segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

O poder das informações: O caso WikiLeaks

Existem jovens que acreditam que melhorarão o mundo usando bombas e fuzis, e acham graça dos conselhos de revolucionários treinados, como Lênin, cuja obra é um tratado sobre como se faz uma revolução, de que qualquer panfleto faz mais estragos contra o capitalismo que uma bomba. A destruição das Torres Gêmeas e o ataque ao Pentágono, por exemplo, não causaram ao mais poderoso país capitalista do planeta nem sombra dos danos feitos agora, pelo WikiLeaks, ao publicar 250 mil telegramas entre Washington e suas embaixadas espalhadas pelo mundo.

Os EUA confessam que estão abalados com sua histeria por tentar fechar o WikiLeaks. A "inteligência" estadunidense fez brotar acusações de estupro contra o fundador desse portal, Julian Assange, e já arrancou da Interpol uma ordem de prisão. O banco por onde o WikiLeaks recebe recursos cortou sua conta. Alguns senadores dos EUA já falam em pena de morte para os responsáveis por vazar as informações.

Esse desespero, ridículo e comprometedor, não é por pouca dor! Como bem disse Julian Assange, as informações agora divulgadas darão dor de cabeça para os EUA por muitos anos. A imprensa "brasileira" televisiva, mais imperialista que o Império, já está quase torcendo pela prisão de Assange, apesar dos furos jornalisticos que este promete. Os jornais impressos ao menos estão explicando, embora não com destaque, que os tais telegramas revelam o que qualquer pessoa acordada já imaginava - que os EUA não gostam de nossa independência, e destacadamente, não gostam de nossa diplomacia, que habilidosamente tem defendido essa mesma independência.

Acrescentamos que felizmente não é só o Império que joga. Ao lado do WikiLeaks estão todas as pessoas que defendem a liberdade e a democracia no mundo todo. Basta dizer que temendo a censura, o WikiLeaks pediu ajuda e em todo o mundo já existem centenas de espelhos desse portal, para impossibilitar que as informações sejam destruídas. E ao menos um governo, o Equador de Rafael Correa, já ofereceu apoio e mesmo cidadania a Julian Assange e ao WikiLeaks.

2 comentários:

Rio das Mortes disse...

The young are reproached for the use of violence. But don't we find ourselves in an unending state of violence? Given that we are born and raised in a prison, we know longer notice that we are in stir, with hands and feet chained and a gag in the mouth. What is it that you call legal status? A law that makes an enslaved herd of the great mass of citizens, in order to satisfy the unnatural needs of an insignificant and corrupt minority? — Georg Buchner

alex disse...

Nunca defendemos as leis capitalistas. que escravizam toda a humanidade (não só as grandes massas), mas simplesmente defendemos que elas não podem ser combatidas com bombas e tiros, mas necessariamente com idéias. Os jovens que usam a violência instintivamente contra as tropas estão inspirados por forte sentimento de justiça, mas são inocentes, e o papel dos Partidos Comunistas não é estimular a infantilidade dos jovens, mas sim sua racionalidade.

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