domingo, 20 de março de 2011

As mentiras da imprensa "brasileira" em São João e no Saara

Como já se espalhou pela cidade, inclusive com grande ajuda da Internet, a TV Record e a R7 divulgaram para o país todo uma notícia completamente errônea sobre as bolsadas e cadeiradas na Câmara dos Vereadores. Mostrando as imagens da Internet, a tal TV afirmou que se tratava de uma vereadora batendo em um vereador, enquanto a agressora era na verdade apoiadora do vereador do PSDB. Apesar das diversas reclamações, com destaque para o estudante que está indignado por ser confundido com o vereador tucano, a TV Record e a R7 não desmentem suas mentiras em público, e até da última vez que conferimos as mantinham na Internet.

Compreende-se, é a versão que interessa, colocando o tucano como vítima, a petista como agressora. São parvos os que acreditam que a grande imprensa de qualquer lugar é uma prestadora de serviços, que dá voz às principais versões em choque. Imprensa é como exército, é como polícia, é como governo, é, aliás, o principal instrumento dos governos brasileiros, e por vezes governa sozinha. A imprensa ser particular, privada, ter uns poucos donos, é a coisa mais anti-democrática e anti-republicana de nosso país, é como se o exército tivesse um dono. Não haverá verdadeira democracia, verdadeira liberdade, portanto progresso social, político e econômico, enquanto continuarmos sob a ocupação de uma imprensa que, na verdade, é estrangeira.

Temos duas provas que essa imprensa está bombardeando esses dias. A atitude serviu, submissa, subserviente diante do presidente Obama, cujas tropas e armas matam por esporte e lucros em várias regiões do mundo, que continua promovendo a tortura em suas próprias prisões e nas alheias, e no entanto é protegido pelas mentiras dessa imprensa "brasileira". Ele foge de locais públicos onde receberia vaias e sapatadas, e a imprensa serviu afirma que foi a segurança dele que não permitiu o evento, ou que não foi devido ao tempo nublado.

A outra prova é a cobertura da agressão covarde contra a Líbia. Os serviços de inteligência do império insuflaram a guerra civil na Líbia, então os meios de comunicação em todo o mundo dominado pelo capital começaram a transformar al-Kadafi em um monstro, assim como fizeram com Sadam Hussein, como desculpa para uma agressão. Toda essa propaganda reforçou a pressão dos EUA por uma resolução da ONU contra a Líbia. Essa resolução foi aprovada e a Líbia a acatou, e chamou os observadores internacionais para mediarem o conflito interno. Contudo, a imprensa afirma o contrário, que a Líbia desacatou as resoluções, justificando o injustificável, que é o bombardeio das cidades líbias. Toda a guerra civil entre os líbios não é capaz de matar um terço do que estão matando os bombardeios da OTAN.

O presidente do Parlamento líbio afirmou - "Nós pedimos observadores, eles nos enviaram bombas!"

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