quarta-feira, 21 de julho de 2010

Item 3 - Autonomia da educação pública em relação aos governos

Para quem não sabe, as Universidades Federais, que estão sempre entre as melhores do país em qualquer teste, não são administradas por indicados de nenhum governo. Elas são administradas por diversos Conselhos, compostos por professores, estudantes e em alguns casos técnicos. Se não fosse assim, é provável que estivessem todas entre as piores  do país.

Precisamos que toda a educação tenha autonomia, sendo diretamente administrada pelos professores, estudantes e pesquisadores:

a ) O Ministério da Educação ficaria melhor nas mãos do conselho nacional de reitores das federais, acrescido de representantes do estudantes, obviamente escolhidos pelos próprios estudantes, preferencialmente pelas entidades de base de cada Universidade. As Universidades particulares deveriam ser aceitas no conselho, os estudantes imediatamente, os reitores caso fossem eleitos e não os donos ou pessoas por eles escolhidas. O mesmo deveria ser aplicado a todas as Secretarias estaduais e municipais de educação.

b ) Cada escola funcionará melhor se ao invés de dirigida por poucas diretoras, for dirigida pelo conjunto de professores e representantes dos estudantes.

c ) O caixa da educação deve ser separado, com impostos próprios, que a população possa aumentar quando quiser por meio de plebiscito.

d ) Obviamente, sem transparência completa inclusive digital, esse modelo administrativo acabaria corrompido como todos.

4 comentários:

AF STURT disse...

O alex roberto de Ipatinga repetiu essa frase, no Orkut dele, que está no incio do texto.Eu comentei em baixo que isso era poder popular. Ele respondeu que não.Que nas universidades os professores têm 75% dos votos e os estudantes apenas 25%.Como apronfudaremos o processo, nesse setor, para que realmente criaremos um poder popular?

Sobre as universidades particulares,elas não devem receber dinheiro e nem apoio do governo.Isso é um grande erro que o governo Lula faz.O estado está ai para desenvolver o público, não o privado.Temos que socializar as particulares,e isso também se faz com investimentos nas federais proporciando um ensino e peaquisa de qualidade.Que por sua faz com que as particulares acaba sendo sucateadas e seja intregado ao setor público.Não vejo com bons olhos essa questão de colocar instituições dos patrões como "públicas".

O resto estou de acordo!

PCB Ipatinga disse...

Não sou de Ipatinga não, sou de BH, sou cruzeirense!

O ítem 3 que o Lombello colocou trata - se de uma crítica a muitas universidades públicas hoje receberem de braços abertos empresas privadas a utilizarem seus espaços físicos e também a mão de obra estudantil de maneira barata.

Poder popular é quando o estado é totalmente descentralizado para que o povo tome decisões junto ao governo, como em Cuba onde existe até o direito deposição do deputado a qualquer momento. Mais detalhes você encontra nas teses do PCB presente no site www.pcb.org.br .

O que nós da União da Juventude Comunista defendemos é a universidade popular, ou seja, é quando a universidade está a serviço da população que a mantém nos seus três pilares: ensino, pesquisa e extensão e também os estudantes e técnicos administrativos (que juntos somam 30% da participação nas eleições da universidade para qualquer coisa e também essa proporção é mantida nos órgãos de decisão) tenham o mesmo poder, ou paridade, que o corpo docente.

Na minha opinião, no primeiro momento, as universidades particulares que tiverem desempenho abaixo do esperado, ou estão passando por problemas na justiça, como a UNINCOR que está sob acusações de improbidade administrativa, devem ser imediatamente passadas ao controle do Governo, só que estadual, nos casos de universidades com porte menor e ao Governo Federal, como no caso de outras de porte nacional , ou macro regional.

Acho que é isso.

alex 2121 disse...

Em primeiro lugar, sobre as particulares. Em nenhum momento defendi verbas públicas para elas. O que acho é que no distante dia em que os professores e estudantes puderem tomar conta da educação sem serem atrapalhados pelos políticos de carreira, é óbvio que não excluirão os estudantes e professores das escolas particulares de participarem na gestão democrática do ministério e das secretarias de educação.

Em segundo lugar, não penso que em caso nenhum o governo deve ter o poder de intervir em uma Universidade. Nem penso que uma verdadeira democracia do sistema educacional deveria ser completamente descentralizada. Pelo contrário, penso que deve existir, dirigindo o Ministério da Educação, um Conselho de Reitores e Estudantes, talvez mais amplo ainda, com poderes nacionais, e que se algum órgão fosse intervir em uma Universidade, que fosse esse!

AF STURT disse...

Cruzerense estamos de acordo.Mas em Ipatinga tem cruzerense também né?Alias, está sua proposta,em relação as particulares é boa sim.

Alex, entendi seu ponto sim,o que não devemos aceitar é o que governo lula está fazendo,por isso levantei a crítica.Agora será que a particular que tem um dono aceita intervenção deste futuro conselho?

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