No Brasil, há muitos anos os trabalhadores, os Sindicatos,
as esquerdas etc. vivem em defensiva, e sofrendo constantes revezes. Governo
após governo, inclusive os petistas, cortam direitos dos trabalhadores e
limitam as aposentadorias. A última reforma trabalhista rompeu o pacto feito
entre Getúlio Vargas e os trabalhadores, e a reforma da previdência que se quer
fazer impossibilitará a maioria dos brasileiros de se aposentar. Contudo, não
se vê resistência! Sindicatos, entidades estudantis, partidos etc. não
conseguem esboçar resistência nenhuma!
A CENSURA DOS NOVOS SUPER-HOMENS
Wlamir Silva
Professor e historiador
É curioso o papel desempenhado nesta cruzada santa da inteligência contra terrível ralé do senso comum a expressão conceitual “socialmente construído”[1]. Ela surge como uma palavra mágica para sugerir a desconstrução, e aí ela diz: é falso, podemos pôr o que quisermos no lugar. É o caso do gênero, por exemplo, onde se decreta a livríssima escolha. Já a raça, conceito obsoleto pelos especialistas (ops!), ganha materialidade exatamente por existir “socialmente” e, ao contrário, é afirmado como forma de resistência...[2] Agora fica claro como estas escolhas aparentemente contraditórias, e outras tantas, devem ser feitas: pelos nossos formidáveis e doutos especialistas!
Esqueça-se por necessário o arrasador e ubíquo arsenal nietzscho-foucaultiano-Kuhniano de relativização de saberes. Contra a ignorância ignara da plebe não cabem estas sutilezas. E ainda que os especialistas têm por hábito discordar muito entre si e, no mais, de evitar emitir opiniões mundanas sobre o real impreciso. Não! Contra o vulgo far-se-á uma guerra sem quartel! Não é hora de pruridos, a plebe não pode nem alcança saber tais aporias. E há aí uma dose de coerência. Os intelectuais sublimes da cruzada pós-moderna são os novos super-homens – e super-mulheres, na chata, digo, chave, politicamente correta –, a plasmação hegeliana do sonho nietzschiano.
Professor e historiador
Está na moda o
enquadramento da opinião pela autoridade de “especialistas”. Num discurso duro,
e “a passo de ganso”, são desqualificados os que ousam opinar sobre a arte,
gênero e política e afins, enfim, sobre o que ocorre ou deveria ocorrer na
sociedade. A razia é contra o malfadado “senso comum”, ignaro e atrevido, que
se insurge, impróprio, contra os que estudaram “em profundidade” por anos,
décadas, quiçá milênios, e são de variados temas autoridades inquestionáveis e
prescritores ferozes. Historiadores, sociólogos, juristas, médicos, geógrafos, críticos
de arte, especialistas em gênero [?] e interminável etc. São os excêntricos
oráculos pós-modernos.
Os temas são variados, o
do momento é o da arte. Nele, contra a autoridade e sensibilidade educada de
“especialistas” vários, teria vindo à tona o senso comum ignorante,
preconceituoso, insensível, incauto e outros intermináveis adjetivos. Não se
trata mais de determinados grupos, protestos e propostas... Não! É preciso
cortar todas as cabeças da Hidra do vulgo, do vil populacho, que nada sabe de
arte para além da conspurcada mídia. Mas que não se faça disso um drama... Os
ignaros do senso comum podem sim balbuciar aqui e ali suas “opiniões”, desde
que sob o aval de seus oráculos, para o que é conveniente atentar para os seus
éditos, tão magnanimamente concedidos.
É curioso o papel desempenhado nesta cruzada santa da inteligência contra terrível ralé do senso comum a expressão conceitual “socialmente construído”[1]. Ela surge como uma palavra mágica para sugerir a desconstrução, e aí ela diz: é falso, podemos pôr o que quisermos no lugar. É o caso do gênero, por exemplo, onde se decreta a livríssima escolha. Já a raça, conceito obsoleto pelos especialistas (ops!), ganha materialidade exatamente por existir “socialmente” e, ao contrário, é afirmado como forma de resistência...[2] Agora fica claro como estas escolhas aparentemente contraditórias, e outras tantas, devem ser feitas: pelos nossos formidáveis e doutos especialistas!
Esqueça-se por necessário o arrasador e ubíquo arsenal nietzscho-foucaultiano-Kuhniano de relativização de saberes. Contra a ignorância ignara da plebe não cabem estas sutilezas. E ainda que os especialistas têm por hábito discordar muito entre si e, no mais, de evitar emitir opiniões mundanas sobre o real impreciso. Não! Contra o vulgo far-se-á uma guerra sem quartel! Não é hora de pruridos, a plebe não pode nem alcança saber tais aporias. E há aí uma dose de coerência. Os intelectuais sublimes da cruzada pós-moderna são os novos super-homens – e super-mulheres, na chata, digo, chave, politicamente correta –, a plasmação hegeliana do sonho nietzschiano.
Não é de todo ausente do
pensamento sublime dos super-doutos e super-doutas a massa ignara. Lá eles são,
como já era de se esperar no campo rebelde-aristocrático-nietzchiano, um
bucólico rebanho de carneiros. Se seguem seus pastores até se lhes nota um quê
de espontânea bondade e justiça. Se os renega, aaaahhh..., sobre eles desaba o
martelo! Mas os novos super-homens – cansei da gramática politicamente correta
–, e isso também é coerente, aprenderam com o (pós)moderno (neo)Liberalismo.
Eles produzem migalhas que apascentam rebanhos. E aí cabem as compensações
simbólicas e materiais: proteções de constrangimentos terríveis de cor, gênero,
sexo...[3] até a sua heroica censura!
Nem todos reconhecem a benevolência dos seres superiores. A estes: martelo!
Temos nós modesta
expertise, ao menos em anos de estudos, graus acadêmicos, anos em salas de aula
e até uns singelos papelinhos vindos a lume. Abrimos mão, no entanto, de
prescrever juízos. Contentamo-nos em oferecer elementos, enfrentar discussões e
considerar que a História é conhecimento para projetos humanos[4]. Não postulamos o
superonato. Não somos nietzschianos, somos gramscianos, cremos que todos os
homens são filósofos e que se faz mister dialogar com o senso comum, em busca
do bom senso. Espanta-nos esta onda de elitismo doutoral – que irônico que ela
se pretenda justificar pela existência de uma “onda conservadora” – e, mais,
que o campo da arte, das expressões simbólicas, seja dela objeto.
[1] O
que é “socialmente construído” não é irreal. A história da sociedade humana é a
da crescente afirmação da cultura sobre a natureza, sem prejuízo de nossa
realidade animal, e a sociedade em que vivemos é paradigmática desta realidade
cultural.
[2] É
curioso que o gênero, que parte, de toda forma, do dado natural das diferenças
fisiológicas, mesmo que para negá-las, seja reduzido à “construção social”.
Enquanto a “raça”, negada categoricamente por biólogos geneticistas, por
absolutamente falta de elementos não culturais e construída, seja preservada em
estufa...
[3] E
a exclusão das sensibilidades que não contam, como relativas aos costumes e de
pruridos de certas religiões.
[4] A
História tem muitas interfaces, uma delas é com a arte, certas “genialidades”
artísticas soam ridículas se as relacionamos com a sociedade no tempo. De toda
forma, isto não autoriza à prescrição estética...
Carta de Desfiliação de Alex Lombello Amaral ao PCB e Críticas às Resoluções do XV Congresso Nacional do PCB
Em conversa
amigável com a direção estadual do PCB, resolvemos que o correto é minha
desfiliação desse Partido, no qual tive o orgulho de militar por dez anos e
onde deixo muitos amigos do peito. Eu estava preparando o documento “Críticas às Resoluções do XV Congresso
Nacional do PCB”, então resolvi transformar esse trabalho em minha carta de
desfiliação, que será, portanto, um tanto quanto diferente das cartas de
desfiliação costumeiras. Óbvio que continuo sendo marxista. Ser marxista não é
opção política, é conhecimento, como ser alfabetizado. No muito se pode fingir
que se desaprendeu a ler. Também continuo
comunista, ou seja, concordo com Marx sobre a necessidade de colaborar para que
o proletariado supere a burguesia como classe dominante, pois também acredito
que esse é o caminho para o fim das classes sociais e do Estado.
Antes, é
necessário informar que o motivo imediato que motivou a direção estadual a fazer
o convite para minha desfiliação foi o artigo “Meu posicionamento pessoal a respeito de uma intervenção militar”, publicado
neste blog e no Estudos Vermelhos, no qual demonstro que comunistas não devem temer uma intervenção
militar nesse momento, mas até desejá-la, e certamente devem se preparar para
ela, por exemplo, para salvar os militantes caso minha previsão esteja errada. Mas
como constatamos conversando, essa foi somente a gota d’água, pois minhas
posições são divergentes das posições atuais do PCB em quase todos os assuntos!
Isso ficaria claro nas “Crítica às
Resoluções do XV Congresso Nacional do PCB”, como se vê abaixo.
Nem cuidadosas são essas Resoluções.
Por exemplo, dizem que “os meios
necessários à vida não podem ser apropriados privadamente” (Resoluções,
p.43). Não se pode ter um naco de pão??? Obviamente as Resoluções se referem aos meios de produção, o que não é nem
semelhante aos “meios necessários à vida”. Esse tipo de descuido dá aos
anti-comunistas combustível para alimentar suas caricaturas.
Por vezes parece que essas Resoluções foram escritas por um petista, e não por um comunista. Não é científico, portanto não é marxista, aprovar uma história oficial, mas pior é que as Resoluções afirmam que o Estado burguês se gestou no Brasil sem a participação dos setores proletários (p.32). Que desconsideração pela história do PCB! Então os direitos trabalhistas foram uma dádiva de Getúlio Vargas??? O partido que é citado como tendo tido algum papel histórico positivo é... o PT (p.33).
Por vezes parece que essas Resoluções foram escritas por um petista, e não por um comunista. Não é científico, portanto não é marxista, aprovar uma história oficial, mas pior é que as Resoluções afirmam que o Estado burguês se gestou no Brasil sem a participação dos setores proletários (p.32). Que desconsideração pela história do PCB! Então os direitos trabalhistas foram uma dádiva de Getúlio Vargas??? O partido que é citado como tendo tido algum papel histórico positivo é... o PT (p.33).
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Meu posicionamento pessoal a respeito de uma intervenção militar

Há alguns meses tenho contido meu desejo de levantar a
bandeira: “Constituinte sob proteção das Forças Armadas”, para evitar possíveis
danos políticos ao meu Partido. Há alguns dias, contudo, divulguei a declaração
do general Mourão, e manifestei meu apoio, de forma que se tornou necessário entrar
de vez no assunto. Desde já fica claro que minha opinião é diametralmente
oposta à de quase todos os militantes do Partido Comunista.
Para entender meu posicionamento é necessário entender minha
análise da atual realidade, destacadamente para 5 pontos:
1 – a sexta República entrou em sua crise terminal desde
2013, e salvá-la, se não é impossível, é quase, e seria necessário reformá-la
tanto que já não seria a sexta República.
2 – a sétima República não será socialista, porque o
proletariado está completamente desorganizado, não manda nem nos próprios
Sindicatos, portanto não tem como mandar no país.
3 – a crise da sexta República está custando muito caro ao
país, e é bom que ela se acelere, mas a incapacidade dos poderes públicos para
resolverem os problemas é manifesta.
4 – as Forças Armadas não têm condições, nem planos, de
permanecerem no poder. Mas certamente são as únicas forças preparadas para
manterem a unidade nacional durante a crise de transição de regimes políticos.
5 – “Os homens fazem a história, mas não a fazem segundo sua
livre vontade”, e a sétima República não será o que um general quiser, mas o
que quiser a opinião publica.
Desde 2013, como se nota em vários artigos do São João Del Pueblo
e do Estudos Vermelhos, percebi que se iniciara a fase final da sexta
República. De lá para cá vários analistas têm chegado à mesma conclusão, na
medida em que os sintomas se tornam suficientes para a percepção deles. A
completa incapacidade dos legisladores para fazerem qualquer reforma significativa,
mesmo quando a direita tem mais de 70% do Congresso Nacional, e aprova até PECs
absurdas, medidas impopulares e inúteis, prejudiciais mesmo ao país, é
impressionante! Essa incapacidade agrava a crise política.
Infelizmente, não ganharemos o socialismo como pagamento por
sofrer essa crise. Não é que o capitalismo no Brasil não esteja suficientemente
desenvolvido, nem que existam reformas democráticas ou nacionalistas a serem
feitas previamente. Até existem muitas reformas democráticas e nacionalistas a
serem feitas, mas elas tendem a se confundir com a Revolução socialista, quando
chegar a hora. O problema é menos glorioso – o proletariado está completamente
desorganizado e despolitizado, por culpa, é claro, das “vanguardas”, que não o
são, por incapacidade. Essas pretensas vanguardas culpam a conjuntura, a queda
da URSS (que aconteceu no século passado), o desemprego etc., por sua
incapacidade de lidar com esses problemas, ou mesmo por sua inatividade, por
sua preguiça, por seu comodismo, e em casos piores, por terem se corrompido e
serem mesmo a raiz da desorganização do proletariado, na medida em que
parasitaram seus sindicatos.
Contudo, como também é público, a crise política está
custando caro à nação, pois os bandidos que estão agarrados ao poder para não
perderem o fórum privilegiado, estão de pernas abertas para as potências
estrangeiras, onde podem inclusive vir a pedir asilo. Que essa crise demore
muito a se resolver, que avance lentamente, só interessa a quem está com medo
da justiça comum.
O que podemos ter? A solução da crise pela reforma das
partes políticas da Constituição, ou seja, pela reforma do designer do poder.
Será um poder proletário, socialista? Não, pelos motivos acima indicados. O que
será? Será o que na opinião pública for mais forte.
Os generais podem derrubar a sexta República, que vai cair
mesmo ou dessa forma ou de outra, mas não podem impor o que será a sétima
República. Ninguém pode! Quando cai um regime e se inicia outro, não são os
algozes do regime caído que decidem o que será o próximo, quase nunca. Sempre
se inicia uma fase, de alguns anos, de profundos debates políticos, e então se
desenvolve a força política/social que realmente forja o novo regime. Então
para que esperar? Para que a nação deve sofrer mais alguns anos de decadência
desse regime fracassado? A nação terá mesmo que passar pela fase de mudança de
regime, então que comece logo!
As críticas ao meu apoio ao general Mourão foram todas no
sentido de que em 1964 os militares se apegaram ao poder, apesar de terem dito
que não o fariam. E eu acredito em discursos? Eu estaria chegando a minhas
conclusões pelo conteúdo do que disse esse ou aquele general? Em 1964 só um
completo idiota acreditaria que os militares não queriam o poder, visto que
eles vinham tentando – deram um golpe em Getúlio em 1945; deram outro, que o
levou à morte, em 1954; tentaram um golpe em 1955 contra JK; tentaram outro
golpe em 1962 contra Jango e finalmente conseguiram em 1964. Mais ainda, eles
tinham projetos para o país, que justificavam manter o poder, e hoje eles não
têm projetos.
Muitas das críticas são sobre o que foi a ditadura militar,
sobre suas atrocidades. Sim, a ditadura cometeu atrocidades, completamente
inúteis, e foi um dos motivos pelos quais fracassou. É mentira que a ditadura
só matou guerrilheiros. A ditadura matou gente pacata, intelectuais, desde o
primeiro dia. Mas o que isso tem a ver com 2017? Os militarem que hoje servem,
os que hoje já estão se aposentando, ainda não eram militares quando a ditadura
acabou. Eles não tem nada a ver com o que aconteceu entre 1964 e 1985.
Em 2017 a situação é completamente diferente, no Brasil e no
mundo! Digam o que disserem os generais, mas se eles derrubarem a “ladrocracia”
precisarão de uma nova Constituição, e cada artigo dessa nova Constituição será
discutido na Internet.
Suponhamos que eu esteja errado e eles queiram ficar no
poder, e tentem impor uma Constituição menos democrática que a atual. Ai eles
fracassarão, e depois que caírem teremos uma Constituinte da era da Internet.
Observa-se esse fenômeno na história do Brasil e do mundo – Constituições que
duram poucos anos, porque não correspondem aos ditames da opinião pública da
época. Acontecem exatamente em períodos de transição.
O que os comunistas devem fazer em caso de golpe militar? Devem
preservar seus militantes, em alguns casos retirando-os do país; Devem
organizar a resistência, se ela for necessária, de fora do país; Devem evitar
confrontos armados, e devem lutar por cada vírgula de cada artigo da nova
Constituição de que o país precisa.
Se os comunistas devem fazer oposição ou não ao regime que
se instalar? Depende do que esse regime fizer.
Por que o parlamentarismo?

O novo presidente do PSDb declarou defender o
parlamentarismo, no que repetiu uma declaração do presidente da Câmara, Rodrigo
Maia, semanas atrás, quando negou seu apoio à revogabilidade dos mandatos
executivos por plebiscito popular. Logo surgiram na internet, em grupos que se
autodefinem de esquerda, comentários contrários ao parlamentarismo, encaixando-o
em uma narrativa fantástica do golpe parlamentar de 2016. Opera-se assim uma
inversão – a “direita” defende o parlamentarismo, e certa “esquerda” defende o
presidencialismo, muito embora essa escolha em si seja o inverso do que os
termos significavam quando surgiram no século XVIII, pois nada mais parecido
com a monarquia que o presidencialismo.
Segundo os “gênios” de nossa tão bem sucedida esquerda o
parlamentarismo seria conservador, ou seja, o presidencialismo permitiria mais
avanços sociais que o parlamentarismo!?!? Melhor nem comparar o IDH ou outro
indicativo social qualquer que se queira dos países parlamentaristas e dos
presidencialistas, porque afinal, apesar da vitória parlamentarista ser
esmagadora, não existem modelos.
A idéia de nossos incríveis “pensadores” de esquerda é que
de posse do poder executivo seria possível promover avanços mesmo sem maioria
parlamentar. Parece que 14 anos de governo petista com maioria parlamentar de
direita não ensinaram nada a ninguém! Para um presidente fazer qualquer coisa
significativa sem maioria parlamentar precisa, ou fechar o parlamento, ou
comprá-lo, ou coisa que o valha, ou seja, a opção presidencialista é de fato
uma opção autoritária. É a velha ilusão no Salvador da Pátria!
É necessária maioria parlamentar. Mas o presidencialismo não
permite bons parlamentos. Os eleitores, exatamente iludidos em busca de um
salvador, só votam a sério para os cargos executivos, e para os cargos
legislativos votam por critérios não-políticos, como amizade, parentesco, local
de moradia, serviços prestados etc.
Nos países parlamentaristas as eleições parlamentares são
levadas mais a sério. Vota-se nos deputados pensando em quem será primeiro
ministro. Os próprios candidatos expõem mais as fotos dos candidatos a primeiro
ministro que as suas. Ou seja, vota-se no parlamento por critérios políticos!
O presidencialismo é corruptor.
Para governar o poder executivo precisa de maioria no legislativo, e tem a
chave do cofre para conquistar essa maioria, legal ou ilegalmente. É o que se
vê em milhares de municípios brasileiros, há décadas! No parlamentarismo é a
maioria parlamentar que governa, portanto essa maioria pode até roubar
diretamente, mas não existe mais um mecanismo suplementar para não só
estimular, mas na verdade obrigar à corrupção. A corrupção dos parlamentos
sempre aparece, mas são os poderes executivos os agentes corruptores principais
do país, porque precisam ser!
O parlamentarismo não é perfeito, não é o poder do
proletariado, não acabará com o poder do capital. Contudo, para nossa realidade
política é um grande avanço. Ficamos livres dos salvadores da pátria que
existem em cada município, as eleições parlamentares são politizadas, e
corrupção dos parlamentos pelos executivos deixa de ser obrigatória. Os
petistas, que nunca se preocuparam com avanços na democracia, como demonstraram
em seus 14 anos de governo, só se preocupam, como sempre, com o Lula, e serão
contrários ao parlamentarismo. Completou-se assim uma incrível inversão – em
propostas políticas o Pt está mais à direita que o PSDb! Enquanto os tucanos
propõem o parlamentarismo, os petistas propõem que a nação seja salva por um
messias, o Barba!
TATUAGEM OU ESCRACHO?
Wlamir Silva, professor e historiador
Os imbróglios foram mais ou menos
simultâneos. O ladrão pé-de-chinelo tatuado na testa e o "escracho"
aéreo da jornalista. Escolhemos, então, nas redes sociais, não tratar da
barbárie do mundo cão e, sim, comentar o caso da intolerância no, digamos
assim, mundo das ideias[1].
Houve quem preferisse a pequena barbárie, porque lá é que estaria o retrato da
nossa sociedade. E nele se plasmaria uma patologia aterradora. O caso da
jornalista nem deixa marcas, e não tem a crueza, que dá, como na velha crônica
policial, o tom dramático.
Escolhemos o caso do "mundo das ideias" porque ele se aproxima de uma
realidade na qual atuamos. O mundo da universidade, o – hoje indiretamente – das
escolas e da militância política com pretensões de intervenção racional no
mundo real. Espaços que se perdem hoje sob um maniqueísmo constrangedor e
empobrecedor. Muitos dos que escolheram a crueza da barbárie cotidiana, e
desdenharam dos simples gritos em um avião, trataram os dois da mesma forma:
demarcaram previamente os bons e maus e, a partir dali, traçaram rigidamente
suas opiniões...
No episódio da tatuagem, logo o ladrão não era exatamente um ladrão, era um
doente e, como é comum, se o fosse, o era pela pobreza. O tatuador e seu
"comparsa", por sua vez, eram, a despeito da também evidente pobreza –
e aí um deles ter, um dia, roubado, passa a ser um estigma –, uma estranha
sombra do polo das classes dominantes. O ápice da narrativa maniqueísta foi o
de que os "tatuadores" teriam alugado um quarto de pensão apenas com
o objetivo de fazer aquilo. Uma pequena teoria da conspiração que teve,
inclusive, transformada numa curiosa peça simbólica uma cadeira de plástico. Os
que sofrem são bons, todo bons, e os que infligem sofrimento são maus, todo
maus.
O mesmo método foi transferido para o episódio do avião. De um lado a terrível,
golpista, toda poderosa, Globo. Do outro os guerreiros ungidos dos oprimidos.
Não podia haver dúvidas. Surgem "depoimentos", contraditórios,
suspeitos, mas, de fato, não importa. A linde entre os bons e maus é
previamente dada, independe dos fatos e tons. Ali o ápice é que, num dos
"depoimentos", se faz a tábula rasa do passado da jornalista
insultada, da sua prisão, da tortura sofrida[2].
A adesão ao mal elimina a história pessoal. E o mal é óbvio, não um campo
complexo de luta entre concepções de mundo. Mundo no qual o Liberalismo é
poderoso, mas é tratado como se numa espécie de sessão de exorcismo.
O desprezo pela intolerância no campo
das ideias e, sendo estas ideias estruturantes da sociedade, da política, é
significativo. A política como campo de disputas de visões de mundo é
desqualificada pela apriorística afirmação de certo "bem" e de seus
evidentes arautos. O mal é o outro, sem problemas. Tal evidência foi
recentemente posta em questão por uma pesquisa realizada pela Fundação Perseu Abramo, que mostrou
entre populações periféricas a predominância de percepções liberais e individualistas[3].
As eleições municipais de 2016 já haviam ensejado até mesmo violentas diatribes
contra o povo incapaz e ignaro[4].
As análises sobre o Lulismo já apontaram, há muito, o conservadorismo das
classes subalternas. Nenhuma novidade. Isso é visto “a olho nu” na sociedade.
O desprezo pela luta no campo das
ideias, das concepções de mundo, e pelas condições de fazê-lo é permeada por
várias deformações no que diz respeito à teoria política e suas reverberações. a do espontaneísmo, que espera que a
massa subalterna mude de ideia quase por mágica. A do vanguardismo, que espera
que ela siga os “bons” porque eles são os evidentes portadores da verdade, numa mal compreendida e com uma, em muito,
anacrônica perspectiva insurrecional. Mas, em especial, de uma farsa que se auto
atribui um papel representativo e, até messiânico, quando adere aos interesses
das classes dominantes e, mais grave, às práticas políticas mais deletérias.
Apenas sob tais deformações políticas pode
fazer sentido combater ideias diversas por meio destes atos simbólicos toscos,
por constrangimentos que apenas reforçam a fragilidade de ideias e projetos que
se cacifem para enfrentar as concepções conservadoras que predominam na
sociedade. Podem servir de catarse para alguns grupos, até para fins políticos
menores, mas são contraproducentes. Pior que tais práticas se reproduzam em
ambientes acadêmicos, nos quais somos testemunhos oculares, e nos ambientes que
ensejam a organização e a formulação de projetos políticos de fato
transformadores da sociedade.
__________________________________
[1]
Wlamir Silva. Getúlio, a Globo e os imbecis de sempre. https://www.facebook.com/wlamir.silva.9/posts/1424635554286614
[2]
Wlamir Silva. A triste república do teria sido. https://www.facebook.com/wlamir.silva.9/posts/1426383010778535
[3] Polarização
política é indefinida nas periferias da cidade de São Paulo, diz estudo. Instituto
Humanitas Unisinos.
http://www.ihu.unisinos.br/566330-polarizacao-politica-e-indefinida-nas-periferias-da-cidade-de-sao-paulo-diz-estudo
A matéria na própria Perseu Abramo foi retirada da página...
[4]
Pobre povo brasileiro. Carta Capital. https://www.cartacapital.com.br/revista/926
Estudante de São João del Rei ferido em Brasília
A célula do Partido Comunista Brasileiro lançou uma nota de apoio ao estudante ferido em Brasília:
Nota de Apoio ao Estudante de São João Del Rei Ferido em Brasília
Estudante de História da UFSJ foi
ferido no olho durante as manifestações em Brasília e corre risco de perder a
visão.
SÃO JOÃO DEL REI TEM ATO CONTRA A CORRUPÇÃO EM FRENTE O SOLAR DOS NEVES
Um caso em que os comunistas devem defender o livre mercado
Temos um caso raro em que os comunistas devem defender o
livre mercado e os capitalistas o estão atacando! Não estamos nos referindo à
polêmica entre Xi Jimping e Trump. Quando defende o livre mercado Xi Jimping
está defendendo os interesses nacionais chineses do atual momento, e quando
defende o protecionismo Trump está defendendo os interesses nacionais dos EUA
do atual momento. Nem tudo o que é bom para a China, ou para os EUA, é bom para
o Brasil. Tomar como princípio, como verdade da ciência econômica, as posições
do camarada Xi ou de Donald Trump além de absurda prova de pobreza teórica
seria mais uma importação de receitas estrangeiras. O Brasil precisa de
protecionismo não alfandegário, mas de insumos, com forte apoio de empresas
estatais e uma política monetária atrevida. Mas esse não é o assunto desse
artigo.
Temos um caso local! Os comerciantes da cidade conseguiram
aprovar uma lei que dificulta a realização de feiras, tendo como alvo principal
a famosa feira de roupas de Divinópolis, e que atingiu também a feira de
artesanato que tem se repetido na avenida Tancredo Neves. O perfil ideológico
desses comerciantes a respeito de economia política fica claro pela opção de
vereador que os representou apresentando o projeto de lei, que é do DEM. Na
prática, temos o DEM e comerciantes de discurso ultra liberal combatendo o
livre comércio! Não é bem uma novidade. Ai estão as empresas de transporte
coletivo, ai estão os taxistas, ai estão os postos de gasolina etc. Como seus
bisavós eram liberais que viviam de escravos, e com argumentos liberais
defendiam a escravidão, reduzida em seus discursos a propriedade privada, os
atuais liberais vivem de seus monopólios! Soubessem defender os interesses da
Pátria como defendem os seus interesses particulares e não viveríamos em um
chiqueiro. Primeiro, contudo, eles teriam que acreditar que existe Pátria, ou seja,
que os interesses coletivos de uma sociedade é que acarretam benesses ou
problemas para os particulares. Estariam agora em boa situação econômica, e
portanto não estariam preocupados com feirinhas.
Os comunistas precisam defender, na medida do possível,
também os interesses imediatos das classes trabalhadoras. É mentira que as
feiras acarretam desemprego. É mentira que as feiras podem falir os
comerciantes. É verdade que se tem abusado do espaço na avenida Tancredo Neves
e que as feiras ali não podem ser tão numerosas, mas é bom que aconteçam. A
feira de roupas, por sua vez, é importante para a economia doméstica de várias
famílias. Portanto, é nossa opinião que nesse caso os comunistas, fazendo coro
aos trabalhadores, devem defender o livre comércio, ao contrário do DEM!
As reclamações dos comerciantes contêm muitas verdades. Os
impostos sobre os comerciantes são mesmo abusivos. Os comerciantes pagam mais
de 70% do ICMS que sai de São João Del Rei. Um imposto bizarro, que prejudica
toda a economia exatamente porque incide sobre o comércio. Comerciantes de São
João Del Rei não são a classe dominante nem brasileira, nem local. Do ponto de
vista marxista são pequena-burguesia, e uma parte pobre e sofrida da pequena
burguesia. Além do ICMS são taxados pelo município, têm que pagar uma série de
impostos disfarçados de regras de segurança ou higiene, inclusive para
particulares (a exemplo do monopólio de recarregamento de extintores de
incêndio), são explorados pelos bancos etc.
A reforma da imprevidência

A incapacidade dos governantes brasileiros de preverem os
resultados de suas lambanças econômicas é impressionante. Nem sequer os
interesses do capital financeiro explicam tal incompetência. As pessoas são
guiadas por ideologias, saibam ou não, gostem ou não, e acreditam que se guiam
por seus interesses reais. Seus interesses estão de fato escondidos por trás
das ideologias, mas não com grande capacidade de adaptação. As ideologias não
são ciências, e oferecem as mesmas fórmulas para realidades que mudam cada dia
mais rápido. Observemos.
O argumento dos defensores da contra-reforma da previdência
é neo-malthusiano. Malthus foi um pensador que ficou conhecido sobretudo pela
sua idéia que foi derrubada de forma mais retumbante pela realidade. A
população cresce em progressão geométrica, e as terras são limitadas, de forma
que a produção agrícola, supôs Malthus, só poderia crescer no máximo em
progressão aritmética. Sendo assim a fome e a miséria seriam inevitáveis! Pelo
contrário, desde o tempo de Malthus a produção agrícola cresceu muito mais do
que a população. Hoje sobra comida, e só há fome devido à má distribuição.
Produzimos na Terra alimentos para várias vezes a população do planeta! E nossa
tecnologia continua crescendo!
A tese dos defensores da reforma da previdência é que a
população vive cada dia mais, diminui o número de jovens, e o número de
trabalhadores por aposentado é cada vez menor. Verdades! Daí, concluem nossos
malthusianos, faltará recursos para todos os aposentados! Acreditam, como
Malthus, que a produção só pode crescer com o crescimento dos braços e do
capital! Não entendem que se no passado existiam cinco trabalhadores por
aposentado, esses cinco juntos não produziam metade do que um sozinho produz
hoje!
REFORMA DA PREVIDÊNCIA E ARGUMENTO DEMOGRÁFICO: VAI PRA CUBA!
Wlamir Silva
Professor
Professor
Historiador
Em princípios de 2009 foi feita uma reforma da Previdência em Cuba. Por meio da Lei nº 105/08, da Assembleia Nacional do Poder Popular, e do Decreto nº 283/09[1]. Era prevista sua conclusão, após as fases de transição, até o ano de 2015[2]. Já devendo estar implementada plenamente. Nos “por cuanto” que sustentaram a decisão do Parlamento cubano é central o argumento de ordem demográfica, o envelhecimento da população, ao qual se atribui a tomada de “medidas indispensáveis”:
Em princípios de 2009 foi feita uma reforma da Previdência em Cuba. Por meio da Lei nº 105/08, da Assembleia Nacional do Poder Popular, e do Decreto nº 283/09[1]. Era prevista sua conclusão, após as fases de transição, até o ano de 2015[2]. Já devendo estar implementada plenamente. Nos “por cuanto” que sustentaram a decisão do Parlamento cubano é central o argumento de ordem demográfica, o envelhecimento da população, ao qual se atribui a tomada de “medidas indispensáveis”:
“La
población cubana se caracteriza por un proceso de envejecimiento, resultado de
la baja natalidad y el aumento de la esperanza de vida al nacer, lo que influye
en la disminución de los arribantes a la edad laboral y en un creciente impacto
en la disponibilidad de los recursos humanos, factor este esencial para
satisfacer las necesidades de la sociedad.”
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Alguns
pontos da Lei Cubana devem ser observados, por mais óbvios que sejam, em
atendimento ao rebaixamento da discussão política brasileira. No artigo 6 se vê
que a seguridade cubana é regulada em suas contribuições pela legislação
tributária, conforme, portanto a arrecadação. E, no Artigo 9, são listados,
para além das aposentadorias e pensões, assistência médica, medicamentos e
casos especiais de invalidez[3].
A Lei cubana estabeleceu a idade mínima para a aposentadoria em 60 anos para as mulheres e 65 anos para os homens[4]. Ainda com a exigência de não menos que 30 anos de serviço[5]. Na definição do valor da aposentadoria por idade, a Lei cubana estabelece em seu Artigo 27 que
A Lei cubana estabeleceu a idade mínima para a aposentadoria em 60 anos para as mulheres e 65 anos para os homens[4]. Ainda com a exigência de não menos que 30 anos de serviço[5]. Na definição do valor da aposentadoria por idade, a Lei cubana estabelece em seu Artigo 27 que
“La
cuantía de la pensión ordinaria por edad se determina de conformidad con las
reglas siguientes:
a)
por los primeros 30 años de servicios, se aplica el 60 % sobre el salario
promedio; y
b)
por cada año de servicios que exceda de 30 se incrementa en el 2 % el
porcentaje a aplicar.”
Ou
seja, cumpridos os 30 anos mínimos o trabalhador cubano recebe 60% do salário
médio[6] e,
a cada dois anos além daqueles 30 anos, mais 2%. Isso quer dizer que apenas 20
anos após os 30 anos o trabalhador alcançará os 100% sobre a média salarial[7]. O
que implica 50 anos de trabalho para o salário integral médio.
Não
temos aqui a pretensão de esgotar os motivos da decisão cubana. Muito menos de
desconsiderar as diferenças entre Cuba e Brasil. Em Cuba, em face da qualidade as
saúde e educação públicas, o peso do salário é menor na medição da qualidade de
vida. Fato demonstrado pela expectativa de vida cubana, 5 anos superior à
brasileira[8].
Também
é Cuba um país de parcos recursos naturais e seu sistema de seguridade deve considerar
tal realidade[9].
Por fim, tais discussões são de ordem política – mesmo filosófica – ampla. A
questão é outra, ou são outras. A realidade contábil relativa ao envelhecimento
da população não é uma tolice “neomalthusiana” ou uma justificativa de
privilégios do capital, se não, não faria sentido o esforço cubano. E nossos
gargalos de justiça social estão, antes, na própria ordem social e estatal
vigentes.
A idade mínima da aposentadoria tem aumentado no mundo[10]. O
que ressaltamos é que Cuba socialista e planificada tem preocupações de ordem
demográfica, com o crescimento da expectativa de vida da população. A reforma
cubana se deve a dívidas e sonegações empresariais, aos privilégios
parlamentares e do Judiciário, como dizem ser os únicos móveis da reforma
proposta por aqui? Ou há que considerar tais elementos de forma mais realista?
Sim,
pois enfrentar a ordem vigente exige o convencimento de setores amplos da
classe trabalhadora. E tal pedagogia cobra, e cobrará, os discursos fáceis. Cuba
nos ensina, de duas formas diversas, que enfrentar os enormes desafios de mudar
a ordem social e política brasileira, reformando-a ou revolucionando-a, não se
faz mistificando a realidade. Pior que a reforma é não acumularmos meios convencer
os trabalhadores para além dos slogans e das atribuições de culpa simplórias
que, mais adiante, revelarão sua vacuidade.
Sabemos que levantar esta questão vai causar o horror de "atacar Cuba", "apoiar Temer" e "defender a reforma indefensável". Não é nada disso, mas compreendo a abordagem. Para tais militantes é preciso ser simples para ser eficaz. Nossa divergência é esta: só se avança respeitando a inteligência dos trabalhadores, isto porque só eles podem libertar a si mesmos. E fazer isso é dizer a verdade. Como repetia Gramsci: A VERDADE É SEMPRE REVOLUCIONÁRIA.
Sabemos que levantar esta questão vai causar o horror de "atacar Cuba", "apoiar Temer" e "defender a reforma indefensável". Não é nada disso, mas compreendo a abordagem. Para tais militantes é preciso ser simples para ser eficaz. Nossa divergência é esta: só se avança respeitando a inteligência dos trabalhadores, isto porque só eles podem libertar a si mesmos. E fazer isso é dizer a verdade. Como repetia Gramsci: A VERDADE É SEMPRE REVOLUCIONÁRIA.
[1] Que podem aqui ser conferidos:
Gaceta Oficial de la República de Cuba. Ministério de Justicia.
[2] As regras de transição são mais
claramente estabelecidas no Decreto 283, em seu Artigos 26 e 29.
[3] O que demonstra, lá como aqui,
como cálculos estritos de contribuição versus aposentadoria são simplórios.
[4] Guardadas a possibilidade de
aposentadorias em trabalhos desgastantes, conforme definido pelo ministério do
Trabalho e Seguridade Social. Artigo 21.
[5] Artigo 22, Inciso I, Item b.
[6] Que se calcula sobre maiores
salários em 5 anos dos últimos 15 anos, veja o Artigo 26º.
[7] A pensão extraordinária, por
invalidez é de 40% do salário médio, ver o Artigo 28, as pensões por invalidez
também consideram tempo de contribuição, porcentagem de salário médio e
incrementos a cada ano trabalhado, vide artigos 62 a 64.
[8] Ver http://www.indexmundi.com/map/?l=pt&v=30.
No entanto, parte desta média se deve à baixíssima mortalidade infantil cubana,
fato memorável, mas que pouco impacta nas idades de aposentadoria. Ver Hélio Schwartsman
Bebês não se aposentam. http://www1.folha.uol.com.br/colunas/helioschwartsman/2017/03/1864489-bebes-nao-se-aposentam.shtml
[9] Que, no entanto, deve ser
proporcional no que tange ao acesso ao bens existentes.
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