domingo, 21 de outubro de 2012

Frente de Esquerda mantém os últimos militantes voluntários em política


Durante a campanha eleitoral (São João del-Rei - 2012), um fator relevante destoou nos quadros de militantes políticos. Somente a frente de esquerda SÃO JOÃO PARA O POVO TRABALHADOR (PCB-PSTU-PSOL) manteve, entre os seus militantes, a totalidade de voluntários.

Trata-se dos últimos militantes voluntários em política, nos tempos atuais. Nas outras coligações, o que vimos foi a total profissionalização dos serviços de campanha eleitoral. Que a representação, no sistema capitalista, vale-se da maior propaganda, portanto o maior investidor deterá melhores resultados, isso é notório. Os espaços para o idealismo, a defesa dos projetos políticos por convicção do acreditado estão restritos aos partidos da esquerda.
Nos outros partidos, vimos o espetáculo da prestação de serviços, profissionalmente. Não foi, somente, a entrega de panfletos ou agitação de bandeiras. Passou pela tentativa de convencimento no 'corpo-a-corpo', aonde os terceiros falavam em nome dos candidatos, e durante as famosas bocas de urna, que se espalharam nos quarteirões próximos dos postos de votação. Outro ponto que chamou a atenção foi que, os funcionários em campanha, recebiam extras para participarem dos esvaziados comícios de noite. Nesses comícios somente os trabalhadores dos partidos aguentavam o que os candidatos tinham a dizer. Será uma nova tendência: comícios também estão em baixa e urge ornamentá-los com profissionais, forjando o público ouvinte. Até mesmo substituir o público com os seus aplausos, palavras de apoio e manifestações de receptividade está a acontecer com o sistema eleitoral que temos.
Por um lado, lamentamos o distanciamento do povo para com os negócios políticos e nem mesmo a reduzidíssima participação, por votos, atrai a população em geral. Por outro, as práticas políticas dos partidos dominantes aprofundam a desilusão com a política. Estamos diante do 'mais do mesmo': políticos com pouco conteúdo, pouco o que dizer, aprofundam os investimentos em propaganda, tornando a campanha eleitoral em mais uma mera venda de um rótulo de produto. Não há discussão política nas campanhas eleitorais dominantes; a política segue a lógica comercial da venda de produtos, mesmo que o produto carregue consigo, defeitos inerentes.
Se havia algum resquício de empatia do profissional da campanha com o candidato esvaiu-se na coligação petista. Após o anúncio do financiamento de campanha em que o banco Opportunity (do Daniel Dantas) desembolsou 151 mil reais para a campanha do prefeito, ficou claro que a política naquele partido trata-se de um negócio, dos mais lucrativos por sinal. Se haviam alguns militantes voluntários, esses foram passados para trás, por não receberem algum na campanha. Já que estavam numa coligação de 'mãos sujas' seria bom, ao menos, terem recebido algo em troca, para serem chamados de mensaleiros. Aqui está a ponta visível e concreta da obscura relação corrupta dos partidos dominantes com a lógica política que temos em vigor atualmente, como dissemos, a lógica do investimento em propaganda.
A lógica profissional em política está impregnada nos partidos. As alianças acontecem com o intuito de vencer as eleições, porque o retorno do investimento na campanha é certo. Tudo se faz nesse sentido. Os outros partidos custam a crer que exista espaço para os militantes voluntários, como os da nossa coligação: espalharam boatos que ganharíamos algo para pender a balança para esse ou aquele candidato. Julgam-nos por eles mesmos. Entrementes, não conseguem enxergar que entramos na campanha eleitoral para difundir a crítica e propagar nossos princípios. Fazemos isso para contribuir com o bem comum.
Nós, da coligação SÃO JOÃO PARA O POVO TRABALHADOR, preferimos estar junto dos últimos militantes voluntários que restaram em política. Participamos dos limites em propaganda que resulta em menor peso quantitativo nos votos mas, em contrapartida, podemos usar livremente do que pensamos. Os profissionais se limitam a seguir ordens superiores. Nós, os militantes voluntários, participamos ativamente da construção dos conteúdos políticos e, melhor ainda, por não mantermos 'rabo preso' com financiadores, temos a liberdade de dizer os equívocos inerentes ao sistema político sujo que temos, algo que aqueles que participam do sistema, e ganham com o jogo, não podem admitir. Ademais, ser sincero em tempos de campanha eleitoral não é uma boa estratégia para angariar votos. Ou seja, não é conveniente discutir política em eleições. O que mais assistimos foram os 'lobos' trajando suas vestes de 'cordeiro' para ludibriarem o povo com a boa e eficiente propaganda eleitoral.

2 comentários:

Paulo A. Trindade disse...

A minha sugestão é a seguinte:
O Partido Comunista do Brasil e o Partido Comunista Brasileiro deveriam fazer mobilização politica permanentemente de que os dois PCB E PCdoB são "partido-irmão" do Partido Comunista de Cuba.O MELHOR VOTO PARA VEREADOR OU DEPUTADO
é o voto em candidato de qualquer partido que tenha as seguintes características : saude e físico e olhos perfeitos , casado legalmente com pessoa com essas qualidades , com filhos menores de 21 anos , proprietário de imóvel próprio quitado ou financiado situado em loteamento legal, com ficha limpa no SPC , polícia e forum. não ter nenhum vício, disposto a trabalhar como vereador em regime de dedicação exclusiva.
Se ele ou sua esposa for funcionário publico ou de empresa estatal deverá assumir o compromisso por escrito de combater os "burocratas-ladrões" .

OU ENTÃO O VOTO NA LEGENDA DO PARTIDO COMUNISTA
porque é "partido-irmão " do Partido Comunista de Cuba o qual não é um partido eleitoral , e lhe está proibido de nomear candidatos e de participar em qualquer outro momento do processo eleitoral. Esta concepção e esta prática garantem que, num sistema onde existe um só partido desenvolva e prevaleça a mais ampla pluralidade de opiniões.

Alexandre Marciano disse...

Retirou o comentário de um site estranho e bagunçado. O pseudônimo é significativo...
Deves ser de qual associação?

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