Nota da União da Juventude Comunista e do Movimento Universidade Popular sobre a eleição do DCE-UFMG de 2011


Superar o paradigma das eleições diretas e construir o poder pelas entidades de base

A União da Juventude Comunista (UJC) e o Movimento Universidade Popular (MUP) vem a público trazer sua contribuição à análise da eleição do DCE da UFMG que aconteceu no mês de novembro de 2011. Antes de prosseguirmos, é importante trazer ao leitor dessa nota uma importante informação: No ano de 2010 a UJC compôs a chapa 03, Todo Poder ao C.A.´s e D.A.´s, que apresentou um avançado programa, questionando a falsa democracia por trás das eleições diretas e debatendo a crise dos métodos pelos quais parte da esquerda vem atuando no movimento estudantil nas últimas décadas. Chamamos os estudantes a discutir modelos mais avançados de organizar um DCE, muito além das capitalistas eleições diretas e das crises de direção. Enfim, em 2010 propomos a discussão uma nova concepção de movimento estudantil (M.E). Politicamente saímos vitoriosos do processo, porém as barreiras impostas pelas eleições diretas (recursos humanos e financeiros) impossibilitaram um debate maior em todos os espaços da universidade.

Com um propósito claro de defesa de uma educação pública, gratuita e de qualidade, por maiores investimentos para a educação pública, por mais democracia na entidade central dos estudantes da UFMG e pela total independência em relação à Reitoria e ao Governo Federal, compomos junto com outras forças politicas e estudantes independentes a Chapa 1*, Há Quem Sambe Diferente. Novamente chamamos a atenção para uma das principais pautas do programa da chapa 03 em 2011: O Conselho de D.A.´s e C.A.´s seria a instância máxima de deliberação do DCE-UFMG.

A chapa 01* foi a única a levar aos estudantes o plebiscito por 10% do PIB para a educação, que se desenvolve nacionalmente. Elevamos o debate na universidade e, de fato, houve uma grande discussão sobre a educação e universidade que temos e a que queremos. Por 149 votos de diferença, perdermos nas urnas, mas vencemos ao trazer um debate qualificado que, acreditamos, tenha grandes chances de conquistar mentes e corações para uma universidade de novo tipo e uma sociedade mais justa e igualitária.

Não poderíamos deixar de citar a forma como foi conduzida a gestão “Voz Ativa”, que teve fez aquilo que o movimento estudantil mais abomina: não oferecer espaços democráticos para a pluralidade de ideias. Pelo contrário, vimos reuniões fechadas, informações imprecisas ou inverdades sobre vários fatos. Soma-se ainda a falta de prestação de contas, e o total desrespeito ao Conselho de DA´s e CA´s, ferindo a soberania e ignorando as deliberações do mesmo.

Aquilo que discutimos em 2010 se concretizou em 2011. O problema do DCE UFMG não se resume a uma simples crise de direção (vide as quatro últimas gestões da entidade, ambas de grupos diferentes), as eleições diretas, o aparelhamento da entidade, ou a autoritária gestão da “Voz Ativa” que semeou o campo para o florescimento de uma chapa como a “ONDA”.

 A ascensão do discurso de direita sob o mito do apartidarismo

A chapa Onda, formada por membros de diferentes matizes ideológicas, mas com um discurso de direita e práticas que fomentam a despolitização dos estudantes, soube explorar muito bem as redes sociais e a alienação de muitos estudantes, conseguiu um vácuo para desmoralizar a já desmoralizada eleição direta. E fez isso da pior forma possível: ao invés de discutir propostas, distribuiu algodão-doce, fez um showmício no bandejão, propôs “sexo grátis” e tudo isso sob um discurso machista e de perseguição às organizações politicas, colocando essas como únicas responsáveis pelos erros no movimento estudantil da UFMG. Que ironia! Na mesma UFMG que nos anos 70 e 80 lutou pela livre organização politica, se viu em 2011 uma caça as organizações politicas e sublevação do apartidarismo.

De fato, muitos dos votos que foram para a chapa Onda, foram votos de protesto (Tiririca?) ao fato de como parte da esquerda está se portando na universidade. Foram também votos de amigos, que não pararam para refletir nem um minuto sobre o que estavam fazendo e a quem estavam servindo. Não acharam nem um pouco estranho que nesse pleito, chamou a atenção o fato de que, diferentemente de outras chapas que nos anos anteriores propagaram o antipartidarismo, o programa da chapa “Onda” ganhou considerável espaço em grandes veículos de comunicação, tais como Veja, Estadão e Estado de Minas. Veículos, digam-se de passagem, notadamente conhecidos por seu enviesamento ideológico.

Nas entrelinhas, o grupo Onda tomou alguns posicionamentos políticos. Primeiro, e talvez o mais grave, foi tentar desvincular os problemas externos da universidade com os problemas daqui. Nesse prisma, a luta pelos 10% do PIB para a educação é uma “utopia”, a greve dos professores é somente dos professores. Como se a UFMG fosse uma cúpula à margem do restante da sociedade, onde somente os estudantes estão aptos a debater os assuntos referentes à UFMG. Nós da União da Juventude Comunista entendemos que o debate sobre educação é central e aberto às contribuições dos movimentos sociais e do restante da sociedade.
  
A União da Juventude Comunista e sua concepção de Universidade
  
Na ótica da União da Juventude Comunista e do Movimento Universidade Popular, a universidade tem um papel central na formação e na produção de conhecimento. Deve, portanto, cumprir um relevante papel social, sendo a essência da universidade um espaço de ampla fluidez de ideias. A formação acadêmica e profissional não deve ser simplesmente para a produção ideológica do regime econômico e político dominante, oferecendo nada além de subsídios ao mercado, mas sim com formação e fomento de agentes transformadores da atual realidade social, contribuindo assim para a emancipação do pensamento humano.

Para tanto, propomos o debate sobre os rumos da universidade, com a perspectiva que ela se torne uma Universidade Popular. Entendemos que é errado que os trabalhadores brasileiros são os que sustentam uma estrutura como essa e que a mesma não consiga, ao menos, dar minimamente os resultados da produção de seu conhecimento de volta. Propomos que a universidade através da pesquisa e extensão consiga trabalhar para o benefício da população em várias áreas: da tecnologia, da educação, da saúde, da agricultura, dentre outras, quebrando a virtual distância entre universidade e sociedade.

Defendemos uma educação pública, gratuita, de qualidade e socialmente referenciada. Se para isso, tivemos que apoiar os professores por melhores salários ou fazer plebiscitos sobre o aumento de verbas para a educação, assim vamos fazer. Notem a semelhança para que consigamos alcançar tais objetivos: primeiro a discussão entre a comunidade acadêmica e setores da sociedade que incluem até os movimentos sociais e por último, lutar incessantemente.
A contribuição da União da Juventude Comunista sobre o debate de democracia para a UFMG e a polêmica sobre a participação dos Partidos Políticos



Nós da União da Juventude Comunista entendemos como fundamental uma reflexão por parte dos estudantes sobre as muitas concepções em torno do termo democracia. E qual democracia nós, comunistas, defendemos para o DCE UFMG?

As entidades de base são eleitas em processos eleitorais bem mais simples, baratos economicamente e com um debate muito rico sobre a realidade dos estudantes. São os verdadeiros representantes dos mesmos, pois estão mais próximos do seu dia a dia e de suas principais reinvindicações.

É evidente que quaisquer reivindicações precisam de espaços abertos a participação. Existem várias propostas, mas a nosso ver, um espaço consagrado do movimento estudantil, onde vários pensamentos, ideologias se encontram é no Conselho de DA´s e CA´sPortanto defendemos a realização de muitos Conselhos de DA´s e CA´s em 2012 e que suas decisões sejam soberanas e imediatamente acatadas pela nova gestão. Entendemos que a chapa ONDA, não representa perfeitamente quase quarenta mil estudantes e os D.As podem contribuir para uma representação mais ampla, enriquecendo o debate sobre os rumos da universidade que queremos.

Durante a campanha a chapa ONDA se reivindicou apartidária e disseminou na comunidade acadêmica o mito de que a raiz dos problemas aqui enfrentados perpassa pelos partidos políticos. Mas para entender melhor este contexto existem duas questões que devem ser discutidas com clareza: a participação de partidos políticos no movimento estudantil e aparelhamento das entidades estudantis.

A União da Juventude Comunista não vê nos partidos políticos, nem os estudantes a eles ligados, a fonte das principais contradições do Movimento Estudantil. Muito pelo contrário, é na pluraridade da expressão de pensamentos e na unidades de setores da esquerda partidária e independentes que várias conquistas foram feitas! Propor a exclusão total dos partidos políticos tentando resolver a crise do movimento estudantil é o mesmo que defende os “apartidários” da revista Veja e do Estado de Minas. Aliás, para defender a ideologia dos partidos políticos não é necessários filiar a eles, é só aceitar o que eles defendem e propagar suas ideologias.

Voltando a gestão Onda, nos dirigimos a mesma contestando a sua tentativa de não se posicionar como, nem de direita, nem de esquerda, mas sim, que será uma gestão que defende os estudantes, como se os “estudantes” fossem um grupo homogêneo de pensamento e de interesses. Defender os estudantes é uma obrigação do DCE, mas neutralidade política só existe na possibilidade de não existir relações políticas. Talvez isso seja possível caso algum ser humano consiga viver sozinho em outro planeta. Como isso não é possível até o momento, respeitaremos o fato de não querer ser rotulados, falando de qual lado vocês estão, logo, ficamos com a célebre frase de Karl Marx que diz: “o critério da verdade é a prática”.

Faremos Oposição Independente e Consciente

A União da Juventude Comunista e o Movimento Universidade Popular fará uma oposição independente em relação a gestão “Onda”, ou seja, temos a liberdade para criticá – los ou elogiá – los quando necessário, admitindo até trabalhos conjuntos para o benefício dos estudantes. Mas nos comprometemos perante toda a comunidade acadêmica a fazer a oposição mais responsável e inteligente possível. Não esperem de nós palavras de ordens vazias, intrigas sem sentidos, manifestações intolerantes, mas atitudes concretas que se manifestarão nas nossas idéias e nas nossas práticas diárias exemplares.

Mas daremos um conselho importante para a próxima gestão. Uma grande virtude da esquerda é trabalhar para descentralizar o poder. Em relação ao DCE, reiteramos e pedimos que a gestão Onda respeite os DA´s e CA´s no Conselho, procure fazer plebiscitos estudantis na universidade e tentar dar voz a pluraridade de pensamentos entre os estudantes. Também pedimos que debates sejam feitos sobre vários temas da atualidade com pessoas de várias óticas de pensamento, com a perspectiva de estimular a politização dos estudantes. Finalizando, solicitamos a realização do Congresso dos Estudantes, vide estatuto do DCE UFMG.





Por fim, ao invés de tentar esfriar os ânimos com um algodão doce, deixamos a mais doce reflexão de um grande poeta e revolucionário alemão:

“Mas quem é 
o partido?
Ele fica sentado
em uma casa com
telefones?
Seus pensamentos
São secretos,
Suas decisões
Desconhecidas?
Quem é ele?

Nós somos ele.
Você, eu, vocês – 
Nós todos.
Ele veste sua roupa,
Camarada, e pensa
Com sua cabeça.
Onde moro é a casa
Dele, e quando você é 
Atacado ele luta.”

Bertolt Brecht

  
União da Juventude Comunista

Movimento Universidade Popular – UFMG

PCB, PSOL, PSTU, Brigadas e Consulta lançam publicação unificada em São João del-Rei

Clique nas páginas para poder ler cada uma delas em página cheia.


Textos:

Essa é a São João que queremos?

Que problemas nos dificultam o acesso ao bem viver e à felicidade em São João del-Rei?
Por que faltam médicos nos hospitais e postos de saúde? Se existe dinheiro para investir no aumento do número de vereadores, por que falta dinheiro para mais médicos e outros profissionais da saúde?
Você aprovaria o monopólio do transporte público que o prefeito concedeu «sozinho» por mais 15 anos? Você concorda que o gerente que monopoliza o transporte público na cidade seja também o presidente da Câmara de Vereadores de São João Del Rei? Porque você acha que o preço da passagem anda tão cara? 
Frente ao desemprego, subemprego, baixos salários, e ao consumo abaixo de nossas reais necessidades, por que os governos municipais (Nivaldistas e Ptucanos) mostraram-se incapazes de propor políticas públicas de desenvolvimento geradoras de trabalho e renda dignas? 
Quantos campos de futebol, quadras e piscinas públicas existem em São João Del Rei? Quantas praças foram invadidas e destruídas com o aval das últimas administrações? Quem manda mesmo no espaço público?
Será porque as administrações pemedebistas, petistas e tucanas, anteriores e atuais adoram fazer obras desnecessárias nas áreas centrais da cidade enquanto as periferias agonizam no esgoto a céu aberto?
Porque foram investidos cerca de dez vezes mais na reforma do aeroporto do município que em casas populares? O que é prioridade para os políticos profissionais?
Por que o serviço de água potável e esgoto, fundamentais para a saúde, higiene pessoal e pública, não serve todas as casas e em muitos locais há falta sistemática de água? Por que um setor vital como o Damae é sucateado nas últimas administrações (PMDB e PSDB-PT) e não vitalizado? Onde estão as estações de tratamento de esgoto da capital brasileira da cultura?
As últimas administrações lembraram que existe o Rio das Mortes, São Sebastião da Vitória, São Miguel do Cajuru, Emboabas, São Gonçalo do Amarante? Se lembraram, porque esses distritos estão tão abandonados aonde falta tudo? Eles não fazem parte de São João Del Rei?
Como uma cidade que tem dezenas de mendigos vivendo em condições sub-humanas nas ruas; transporte público caro e precário; esgotos a céu aberto aonde crianças brincam; uma saúde pública e privada precária aonde pessoas morrem na fila de espera; as ruas sujas habitadas por cavalos, vacas e porcos;  bairros que não raramente sofrem enchentes, ser considerada uma cidade com alto índice de desenvolvimento humano?
Se não é essa São João Del Rei que queremos, então que tipo de democracia é essa em que vivemos aonde os políticos decidem tudo contra a nossa vontade?
Qual é a São João Del Rei que queremos e como nos organizarmos para construí-la de forma mais justa?
A frente São João del-Rei para o Povo Trabalhador (PSOL, PSTU, PCB, BP, CP e autônomos) iniciará 2012 com seminários e grupos de estudos, disposta a construír políticas públicas capazes de responder efetivamente aos problemas populares sãojoanenses, isto é, que busquem a raíz dos problemas para solucioná-los e não maquiá-los, aliviar brevemente ou falsamente os sintomas.

Eleitores Irados

A respeito do projeto de lei que aumenta o número de vereadores em SJDR, contrariando a vontade do povo, perguntamos aos vereadores por que não deixar o próprio povo decidir, em um plebiscito? Sabem que o povo é contra, então porque insistem? Estão ai para representar o povo ou seus próprios interesses e os interesses daqueles que financiaram suas campanhas?

Os dias que vivemos

Dizem que o povo é sábio! É sábio ao saber que neste mundo existem mentirosos, oportunistas, astutos, falsos profetas, mercenários de todo tipo; Além de muita farsa e conchavos! Assim sendo é fundamental que surjam e sejam ditas as grandes verdades!
Existe você, trabalhador em todos os setores, que observa e verifica o crescimento vertiginoso da riqueza, das desigualdades, injustiças, descriminações, da luxúria e da opulência. Em volta disso tudo a exploração do seu trabalho por uma minoria abastada e elitista!
Você constata no seu dia a dia a profunda dificuldade em pagar as contas; bancárias e empréstimos consignados, energia elétrica (Cemig), aluguel, água, transportes, remédios e todos os impostos embutidos.
E você ainda tem que suportar os noticiários das mesmas corporações de sempre das mídias escrita, falada e televisiva que anunciam as mazelas da corrupção local e nacional. Puro Engodo! Na sua maioria são meias verdades, muito marqueting e propaganda pagos por nós a preço de ouro!
O que teria que ser dito é que o sistema está podre em suas crises permanentes e cíclicas que arrastam a maioria esmagadora dos humanos à miséria e barbárie! Nunca a minoria capitalista especulativa ganhou tanto, por isso sustentam e financiam de todas as formas quase todos os políticos e mandatários atuais do aparelho do Estado, através de suas empresas, trustes e transnacionais imperialistas!
Entendam, está tudo armado, viciado, vilipendiado, conspirado contra os reais interesses do povo trabalhador, simples e alienado, de uma realidade mascarada e acobertada por vários agentes e formas!
Ah, já sabemos da trama do que dizem ser democracia, muita grana, promessas e mais promessas elaboradas por especialistas após muita pesquisa!
Chega de delegar aos mesmos e seus comparsas as nossas vidas e demandas! Chega de entregar os nossos destinos a um jogo de regras e cartas marcadas, de 2 em 2 anos ou coisa do tipo.
Assim sendo só nos resta uma saída: Reivindicar, lutar, brigar, denunciar, xingar, desmascarar, manifestar, ocupar como tem ocorrido no plano municipal, estadual, nacional e internacional.
Convenhamos, o sistema vigente está ruindo e continua matando, expoliando e degradando o planeta de forma irreversível!
Cabe-nos detonar esse sistema até seus escombros; organizar a resistência e planejar a real mudança e transformação! Esta é uma exigência atual e tarefa coletiva e de cada um de nós! Ocupemos todos os espaços, ruas e praças, mentes e corações! 

São João del-Rei a favor do aumento para 10% do PIB para a educação pública

Do dia 28 de novembro ao dia 6 de dezembro ocorreu na cidade o plebiscito pelos “10% do PIB para a educação pública, já!”, uma mobilização nacional na defesa da educação. Organizado por diversas entidades (setores universitários, partidos, movimentos sociais, etc.) que tomaram a iniciativa de chamar a atenção do povo brasileiro, o plebiscito pretende pressionar o governo a investir mais na educação PÚBLICA. 
De acordo com estudos, a educação pública básica passa por um processo de sucateamento sendo atrofiada pelo aumento exponencial da rede privada na nossa cidade. Infelizmente, essa é a realidade de todo país, escassez de creches públicas, baixos salários, pouca infraestrutura, pouco comprometimento com a qualidade do ensino por parte dos governos e outros problemas que ocorrem por falta de investimentos.
Hoje o Brasil investe menos de 5% do PIB em Educação, enquanto que só este ano quase metade do Orçamento da União foi destinado ao pagamento de juros e amortizações da divida pública. Ou seja, paga-se uma dívida aos grandes banqueiros e agiotas internacionais que na verdade não existe e que supera 16 vezes o valor destinado a educação. Além disso, está tramitando no Congresso Nacional o novo Plano Nacional da Educação (PNE) que provavelmente vai consolidar em lei no inicio de 2012 os planos de privatização e transferência de dinheiro publico para o ensino privado, mantendo a proposta do PNE anterior de 7% do PIB para educação somente para daqui 20 anos !?  Nós queremos 10% do PIB para a educação PÚBLICA e JÁ para garantir:
- Escolas publicas, gratuitas e de qualidade
- Mais vagas e assistência estudantil nas universidades publicas
- Alimentação e Moradia condizente com o número de alunos
- Melhores condições de ensino 
- Garantir o piso nacional salarial dos professores da educação básica
-1/3 da carga horária dos professores para o planejamento das aulas

A frente de esquerda "SÃO JOÃO PARA O POVO TRABALHADOR"  apoiou esse importante plebiscito que aconteceu em vários pontos da cidade, universidade, escolas, porta de fábricas e ruas.
Para saber mais sobre a campanha e o plebiscito nacional, visite o blog www.dezporcento.blogspot.com.
Assinam esse texto: Rafael Sedov (PSTU) e Petterson Ávila (PSTU)


Governo tucano de Minas promove censura dentro das escolas


Liberdade é uma palavra que vive na boca dos capitalistas, quase sempre como última justificativa para defender o capitalismo. O problema do socialismo seria a falta de liberdade, e por outro lado a existência de liberdade justificaria todas as desgraças do capitalismo. Várias vezes nesse blog tivemos ocasião de desmascarar a "liberdade" capitalista. Agora, é dentro das escolas mineiras que vemos o exemplo - o governo de Minas proibiu o Sind-UTE de afixar nas escolas cartazes com as fotos dos deputados (incluído o tucano que teve a maioria de seus votos em São João del-Rei) que votaram contra os professores, ou seja, votaram por mais alguns meses de greve em 2012, prejudicando mais uma vez os estudantes.

É uma censura duplamente absurda, por si só e pelos fatos que pretende acobertar. Ou seja, para os tucanos os eleitores não têm direito nem de saberem em que votaram seus deputados. Eis ai não só a "liberdade", mas também a "democracia" do regime político que temos.

A "esquerda" parasita, a "esquerda" lunática e a onda "de direita" no movimento universitário

Os porta vozes do capital, meios de desinformação, que não merecem nossa confiança nem quando afirmam que 2 e 2 são 4, afirmam que estudantes de direita, ou seja, liberais, capitalistas, estão vencendo os estudantes de esquerda, ou seja, socialistas de todas as matizes, no movimento universitário. Esse seria o caso da UNB e da UFMG. A direita estaria tomando um reduto histórico da esquerda. E o que fazem nossos "companheiros" parasitas e nossos "camaradas" lunáticos? Acreditam na Veja !!! Os últimos acreditam de verdade, mas os primeiros, os parasitas dilmistas ou que fazem oposição à esquerda, "acreditam" por conveniência.

Comecemos pelos lunáticos. No mundo deles, quando os DCEs estão nas mãos do PCdoB ou do PSTU, estão nas mãos da esquerda. Os caras dizem que são revolucionários, então são mais aliados que os que dizem que não são! Alguns estão dispostos a aceitar que um DCE sob controle do PCdoB está sob controle capitalista, mas acreditam que se o controle for do PSTU, ou do PSOL, ou de militantes de nosso Partido, então estará à esquerda. Deve ser verdade, na Lua!

Já os parasitas não precisavam de nada mais que um inimigo virtual para tentar juntar ao seu redor um monte de lunáticos. O setor abertamente corrompido, base governista, já não se pronuncia muito, e deixa a imprensa capitalista dominar entre seus militantes. O setor "de luta", que faz oposição de esquerda ao governo Dilma, mas na base parasita entidades estudantis e sindicais, reforça a avaliação da imprensa capitalista, de que a direita está ganhando terreno. Somente colocam a culpa disso na "esquerda" governista, segundo a velha fórmula trotskista da "crise de direção". Finge desconhecer que sua própria prática, aparelhando DCEs e Sindicatos, tem o mesmo papel nocivo do aparelhismo dos governistas.

Infelizmente, quase não há no Brasil uma esquerda sensata. Aqueles que aceitam a realidade, que a estudam, estão quase todos no campo parasita, carreirista, quadrilheiro, corrupto. Basta dizer que em uma análise detalhada, e isso nesse momento, porque as coisas podem mudar muito rápido no movimento universitário, a Aliança pela Liberdade que venceu na UNB, e a Onda que venceu na UFMG, não têm nada haver uma com a outra. Todas as duas fizeram a denúncia do parasitismo de alguns partidos sobre os DCEs, mas isso é natural, a não ser para os próprios parasitas e para idiotas. Contudo, o projeto da Aliança pela Liberdade é entregar o DCE nas mãos dos estudantes, via poder das entidades de base, os Centros Acadêmicos, enquanto o projeto da Onda é fazer uma gestão. Ou seja, na UNB vai rolar, já está rolando, um debate rico, importante, o mais central da atualidade, e o DCE pode ressuscitar, enquanto na UFMG vai continuar não rolando nada, como nos últimos anos.

Os conceitos de esquerda e direita nasceram durante a Revolução Francesa, quando os monarquistas se ajuntavam à direita, e os republicanos à esquerda. Ou seja, originalmente, direita é quem defende a manutenção de um regime político ultrapassado, e esquerda é quem defende um regime político mais democrático. Então, na UNB, o que há de mais a esquerda nos últimos anos é a Aliança pela Liberdade, e todos os agrupamentos que defendem as eleições diretas, o regime político fracassado, mesmo que suas bandeiras sejam vermelhas e mesmo que levem a foice e o martelo, são a direita.

O problema dos Sindicatos e dos DCEs não são os partidos que os parasitam, e isso será provado mais uma vez (acontece de dois em dois, três em três anos, cada hora em uma universidade) na UFMG. O problema é o regime político com o qual se organizam ! Não mandamos nada em nosso país, apesar das eleições diretas. Não mandamos nada em nossos estados, nem em nossas cidades, apesar das eleições diretas. Por que os estudantes e trabalhadores conseguiriam mandar alguma coisa nos DCEs e Sindicatos com eleições diretas? Essa forma de participação popular é um engodo, e não é culpa dos eleitores, porque não vale nada em país nenhum do mundo !!! Em todo lugar, a forma capitalista de democracia resulta no poder dos ladrões, mesmo entre os povos mais bem educados do mundo.

Certamente existem estudantes bem intencionados na Onda, mas se só conseguem pensar em fazer uma boa gestão, então terão uma decepção muito grande, durante pelos problemas de sempre e depois se trabalharem muito quando virem seu trabalho sendo desfeito pelas gestões ruins que sempre acontecem. Será decepcionante sobretudo perceberem que não conseguirão ser muito diferentes das recentes gestões do PCR, do PSTU e da UJS, assim como para o estudantado isso tudo foi a mesmo coisa - nada.

Ou seja, o único recuo que aconteceu na UFMG é que no ano passado existiu uma chapa defendendo o poder dos Centros Acadêmicos sobre o DCE, e esse ano isso não rolou. Na UNB, por outro lado, está acontecendo um avanço que pode ser a ressurreição daquele movimento.

O capitalismo está com fome de guerra - a estratégia imperialista para a revolução árabe

O artigo cujo link está logo abaixo, publicado no Diário da Liberdade, da Galiza, em sua conclusão chega a uma verdade lastimável, que a revolução árabe, a partir de uma guerra na Síria, pode se transformar de uma grande guerra envolvendo toda a região e países distantes, e é exatamente disso que a economia capitalista precisa.

http://www.diarioliberdade.org/index.php?option=com_content&view=article&id=22192:siria-nas-barricadas-da-luta-anti-imperialista&catid=317:contra-ataque&Itemid=21

O artigo tem informações muito mais corretas sobre a situação que o artigo que escrevi há alguns dias sobre a Síria. Sobre a relação entre o capitalismo e a guerra, já era compreendida por Marx. O capitalismo de vez em quando precisa destruir grande quantidade de forças produtivas, para reconstruí-las. Sem fazer isso a economia capitalista mergulha em uma profunda crise de super-produção.

A estratégia capitalista, infelizmente, é possível. Se uma guerra pode ser transformada em revolução, uma revolução pode ser transformada em guerra.

A Síria já vive uma guerra civil que pode se alastrar


Defensores e oponentes do regime sírio reivindicam a paz, os primeiros em chocante inocência, os últimos em flagrante hipocrisia, porque o único nome que se pode dar para o que acontece hoje na Síria é guerra civil. Fora de dúvidas, o que explica a guerra civil tanto na Líbia quanto na Síria é a atuação criminosa dos EUA, de seus aliados menores a Europa ocidental, da Turquia, de monarquias árabes completamente submissas aos gringos e de Israel, que estimulam, sobretudo grupos radicais islâmicos a pegarem em armas. Nos diversos países árabes em que os governos são fantoches dos EUA, a revolução que já entrou na história como Primavera Árabe está acontecendo de forma bem mais pacífica, pois ninguém fornece armas aos manifestantes nem lhes estimula a praticar atos de guerra.

O quadro na Síria, porém, é mais complicado que na Líbia em diversos sentidos. Em primeiro lugar, a ditadura de Asad é mais hábil que a de Kadafi, como se nota até pela imagem apresentada por cada uma delas. Kadafi, desde que passou a se curvar, privatizou empresas, abriu a Líbia ao capital estrangeiro, fez diversas concessões, perdeu apoio interno e externo no mundo árabe. Até mesmo grupos palestinos apoiaram os rebeldes contra Kadafi. Asad, por outro lado, é um sustentáculo do Líbano e de grupos palestinos contra Israel. Kadafi não tinha o apoio do Irã, potência do Islã, mas Asad o tem. Ou seja, o apoio árabe de Asad é maior que o de Kadafi.

É verdade que sem o apoio dos bombardeios da OTAN (leia-se EUA, Inglaterra, França e Itália) os rebeldes não teriam derrotado Kadafi, mas no caso sírio, mesmo que a OTAN ou outra força bombardeasse o país, é possível que não mudassem a correlação de forças a favor dos rebeldes.

A situação geográfica da Síria diminui as chances de uma guerra rápida como a da Líbia. Esta última tem suas grandes cidades todas no litoral do mar Mediterrâneo, dominado pelos navios de guerra da OTAN. A Síria se espalha bem no centro do pedaço mais conflituoso do Oriente Médio, em uma região bem mais urbanizada, com caminhos bem mais complexos. Os rebeldes sírios têm dificuldades de se concentrar, enquanto o exército tem dificuldades de encontrá-los.

O prolongamento da guerra civil na Síria, que parece ser o objetivo dos EUA e seus capachos, é a coisa mais perigosa que pode acontecer. Israel se sentirá mais forte para agredir os palestinos, o Líbano, a própria Síria e talvez um governo egípcio desfavorável a Tel Aviv. Todas essas prováveis vítimas de Israel, sentindo medo, se tornarão perigosas. O próprio governo sírio pode pensar na guerra externa como forma de abafar a guerra civil reunificando o povo. Monarquias árabes abaladas pela Primavera podem pensar o mesmo. No caso sírio, possíveis alvos seriam Israel e a Turquia, que tem dado armas aos rebeldes e denunciado a ditadura de Asad, interessada que está em se firmar como potência na região. A queda da Síria também poderia apressar um ataque ao Irã, que assim perderia um aliado importante. Deve-se levar em conta que todas essas possibilidades acarretam a possibilidade inversa, ou seja, que o alvo provável de um ataque resolva atacar primeiro.

Não se pode esquecer que essa guerra civil se desenrola em meio a um mundo em revolução, o que acarreta mudanças rápidas no cenário. Ninguém sabe ainda qual papel terão os diversos governos que surgirão da Primavera Árabe. O que serão a Tunísia, a Líbia, o Yemem, o Egito? Nas eleições têm vencido os partidos islâmicos, trazendo a tona o fantasma da Argélia. A Argélia está passando sem muitos abalos pela Primavera Árabe porque já viveu sua própria primavera, e apesar de também não ser do agrado dos EUA, na Argélia não se pode estimular uma guerra civil porque a Argélia já viveu sua guerra civil, mais parecida com a síria que com a líbia, no estilo das guerras sujas, e pode-se dizer que até hoje vive o clima político de uma guerra civil, entre radicais islâmicos e militares laicos. Ou seja, a Argélia está vacinada, tragicamente vacinada. As revoluções, ao derrubarem regimes políticos, colocam todas as forças de uma nação em luta umas com as outras, em disputa pelo espaço deixado pelo regime derrubado. No mundo árabe, do qual a Argélia faz parte, existe uma forte tendência política que levanta Al Corão como fundamento de suas propostas políticas. Existe em contra-partida uma tendência que deseja seguir o exemplo do mundo cristão e criar estados laicos. A Primavera Árabe pode colocar essas duas forças em choque frontal em diversos países, sobretudo quando isso é estimulado, como o foi na Líbia e na Síria.

Ao contrário do que parece, o radicalismo religioso é estimulado pelos EUA, por Israel e outros interessados em dominar o mundo árabe. Quando agridem os árabes, os estadunidenses e seus capachos estimulam os árabes a se apegarem a suas tradições, a se lembrarem de seu poder passado, e isso leva direto às páginas de Al Corão. Na Líbia e na Síria, assim como no Afeganistão contra o comunistas, os EUA armaram grupos radicais islâmicos. Diante da impossibilidade de abafar a revolução, uma saída possível para os dominadores dos povos árabes é estimular exatamente os partidos islâmicos, na esperança de levar a revolução ao fracasso.

A Primavera Árabe ainda está se desenrolando, e nos próximos meses muita coisa acontecerá nas terras do Islã.

PS: A Rússia, também aliada da Síria, e da qual indesculpavelmente me esqueci no artigo acima, concentrado que fiquei no árabes e outros muçulmanos, acaba de atuar como fator que pode gerar a paz, presenteando Damasco com mísseis (foto acima), radares e outros equipamentos avançados de defesa aérea. Está assim neutralizada toda a aviação da OTAN, que só se "arrisca" contra alvos indefesos. Já os russos, sempre amigos dos amigos, ao contrário dos EUA que enforcam seus ex-aliados, movem tropas para o sul. Visa pacem para bellum...


Nota: Os camaradas de meu Partido me fizeram ver que uma frase desse artigo pode gerar confusão. No segundo parágrafo, falei de "apoio árabe". Não me referi aos governo árabes, quase todos monarquias fantoches dos EUA. Quis dizer que em todo país árabe, inclusive na Síria, existem grupos que apoiam os palestinos, os libaneses e o Irã (apesar dos iranianos não serem árabes), e que portanto tendem a apoiar o regime sírio, enquanto Kadafi não contava com essa mesma rede de apoios.

Governador tucano ensina professores estaduais a lutar

O Palácio da Liberdade está usando o Ministério Público para tentar impedir as divulgações do Sind-UTE, com destaque para as notas na TV. Na verdade essa é a primeira vitória do Sind-UTE em muitos anos, pois é a primeira vez que consegue incomodar o patrão da professorada. Existe um ditado popular segundo o qual cada um sabe onde dói o próprio calo. Meses com os estudantes sem aulas, a deserção de professores, o pior salário do país para professores, não são fatos que abalam um governo, pois com propaganda os governos jogam a culpa da greve sobre os professores, e jogam a culpa dos salários baixos em uma suposta falta de dinheiro, quando a questão verdadeira é como se distribui o dinheiro.

Esses mesmos tucanos que questionam os gastos do Sind-UTE com suas divulgações, aliás insuficientes, gastaram em oito anos um Bilhão e trezentos Milhões de reais de dinheiro público com sua própria publicidade, revelando mais uma vez a centralidade da comunicação na luta política. Três meses de greve só arrancaram do governo promessas de pagar melhor no ano que vem, palavras de quem não tem palavra, mas algumas inserções na TV das quais sequer tive notícia fazem esse mesmo governo se descabelar e tocar em um assunto do qual devia correr - gastos com publicidade ! Ou seja, o cala-a-boca na grande imprensa "mineira" e "brasileira", além do financiamento de centenas de órgãos de publicidade tucanos mal disfarçados como imparciais.

O governo mineiro continua (Novembro de 2011) pagando aos seus professores seiscentos reais e uns trocados, mas se esses professores soubessem lutar no campo político, se cada grupo de professores indignados de cada escola fossem distribuidores de jornais do Sind-UTE para a comunidade, e não somente público alvo das publicações do Sind-UTE, sem necessidade de greve nenhuma o governo pagaria mais e mais até aquietar os professores.

Mais um motivo para se extinguir o Senado

O Senado revogou, há dias, a lei que anexaria uma impressora às urnas eletrônicas, imprimindo os votos, como documentação para conferência, que hoje está extinta. Trata-se de uma atitude suspeita, pois as urnas eletrônicas têm sido desmascaradas em diversos países, o que é sempre abafado pela imprensa "brasileira". Se nem os bancos e as financeiras, que investem fortunas em segurança, conseguem deixar de ser vítimas de fraudes em seus caixas e computadores, só mesmo a propaganda pode fazer pessoas sensatas acreditarem que as urnas são a prova de fraudes. Trata-se do contrário, as fraudes eletrônicas, depois de apagados os programas, são quase a prova de serem descobertas. Se não há fraude, por que há defensores de que não se imprima os votos?

O Senado, dessa como de outras vezes, prova que é uma instituição criada para conservar o atraso, para impedir avanços. Só precisamos de uma casa legislativa nacional.

"Queremos voltar à URSS", dizem os russos



Selecione as legendas em espanhol ou francês.

No Brasil, que classe(s) compõem a foice de nosso símbolo ?

É chegado o momento de iniciar entre os comunistas um debate que não pode ser rápido, que necessariamente se arrastará e não chegará a ser consenso entre as organizações revolucionárias. Todos sabem que a foice (na verdade é um cutelo) e o martelo do símbolo comunista representam os camponeses e os operários, ou seja, a aliança de classes que permitiu a revolução soviética. Esse símbolo foi adotado pela maioria dos Partidos Comunistas do mundo porque representava em todos eles uma estratégia indispensável, forjar essa mesma aliança, ou seja, juntar a maioria do povo.

Hoje, no Brasil, os camponeses são somente 3% da força de trabalho, segundo o próprio MST. Existem trabalhadores rurais em diversas outras situações que não são camponesas, porque já aconteceu por aqui o previsto por Marx para o campesinato, ou seja, sua extinção gradual, sua migração em massa para as cidades, sua proletarização no campo mesmo, enquanto uns poucos se transformam em pequenos, médios ou grandes fazendeiros. Mas somando toda essa população rural, ainda não temos nem sombra da massa que foi campesinato com o qual os bolcheviques se uniram na Rússia e entre os quais os comunistas propagaram a revolução na China, no Vietnã e na Coréia. Ademais, boa parte dos pequenos fazendeiros, certamente a maioria esmagadora, longe de pensar em se aliar aos trabalhadores da cidade, os teme porque acha que o comunismo significaria que seriam tomadas suas terras.

O proletariado, por mais amplo que o consideremos, incluindo em sua fileiras todos os funcionários públicos e ainda a maioria das categorias de autônomos, ainda não chega, sozinho, a ser a maioria da nação. Portanto, somente a expulsão dos parasitas das fábricas não daria aos trabalhadores força suficiente para dirigir a nação sem fazer alianças.

A burguesia é cada dia uma minoria mais isolada e desmoralizada.

Então onde está o pendão da balança? O que sustenta o capitalismo? Que força se mantêm atrelada à burguesia a ponto de a manter no poder? E mais ainda, partidos de que base social conseguem enfraquecer os trabalhadores parasitando seus movimentos? Não é difícil notar que o que falta é a massa disforme, e no Brasil numerosíssima, chamada de pequena-burguesia, um povo que muitas vezes tem medo de comunistas, mas de entre os quais saem milhares de nossos melhores militantes.

É necessário começar a pensar e testar programas em que fique claro para essa massa que ela não será vítima de uma revolução, mas que compartilhará de seus benefícios.

Sobre os choques entre estudantes e policiais na USP

Com a Constituição de 1988, da qual não somos fãs, só sobrou um motivo direto de choque entre a polícia e os universitários de todo o país - a proibição da maconha !

É verdade que os universitários se chocam com a polícia quando a polícia é mandada para bater em trabalhadores grevistas e em manifestantes, mas isso é diferente, não é um motivo direto de uma rivalidade exagerada. Exagerada - alguns policiais durante seus estudos escondem que são policiais e os estudantes dizem abertamente que não gostam de policiais. Se a rivalidade fosse somente resultante da repressão política, há muito tempo os estudantes só não gostariam da tropa de choque, não de toda a polícia.

Se não soubéssemos que a única forma de a maconha dar dinheiro é sendo proibida, poderíamos acreditar que essa proibição resultante de um fanatismo religioso e de preconceitos racistas só é mantida para alimentar a rivalidade entre os intelectuais e as tropas.

Três outros comentários são indispensáveis:

1 - Não é possível que um campus do tamanho da USP não seja policiada, e uma polícia universitária, sem poder de abrir fogo (que a PM não tem por lei mas tem de fato), não adiantaria nada na situação social brasileira. Sabemos que os campus gigantescos sem polícia viram alvos de ladrões, assaltantes, sequestradores, estupradores e locais de desova de cadáveres. Na UFMG a polícia passeia pelo campus da Pampulha há muitos anos, e os maconheiros se adaptaram a perder alguns fumódromos ao ar livre. O único conflito se deu por iniciativa da direção da Universidade, quando um fascista qualquer se aproveitou da viagem de um reitor e pediu que a polícia impedisse um filme sobre a maconha.

2 - Por parte dos policiais, levar dois maconheiros para delegacia é algo tipo fazer cera, descansar, fugir do serviço, pois é óbvio que esse tipo de prisão é uma bobagem, e que os maconheiros são soltos logo depois de assinarem uns papéis. Ou seja, é desperdício de dinheiro público, só isso. Portanto, foi muita estupidez da polícia prender esses dois maconheiros e gerar essa confusão. Se a ideia foi gerar o conflito para se impor, o comando dessa polícia precisa ser trocada por completa incapacidade política. Se a prisão foi decidida pelos policiais que a efetuaram, o comando é incompetente da mesma forma, pois devia ter dado instruções para que isso não acontecesse.

3 - A direção da Universidade devia deixar claro ao comando da polícia que os policiais foram chamados para defender os estudantes de criminosos, não para prender maconheiros. Que enquanto uma patrulha está levando um maconheiro para a delegacia, pode estar acontecendo um crime de verdade.

No país que deu ao mundo a palavra "democracia" o povo não pode decidir nada

Democracia é uma palavra de origem grega. É o nome dado ao regime político adotado por Clios, Atenas e dezenas de outras cidades gregas meio milênio antes de Cristo. Nesses regimes políticos os homens livres (escravos, mulheres e estrangeiros estavam fora) decidiam sobre todos os assuntos da cidade em Assembléias e Conselhos, elegiam e depunham seus generais, tesoureiros, diplomatas etc. Seus detratores é que cunharam o nome, que poderíamos traduzir pela expressão "poder do povão", embora literalmente fosse "poder dos povoados", ou poder das zonas políticas que depois das reformas de Clistenes tomaram o nome de "demos".

Esse nome depois foi usado por diversos regimes políticos, praticamente todos completamente diferentes entre si. A Grécia de nossos dias, e mais ainda o resto da União Européia, fazem questão de ressaltar serem democracias. Mais que isso, modelos de democracia! Pois bem, foi somente o primeiro-ministro grego recuar perante seu povo e propor um plebiscito sobre a situação do país e iniciou-se toda uma campanha mundial, em que entraram até as redes de TV "brasileiras", condenando desesperadamente a participação do povo grego nas decisões.

Vão ser cortados salários e benefícios, vão ser dificultadas as aposentadorias, reduzidos os investimentos públicos, sucateados os servições de saúde e a educação, elevados os impostos, e o povo não pode decidir se deseja esse caminho ou outro. Eis ai, mais uma vez, um retrato das "democracias" de nossos dias.

Grã-Bretanha vai deportar Julian Assange

Rompendo com séculos de tradição, a Grã-Bretanha vai deportar um refugiado político. Trata-se de Assange, o Australiano criador do Wikileaks. Existem contra Assange, na Suécia, denúncias montadas por agentes da CIA. Fato é que os EUA não engolem a divulgação de seus segredos sujos sem se vingar, e os países europeus estão reduzidos a colônias de forma que não podem se negar a participar da farsa.

Isso é que é a decadência de um império (aliás, curto e impotente) - criar um mártir só por vingança, pois não há outra utilidade, visto que Assange não pode desfazer o que fez.

ERRATA sobre as eleições do DCE da Universidade de Brasília (UnB)

A chapa Aliança pela Liberdade, vencedora, que propõe o fim das aparelhistas eleições diretas e sua substituição pelo poder dos Centros e Diretórios Acadêmicos, esclareceu em seu blog, http://liberdadeunb.blogspot.com/ , que nenhum de seus membros têm vínculos com partidos políticos, desmentindo as informações repassadas por nós, de que alguns seriam membros da juventude do DEM.

Eles negam, inclusive, terem idéias conservadoras.

Nota-se que não gostam de partidos políticos, mas mesmo assim terão que aturar nosso apoio. Se reclamarem, temos pronta para eles a resposta de Luis Carlos Prestes a Leonel Brizola de uma feita em que o PCB apoiou Brizola, e Brizola reclamou! Prestes então respondeu que isso não era da conta de Brizola, pois o Partido Comunista apoia quem bem entende. 

O fim das eleições diretas e o início da democracia

A Universidade de Brasília está começando a viver o mais importante debate político que permeará todo o século XXI, por mais rápidas que as coisas estejam acontecendo. Trata-se da escolha entre tipos de democracia, ou para agradar os leigos, entre a democracia falsa que vivemos e outro tipo em construção. Por ser a única chave para os problemas de nosso mundo, esse debate é muito mais importante que as eleições de 2012, junto com as de 2014 e também mais importante que a crise econômica mundial que promete gerar maremotos políticos. Na UnB esse debate foi colocado no centro das atenções pela vitória de uma chapa de DCE que propõe o fim das eleições diretas para o DCE e sua substituição pelo poder dos Centros e Diretórios Acadêmicos.

Não é difícil constatar que a farsa democrática dos países "ocidentais" e de imitações espalhadas por todo o mundo se baseia em grandes eleições diretas. Também não é difícil perceber que as revoluções vitoriosas são as que se baseiam em outro tipo de democracia, com participação direta, debates sobre as coisas, e não a enganadora escolha de um chefe. Não há nenhuma regra que impeça os estudantes de jogarem no lixo a democracia ultrapassada dos capitalistas e exercerem um novo tipo de democracia, onde todos podem participar diretamente, a exemplo do que já fazem, desde 2004, na Universidade Federal de São João del-Rei.

Todos sabemos que o poder político em nosso país, assim como em quase todo o planeta, é de uma minoria de capitalistas muito ricos (das 400 famílias que controlam metade das riquezas do globo). Mas é óbvio que esse poder tem que se legitimar. É muito difícil manter um poder sem aceitação de uma boa parte da população submetida, de forma que sempre existiram formas de legitimar o poder. Enquanto funcionou, a argumentação foi religiosa, e hoje foi substituída pela argumentação democrática. Os capitalistas governam porque são eleitos políticos venais, jogando nas mãos dos eleitores a culpa de tudo. São as eleições diretas, portanto, a primeira proteção do capitalismo, sua mais forte defesa, assim como foi a mais forte arma para destruição das conquistas dos povos do leste europeu e da URSS.

Não é fácil explicar isso para o povo, nem mesmo para universitários, quando todos os dias as TVs fazem volumosa propaganda das eleições diretas, do poder do voto etc. Contudo, dar esse tipo de má notícia sempre foi o que diferenciou os revolucionários dos parasitas (carreiristas, corruptos e infiltrados). Sem derrubar o mito das eleições diretas como democracia, não é possível derrotar o capitalismo de forma bem derrubada, portanto, contrariando a opinião pública vigente, temos que fazer esse trabalho. Os ratos nunca têm essa coragem, a maioria vai se esquivar diante da crueza dos debates que virão, e uma minoria vai até adotar o discurso capitalista e defender as eleições diretas.

O momento não é para muita diplomacia - é importante denunciar como nunca o aparelhismo e a corrupção que caracterizam o movimento universitário dos últimos 30 anos, dirigido por eleições diretas. Se alguma força envolvida nesses casos de corrupção se levantar para defender as eleições diretas, deve ser imediatamente denunciada, de forma a ficar claro que esse tipo de "democracia" é o reino dos corruptos.

Sobre a acusação de dissolução do DCE, que será lançada pelas quadrilhas aparelhistas, deve ser respondido que o DCE na verdade vive dissolvido, pois reduzido a comitê eleitoral rotativo entre os partidos, e que agora será ressuscitado.

A argumentação de que o número de votantes foi baixo é hipócrita a olhos vistos, pois esse número sempre é inexpressivo, exatamente porque o movimento está desmoralizado, e está desmoralizado porque é parasitado por partidos ditos revolucionários mas que defendem o poder no modelo capitalista e também roubam como capitalistas.

Já está circulando também a acusação de que essa proposta é anti-partidária, despolitizadora etc., à qual se deve responder que são os próprios partidos que fazem uma constante campanha anti-partidária entre os universitários de todo o país, quando promovem suas sujeiras nas eleições e nas contas das entidades estudantis.

Estudantes da UNB votam pelo poder dos CAs e DAs sobre o DCE-UNB

Pela primeira vez os estudantes de uma grande Universidade Federal seguem o exemplo da UFSJ. Nas eleições diretas para o DCE da UNB venceu a chapa que propõe o fim dessas eleições e sua substituição por uma direção cujos membros são eleitos, também em eleições diretas, mas por curso, formando um parlamento, que em São João é conhecido como CEB, o Conselho de Entidades de Base, na UFMG é chamado de Conselho de CAs e na UFJF de CONCADA. Em toda Universidade os Conselhos de CAs são a mola mestra do movimento, mas só na UFSJ e agora, se o estatuto for mesmo reformado, na UNB, eles têm o poder oficial no mesmo movimento. Em cerca de outros 200 DCEs impera a eleição direta, e portanto os partidos e as máfias, a corrupção e a traição.

Em Brasília, os organizadores da chapa que propõe o poder das entidades de base são aliados a uma célula da juventude do DEM (ex-PFL), ou seja, reivindicam serem de direita. Que isso não sirva de desculpa para nenhum camarada defender a democracia capitalista contra o poder das entidades de base. As formas de organização política, as regras do jogo político, sejam quais forem, não são neutras. Essa questão não é adiável, nem contornável, nem menos importante que nenhuma outra, mas é sim a questão central, o poder, como ele se organiza, como acontece, com funciona. Em outras palavras, ser comunista é defender o poder organizado como na Comuna de Paris ou como nos Soviets. Não é possível ser comunista e defender que o poder seja organizado como no Brasil, nos EUA, França, Alemanha e países capitalistas em geral.

Deixemos mais claro. O poder capitalista se legitima nas democracias capitalistas em grandes eleições diretas. Quanto maior a eleição em número de eleitores, maior a influencia do dinheiro, portanto menor a democracia em seu significado literal de poder do povo. Defender as eleições diretas como modelo de democracia é defender o capitalismo. Não afirmar claramente que existem formas reais de democracia é deixar de fazer o que tem que ser feito; É dar tempo e combustível aos fascistas e a outros projetos autoritários; É não contribuir em nada para a revolução; É como se Lênin na Rússia tivesse medo de atacar o Tzar em seus jornais.

Certamente, a célula da UJS na UNB, se ainda existir, ou de Brasília, defenderá as eleições diretas, revelando mais uma vez a capitulação do PC do B ao capitalismo. É essencial que o PCB se pronuncie imediatamente a favor do poder dos CAs e DAs e que denuncie o PCdoB logo que ele fizer o favor de defender o indefensável.

Ainda sobre a degeneração do PC do B

Com o pipocar de denúncias contra o Ministério dos Esportes, começam a surgir análises lunáticas sobre a degeneração do PC do B. Os fatos escandalosos seriam resultado do stalinismo, ou do maoísmo, da conquista do PCdoB pela AP etc. São somente formas como a esquerda cegueta brasileira tenta se defender, pois são como dizer - isso aconteceu com o PC do B porque eles têm tal matriz política-ideológica, que não é a nossa, portanto estamos imunes.

A degeneração do PC do B, como está explicado no artigo abaixo, tem raízes bem materiais, na sua história dos últimos 25 anos. A sua militância juvenil, a UJS, é treinada nas mesmas práticas agora descobertas no Ministério dos Esportes, no exercício do domínio sobre cerca de 200 DCEs, as UEEs e a UNE. Então, treinados nisso há duas décadas, não podiam fazer outra coisa! Eles podem até ter uma formação socialista teórica, mas o que eles sabem fazer mesmo, a prática deles, é essa ai que agora os jornais burgueses denunciam, e é capitalista.

Claro que se entra nesse caminho como se cai em uma armadilha. A influencia nas universidades é a grande fonte de vitalidade do PC do B, então seus militantes se empenham em mantê-la. Manter essa influência, desde o fim da ditadura para cá, se converteu em vencer todos os anos centenas de grandes e caras eleições diretas. De onde então pode vir o dinheiro? Vinha, antes do governo Lula, do próprio movimento, uns DCEs financiando as campanhas eleitorais para outros, assim como Congressos de UEEs e da UNE, e vice-versa, em um círculo de corrupção. Como as eleições e congressos acontecem o tempo todo, a militância acabava reduzida exclusivamente a esse "trabalho", que seria, na cabeça deles, revolucionário, pois corresponderia a uma acumulação de forças !?!?!

Trata-se de uma opção tática predatória, que está longe de ser exclusividade do PC do B.

Vejam só, camaradas, ao que ela leva - Nesses 30 anos o PC do B não conseguiu construir quase nada, e com esse escândalo pode perder mais da metade de tudo o que conseguiu com essa tática.

PC do B - A degeneração desde os DCEs até o Ministério dos Esportes

Não era correto analisar o fracasso de meus antigos camaradas antes que as provas aparecessem, o que aconteceu hoje, quando se descobriu que uma ONG controlada pelo PC do B e presidida pela esposa do ministro dos esportes recebeu verbas do próprio ministério dos esportes. A denúncia do PM que foi filiado ao PC do B e esteve preso por corrupção pode não ter sido ela própria provada, mas abriu investigações que encontraram essa e logo encontrarão outras irregularidades inexplicáveis.

Sim, sei que encontrarão, embora já não seja do PC do B desde 2004 e esteja afastado especificamente desses ex-camaradas hoje enlameados no Ministério dos Esportes desde o século XX, porque assisti parte da degeneração dessa organização e posso calcular por alto a sua trajetória.

O PC do B, com enfase nessa ala do movimento estudantil, que controla o Ministério dos Esportes, se degenerou aparelhando os Diretórios Centrais de Estudantes, as Uniões estaduais e a União Nacional dos Estudantes. Claro que é possível um militante aparelhar uma entidade e não se corromper por isso, mas não é possível fazer isso a vida toda e não se corromper, muito menos para uma organização.

Marx, há 150 anos, já percebia que a prática diária tinha enorme papel na formação das pessoas, pois era essa a sua explicação para o papel que a classe operária então já conquistara na história - os operários eram mais unidos e disciplinados que os demais trabalhadores devido às suas condições de trabalho e vida. Os trabalhadores são disciplinados pelo trabalho diário nas industrias, mais do que por qualquer pregação a favor da disciplina, são unidos e desunidos igualmente pelas condições materiais em que se encontram, mais do que por qualquer sermão.

Hoje, não só o PC do B, mas grande parte da esquerda brasileira, tenta formar revolucionários em uma prática diária de carreiristas e corruptos. Um moleque entra em uma organização dita revolucionária com intenções revolucionárias e recebe a tarefa de "tomar" essa ou aquela entidade, para usá-la como "aparelho" para "tomar" outras entidades, em um círculo infinito. Alega-se que isso é acumular forças!

Onde estão as forças acumuladas pelo PC do B e por todos os outros partidos ditos revolucionários desde que adotaram essa estratégia predatória na década de 80 do século XX ? Elegem sequer um deputado federal sem os votos do PT ? Onde estão os jornais, as revistas e livros, as livrarias ? A imagem ao menos melhorou ? O que melhorou ? Em que as organizações revolucionárias se fortaleceram ? Em que o povo trabalhador se fortaleceu, a não ser com as experiências de fracassos ?

A estratégia de acumular forças pelo parasitismo dos movimentos sociais fracassou, só faltando mesmo para coroar tal fiasco o escândalo envolvendo o PC do B na corrupção do Ministério dos Esportes. Note-se que as acusações que manchavam o PC do B não eram provadas, o aparelhamento da UNE era até então somente um argumento político. A prova de corrupção no Ministério dos Esportes eleva esse argumento a fato publicamente reconhecido. O PC do B está reduzido a uma quadrilha perante a opinião pública.

Mais do autor sobre o assunto: Reflexões sobre 5 anos de política estudantil.

A "Doutrina Obama"


Os meios de comunicação estadunidenses estão comemorando o assassinato de Muamar Kadafi e definindo-o como um sucesso da "Doutrina Obama". A foto acima define bem do que se trata essa "doutrina".

São João del-Rei para o Povo Trabalhador - Reunião

Está marcada para essa Quarta-feira, dia 19 de Outubro, 17 horas, no Sindicato dos Metalúrgicos, próximo à rodoviária nova, uma reunião onde estarão presentes representantes do PSTU, do PSOL, do PCB, da Consulta Popular, das Brigadas Populares, anarquistas, socialistas sem partido etc.

Chegou o momento das pautas práticas, como a definição de um calendário, decisões sobre a sede e sobre publicações.

A reunião é aberta, como sempre.

Sobre os expurgos no PDT e no PTB de São João del-Rei

Quase ninguém sabe, mas dadas as leis eleitorais atuais, e suas regulamentações atuais, estamos na época em que os candidatos de 2012 têm que ser filiados, sob pena de não serem candidatáveis. Eis o contexto do que se deu com o PDT e o PTB. Como a maioria do partidos na maioria das cidades do Brasil, eram Comitês Provisórios, existentes por vontade das respectivas direções estaduais, e estas agora, na época de tomar essas decisões, entregaram suas siglas, bandeiras e números a outros cidadãos.

Quem passar por esses dias meia hora dentro de um cartório assistirá cenas lamentáveis de degradação humana, porque as coligações, jogando o jogo conforme suas regras, precisam lançar o maior número possível de candidatos. Para isso elas apelam para qualquer expediente, para qualquer tipo de candidato, mesmo para os que não sabem nem o que significa a sigla em que se filiam, ou a que usaram nas eleições passadas. Quanto mais candidatos lança uma coligação, é quase certo que terá mais vereadores, pois a eleição de parlamentares, a despeito do que entendem os eleitores, é partidária e proporcional, ou seja, cada coligação tem exatamente a porcentagem de vereadores que tem de votos válidos. Os eleitores, saibam ou não, gostem ou não, votam nas coligações.

As siglas partidárias, então, se tornam de extrema importância, uma vez que a lei impede a participação nas eleições para quem não é filiado e lançado por um partido. Como cada coligação só pode ter de candidatos, no máximo, o número de parlamentares mais 50%, os candidatos mais fortes à prefeitura precisam de mais partidos além daquele em que são filiados, para formarem mais de uma coligação para as eleições de vereadores. Não é a toa, é muito normal vencer as eleições o candidato a prefeito que tem mais candidatos a vereadores na sua base. Os partidos são então disputados a tapa, junto às direções estaduais.

De fato, o único canal de participação ativa na política eleitoral brasileira é o partidário, que está longe, como se nota pelo exemplo do PDT e do PTB de São João del-Rei, de ser democrático ou mesmo aberto. A proposta da rede Globo (ou seja, a proposta oficial dos bandidos que dominam o país) contudo é reduzir ainda mais esse canal de participação, extinguindo partidos e dificultando a vida dos partidos pequenos. Dizem, e basta que digam para que milhões de imbecis repitam, que existem partidos demais ! Ora, se com a quantidade que são já não são suficientes, sendo disputados com todo tipo de baixaria, como será se forem reduzidos?

A proposta capitalista (a da Globo e repetidores), é assustadoramente inábil. Em primeiro lugar, ela coloca para fora do jogo politico oficial a maioria das pessoas, obrigando-as a buscarem outros caminhos. Em segundo, ela só deixaria atuando os grandes partidos, que são exatamente os mais atingidos por dezenas de denúncias de corrupção. Talvez o objetivo seja o futuro estabelecimento de uma ditadura, regime mais ao gosto dos ricos, mas não é um plano inteligente, ajudar a desmoralizar um regime em que se tem hegemonia para tentar estabelecer um regime em que se tem mais poder ainda, parece um tiro no pé.

A nós comunistas cabe assistir e aproveitar ao máximo. Já chega de sermos nós, os maiores inimigos do capitalismo, os principais defensores da democracia capitalista. Nossa democracia é outra, verdadeira, soviética, completamente diferente da sujeira eleitoral.

A Rússia 20 anos depois da dissolução da URSS

A Rússia ocupa hoje o posto de primeiro país do mundo em número de suicídios de pessoas da terceira idade! Não é a toa, são esses russos que hoje estão na terceira idade que deixaram a URSS cair e são portanto corresponsáveis pela seguinte situação - A Rússia ocupa o primeiro posto também em:

- Origem do tráfico escravos;
- Suicídios de crianças e jovens;
- Enfermidades psiquiátricas;
- Crianças abandonadas pelos pais;
- Consumo de álcool e mortes por consumo de álcool;
- Em número de crianças que fumam;

- Em mortes por doenças cardio-vasculares;
- Em acidentes de trânsito;
- Em acidentes aéreos (13 vezes mais que a média);
- Em perda de população !!!


Ocupa o segundo lugar em:

- Número de assassinatos per capita;
- Em número de jornalistas assassinados nos últimos dez anos;
- Em número de pessoas que deixam o país;
- Em quantidade de burocratas;
- Em quantidade de presos per capita (perdendo só para os EUA).

Ocupa o terceiro posto em:

- Pornografia infantil;
- Difusão de seitas religiosas;
- Roubo de veículos;
- Produção de derivados de tabaco.

Em desenvolvimento tecnológico o país que lançou os primeiros satélites e fez avançar a corrida espacial caiu nesses vinte anos para a posição 62.

Em nível do gasto do Estado com os habitantes é o 72.

Em indicadores de saúde da população está na posição 127.

Esperança de vida entre os homens - posição 134.

Direitos e liberdades políticas - 159.

Em resumo, a contra-revolução foi uma tragédia social só comparável à peste negra. Os coitados que se deixaram enganar por ela estão pagando, por essa fraqueza, um preço exagerado, e rápido!

Fonte: http://josafatscomin.blogspot.com/ , cuja fonte foi  http://kprf.ru/crisis/edros/97554.html .

Ascenso de lutas na cidade de São João del-Rei


Por Petterson Ávila Corrêa
 
A cidade de São João Del Rei nos últimos sete meses do ano de 2011 foi palco de uma série de protestos. Foram mais de 10 manifestações ocorridas entre diferentes lugares: nas ruas, na câmara de vereadores, na prefeitura e na universidade. Só de agosto a setembro ocorreram seis manifestações populares promovidos por estudantes, professores, servidores públicos municipais e federais, trabalhadores industriais e outros. Numa cidade extremamente conservadora aonde predomina um forte clientelismo político e uma religiosidade (católica e evangélica) com práticas ainda muito retrógadas do ponto de vista da luta pelos direitos sociais, podemos dizer que as manifestações sucessivas ocorridas na cidade não foram pouca coisa. Além disso, coloca-se outro problema crônico: as principais mídias locais (jornais impressos, rádio e televisão) sempre a serviço de partidos e elites tradicionais da região, cumprem o papel histórico de “invisibilizar” as lutas dos movimentos sociais. 

De um modo geral, as manifestações foram relacionadas às reivindicações por uma democracia mais participativa, respeito às liberdades estudantis na universidade, melhores salários e condições de trabalho nas indústrias, respeito aos animais, melhorias no transporte público e luta por respeito e direitos sexuais. Vamos iniciarmos pelos acontecimentos que ocorreram no inicio do ano.

No inicio do primeiro semestre uma série de segmentos sociais (partidos políticos, associações de bairros, movimentos estudantis, sindicatos e cidadãos sem entidades) passaram por um processo de unidade importante por meio da chamada “Assembleia Popular do Campo das Vertentes” que teve papel fundamental na articulação de segmentos diversos da sociedade sanjoanense para discutir os problemas da cidade (transporte, privatização da água etc.), para fazer questionamentos. Uma delas foi à elaboração de um panfleto intitulado “Até aonde vai essa covardia” distribuído na cidade, protestando contra o monopólio da empresa de transporte público da viação Presidente que teve concessão da prefeitura para prestar serviço por mais 15 anos. Além disso, as reivindicações giraram em torno do péssimo serviço que é prestado, como passagem cara e que não atende a demanda de horário dos estudantes e dos trabalhadores. Infelizmente, por motivos que não cabe tratar aqui, a Assembleia Popular não conseguiu dar prosseguimento ao seu importante papel de unir os movimentos populares da cidade no segundo semestre.
Outro acontecimento que chamou a atenção da sociedade sanjoanense, foi uma série de protestos que aconteceu e vem acontecendo na Câmara de Vereadores. Em março, estourou uma grande polêmica quando um estudante protestou (junto com outros cidadãos ligados a movimentos sociais) contra o autoritarismo do presidente da Câmara (que é gerente do monopólio da viação Presidente) que cerceou o direito de fala de uma vereadora com mandato popular. Em virtude do protesto, uma apoiadora do presidente da câmara descontente com a manifestação do estudante veio a atingir o estudante com algumas bolsadas e até cadeirada. A sessão foi encerrada e virou caso de policia. Tal fato caiu em emissoras nacionais e causou grande repercussão na cidade. Numa outra sessão da câmara sequente, o estudante, ao protestar novamente com outros cidadãos contra o autoritarismo do presidente que não tomou providências quando a agressão física sofrida na reunião da câmara passada foi retirada pela polícia a pedido do presidente da câmara, e o estudante foi processado no Ministério Público Estadual.  Ver vídeo da agressão no:http://www.youtube.com/watch?v=5Hysaqf9RXg e http://www.youtube.com/watch?v=3alpiMsYUVY&feature=related.

Outra polêmica na câmara, que ganhou também grande repercussão na região, foi o fato de uma vereadora que descontente com a negligência do poder executivo quanto à falta de providências aos animais soltos na rua, disse que a solução era fazer uma lei para matar animais que tivessem soltos. Tal questão caiu também em emissoras nacionais e causou grande alarde na cidade. O pronunciamento da vereadora (que a principio foi mais um ato de indignação do que propriamente fazer uma lei para matar animais) despertou a ira da Sociedade Protetora dos Animais do município e de outros cidadãos, que superlotou a câmara de vereadores, inclusive com cachorros, reivindicando melhores tratos para os animais de rua. Tal questão resultou em protestos na rua e na construção de uma audiência pública posteriormente, com o intuito de fazer uma constante cobrança ao poder executivo quanto aos problemas dos animais soltos. Há de registrar ainda, outro acontecimento importante dessa Sociedade Protetora: ela protestou junto com outras entidades para pressionar o executivo (mas sem sucesso), a cumprir a Lei municipal Nº 4.217 de 30 de junho, 2008 que proibi o rodeio na cidade. Ver vídeo dos protestos no:http://www.youtube.com/watch?v=t6uNgKV4Oz4http://www.youtube.com/watch?v=IYNfC40Llho&NR=1 e http://www.youtube.com/watch?v=EURIA0k4e0Y&feature=related.

Outro acontecimento importante na câmara foi à manifestação do movimento LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros), no dia nacional e mundial da luta contra a homofobia, em maio. Protestaram contra o preconceito e cobrou do município e da câmara políticas públicas que realmente atendam os direitos do movimento. Outra manifestação importante desse segmento que ocorre todos os anos na cidade é a Parada Gay das Vertentes, que vem crescendo a cada ano. Ver vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=-L9Sil9dLhU ehttp://www.youtube.com/watch?v=ORfC1l6M75o.

Atualmente (mês de setembro e outubro), a polêmica na câmara diz respeito ao aumento do número de cadeiras no legislativo municipal (de 10 para 13). Muitos cidadãos estão comparecendo na câmara (isso é raro), para protestar (influenciado notadamente pela mídia) contra o projeto que aumenta o número de vereadores. O baixo nível de atuação da maioria dos legisladores atuais tem causado muita indignação da população e de várias entidades sociais.

Outro local que ocorreu protestos importantes no primeiro semestre foi na UFSJ – Universidade Federal de São João Del Rei. Uma mudança de estatuto que prejudica a autonomia do DCE – Diretório Central dos Estudantes – de escolher seus representantes discentes para o CONSU – Conselho Universitário – desencadeou protestos ferrenhos em tal conselho que votou por quase unanimidade a favor do projeto. No dia da votação final da mudança de estatuto, a reitoria colocou muitos guardas na porta do conselho, aonde, por muita pressão do alunado, o reitor foi obrigado a aceitar a entrada dos alunos no conselho. Houve uma série de protestos mais intensos dentro e fora do conselho universitário, quando o presidente do conselho (que é o próprio reitor) colocou o projeto em votação e o aprovou sem consultar os conselheiros, e foi embora rápido para evitar protestos sobre ele. Esse acontecimento ficou conhecido e divulgado com a frase “o reitor é um trator”, pelo fato dele ter atropelado as votações e sair correndo do conselho. 

Acontecimento importante também relacionado à universidade foi o ato público realizado no final de agosto promovidos pelos estudantes, servidores técnicos (que estavam em greve), e professores, a despeito das reivindicações salariais das duas últimas categorias supracitadas. Esse ato também teve apoio do SINDMETAL – Sindicato dos Metalúrgicos de São João Del Rei – que aproveitou o ato também para fazer reivindicações trabalhistas. Os estudantes da universidade também aproveitou o momento para protestar contra o transporte caro e precário do município, e reivindicou da universidade o ônibus intercampi gratuito para os estudantes. Esse ato foi muito importante e inusitado do ponto de vista da unidade entre diferentes setores (estudantes, técnicos, professores e sindicalistas da metalurgia), que chamou a atenção de boa parte da cidade sobre os problemas que estão vivendo. Partes das reivindicações dos técnicos e dos professores foram atendidas pelo governo federal.

Manifestação importante ocorrida em agosto também foi a dos servidores municipais (em greve) que reivindicaram aumento salarial ao prefeito. Essa categoria fizeram alguns protestos no Centro da cidade e na câmara de vereadores, e num desses protestos, chegaram a ocupar a prefeitura por algumas horas para tentar negociar com o executivo. Depois de algumas semanas, tiveram parte dos seus direitos atendidos. 

Outro protesto de cunho municipal importante foi à manifestação dos professores municipais que reivindicou do prefeito eleições diretas para diretores nas escolas do município. O cargo de diretor das escolas do município é ocupado por indicação do prefeito. Os educadores percorreram as ruas do Centro da cidade fazendo fortes criticas ao prefeito que não queria abrir o diálogo para as negociações. Eles foram até a porta da prefeitura e tiraram uma comissão para irem até ao gabinete do prefeito para solicitar uma reunião. Foram atendidos. Posteriormente, depois de muita pressão e ameaças de greve, os educadores municipais conseguiram conquistar parte de suas reivindicações. Ficou acordado que em três escolas o prefeito ainda continuaria a indicar nomes para as escolas, e nas outras teriam eleições diretas.   

No dia 06 de setembro ocorreu outro protesto nas ruas do Centro da cidade. Dessa vez, a manifestação foi de alguns sindicatos da região, coordenado pelo SINDMETAL. Os questionamentos principais que permearam o protesto estavam relacionados a campanhas salariais e a questão da saúde do trabalhador. Tal manifestação, apoiado também por estudantes e técnicos da UFSJ, encerrou-se em frente ao Campus Santo Antônio da UFSJ, em solidariedade a lutas dos técnicos da universidade que estavam em greve. 

No dia 07 de setembro ocorreu como acontece todos os anos, o Grito dos Excluídos que percorreu do bairro Matosinhos ao Centro da cidade. Só que dessa vez, o Grito contou com a participação massiva dos estudantes da UFSJ que fizeram intensos protestos contra o aumento abusivo da passagem de ônibus no município, e manifestaram também a respeito de um acordo entre a reitoria da universidade com a Empresa de Transporte Presidente que não levou em conta as necessidades reais dos estudantes que queriam transporte gratuito e não apenas meio-passe para algumas dezenas de estudantes. Além disso, o protesto teve também, o objetivo de chamar a atenção da reitoria da universidade quanto ao processo de negociação entre uma comissão de estudantes e setores da reitoria que estavam discutindo a aquisição de um ônibus intercampi para a UFSJ. Mas de uma hora para outra, a reitoria fechou um acordo com a empresa de transporte público do município desconsiderando totalmente o que estudantes reivindicavam. Isso foi o estopim para mais uma crise dos estudantes com a reitoria que vem fazendo um longo processo de reivindicação pelo ônibus intercampi. Ver vídeo no: http://www.youtube.com/watch?v=8qCCp3s_edg e http://www.youtube.com/watch?v=FTkNi415cLU

Nesse processo de reivindicação dos estudantes pelo intercampi, foi realizado no dia 23 de setembro um protesto de bicicleta (chamado de bicicletada) com o tema NÃO VÁ DE PRESIDENTE, VÁ DE BIKE, em repúdio ao aumento abusivo da passagem pela viação Presidente. Além disso, a manifestação foi para pressionar a universidade a atender a demanda dos estudantes.  Gritos de ordem como: “Há, eu já falei, vou repetir, o intercampi vai ter que sair” permeou o protesto. Foi cobrado também na porta da prefeitura, melhorias na conservação da única ciclovia da cidade que se encontra em pleno estado de abandono, e mais incentivo do poder público ao transporte alternativo na cidade, já que o caos no trânsito por veículos motorizados são cada vez mais crescentes. Essa manifestação dos estudantes teve desfecho dentro do Campus Santo Antônio da UFSJ.
 
 FRENTE “SÃO JOÃO DEL REI PARA O POVO TRABALHADOR”
 
Alguns partidos políticos da cidade (PSTU, PCB e PSOL) em conjunto com outros grupos políticos como a Consulta Popular, Brigadas Populares e mais a participação de estudantes, professores e outros cidadãos, estão organizando uma frente de luta para participar das eleições municipais de 2012. Com o lema “São João Del Rei” para o povo trabalhador”, a frente organiza-se cada vez mais com o objetivo de construir um projeto popular junto às classes trabalhadoras. Além disso, a frente tem o objetivo também de denunciar os desmandos políticos tão enraizados na cidade fundamentados ainda num forte clientelismo. Mediante ao quadro lastimável que se encontra a politica sanjoanense, a frente entende que é necessário construir uma nova alternativa para os sanjoanenses, um projeto de administração que insira o povo no controle social da coisa pública. Mais do que participar das eleições, a frente pretende também continuar a construir a sua politica e defender suas bandeiras de luta independente de eleição.
 
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Esses são os relatos das lutas que a cidade de São João Del Rei vem vivendo no ano de 2011. Certo de que há muito que fazer, pois infelizmente as maiorias das lutas do povo se encontram fragmentadas e desprovidas da proposta de construir outro projeto de sociedade com mais justiça e controle popular, não podemos negar que uma cidade extremamente conservadora no que tange a política das (igrejas, universidade, escolas, os poderes legislativo, executivo e judiciário), tenha tido uma ascensão, ou melhor, um progresso no sentido de compreender que uma sociedade, só pode melhorar quando o povo se levanta contra tudo aquilo que fere a sua dignidade.
07 de outubro, 2011

Manifesto dos ex-militantes do PDT de São João del-Rei


A direção do PDT estadual destituiu, sem dar satisfações, a Comissão provisória do partido em São João del-Rei, nomeando para substituí-la, cidadãos não comprometidos com o partido - seus ideais e princípios - jogando para escanteio, companheiros de primeira hora filiados ao partido há mais de trinta anos e fundadores do partido na cidade. O motivo é que o PDT com aquela direção, por uma questão de coerência e princípios, não apoiaria  o atual prefeito nas próximas eleições. Muitos de seus membros atuam há mais de 4 anos em um movimento contra a corrupção pois fundaram uma ONG para tal fim.  O atual prefeito está condenado em 1ª instância e  permanece no exercício do mandato em virtude de liminar judicial. Tem mais de 30 processos na Justiça. O PDT local, desde sua fundação, jamais foi sigla de aluguel e sempre pautou e se espelhou nos ideais e disposição de luta deLEONEL BRIZOLA . A sigla a nível municipal jamais foi usada para acordos que favorecessem indivíduos ou grupos que viessem  ferir o interesses maiores da gentesãojoanense.
           Os insucessos eleitorais ocorreram porque não se curvaram aos costumes de comprar votos, que vai desde fornecimento de caminhões de areia, cascalho, intermediação na marcação de consultas e exames pelo SUS, distribuição de cestas básicas, fornecimento privilegiado de medicamentos do SUS, dentaduras, dinheiro, nomeação para cargos comissionados fantasmas e outros procedimentos que merecem investigações dos órgãos competentes.
           Nas eleições municipais passadas, os vários candidatos dividindo os votos contrários ao atual prefeito, contribuíram para sua eleição. Agora, querem recriar montagem eleitoral semelhante. Os estrategistas políticos do atual prefeito e de outros partidos envolvidos, não consideraram os motivos que geraram 15 mil votos nulos e brancos, uma forma de protesto e recado aos partidos políticos, pela má qualidade dos candidatos. Persistindo o esquema que estão montando, poderá haver mais de 50% de votos nulos e brancos em sinal de protesto pela má qualidade dos candidatos e falta de responsabilidade dos dirigentes partidários em levar a sério os anseios da gente sãojoanense.
            Suspeita-se que a destituição da Comissão do PDT atendeu a conluios de mesa derestaurante ou gabinete, envolvendo políticos de vários partidos, afastando companheiros leais, partidários, sem qualquer explicação, como recomenda as normas de relacionamento entre pessoas e no caso, entre correligionários, como se os membros do PDT de São João del-Rei fossem impostores, vacas de presépio, bonecos fantoches ou moeda de trocapara serem manuseados ou negociados ao bel prazer de interesses pessoais e inescrupulosos.
             A maioria dos pedetistas locais, também por coerência, princípios e alguns por fazerem parte da ONG para combate a corrupção, também não apoiaram certo candidato a deputado federal, suplente e originário do DEM, porque conforme divulgado pela mídia, estava condenado em 2ª instância, e pela Lei Ficha Limpa, não poderia candidatar-se, mas conseguiu liminar para tal. Fez campanha milionária, mesmo com  o apoio do prefeito, conseguiu apenas 2.500 votos num total de 60 mil eleitores.
              A direção estadual do PDT justifica a destituição da Comissão, em razão dos votos que aquele candidato obteve, dando-lhe o direito de indicar os membros da nova Comissão, que são cidadãos não afinados com os princípios pedetistas, que os recomende para a direção partidária: trabalham no gabinete do prefeito, outro foi ex - secretário e amigo particular do ex-prefeito e dono de empresa de projetos trabalhando para a prefeitura, outro funcionário do DAMAE.
              A destituição da Comissão do PDT, foi irresponsável, danosa ao  partido, diminui a atividade política, envergonha a democracia.                                                                        
               Apoderam-se da legenda, mas a militância não acompanha!

É possível enganar parte do povo todo o tempo, é possível enganar parte do tempo, todo o povojamais se enganará  todo o povo todo o tempo” (Abraham Lincoln)

Democracia medíocre - o debate sobre 10 ou 15 vereadores

Está revelada a mediocridade do pensamento democrático brasileiro quando o que se debate é um aumento irrisório de 10 para 15 vereadores. A população, ignorante em política, reage indignada, porque não queria que existisse vereador nenhum, e acha que o aumento resultará em aumento da robalheira (sim, é ignorante também em matemática, pois é claro que não se pode roubar mais do que tudo, não importa quantos sejam os ladrões).Os melhores vereadores dessa vez estão na retaguarda, surfando no moralismo e no antipoliticismo que envolvem a questão, e pretendem votar contra o aumento.

Claro que esse aumento bobo de 10 para 15 vereadores não vai transformar São João del-Rei em uma democracia, mas vai gerar umas poucas melhoras. Cada coligação, para eleger um vereador, precisará de um número menor de votos, dando chance aos pobres. Para comprar a maioria da Câmara será necessário comprar não 5, mas 8 vereadores, tornando a manobra mais arriscada e mais cara.

Se a Constituinte de 1988 permitisse, o que nós comunistas devíamos propor é que os vereadores voltassem a não ganhar salários, como já foi no passado, e que fossem multiplicados para uns 200 por cidade. As Câmaras então se tornariam parlamentos decentes, e poderíamos extinguir a figura autoritária e corruptora do prefeito e colocar no seu lugar um secretário indicado (e sempre substituível) pela Câmara.

Mulheres em armas na Líbia

Em Asabaa, Líbia, mulheres revolucionárias afugentaram toda um batalhão de traidores aliados ao Império, tendo matado 12. É fácil compreender que no mundo árabe a revolução passa pelo armamento das mulheres, que o surgimento de tropas de mulheres, lideranças femininas, etc., é uma garantia de progresso político. Eis então mais um exemplo do que ganham os imperialistas quando atacam uma revolução, mesmo no estado da líbia. Acabam de criar tudo do que precisávamos que surgisse!

Berlusconi confessa que povo líbio é majoritariamente favorável a Kadáfi

Segundo Le Figaro, jornal francês de direita, o primeiro ministro da Itália, um dos países que agride a Líbia, confessou que "não aconteceu um levante popular na Líbia" "porque o povo líbio amava Kadafi", e que a derrubada da República nesse país foi uma decisão de "homens de poder", entre os quais ele obviamente se julga. Ou seja, o governo italiano, graças à inteligência de Berlusconi, confessou que os ataques aéreos de França, Inglaterra, Itália e EUA contra a Líbia são criminosos, não servem para defender um povo que se levanta contra uma ditadura, mas para recolonizar um país.

A república criada há 42 anos na Líbia não é um exemplo de democracia, conforme se pode notar pela presente guerra civil, mas a vitória das forças nacionalistas líbias contra os invasores estrangeiros é uma necessidade do povo árabe.

Segundo fontes russas e alemãs, a resistência dos republicanos contra os invasores e monarquistas está sendo sangrenta. Ao contrário da imprensa "brasileira", que não passa de parte da máquina de guerra dos EUA, e noticia como se a guerra tivesse terminado, jornais sérios estão avaliando que o mês de Setembro será decisivo. Enquanto a imprensa "brasileira" noticia que só resta uma cidade em que se concentra a resistência, órgãos mais sérios revelam que na verdade diversas são as cidades sob controle da república, assim como sob controle dos invasores, e em muitas acontecem, nesse momento, combates rua a rua.

Formado em São João del-Rei bloco entre PCB, PSTU, PSOL, Consulta Popular e Morena

As organizações de São João del-Rei que lutam para superar o capitalismo criaram um bloco político permanente, para atuar em todas as frentes de luta, e o denominaram São João para o Povo Trabalhador.

São João para o Povo Trabalhador

Reunidos ontem, dia 6 de Setembro, no Sindicato dos Metalúrgicos, cinco organizações - PSOL, PSTU, Consulta, Morena e PCB - criaram um bloco permanente para atuar na política de São João del-Rei.

Foi criada uma comissão para procurar um ponto comercial para servir de sede a esse bloco político.

Partidos e organizações socialistas se reunirão essa semana em São João del-Rei

As organizações realmente socialistas que existem em São João del-Rei foram convocadas a se reunirem nessa Terça-feira, dia 6 de Setembro, às 18 horas, na sede do Sindicato dos Metalúrgicos, nas proximidades da rodoviária.

Foram convidados especificamente o PCB (Partido Comunista Brasileiro), PSTU (Partido Socialista dos Trabalhadores - Unificado), PSOL (Partido Socialismo e Liberdade), CP (Consulta Populat) e MORENA (Movimento Revolucionário Nacionalista), mas a reunião é aberta a quem quiser participar.

Como é óbvio, o campo governista não foi convidado.