terça-feira, 23 de novembro de 2010

EUA agride Coréia para tentar iniciar outra guerra

A chamada Coréia do Sul, base militar estadunidense, ou para usar um termo antigo, colônia, militarmente ocupada, fez há algumas horas um bombardeio contra o litoral da República da Coréia. Os coreanos, combativos como sempre, reagiram imediatamente.

Não existe Coréia do Sul sem Estados Unidos. Se os soldados estadunidenses se retirarem, a Coréia se reunifica sob a hegemonia do norte, um regime de transição ao socialismo, muito isolado, mas também muito poderoso, tendo adotado, por força da constante agressão externa desde 1958, uma organização estatal praticamente militar. Se a Coréia do Sul, sob o risco de se tornar um campo de batalha, provoca o norte, só pode ser por decisão dos EUA, se não foi, na verdade, executada a agressão também por soldados estadunidenses, o que sempre é uma possibilidade.

Ou seja, está se cumprindo a previsão do comandante Fidel Castro Ruz, e os EUA estão criando outra guerra. Para que? Acreditam eles que podem se salvar da decadência econômica com essas guerras. Obviamente não podem, pois não têm mais a fatia do comércio mundial que tinham há 60 anos. Terminada a II Guerra, tinham no mínimo 40% de todas as transações comerciais do mundo em suas mãos, talvez tivessem até 60%. Hoje, restam no muito 20% desse total, de forma que o poder de consumo dos EUA tem caído constantemente, e isso se traduz em crises, aumento da pobreza e da miséria nesse país.

Os estudantes estadunidenses só estudam a própria história, e nota-se que não aprendem direito. Se não perceberiam que os EUA atingiram seu auge exatamente esquivando-se das guerras até ser obrigado a entrar. Perceberiam também que a guerra do Vietnã não aqueceu a economia das EUA mas a afundou, e que o atoleiro no Iraque e no Afeganistão também não estão ajudando.

Esse ano inteiro, os EUA estão tentando abrir uma nova frente de combate na Ásia, cercando a China pelo lado da Coréia e pelo sul, o Irã. Porém, o Irã tem se defendido diplomaticamente melhor, e é bem maior que a Coréia, o que conta nessa hora. A Coréia, certamente dada a sua cultura milenar, não mostra temer a guerra, e parece pronta, com mísseis e bombas nucleares, a varrer da Terra o Japão, as tropas estadunidenses de ocupação e talvez acertar uma bomba na costa oeste dos EUA, o que talvez inicie o previsível grande terremoto que colocará fim a San Francisco.

Que os EUA desejem toda essa destruição é normal, sobretudo do Japão, cujo mercado pretendem engolir, e a reconstrução de San Francisco seria um negócio "da China", mas o que realmente assusta é a tranquilidade com que China e Japão assistem esse perigo de aproximando. O Japão prestes a ser alvo de bombas nucleares do inimigo jurado e milenar, a China vendo as tropas estadunidenses fazendo um cerco. Será que só nos coreanos sobrou a lendária coragem dos orientais? Será que as divergências entre coreanos, chineses e japoneses continuará tão grande que não consigam se unir contra o inimigo comum que é os EUA? Essa desunião entre os orientais pode lhes custar uma guerra mais feia do que todas que vimos no século XX.

Um comentário:

Revistacidadesol disse...

Alex: vc tocou num ponto importante: a intimidação da China. Pode ser que a guerra não se generalize, seja só um problema de fronteiras como já aconteceu.

No entanto, o objetivo imediato já foi obtido: os USA querem intimidar a China para que colabore economicamente e nada melhor no momento do que atacar um aliado da China que é mais fraco e mais belicoso.

Abs

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