneizar uma massa plural ? É o debate! O debate ainda tem o mérito de ser um dos únicos estimulantes para os estudos, por sua vez, único remédio para o esquerdismo.

Tenho lido em cartas de despedida de camaradas que o Partido Comunista é autoritário, que limita o debate, mas isso só é verdade na crença desses camaradas, que realmente deixaram para dar suas opiniões depois irem embora. De fato, o que percebo no Partido Comunista é uma pluralidade de idéias tão grande quanto há em toda a esquerda revolucionária brasileira, tanto em Minas quanto no país todo, tanto quando se trata dos intelectuais, quanto das diversas frentes de luta. Já assisto essa pluralidade há 4 anos, e contribuo, como todos notam, para ela. Isso devia ser motivo de propaganda, mas para alguns camaradas, que têm uma visão muito distorcida de leninismo e de stalinismo, isso é um problema.

Acreditam alguns camaradas na caricatura que os capitalistas fazem de Lênin e Stálin ! Acreditam que o marxismo pode existir sem debates francos e ilimitados. Se tivessem prestado atenção em qualquer das obras de qualquer desses revolucionários teriam notado que são todas partes de debates públicos. Se prestassem atenção na história das Revoluções dos séculos XIX e XX notariam que as estratégias adotadas sempre partiram de amplos e ilimitados debates teóricos.

No caso brasileiro, não somente é o tempo desses debates, visto que eles coincidem com as crises, como é inteligente para qualquer organização que queira se fortalecer abrir-se ao debate. Isso não significa que devemos deixar de ter uma linha, nem que tenhamos que admitir tendências, mas que reconhecemos a enormidade do país e da pluralidade do campo socialista, e que estamos dispostos a construir "conversadamente" um caminho comum.

Temos que fazer portanto o oposto do que têm feito as dezenas de grupelhos ditos comunistas mas que são autoritários como fascistas. Devemos nos comportar à moda bolchevique, com franqueza que chegue à falta de educação, mas sem expulsar as vítimas de nossas verdades. Somente com essa maturidade podemos transformar a atual insanidade coletiva em uma unidade dinâmica.

Carta de desfiliação de Sammer Simam e resposta de Alex Lombello Amaral

Abaixo publicamos na integra a carta de Sammer Siman, anunciando sua saída do PCB, e a resposta de Alex Lombello Amaral, que permanece no Partido Comunista.


CARTA DE DESLIGAMENTO DO PCB

Por Sammer Siman, militante social e economista
São Paulo, 01 de maio de 2011

Venho por meio desta desligar-me do Partido Comunista Brasileiro. Uma decisão que me deixa insatisfeito por um lado, por deixar de estar junto de alguns valorosos camaradas de honestidade revolucionária ímpar, mas que me deixa aliviado por outro, por estar deixando um ambiente permeado por dogmatismos e misticismos.

Minha entrada no PCB, primeiro partido em que me organizei, aconteceu em setembro de 2007, três anos depois do início de minha militância no movimento social. Ali, depois de anos de dedicação ao movimento estudantil, adquiri a clareza que a luta política era mais complexa, sendo a opção partidária a única alternativa pra uma necessária ação coletiva situada na totalidade, uma ação que englobasse atuação nos movimentos sociais, disputa do poder do Estado, denúncia dos limites e contradições capitalistas, estudo das experiências socialistas, estudo do socialismo científico, etc, etc.

Entrei no PCB com uma clareza: Tudo na política (assim como na vida) passa essencialmente pelo método, passa pelo “o que fazer e como fazer”, pois não basta simplesmente convicção do que se quer, não basta boa vontade. Assim, desde o início tive um foco: refletir o método de se fazer política.

Minha experiência vinha da prática do DCE UFSJ, que partia de um diagnóstico muito claro: O movimento estudantil estava falido, e o grande responsável por isso eram os partidos que o mantinha aparelhado, eternizando um movimento nada representativo, parasitário e negativo inclusive para os próprios partidos de pretensões revolucionárias. Logo, uma condição pra mim era essencial: militar num partido que não aparelhasse o movimento estudantil, que estivesse disposto a rever o método, a práxis.

O raciocínio foi direto: nada melhor do que um partido comunista para fazer autocrítica, pois se nós comunistas não fizéssemos quem mais faria?

Por quase quatro anos militei no PCB com este foco, tendo esta questão como central (e não única). Convencer camaradas da necessidade de revermos o método. Alertar pra compreensão básica de que só avançaremos com espaços democráticos, pois a prática do poder na base é essencial para termos um Estado hegemonizado pela classe trabalhadora no futuro. Ter um movimento estudantil que pratique uma democracia de fato é condição necessária (mas não suficiente, porque os estudantes são só uma parte da sociedade) pra uma democracia de fato na sociedade como um todo.

No entanto, ao invés de deparar-me com um partido “arejado”, deparei com muitos camaradas repletos de dogmas, carregando práticas autoritárias, entendendo o ser comunista como sinônimo de uma figura iluminada, detentora das verdades do mundo e bastião duma tão falada revolução. Camaradas que acham que revolução é um joguinho de vídeo-game, com fases pré-definidas e mecanizadas.

Camaradas que acreditam sinceramente que revolução é sinônimo de uma quartelada, que acreditam que a coragem pra apertar um gatilho é suficiente pra colocarem-se na posição de revolucionários (em anexo mando um artigo do camarada Alex Lombello que segue no PCB, que trata de algumas infantilidades dos comunistas).

Ora, tais reflexões podem me fazer parecer detentor de verdades. Não as tenho, mas tenho humildade pra reconhecer que pouco ou nada estamos construindo pra formação de uma massa crítica que seja capaz de se autodeterminar.

O PCB hoje não consegue dialogar com seu povo. Quer falar de socialismo como conceito pra uma massa inculta, que não sabe a diferença entre capitalismo e socialismo. Utiliza-se de uma linguagem militante pro povo, defendendo coisas como “o Brasil só muda com uma revolução socialista” ou então “da necessidade de conformarmos um bloco histórico do proletariado”, enquanto deveria priorizar a inserção nos movimentos de base pra ajudar na sua reorganização, contribuir pra elevar sua massa crítica, ajudando a sintonizar as contradições quotidianas na totalidade.

É como disse Anita Prestes numa oportunidade em Cuba: O PCB está repleto de intelectuais brilhantes, formulando idéias brilhantes que não dialogam com as correlações de forças sociais que estão dadas.

O triunfo soviético aconteceu sob a bandeira “pão, paz e terra”. O cubano sob bandeiras como “abaixo a ditadura de Batista, pela reforma agrária, pelo fim do analfabetismo”. A Venezuela está criando bases pro socialismo resgatando uma identidade nacional, buscando por soberania por meio do combate das mazelas e da ignorância de seu povo. E só avançaremos no Brasil lutando por sua soberania, contribuindo pro nosso povo se autodeterminar. Ademais, todos estes processos vieram de lutas de décadas ou mesmo secular, não tendo nada sido construído "do dia pra noite".

Aqui estou novamente falando de método, pois sou internacionalista, enxergo o mundo pela ótica da luta de classes e não por meras fronteiras geográficas. No entanto, lutar por soberania nacional é condição básica pra construção de um Brasil socialista. O partidão hoje atribui o nacionalismo pra burguesia, como se esta tivesse algum compromisso com nosso povo. Assim, o partido perde um foco elementar, que é o caminho que temos pra construir outra sociedade utilizando-nos de nossa identidade nacional. É na esteira desta luta que nosso povo terá condições de assimilar conhecimento pra se reorganizar enquanto sociedade.

O PCB também comete outro erro básico. Nega a complexidade da luta política, tentando definir toda correlação de forças por meio de uma sopa de letrinhas, como se o Brasil tivesse homogeneidade partidária. Pude trabalhar num município chamado Açucena (MG), uma cidade de 11 mil habitantes. Ora, o que se vê num lugar como este muitas vezes é, um PSDB ou um DEM mais progressista que um PSB, ou um PT mais de direita do que um PMDB, e por aí vai...Ora, quantas “Açucenas” existem no Brasil?

Novamente aqui estou tratando de método. A maneira de se posicionar num determinado espaço pela compreensão da contradição fundamental da política, o que não se caracteriza muitas vezes pela composição do partido X ou Y. Assim, volta e meia o PCB comete atrocidades como a destituição do comitê da Paraíba porque este apoiou João Maranhão no segundo turno de 2010, uma figura nada revolucionária, mas que era menos pior do que o tucano rival. Ou como ocorrido no Maranhão, de não ter aliado com o PC do B, porque o PC do B é inimigo em função das divergências históricas e da macro-política.

E nestas idas e vindas o PCB segue numa política puritana e sem assumir nenhum compromisso com o povo paraibano, maranhense, com o povo brasileiro.

Estes equívocos têm relação com um problema básico: concepção partidária. No meu entendimento, um partido tem que ser tido como um organismo vivo, capaz de interagir com o povo, mostrando alguns caminhos e contradições para este de um lado e aprendendo e se renovando com este mesmo povo de outro.

Logo, deve partir do pressuposto que não temos respostas pra tudo. Não temos uma visão holística e consensuada da história, não temos todas as respostas prontas pro futuro, até porque isso é a negação da dialética, elemento fundamental que garante a atualidade do marxismo. Pra mim, partido é um organismo vivo, que nem sempre terá respostas dadas. Um partido que se coloca como baluarte da verdade, que carrega consigo certezas sobre tudo e todos, não é um partido, e sim uma igreja, uma seita missionária que leva adiante respostas prontas.

E isso me deixava desconfortável no PCB. Excessivas certezas sobre tudo, uma maxi simplificação da realidade. Um usual maniqueísmo sobre tudo e todos, sendo ou um governo muito ruim ou um governo muito bom. O fato de chegar numa reunião partidária vendo militantes querendo resolver os problemas da crise mundial ou da Conchinchina sem muitas vezes saber o que fazer num âmbito sindical na sua base.

Ademais, a prática do PCB tem graves elementos conservadores na sua relação partidária interna. Um fulano por vezes vira membro do comitê central ad eterno por suas contribuições históricas no partido, independente de sua capacidade de desempenhar determinadas funções e de representar a base do partido.

Estou com Fidel Castro no modo de lidar com isso. Dizia ele no contexto do I Congresso do PC Cubano em 1975 que alguém não seria dirigente partidário pelo simples fato de ter participado da guerrilha de Sierra Maestra. Condição fundamental pra direção seria ter respaldo da base, representá-la de fato.

Ou seja, mais uma questão de método. Uma ou outra destas críticas que faço aqui não fiz dentro do partido, mas ali vivi o suficiente pra compreender que o grosso da militância partidária está irredutível para rever seus métodos.

Uma de minhas atuações mais contundente no PCB e que mais me motivou a tomar esta decisão aqui anunciada aconteceu no ano de 2010, no contexto das eleições pro DCE UFMG. Ali militei com camaradas de valiosa intenção revolucionária que, enquanto estivemos juntos, encamparam a bandeira de reorganização pela base, ou seja, fizeram uma reflexão do método.

Passado o tempo, eis os mesmos camaradas retomando velhas práticas, assentados sobre os velhos métodos de se fazer política. Ver isso é algo que me tira as energias, pois, afinal, meu compromisso é contribuir na construção de uma sociedade socialista e não com o instrumento que pode aparentar ser mais contundente para tal.

É como disse ao camarada Otávio em Cuba, tenho amor a causa e não ao instrumento. Isso me dá muita tranqüilidade pra tomar essa decisão hoje, sem medo de errar, sabendo do risco de estar cometendo um erro. No entanto, não pecarei pela omissão, sigo meu caminho na decisão que me parece a mais acertada neste momento.

Sou comunista pela simples fato de almejar uma sociedade mais justa, e querer dar a minha pequena contribuição pra isso, sem nenhuma ilusão de que viverei nesta sociedade. Felizmente já passei da fase de auto-afirmação, e darei minha humilde contribuição repercutindo uma práxis comunista, o que poderá acontecer numa organização que não tenha na sua “fachada” a inscrição partido comunista.

Me chama muita atenção os escritos de um jurista do passado que, numa tentativa de distinguir o que é do que se diz que é, contou a seguinte estória:

“Podem os meus ouvintes plantar no seu quintal uma macieira e segurar no seu tronco um papel (ou bandeira) que diga: “Esta árvore é uma figueira”. Bastará esse papel para transformar em figueira o que é macieira? Não, naturalmente. E embora conseguissem que seus criados, vizinhos e conhecidos, por uma razão de solidariedade (ou ignorância), confirmassem a inscrição existente na árvore, a planta continuaria sendo o que realmente era e, quando desses frutos, estes destruiriam a fábula, produzindo maçãs, e não figos.“ Ferdinand Lassare (livro Direito Constitucional Descomplicado – Vicente Paulo)

Vivi esta dicotomia dentro do partido, e agora vivo uma dicotomia inversa fora dele. Deparei-me com diversos militantes do partido que se colocam como comunistas mas, por exemplo, não entendem a centralidade da revogabilidade de mandatos ou mesmo não concordam com ela. De fora, deparo-me com uma série de militantes sociais (muitos deles sem partido) que não se identificam como comunistas (talvez por falta de conhecimento, preconceito, insegurança ou tudo isso junto...), mas que entendem e defendem a revogabilidade com questão central (eis novamente uma bandeira política exemplificativa de método e não mais uma mera proposta).

Buscarei por outra organização. Tenho muita força pra militar, estou num grau de consciência onde é praticamente impossível ficar isolado, sem agir coletivamente. Buscarei estar ao lado de uma militância que se fundamente numa práxis efetivamente transformadora e não esteja limitada ao mero “parecer ser”, que não se contente com a retórica.

Saio do PCB com a clareza de que aprendi muito e de que pude dar algumas contribuições pro partido. Tenho certeza que estarei junto com o partidão em muitos momentos, um partido que é feito por alguns valiosos militantes de, repito, honestidade revolucionária ímpar.

E deixo algo explícito: Este gesto de listar uma série de críticas vem com o propósito de deixar reflexões para o partido, pois creio que o PCB tem muito que refletir. Repito: Não detenho verdades, só entendo como fundamental o MÉTODO, se eu estiver errado que me respondam com argumentos.

Neste momento também peço a amigos e camaradas que ficam no partidão uma posição de “desarme”, que me poupem de teorias da conspiração, como “ele esta querendo ir pro partido tal”, ou “era um agente infiltrado no partido”. Este tipo de coisa também cansei de vivenciar nestes últimos anos, e na maioria delas tenho clareza que não passa de devaneio, pois parte do pressuposto que o partido detém algum tipo de caminho da revolução e de que o partido é o único instrumento capaz de dar respostas revolucionárias.

Não estou iludido de que todos compreenderão meus motivos, mas espero respeito a esta decisão, pelo menos daqueles camaradas que conhecem minimamente minha práxis militante.

Meus sinceros agradecimentos aos 43 meses de Partidão.

Saudações comunistas!




Sabemos que na esquerda brasileira não é comum que esse tipo de documento seja publicado e debatido publicamente, mas lamentamos muito que os camaradas de outras cidades se comportem com tal medo do debate. Estamos fazendo o oposto, que é o certo em toda conjuntura política que o possibilite, não somente como forma de formação política e estímulo ao debate, mas por democracia.

Gostaria que a carta de desfiliação do camarada Rafael Pimenta também tivesse tido esse destino, e lamento que sem tal acontecimento até hoje muita gente não saiba nem que esse camarada se desfiliou. A Verdade, camaradas, Pravda, era o nome do jornal de Lênin, e Gramsci também não disse a toa que a verdade sempre, sempre, entenderam, sempre é revolucionária!



Resposta de Alex Lombello Amaral:


No início eu pensei que o arquivo em anexo na carta de desfiliação fosse cópia da própria carta. Depois percebi que não, que se trata na verdade de um texto meu, publicado no Expresso Vermelho, no São João del-Puebo e no Estudos Vermelhos, intitulado “Infantilidades dos comunistas brasileiros no século XXI”. Não sei porque o camarada Sammer Siman, comunista sincero, revolucionário mais militante que eu, que não está planejando um caminho carreirista, mas pelo contrário, está dando esse passo errado por ansiedade de trilhar o caminho revolucionário, anexou esse texto à sua carta. Talvez desconhecendo que sua própria atitude é um exemplo clássico de infantilidade esquerdista, com todo respeito, claro, pois tenho acusado quatro quintos do Partido, inclusive a célula de São João del-Rei, de esquerdismo, e sempre com muito respeito.

A pressa, a ansiedade, sempre são ingredientes fortes para empurrarem bons militantes para caminhos esquerdistas, impedindo a persistência necessária a uma estratégia, que logicamente exige longo ou médio prazo. Mas as doenças infantis, dialeticamente, são saudáveis, pois preparam o sistema imunológico. Quase todo comunista passa por uma fase esquerdista. Ai aprende o que já ouviu dos outros camaradas, mas não acreditou.

O camarada encontrará, em todas as organizações que conhecer, problemas que hoje aponta no PCB, como quem foge da própria sombra, em doses diferentes, e na maioria encontrará problemas muito maiores. Como linha mestra de sua formação, seu histórico e sua visão revolucionários, o camarada aponta, corretamente, a luta por uma nova democracia, ou seja, por um novo Estado, destacadamente onde a correlação de forças nos permite esse avanço, que no caso brasileiro são sobretudo as Universidades. Como sabemos, na prática, isso implica em derrotar, em Universidade por Universidade do país, o fetiche das eleições diretas. Sabemos que sem fazer isso só se é revolucionário na vontade, pois esse é o trabalho revolucionário necessário agora, e não qualquer outro. O camarada descobrirá que fora dos Partidos Comunistas não encontrará partido nenhum que aceite nem pensar em enfrentar o senso comum, e que nenhuma outra corrente política sequer imagina que existem diversas possibilidades de democracia, e não somente essa falsa do capitalismo. Não é preciso ir muito a direita, no campo social democrata mesmo (PT, PDT, PSB, PCdoB etc.) o camarada encontrará uma hegemonia da democracia capitalista, com destaque para o PT, que já em 1985 não quis votar em Tancredo no Colégio Eleitoral porque não aceitou que as eleições não fossem diretas. No próprio campo socialista, o camarada descobrirá que os partidos trotskistas por vezes se juntam ao PT no Congresso da UNE para pedir, que atraso, eleições diretas!?!?

Os únicos teóricos que escreveram qualquer teoria que corresponda à prática que hoje desenvolvemos foram os marxistas, com destaque para o último livro de Marx, publicado pela Estudos Vermelhos com o título A Comuna de Paris, um dos últimos de Lênin, O Estado e a Revolução, e Gramsci, com seu relatório sobre O Movimento Turinês dos Conselhos de Fábrica. Para ser mais exato, a única teoria que corresponde à nossa prática é a comunista, e a única prática que corresponde à teoria comunista é a nossa. É claro, a maioria dos pretensos comunistas do país ainda nem imagina isso, mas devemos ter paciência, porque o Brasil, camarada, só veio a ter tipografias, livros e jornais produzidos aqui, no século XIX, e o Manifesto Comunista mesmo só circulou em grande tiragem por aqui na década de 60 do século XX. Quero dizer que a ignorância, inimiga absoluta do marxismo, reina ainda em nosso país. Por isso, em toda organização em que chegar, se conseguir fazer avançar a compreensão da política realmente revolucionária, assistirá rachas, divergências, corpo mole, porque mesmo os militantes que pretendem ser comunistas são de fato formados pela Rede Globo, pelas igrejas, escolas, ou seja, pelo Estado capitalista, e portanto têm uma visão capitalista de democracia. Isso não é uma característica do PCB, é uma característica do Brasil.

Contudo, sejamos razoáveis, em Minas Gerais a Juventude Comunista, ano passado mesmo, foi a única força que defendeu o poder das entidades de base no Conselho de Entidades de Base da UEE e nas eleições do DCE-UFMG. O camarada reclama que a célula da UFMG retomou velhas práticas, mas se isenta de responsabilidades nessa questão, como se não fosse o assistente dessa célula no Comitê Municipal de BH. O camarada se esquece que a defesa do poder das entidades de base é uma novidade, e que a célula comunista da UFMG, pequena e composta somente por estudantes-trabalhadores, ou seja, sem tempo para nada, nunca deixou de estar intimamente dividida sobre esse assunto. Esse trabalho que você achou irritante na UFMG é o mesmo que encontrará em todos os lugares. Aliás, quando te conheci você me deu o mesmo trabalho. Quero ver agora, em outra organização, se você conseguirá metade disso no mesmo tempo.

Entramos juntos no PCB, e embora você considere que faz muito tempo, e até o contou em meses para chegar a algumas dezenas, somos novatos, porque para a história 4 anos não valem nada. Ao contrário do que você pensa, o PCB nos permite muito grande e rara liberdade de expressão e política. Somos calouros, e desde que entramos publicamos notas e jornais, criamos blogs, acusamos a maioria de nossos camaradas de esquerdismo, e afirmamos sem nem pensarmos em usar palavras educadas, que somente nós estamos de fato contribuindo para a revolução, porque somente nós temos coragem de apresentar uma alternativa à democracia capitalista. Em que outra organização você julga que terá essa liberdade? Se encontrar, conte ao mundo, porque embora você ainda não saiba disso, será uma descoberta !!!

Você também acusa o Partido de não falar com seu povo, e é uma verdade, mas podemos dar lição sobre isso? Em São João del-Rei descobrimos o caminho revolucionário no movimento universitário, somente, mas não demos um passo além disso. E nós conseguimos falar com nosso povo? Tivemos oportunidades para isso. Em 2008, fomos nós que escrevemos todo o programa da Frente de Esquerda, e o povo nos entendeu? Em 2010, tivemos um candidato a deputado federal comunista na cidade, e publicamos o que bem entendemos. Conseguimos nos comunicar com o povo? Você já se esqueceu que esse candidato teve mais votos em BH que em São João? E qual organização socialista brasileira consegue dialogar com o povo? Esse problema é do PCB ou da intelectualidade brasileira?

O camarada minimiza a importância do nome Partido Comunista, como se pouca diferença fizesse uma organização se assumir ou não como tal, mas fato é que durante a história os Partidos Comunistas, na maioria das vezes com esse nome, têm sido os únicos defensores coerentes da liberdade, da paz e da verdade ira democracia. As organização que não têm sequer coragem para assumir esse nome, terão coragem para atacar de frente outros mitos burgueses, como as eleições diretas? Aceitarão que a formação de seus quadros seja feita com os livros de Marx e Lênin? Conheço essas organizações indefinidas, elas começam defendendo que não se estude somente Marx e Lênin, mas na verdade elas NUNCA os estudam. No Partido Comunista, podemos reclamar que os camaradas estudam Lênin mas não o compreendem ou não têm coragem de praticar sua política, mas ao menos debatemos tendo como base o nosso teórico. Eu quero ver você defender nossas posições em outra organização, sem a ajuda de Lênin!

Você acha que o PCB nos limita, mas desconhece que fora do Partido Comunista enfrentará uma limitação muito pior, pois o que será sempre perseguido, sempre visto com desconfiança, sempre sabotado, em qualquer outra organização política não-comunista, é o comunismo, incluindo nossos teóricos, ou seja, a coisa que mais precisamos que não seja limitada. E se você acha que o poder das entidades de base não será reconhecido como comunismo pelos nossos adversários, é mesmo muito inocente.

Finalizando por enquanto, concordo que na verdade você continuará militando ao nosso lado, pois sei que continuará revolucionário e que portanto trilharemos o mesmo caminho. A única diferença é que desde essa sua carta voluntarista até que publique uma autocrítica e um pedido de refiliação não terá voz e voto nos fóruns do Partido Comunista.

EUA prepara-se para fugir do Afeganistão

No Afeganistão, os EUA controlam somente suas fortalezas e uma ou outra cidade, e tem tido baixas crescentes. Osama Bin Laden foi criado pelos EUA, com armas treinamento etc., para combater os comunistas. Depois foi a desculpa para invadir o Afeganistão. Agora, supostamente morto, é a desculpa para sair de lá.

Movimento Diretas Já teve somente 2 votos no Campus Santo Antônio

Apesar do apoio do reitor, de um deputado federal e sua assessoria, de diretores da UNE e do partido governante, a opção por eleições diretas para representantes dos estudantes no Conselho Universitário teve somente 2 (dois) votos, sendo que todos os estudantes do Campus Santo Antônio, alguns milhares, podiam votar, e foram convocados por panfletos, recados nos quadros etc. Aconteceu uma Assembléia, onde os defensores das eleições diretas não apareceram, fugindo do debate, uma vez que só têm a dizer as mesmas propagandas da Justiça Eleitoral de sempre. Ao final dessa Assembléia os estudantes votaram em urnas, com voto secreto.

Que uma proposta que tem a seu favor o senso comum, a propaganda da Rede Globo e de toda a grande imprensa, a defesa armada dos EUA e seus satélites, seja assim derrotada é um fator a se levar em conta. Nos Congressos da UNE, uma concentração de lideranças, as eleições diretas são sempre derrotadas, mas nunca de forma tão massacrante. Ou seja, as bases, nesse caso, estão mais avançadas que as lideranças!

Em todo o país existem pessoas que já entenderam que as eleições diretas e os congressos respectivamente de DCEs e das UMES precisam ser substituídos por Conselhos de Entidades de Base, ou seja, de CAs e de Grêmios. Porém, nas Universidades, onde a coisa tem que começar, essas pessoas têm medo de enfrentar o senso comum, têm medo do escuro e do bicho papão! Olhem para São João del-Rei, percam esse medo infantil, organizem núcleos da Sociedade Defensora do Poder às Entidades de Base

Dilma está chamando a crise para o Brasil - Que democracia é essa ?

O governo Dilma está se tornando a traição dentro da traição. O governo Lula já foi, para os militantes que o apoiaram desde 1989, uma tremenda traição, mas o governo Dilma está conseguindo ser uma traição mesmo da linha de governo lulista! Lula confessou o que qualquer comunista entende facilmente, dizendo que foi necessário um operário metalúrgico retirante do nordeste para levar o capitalismo ao seu desenvolvimento ótimo no Brasil. De fato, em seus oito anos, longe de dar qualquer passo em direção ao socialismo, Lula desenvolveu o capitalismo. Porém, enquanto o mundo entrou em crise, o Brasil continuou crescendo, ancorado em exportações para a China e o Mercosul, e estimulado por gastos do governo que a oposição servil aos interesses estadunidenses criticava como irresponsáveis.

A população votou pela continuidade do rumo adotado por Lula, e mesmo entre capitalistas se votou em Dilma com medo de que os tucanos dificultassem as relações econômicas com os concorrentes dos EUA e cortassem gastos públicos. Felizmente, a sinalização de estreitamento de laços com os EUA não significa que o governo Dilma cederá à pressão da extrema direita para prejudicar as relações com a China, a Venezuela, a Bolívia e o Equador. Mas os cortes de verbas e a política recessiva, com a desculpa de conter a inflação, ou seja, pregando cautela, são na verdade um perigo tremendo.

Em um mundo em crise, repito, os investimento públicos têm sido uma salvação, pois compensam os desestímulo reinante na economia global. Se os preços sobem isso significa que é necessário produzir mais, de forma que os preços caiam. Ou seja, a inflação deve ser combatida crescendo, o que a história demonstra que é possível e também o jeito mais fácil. Porém Dilma fez a escolha tucana - limitar o aumento do salário mínimo, limitar os investimento e daí a criação de empregos, gerando talvez até desemprego, de forma a limitar o consumo. Ou seja, ela está escolhendo combater a inflação decrescendo, gerando sofrimento para o povo, colocando em risco várias empresas, colocando assim em risco a própria economia em conjunto, sob a pregação de prudência.

Se o povo quisesse essa política de conter o crescimento econômico, teria votado nos tucanos! Mas cada eleição serve para nos ensinar de novo que o povo não manda em nada, porque nossa democracia é isso ai.

Outra prova do que vale nossa democracia são os votos verdes, que foram muitos para uma campanha relativamente pobre, mas estão sendo completamente desrespeitados com a aprovação de um código florestal que não agrada os ambientalistas, com a construção da hidroelétrica ineficiente de Belo Monte etc.  

Prefeito vetou homenagem a Pedro Chaves Walsh

Amanhã acontecerá a sessão da Câmara em que se tentará derrubar o veto e fazer essa justa homenagem. Somente porque o prefeito é implicado em denúncias feitas pelo senhor Pedro não é motivo para que tal homenagem não aconteça, mas pelo contrário é mais um justo motivo para a homenagem.

Diversos conselheiros ainda não sabem qual foi o próprio voto na reunião do Conselho Universitário do dia 18

Parece piada, mas é só uma tentativa de golpe. Simplesmente, os próprios conselheiros universitários em grande maioria não ouviram o reitor colocar o estatuto que ele quer impor em votação, e como ele afirma que a votação ocorreu, diversos conselheiros têm ido à secretaria perguntar em eles mesmos votaram !!?? Mudar o estatuto de uma Universidade em uma reunião, sem debates, sem ninguém nem saber em que votou, é algo que se for aceito pela justiça desmoraliza nosso sistema educacional. Se for assim, as Universidades não teriam mais regras, seriam propriedade dos reitores, que poderiam, cada um, modificar o estatuto a bel prazer de seu mandato.

O movimento criado pelo reitor para dividir os estudantes, o Diretas Já, composto quase somente de pré-candidatos petistas, diretores da UNE petistas e assessores de certo deputado, está comemorando a tentativa de golpe do reitor como uma vitória. Como se desmascaram! Dizem que são democratas porque ficam repetindo as propagandas do TSE, mas apoiam que um estatuto seja modificado sem debates, sem discussões. Ou seja, o que querem com as eleições diretas? O poder de impor coisas sem debater com as bases?

Na verdade conhecemos seus planos - querem eleições para conselheiro universitário para já as usarem para se lançarem, lançarem seus nomes na cidade. Tentarão vencer, porque ai também usarão os mandatos de conselheiros como vitrine para suas planejadas carreiras eleitoreiras. Depois continuarão usando o Diretas Já para se promoverem e tentarão tomar o DCE como aparelho, usando, como no país todo, eleições diretas. É a estratégia de sempre do parasitismo. Qual sua grande bandeira? As eleições diretas! E qual seu grande aliado? O reitor, ele mesmo uma prova ambulante do que são as eleições diretas!

Reação e Ação

Depois de 6 anos, enfim, levanta-se a bandeira que esperávamos por esse tempo todo, dada sua obviedade e poder demagógico, "Diretas Já" ! É isso que dá não ler Marx! Os caras fazem o favor de provocar nosso riso sendo provas vivas do que o barbudo escreveu no 18 Brumário, há mais de 150 anos, que na história as coisas até se repetem, sim, mas a primeira vez como tragédia e segunda como farsa. No caso brasileiro, a tragédia não foi lá essas coisas, foi mais uma decepção tremenda, de forma que a farsa também não é muito bem representada, só convence alguns diretores e uma parte minoritária dos seus próprios atores.

Que vejam bem todos os que, espalhados pelo país todo, compreendem que um Conselho de entidades de base é a única forma de organizar os movimentos universitário e secundarista de forma a crescerem livres de parasitas, mas têm medo enfrentar o fetiche das eleições diretas, sustentáculo da parasitagem! Foram necessários 6 anos, seis, para que se reunisse a coligação contra as entidades de base, o reitor a frente e alguns pré-candidatos petistas, e levantasse a bandeira das eleições diretas.

Eles trouxeram para São João os seus diretores da UNE, os assessores do deputado federal Reginaldo Lopes, militantes petistas de Santos Dumont, dois ônibus de estudantes de Sete Lagoas, que ainda não têm contato com o DCE e foram levados para barrar a porta da Reitoria, para impedir que os estudantes de São João del-Rei a ocupassem. Todo esse aparato sequer abalou o moral do estudantado, que impediu a votação no Conselho Universitário, e já está com suas assembléias gerais marcadas para decidir como devem ser as suas representações nesse órgão.

A reação retardada, 6 anos, gerou, como sempre, uma ação, e surgiu até uma organização para defender o poder das entidades de base, a Sociedade Defensora do Poder às Entidades de Base.