quinta-feira, 17 de março de 2011

EUA e seus rabos tentam abafar a Revolução Árabe atacando a Líbia

De bem longe, podemos notar que o imperialismo caça uma maneira de intervir militarmente para abafar a revolução que se inicia no mundo árabe. A Arábia Saudita foi encarregada de abafar a revolução nos países vizinhos, enquanto a guerra civil na Líbia está sendo insuflada e usada como desculpa para uma intervenção dos EUA e seus rabichos, que instalariam suas tropas, coincidência, no Egito e na Tunísia!

Na Líbia, as tropas republicanas cercam os rebeldes monarquistas em Bengazi nesse momento. A velocidade do contra-ataque republicano surpreendeu os estadunidenses, que estão a ponto de lançar um ataque desesperado contra a Líbia, e ameaçam fazê-lo em poucas horas. Temem perder a desculpa que necessitam para ocupar militarmente o norte da África. Com essa agressão se completa um quadro de guerra entre a liga dos EUA e os povos árabes e alguns outros povos muçulmanos que se pode dizer que compõem o Islã.

Na Arábia Saudita já ocorrem manifestações contra a monarquia submissa aos EUA, que podem crescer agora que tropas sauditas são enviadas aos países vizinhos e a Líbia deve ser agredida com bombardeios. Se a revolução chegar à Arábia Saudita o preço do barril de petróleo dobrará de um dia para outro. Este só pode ser, agora, o maior pavor dos EUA.

Não se trata de uma guerra religiosa, a não ser para os fanáticos que não sabem nem o que passa sob os próprios narizes, mais numerosos e poderosos nos EUA, é claro. Trata-se de uma guerra pelo domínio do mundo: Petróleo; rotas estratégicas; lastro da moeda. O petróleo ainda é uma necessidade, apesar de todo o avanço tecnológico dos últimos anos, qualquer economia do mundo rui sem petróleo. O domínio de tanto petróleo quanto há no mundo árabe permite que o dólar não se desvalorize como uma moeda normal, e é o que tem segurado seu valor, que se não estaria caindo muito mais. A economia capitalista está delicada, em sua tensão máxima. É isso o que explica as loucuras que os EUA e seus "aliados" estão dispostos a cometer.

O preço do petróleo vai disparar, porque todas as notícias apontam para isso. A produção mundial chegou ao pico ou quase, e o preço do petróleo já estava crescendo quando a recessão econômica mundial derrubou seu consumo e daí seu preço. Os levantes no mundo árabe, a guerra civil na Líbia, que tem as maiores reservas da África, as necessidades aumentadas do Japão para substituir a energia que deixou de produzir devido ao grande terremoto, ao tsunami e ao acidente nuclear e agora uma possível agressão extrangeira contra a Líbia são todos fatores que farão subir o preço do petróleo. Em consequencia sobem todos os outros preços, com destaque para os alimentos, que já estão subindo de preço, mesmo com a crise econômica mundial, e que tendem a subir mais na medida em que se lhes transforma em combustível.

As lideranças capitalistas mais uma vez vão provar sua inaptidão para governar o mundo. Não sabem o que qualquer estudante entende logo que estuda a Revolução Francesa, ou qualquer outra, e é que a intervenção estrangeira normalmente espalha a revolução ao invés de apagá-la. Para abafar a Revolução Árabe os agressores teriam que usar de um poder que as intervenções no Iraque e no Afeganistão provam que eles não têm. Então, vão entrar só para tornar o velho mundo um inferno.

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