terça-feira, 24 de julho de 2012

Cresce o perigo de uma grande guerra na Ásia

As declarações e ações dos EUA e sua maior base militar, Israel, assim como as mentiras crescentes publicadas nos órgãos de imprensa a serviço imperial, indicam que se pretende desfechar em breve uma agressão militar contra a Síria e ou contra o Irã. A Rússia e a China não podem permitir tal mudança na correlação de forças na Ásia, e o Diário do Povo, órgão oficial do PCCh, há meses já publicou um artigo indicando que tal erro por parte dos EUA deveria ser respondido com uma aliança militar com a Rússia. De fato, estão marcados "exercícios militares" conjuntos entre tropas sírias, iranianas, russas e chinesas em território sírio para daqui há algumas semanas, o que significa que movem-se tropas para a Síria.



Ontem, o primeiro ministro israelense declarou que o Irã está em guerra contra Israel, e acusou o Irã de ter organizado um ataque contra israelenses na Europa, o que é improvável e até absurdo. Essa declaração é quase uma declaração de guerra, ou melhor, é uma declaração de guerra covarde, hipócrita, em que o agressor quer se passar por vítima antes de agredir. Até nisso os israelenses têm que imitar Hitler, em um estranho complexo de édipo histórico.

A imprensa ligada aos planos de guerra dos EUA divulgam informações cada dia mais mentirosas sobre a Síria, chegando a dizer hoje que a Síria tem armas nucleares, o que já é ridículo. O que existe na Síria não é uma insurreição, é uma guerra suja, em que mercenários e fanáticos religiosos estrangeiros geram uma onda de violência para desestabilizar o governo preparando a invasão dos EUA/Israel.

No Iraque continua a se desenrolar uma lenta e violenta guerra civil, feita mais com carros bomba do que com fuzis. No Afeganistão a resistência tem feito baixas cada dia maiores nos invasores, de forma que vários países já se retiraram às pressas, deixando a batata quente nas mãos dos EUA.

Em outras palavras, não parece que teremos simplesmente a invasão da Síria, como aconteceu com a Iraque, com o Afeganistão e com a Líbia. O que parece é que dessa vez o conflito será ao mesmo tempo de diversos países, tornando-se uma guerra da Ásia. Obviamente, como a Ásia é o maior continente, tem mais recursos, seu domínio é o domínio do mundo, e deixar a Ásia significaria para os EUA abrirem mão de sua estratégia imperial.

Para os agressores, em uma desesperadora crise econômica em que um dos fatores é uma superprodução crônica, um grande guerra, com muita destruição, é vista como uma solução econômica. É a única forma rápida de se combater a superprodução. Para atropelar a resistência interna à guerra nos EUA os governantes desse país têm o maior boi de piranha do mundo, Israel, uma base militar formada por fanáticos religiosos com status de país independente.

Um comentário:

Revistacidadesol disse...

http://revistacidadesol.blogspot.com.br/2011/10/notas-sobre-os-possiveis-desdobramentos.html

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