quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Disputa pelo controle das estatais é confissão de culpa por parte dos partidos governistas

É escandalosa a luta entre políticos dos partidos governistas pelos cargos de comando das empresas estatais. Trata-se de uma confissão de corrupção, pois todos sabem que desejam controlar essas empresas oficialmente públicas para utilizarem como instrumento eleitoral, ou seja, para usar seus recursos e cargos de confiança com fins polítiqueiros, quase sempre eleitorais. Esse tipo de situação, que existe no Brasil desde Vargas, quando foram criadas as primeiras empresas públicas, é que fortalece os inimigos da pátria, os traidores, que se aproveitam dessa vergonha para propor uma pior ainda, que é a privatização das estatais.

Eis as duas escolhas que os blocos que disputam o poder oferecem ao povo brasileiro. O bloco governista, em que o PMDB canta de galo, oferece a continuidade das estatais como cabides de emprego, moeda de troca entre os partidos governistas e fonte de recursos para campanhas políticas, ou seja, oferece o mesmo que sempre tivemos. O bloco oposicionista realmente existente oferece a privatização dessas empresas e portanto a destruição da economia nacional, cujos alicerces são as estatais desde a década de 40 do século XX, até quando não passava o Brasil de uma grande roça, ou pior, uma mata virgem.

Já oferecemos, em nossa campanha eleitoral, uma solução comunista para o problema das estatais - seu desligamento dos governos, sua unificação em um só grande conglomerado de empresas, incluindo os bancos públicos, sua completa transparência (não de simples balancetes, mas de cada detalhe, de cada conta, de cada folha de pagamento, de cada nota fiscal etc.), e sua gestão democrática e autônoma. O governo deveria regular essa corporação por meio das leis, no sentido de impedi-la de buscar lucros e força-la a investir na criação do máximo de empregos sempre, sob pena de confiscar seus lucros e força-la a incorporar novas empresas.

Porém, ainda está ressurgindo no Brasil um bloco político minimamente decente, e ao povo não é apresentada essa alternativa nem nada que o valha. As forças que um dia foram socialistas, hoje assalariadas do governo, só reforçam as ilusões populares, só reforçam a idéia vã que pode surgir um bom político que indique pessoas honestas e eficientes para os postos importantes. A presidente Ptucana está também reforçando essa ilusão quando usa na disputa pelos cargos públicas das estatais o argumento que está indicando técnicos. Era essa a mesma desculpa da ditadura contra a qual a presidente lutou, diga-se de passagem.

A hipocrisia desse argumento "técnico" é que de fato o problema das estatais é político! Os problemas técnicos são resolvidos pelos funcionários concursados com facilidade, o que estes não podem resolver, o que só o governo ou uma revolução pode resolver, são os problemas políticos, ou seja, serem parasitadas essas empresas por governo após governo. Não interessa se diretores são técnicos ou políticos quando a função deles na verdade é parasitar.

3 comentários:

AF Sturt Silva disse...

É isso mesmo,mas o que é presidente "Ptucana"?
Não entendi!

alex disse...

Como o PT está muito parecido com o PSDB, acho que os petistas estão merecendo ser chamados de PTucanos. hahahahahahah...

Revistacidadesol disse...

Oi, Alex. Petucano é elogio. São tucapetas!

Abs!

Postar um comentário