segunda-feira, 26 de julho de 2010

Item 7 - Democratização das TVs públicas

As emissoras de TV e rádio têm um poder político que não deve ser privado, mas público. Elas de fato manipulam a opinião pública por meio de desinformação. Porém, as primeiras emissoras a serem democratizadas, como pressuposto para que a o conjunto das emissoras também o seja, são as públicas. Hoje, as TVs públicas são de fato como TVs particulares do político que estiver no governo.

As TVs e rádios públicas precisam ser democratizadas e descentralizadas, o que deve ser um processo só. Ou seja, deve existir um Conselho dirigindo a programação geral, mas também devem existir Conselhos regionais ou municipais, dirigindo uma programação local. Os funcionários e representantes dos sindicatos, organizações estudantis, associações comunitárias etc. devem participar da direção das TVs e rádios públicas. Os governos devem ter representantes, mas não com privilégios, nem em grande número.

Sem esse passo, a idéia de tomar as TVs e rádios sob controle público, que concebemos no sentido de democratizá-las, se confunde com a ditadura de um governo sobre os meios de comunicação, se confunde com censura governamental.

Essa, como diversas propostas aqui apresentadas, é de difícil execução, esbarra contra poderosos interesses, mas é uma bandeira necessária.

Deve-se também comentar que é uma bandeira moderada em comparação com o programa presidencial de Ivan Pinheiro, nosso candidato, que é a "democratização e controle social dos meios de comunicação" em geral, não só dos estatais.

6 comentários:

Jovem Comunista Campo das Vertentes-MG disse...

Com toda certeza as tvs públicas(do estado) deve sim ser democratizadas.Elas não são democráticas atulamente.Por exemplo na tv Cultura o governador é livre para demitir jornalista.Na Tv Brasil, memso com um conselho curador, impedem que candidatos da verdadeira esquerda tenha participação em sua progamação.A nossa tv "pública"(Rede Minas) tem entre suas afiliadas tvs particulares e muitoscom alcance macroregional.

Jovem Comunista Campo das Vertentes-MG disse...

(Repetindo o comentário)Com toda certeza as TVs públicas (do estado) deve ser democratizadas. Elas não são democráticas atualmente. Por exemplo, na TV Cultura, o governador tem poder para censurar jornalista que não defende a linha ideológica de seu agrado. Na TV Brasil, mesmo com um conselho curador, impede que candidato da verdadeira esquerda tenha participação em sua programação. A nossa TV "pública” (Rede Minas) tem entre suas afiliadas TVs particulares e muitas com alcance macrorregional. Só com esses três exemplos notamos que nem na mídia estatal há democracia, apesar de todos os avanços dos últimos anos, imagina nas TVs e na mídia particular.

Jovem Comunista Campo das Vertentes-MG disse...

(Cont...)
Fica para reflexão, os exemplos que podemos tirar da Venezuela?
Penso que antes de regular a mídia e até não dar e/ou não renovar concessão pública para os empresários é necessário criar junto à sociedade e o governo uma mídia publica com participação de um maior numero possível de cidadãos. Inclusive nas decisões políticas sobre gerenciamento. Só assim teremos uma alternativa para preencher o espaço que ficará quando as TVs privadas forem socializadas. Falo em espaço já que na maioria dos casos, os empresários da comunicação não vão aceitar perder o poder de manipulação e controle sobre a formação de opinião, com uma simples lei, mesmo que seja de iniciativa popular. E nesse momento, que podemos usar as ex-tvs estatais ao nosso favor, mostrando que o queremos é a democratização e socialização da mídia e não censura. Isso nos servirá de argumento prático para vencermos os primeiros debates.

Jovem Comunista Campo das Vertentes-MG disse...

(Cont...)
Mas isso não significa que temos que manter a ditadura midiática intacta, à longa duração. Devemos sim começar o processo de debates e de amadurecimento das idéias para democratizar a comunicação no Brasil. Porém, se não for feita de uma forma mais democrática possível os barões da mídia pode usar o discurso da liberdade de imprensa e censura que na maioria de vezes são falsas e jogar a opinião púbica contra os verdadeiros revolucionários e democratas.
É mais ou menos isso que você está defendendo ou estamos bem longe de uma posição comum sobre a democratização da comunicação brasileira?

alex 2121 disse...

É exatamente a mesmo percepção que tenho. Enquanto as TVs públicas não são públicas de verdade, não é possível convencer a maioria de que as privadas têm que ser públicas, pois nem as oficialmente públicas o são.

Revistacidadesol disse...

Oi, Alex, a Globo é uma praga. Veio um circo do ator Marcos Frota aqui em BD e os palhaços ambulantes que vieram junto começaram a roubar! Veja só:

http://experidiao.blogspot.com/2010/07/palhacos-sao-presos-furtando.html#comment-form

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