sexta-feira, 1 de outubro de 2010

21 polêmicas que um deputado federal precisa provocar !

Esse devia ter sido o título usado nos nossos panfletos e nessa página, porque essa é a verdade, e é o que tentamos fazer sem sermos deputado, mas sendo somente candidato. Não vou fazer control c control v dessas propostas aqui. O leitor pode ler nesse mesmo blog todas as versões delas, desde a primeira escrita ainda no auge do inverno, até a última, da qual foram publicados 20 mil exemplares. Pode também ler explicações um pouco mais detalhadas sobre cada uma delas. Encontrará tudo isso nos últimos quatro meses de publicações desse blog.

Provocar essas polêmicas, a maioria delas, é provocar o debate sobre o Estado brasileiro, ou seja, sobre a organização política brasileira (sim, política e social, um denominador comum). É questionar a legitimidade do poder político, que no Brasil é o poder do capital, o poder do dinheiro. Algumas, menos importantes, de fato, são socialmente importantes, são necessidades de milhões de pessoas.

Os problemas não podem ser resolvidos antes que sejam levantados! Provocar polêmicas é isso, é apresentar à nação os problemas existentes, para que eles sejam resolvidos.

Sei que essas 21 polêmicas estão sob fogo cruzado. De um lado pelo senso comum, são lunáticas, pois o grosso dos eleitores lê propostas como se fossem promessas, algo a ser feito nos quatro anos de mandato, como um serviço a prestar, bem concreto, de preferência. De outro lado pelos esquerdistas, são revisionistas e o texto "Revolução não é insurreição armada", publicado no verso, é reformista, ou seja, não atacam o capitalismo, não citam o socialismo, não falam de luta de classes e o dito texto ainda tem um título que dá a entender que é possível fazer a revolução socialista pela via pacífica-eleitoral.

Ambos estão errados! Os primeiros precisam aprender que o melhor trabalho que um deputado pode fazer é levantar qualquer dessas 21 polêmicas, que são realmente solucionadoras de problemas, diversos. O resto é utopismo, no caso de uma ínfima minoria, ou malandragem, no caso da ampla maioria. O que a massa do eleitorado pede, contudo, é que os deputados se vendam aos governos federal e estadual, pois querem esmolas, ou seja, obras, uma ou outra repartição pública, coisas que já são da obrigação dos governos, mas que estes seguram para comprar os votos dos deputados. Então, se um deputado precisa "trazer coisas para a região", ele na verdade precisa se rebaixar, não polemizar nada, obedecer aos governos.

Os últimos precisam se lembrar que o papel de um comunista não é ficar falando de luta de classes, de socialismo e capitalismo, mas sim fazer a luta de classes, derrotar o capitalismo e construir o socialismo. Não devem confundir duas tarefas necessárias, mas diferentes, embora se auxiliem, que são estudar/ensinar o marxismo, e outra a agitação e propaganda. A linguagem das duas coisas não pode ser a mesma, porque no primeiro trabalho se dispõe de tempo, de espaço e se tem um publico que vai aprendendo e se familiarizando com conceitos, e no segundo trabalho se dispõe de pequenos panfletos, quase tempo nenhum e um público não familiarizado com nossas palavras, ou até que as compreende ao inverso! Então, temos que falar e escrever com as palavras do povo, e já falhamos nisso, pois muitas pessoas não entendem tudo.

2 comentários:

Revistacidadesol disse...

Oi, Alex, concordo plenamente.

O texto ficou bem escrito. Só penso que vc deveria explicar o fato de que existem revoluções, tais como a cubana, a russa e a chinesa, que tiveram tb a uma insurreição armada.

Mas estou de acordo q, com o regime democrático do Brasil de hj, o caminho é aprofundar a democracia, ampliá-la.

alex 2121 disse...

Sim, no texto "Revolução não é insurreição armada" pensei nelas também. Por exemplo, a cubana, teve uns dois anos de guerra civil a partir de Sierra Maestra, mas foi preparada por décadas sem combates armados, e se estende até hoje igualmente sem combates. Assim foi com a bolchevique, cuja insurreição durou dias, a guerra civil subsequente uns dois anos, mas foi preparada desde o tempo do Iskra, passando por várias fazes sem combates, e depois da guerra civil, conseguiu existir em paz por mais tempo que em guerra.

Existem realmente guerras civis prolongadas, como a vietnamita e a chinesa, mas quero acreditar que as condições do Brasil não apontam esse caminho, que foi o de países de maioria esmagadora camponesa, enquanto no Brasil as famílias camponesas, segundo o MST, não são nem 4% da população. Tomara, porque não é um caminho nada agradável.

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